Ana Maria é contida por homem durante ataque à comerciante
Tempo de leitura: < 1 minuto

A Justiça aceitou denúncia do Ministério Público da Bahia contra a chilena Ana Maria Leiva Blanco, acusada de agredir uma comerciante judia em Arraial D’Ajuda, em Porto Seguro, no mês passado. A vítima, Herta Breslauer, filmou a agressão e publicou o vídeo nas redes sociais (relembre).

As mulheres se conheciam há anos e começaram a discutir, pela internet, por causa do genocídio promovido pelo Estado de Israel na Faixa de Gaza. No dia 2 de fevereiro, Ana Maria foi até a loja de Herta e passou a agredir a empresária. Segundo a denúncia, a comerciante foi atingida por um tapa no rosto, além de ter sido chamada de “assassina de crianças” e de “maldita sionista”.

A decisão da Justiça baiana, publicada no último dia 7, torna ré a acusada em processo por injúria racial, crime equiparado a racismo desde 2023, com pena prevista de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

Ana responde à ação em liberdade, mas está proibida de se aproximar de Herta ou e loja da comerciante. Ela também não pode deixar a Comarca de Porto Seguro sem autorização judicial.

Empresária judia (à direita) sofre ataque em Porto Seguro || Fotomontagem A Tarde
Tempo de leitura: < 1 minuto

Uma comerciante judia sofreu ameaça de agressão física e foi vítima de racismo, no distrito de Arraial D’Ajuda, em Porto Seguro, no extremo-sul da Bahia. Herta Breslauer, de 54 anos, estava no interior da loja de sua propriedade, na Rua da Broadway, quando uma mulher, com sotaque espanhol, entrou no estabelecimento e caminhou em sua direção, conforme relatos da vítima. Em seguida, a invasora começou os xingamentos e as ameaças.

A ação violenta, no início da noite de sexta-feira (2), foi filmada e publicada nas redes socais. “Sionista, assassina de crianças. Eu vou te pegar, maldita sionista”, disse a mulher, que estava completamente descontrolada. Ela foi contida por um homem, que a escoltou para fora da loja. Não é possível saber se o homem estava acompanhando a agressora ou se comoveu com a situação.

Herta Breslauer disse que as agressões foram gratuitas “Ela entrou na loja gritando e por eu ser judia, me chamou de assassina de crianças. Olha só o que ela fez”, diz a vítima no vídeo. “Ela entrou, me agrediu, me bateu, destruiu a loja, simplesmente por eu ser judia. Disse que eu sou assassina de criancinha. Eu não mato nem pernilongo”, acrescentou.

Herta Breslauer prestou queixa na Delegacia de Polícia de Arraial d’Ajuda e espera que medidas judiciais sejam adotadas.  Até o fechamento da matéria a acusada ainda não havia sido presa. Assista ao vídeo, da agressão, reproduzido d A Tarde