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Quase todos os ilheenses acreditam que ocorreram arrastões ontem e hoje na cidade. Alguns ouviram falar em assaltos e atos de vandalismo, mas ninguém afirma ter visto ou sido vítima de algum deles. Também não houve nenhum comerciante que divulgasse ter sofrido qualquer prejuízo.
Apesar de tudo isso, o pânico na cidade é generalizado. Agora à tarde, o PIMENTA andou por algumas ruas do centro de Ilhéus, como o calçadão da Jorge Amado, Marquês de Paranaguá, Dom Pedro Segundo e rua Coronel Paiva. Em todas elas, a maioria das lojas estava fechada ou fechando as portas. Poucas pessoas andavam na rua e qualquer grupo que passasse em ritmo um pouco mais acelerado era visto como um arrastão em potencial.
O blog também presenciou um carro de som contratado pelo Sindicato dos Comerciários de Ilhéus, que divulgava mensagem de alerta aos comerciantes. Demonstrando temor pela segurança dos estabelecimentos, bem como das pessoas que trabalham neles, o locutor orientava todos a fechar as portas.
Há razões para temer pela segurança, haja vista a total ausência de policiais nas ruas, mas não se deve desconsiderar que quase todo o caos instalado não passa de fruto de muita imaginação fértil. Felizmente.

Loja da Insinuante, na esquina das ruas Jorge Amado e D. Pedro II, fechou as portas (foto PIMENTA)

 

Funcionários e clientes em clima de tensão. Loja avisa que está "aberta" (foto PIMENTA)
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Uma fonte da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe Cacaueira, antiga Caerc) acaba de informar ao PIMENTA que este grupamento da PM colocará seus 120 homens nas ruas ainda nesta manhã. A ordem do comando é para que seja garantida a segurança da população, independentemente da greve.
O policial com quem o blog conversou disse recear pela possibilidade de confronto entre os integrantes da Cipe e os grevistas. “Essa hipótese existe, mas se eles tentarem impedir nosso trabalho ou tomar viaturas, nós iremos reagir”, avisa o PM.
Em Ilhéus, vários estabelecimentos comerciais permanecem de portas fechadas.

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Circulava ontem na “Praça do Cafezinho”, termômetro da política ilheense:
Enquanto na itália, o comandante do navio Costa Concordia, Francesco Schettino, abandonou o barco durante o naufrágio, em Ilhéus ocorreu justamente o contrário. O prefeito Newton Lima largou a cidade em meio ao caos da greve da PM e refugiou-se no navio MSC Orchestra, que se encontrava atracado ontem no Porto do Malhado.
Na companhia do comandante Giuliano Boffi, Newton degustou vinhos das melhores safras e pratos requintados, bem longe da balbúrdia que imperava no centro da cidade, onde ao comércio fechou por medo de arrastões.
Como diriam os colunistas jurássicos, “sorry, periferia”…