Motorista Marcello devolveu bolsa para passageira
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Em Ilhéus, a atitude de um motorista de lotação possibilitou, neste final de semana, um reencontro que enche de orgulho quem tem a honestidade, empatia e compaixão como qualidades. O jovem Marcello Augusto mobilizou as redes sociais para localizar uma passageira que esqueceu, no banco traseiro do veículo, uma bolsa com R$ R$ 2.390,00.

A passageira, identificada como Suzete Aquino, embarcou por volta das 17h30min de sábado (17), com destino ao bairro Teotônio Vilela, em Ilhéus. Minutos depois que Suzete desembarcou no bairro de destino, o motorista Marcello Augusto percebeu que um dos passageiros tinha descido do veículo e se esquecido de levar a bolsa.

Para tentar localizar a passageira e devolver a bolsa com a quantia, o motorista Marcello Augusto mobilizou as redes sociais. Suzete Aquino foi localizada e a bolsa devolvida. A vendedora autônoma usou as redes sociais para relatar o que aconteceu. “Retornando para casa, peguei uma lotação para o Vilela e, ao descer do veículo, esqueci minha bolsinha de dinheiro com uma quantia de R$ 2.390. Fiquei arrasada, apavorada e chorei muito”, contou.

A vendedora seguiu no relato sobre o sofrimento. “Orei e pedi para que a pessoa que encontrasse tivesse o temor do Senhor. Na bolsa não havia nenhum documento com foto, tinha somente um recibo do banco que tinha o meu nome. Esse rapaz, que se chama Marcello Augusto, postou no face a procura da pessoa que deixou a bolsa cair com dinheiro no veículo dele. Uma pessoa, que visualizou a postagem, conhecia a minha irmã e passou contato”.

“Esse rapaz (Marcello Augusto) foi de uma honestidade, integridade e caráter que nos fazem acreditar que há, sim, muitas pessoas corretas e íntegras. Por esse motivo, venho mais uma vez agradecer a esse rapaz. Você é uma pessoa iluminada, um anjo de Deus. Obrigada, Marcelo Augusto! Tenho certeza que Deus vai te compensar e lhe abençoar mais e mais. Da redação com informações do Blog do Chico.

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A palavra pode não ter poderes mágicos para garantir bênçãos ou maldições. Porém, a palavra tem o poder de ser inclusiva ou excludente. Afinal, como diz o já consagrado provérbio do mestre Stan Lee, “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”.

Karoline Vital || karolinevital@gmail.com

“Cuidado, menina! A palavra tem poder”! Minha mãe sempre me falava isso, quando eu falava que algo poderia sair errado. Era o modo dela me alertar sobre o peso de tudo aquilo que se diz. Tudo bem que vinha carregado de uma aura meio mística, tipo um encantamento capaz de atrair a energia do que foi proferido. Falar “desgraça”, então…  Pior do que soltar o mais cabeludo dos palavrões. “É o nome da pelada”. Embora minha mãe nunca soubesse me explicar quem era a tal da pelada nem o que faria de tão desgraçado.

Hoje em dia, minha compreensão do poder da palavra vai além de se evocar sobrenaturalmente algo negativo ou positivo. A função de ser benção ou maldição está atrelada ao sentido político daquilo que se diz. Nada de política partidária, mas política de posicionamento, de ideologia, de como enxergar a si e ao outro.

A turma defensora do mundo mais chato após o politicamente correto é um excelente exemplo de como a palavra revela posicionamentos. Dia desses, caí no perfil de uma professora de português que se dizia sem paciência para vocábulos como “empatia”, “gratidão” e “empoderamento”. Em linhas gerais, classificava o uso dos termos como modismo. Infelizmente, essa atitude dela apenas revelou um vazio que carregava em si. Isso porque, apesar de ostentar elegância e uma condição financeira abastada, a professora era incapaz de refletir sobre o que motivava o uso dessas palavras ou os contextos. Usando uma expressão da moda, a profissional apenas “cancelou” porque não fazem parte da sua realidade nem estava disposta a compreender as motivações.

Muitas lutas, para serem tomadas como legítimas, exigem empatia de quem não vivencia as violências ou privações. O empoderamento vem de dar protagonismo, vez e voz a quem é invisível ou silenciado. Já “gratidão”, apesar de parecer apenas coisa de bicho-grilo que aplaude pôr do Sol, demonstra o sentimento de ser grato por algo ou alguém. Isso porque as raízes do “muito obrigado” estão na obrigação de se devolver o favor, bem na cultura do velho “toma lá, dá cá”.

Revisar vocábulos com origens racistas, sexistas ou que remetam a qualquer tipo de preconceito não é se tornar chato. É se tornar consciente sobre como palavras podem reforçar estruturas opressoras, as quais não cabem numa sociedade da era da informação. A palavra pode não ter poderes mágicos para garantir bênçãos ou maldições. Porém, a palavra tem o poder de ser inclusiva ou excludente. Afinal, como diz o já consagrado provérbio do mestre Stan Lee, “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”.

Karoline Vital é jornalista.

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Duas mulheres, em casa, com uma arma potente nas mãos, usada de forma completamente distinta: o poder de influência.

Manuela Berbert || manuelaberbert@yahoo.com.br

Sábado à noite, live de uma das maiores cantoras nacionais da atualidade, Ivete Sangalo. No meio de uma pandemia, quando os estados brasileiros começam a sinalizar um possível colapso na saúde: Atenção, Nação! O número de leitos disponíveis pode não conseguir atender à população! E o mais grave: Nosso profissionais (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas etc) estão adoecendo! É grave, e isolamento social é imprescindível!

De um lado, a cantora, na cozinha da sua casa de praia, de pijama de bolinhas, tentando levar ao país um momento de alegria, mas produzido com muito pouco: marido e filho, descalços, amendoim com casca e um prato, e um público lúdico presente, armado com brinquedos simples. Ivete é artista de massa e sabe disso. Tem a real noção de que é seguida e assistida por todas as classes, e incorporou isso majestosamente com simplicidade.

Do outro lado, uma das maiores influenciadoras digitais do país, Gabriela Pugliesi, sem noção alguma. Salvo engano, Gabriela foi uma das primeiras mulheres a postar sua rotina (lifestyle) no instagram, aqui no Brasil. Recentemente, uma das primeiras pessoas públicas a testar positivo para a Covid-19 (após o casamento de sua irmã, em um resort de luxo em Itacaré) e a divulgar. Manteve o isolamento social até a cura, mas sábado protagonizou um verdadeiro desserviço ao país: recebeu amigos em casa para uma festa e postou nas redes sociais vídeos em que os brindes eram regados a frases como “Foda-se a vida!”, que soou para todos como um “Fodam-se vocês, estou imune!”.

Ainda que a sua carreira e visibilidade não sejam comparadas à de Ivete, vê-se claramente a importância da RESPONSABILIDADE SOCIAL de cada uma em um momento tão delicado como este. Gabriela é seguida por milhares, de todas as classes sociais, e serve de inspiração para muitas empresas também, afinal é bem comum inclusive vermos marcas apresentando produtos similares aos que ela consome, mais baratos, com campanhas que abusam de frases como “baseado no produto X que a Pugliesi usa”. Não é bacana, nós sabemos, mas é a realidade da nossa população consumista, pelo menos até esta crise atual. (Depois disso, muita coisa pode e deve mudar, mas aí é pauta para outro texto.)

Duas mulheres, em casa, com uma arma potente nas mãos, usada de forma completamente distinta: o poder de influência. De um lado, a ironia e a soberba de quem vive a sua própria bolha e no fundo está pouco se importando com quem está do outro lado da tela. Na contramão e com muito bom senso, uma cantora que ainda brincou com o tamanho da “calçola” que estava usando, com empatia a quem está em casa alternando entre dias bons e ruins, instabilidade econômica e com medo do Sistema Único de Saúde, que ainda salva, mas que não sabemos até quando…

Manuela Berbert é publicitária.

Rede de Hipermercados no sul da Bahia faz campanha pela compra racional de produtos
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Uma rede de hipermercados do sul da Bahia lançou, nas redes sociais, uma campanha para orientar o consumidor sobre os riscos das aglomerações nesse período de pandemia do novo coronavírus. O objetivo também é evitar estoque desnecessário de alimentos em casa, desabastecimento nas lojas e disparada de preços dos produtos.

Lançada na sexta-feira (20) pela Rede de Hipermercados Itão, a campanha “Não Estoque Nada!” orienta o consumidor a não estocar comida, álcool gel, remédios e máscaras para que não faltem produtos para quem realmente precisa.  No Facebook, em poucas horas, o card da campanha foi compartilhado por mais de 3 mil pessoas.

Para o gerente de compras da empresa, Gilson Cesar de Jesus, esse é o momento de o brasileiro demonstrar empatia, amor e compaixão pelo próximo.  “É uma situação em que a pessoa não pode pensar somente em si mesma. Estamos no momento de cuidarmos um do outro para que, unidos, possamos vencer essa guerra”, afirmou ao PIMENTA.

Gilson Cesar destaca que a super aquisição de produtos só vai dificultar ainda mais a vida de todos, inclusive de quem está correndo para estocar.  “As pessoas precisam ter calma e entender que as compras desnecessárias podem gerar desabastecimento e disparada de preços. Então, compre para o seu consumo normal”, orienta.

PROTEÇÃO PARA QUEM MAIS PRECISA

Ele diz que outra preocupação é com as pessoas com menor renda, que terão o poder de comprar ainda menor se os preços dos produtos dispararem. “Outra grande preocupação é não deixara pessoa que realmente precisa usar máscara sem essa proteção, por exemplo. Quem usa determinado remédio sem poder comprá-lo. Coisas assim que precisamos evitar”.

Além disso, a recomendação das autoridades na área de saúde é para que as pessoas evitem aglomerações, principalmente em locais fechados,  para reduzir a possibilidade de disseminação do novo coronavírus e diminuir a quantidade de pessoas doentes.

A campanha sobre a importância da compra consciente não foi a única medida adotada pela rede de hipermercados, que possui lojas em Itabuna e Ilhéus. Foi criado um horário especialmente para atendimento prioritário, que vai das 7 às 8h da manhã. Assim, evita-se aglomeração e exposição de pessoas mais vulneráveis.