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Pacientes que recorreram ao Hospital São Lucas, hoje, em busca de atendimento médico no pronto-socorro desistiram após espera que durou até mais de sete horas. O hospital da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna trabalha hoje com apenas um médico plantonista, segundo funcionários da recepção e pacientes.
Quem chegou pela manhã e esperou, está sendo atendido somente agora. Os pacientes que tiveram fichas preenchidas nesta tarde, informam funcionários, ainda não conseguiram passar por avaliação médica.
Ontem, a demora no atendimento era justificada pela sobrecarga gerada com a greve no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem). A paralisação no hospital público chegou ao fim às 17h.

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O médico Paulo Cardoso Meira, do Hospital São Lucas, em Itabuna, negou que tenha agredido pacientes durante seu plantão de quarta para quinta-feira. Ele diz que houve incidente envolvendo só uma paciente (relembre aqui).

O profissional contou que fez todo o procedimento correto para reanimar a paciente Judite Jesus Rocha, de 56 anos, que está viva. O médico afirmou que ele foi agredido por Claudecir Rocha Aragão, sobrinha da paciente.

Paulo Cardoso disse que a mulher ficou descontrolada, rasgou a receita e teve que ser contida pelos seguranças do Hospital São Lucas. Ele prestou queixa contra Claudecir, que tomou a mesma medida contra o profissional.

O Hospital São Lucas instaurou procedimento para investigar o que ocorreu no interior da instituição. Um processo administrativo deverá ser concluído no prazo de 30 dias. Informações d´ A Região

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Duas pacientes afirmam que tiveram atendimento negado pelo médico plantonista Paulo Cardoso Meira, do Hospital São Lucas, em Itabuna. O médico é acusado de agressões físicas e verbais.

A vendedora Claudeci Rocha Aragão, de 25 anos, diz que foi agredida ao questionar o profissional sobre o atendimento a sua tia. A moradora de Buerarema relata que o médico colocou seus dois braços para trás e rasgou a receita.

Claudeci afirma que outras duas pacientes foram agredidas durante o plantão do médico, na madrugada desta quinta. A direção do hospital São Lucas divulgou nota informando que todos os fatos estão sendo apurados.

Segundo a nota, a investigação vai decidir se houve falhas no atendimento oferecido pelo Hospital. Ela diz ainda que não será admitido desvio de conduta e destaca a existência de protocolos de assistência médico-hospitalar.

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Freire era uma das referências em medicina na Bahia (Foto Correio).

Itabuna perdeu uma de suas referências em medicina com a morte de Raimundo Freire Brandão, ontem. O médico cirurgião foi submetido a uma cirurgia de ponte de safena e há dias encontrava-se internado no Hospital Calixto Midlej Filho. O corpo de Raimundo Freire foi enterrado no cemitério Campo Santo, em Itabuna.
O colega Rommel Pires lembra que Freire era “um dos grandes cirurgiões de Itabuna”. Junto com amigos como Eduardo Fontes, Freire foi dos primeiros conselheiros da Organização Hospitalar São Lucas, fundador do Hospital São Lucas, hoje administrado pela Santa Casa de Misericórdia de Itabuna. “Era uma pessoa com uma integridade única”, completa Rommel.
26 MIL CIRURGIAS
Itabuna perde uma referência, mas fica o exemplo. Nos 48 anos dedicados à medicina, Freire fez cerca de 26 mil procedimentos cirúrgicos. “Foi o terceiro que mais realizou cirurgias na Bahia”, lembra, emocionado, o colega Eduardo Fontes.
Freire foi diretor do São Lucas, do Hospital Calixto Midlej Filho e do Manoel Novaes, além de chefe de cirurgia-geral do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem), em Itabuna. Ele também coordenou o Samu 192 na sua fundação, em 2004.
A medicina estava no sangue. Freire era filho de um dos fundadores do Calixto Midlej, o também cirurgião Corbiniano Freire. “Raimundo Freire foi responsável por grande parte dessa turma de médicos de Itabuna”, relembra.
FREIRE E TANCREDO NEVES
A qualidade profissional do médico itabunense pode ser medida por uma das referências na medicina brasileira, o ginecologista e ex-deputado federal Aristodemo Pinotti, falecido em 2009.
Numa entrevista concedida à TV Santa Cruz, em Itabuna, Pinotti disse que Tancredo Neves seria presidente da República “se tivesse adoecido em Itabuna e fosse operado por Raimundo Freire”.
A entrevista é relembrada por Fontes. Tancredo foi escolhido o presidente da República na transição entre os tempos de chumbo e a democracia, na década de 80, mas o maranhense José Sarney, hoje presidente do Senado Federal, acabou assumindo, devido à saúde debilitada do político mineiro operado às vésperas de tomar posse.
Falhas médicas num tratamento de diverticulite agravaram o que, para muitos, era uma cirurgia simples. E os erros forçaram Tancredo a passar por sete cirurgias até a morte, em 21 de abril de 1986 (relembre aqui).
A citação de Pinotti e a memória de amigos revelam bem a falta que Freire fará à nossa medicina.