Obra de Goca Moreno será apresentada no Dia de Iemanjá || Foto Reprodução/Instagram
Tempo de leitura: < 1 minuto

A pedra da Praia da Coroinha, em Itacaré, foi o altar escolhido para a instalação da escultura de Iemanjá construída pelo artista plástico Goca Moreno. A obra, que será apresentada oficialmente nesta quinta-feira (2), às 10h, é presente do Terreiro Ilê Asé Babá Wallamym para a cidade do sul da Bahia, que completou 291 anos de fundação no último dia 26. Para encomendá-la ao renomado escultor ilheense, Mãe Rita teve apoio financeiro de empresários locais.

As celebrações do Dia de Iemanjá começarão às 5h, com a tradicional Alvorada, antes do Padê de Exu, na Praça do Canhão, diante da foz do Rio de Contas e da pedra onde a nova escultura foi colocada.

A programação seguirá ao longo da tarde. Às 13h, a Praça do Fórum vai sediar o encontro dos terreiros de Itacaré, de onde os religiosos seguirão em cortejo até a Praça do Canhão. Depois, às 14h, a Praça do Canhão também será palco do Xirê, roda de canto dedicada aos orixás. A saída dos barcos das oferendas está prevista para as 16h. O encerramento da comemoração terá show de Marcelinho do Samba e samba de terreiro.

Tempo de leitura: 4 minutos

Quem, como Alencar Pereira da Silveira, nasce no dia consagrado a Iemanjá tem o corpo fechado e uma legião de amigos para clamar: Vida longa ao Caboclo Alencar!

 

Walmir Rosário

Se não puder ajudar, pelo menos não atrapalhe! Esse bordão é bastante antigo e não sai de moda, acredito eu que para passar um pito, chamar a atenção, dar um esfrega nas fuças do dito cujo que faz o que não deveria. Isso vale – e muito – para o sacripanta que uns dias atrás espalhou pelas redes sociais uma notícia falsa – ou fake news, como está na moda – dando conta que o Caboclo Alencar teria morrido.

Neste dia, logo cedo, enquanto esperava o café ser posto à mesa, me deparei com essa heresia no Facebook, no Instagram e no Whatsapp, de que o Caboclo teria partido para o outro mundo sem se despedir de ninguém. Com essa profusão de notícias ruins sobre os amigos que se vão, de início fiquei alarmado, mas fui me recuperando aos poucos todas as vezes que analisava uma premissa sobre sua morte.

Ora, sem mais delongas iniciei uma série de ligações para amigos comuns que trataram de desmentir a calúnia na mesma hora e prometeram tomar providências junto à polícia, à justiça e até ao papa, com a firme intenção de aplicar um castigo eficaz no mentiroso. Justamente quando o Caboclo Alencar acaba de comemorar seus 90 anos bem vividos um sujeito qualquer decreta a morte dessa autoridade, sem mais nem menos.

Mesmo neste terrível tempo em que a pandemia assola o mundo – incluído aí o Brasil e Itabuna – o Caboclo Alencar continua prestando relevantes serviços à sua clientela, servindo as deliciosas e quase sexagenárias batidas. Se bem que o Caboclo Alencar poderia se valer do alto dos seus 90 anos para resolver se aposentar do trabalho e passear com sua Neusa mundo afora. Mas não, continuou na labuta.

A única mudança que se permitiu foi mudar a linha de produção da indústria implantada no Beco do Fuxico, onde também funciona o internacionalmente famoso ABC da Noite, para a sua residência. É bom que se diga que também se permitiu a outra mudança: deixou de servir as batidas no varejo e agora somente trabalha em atacado, comercializando-as a partir de embalagens de litro.

Sujeito modesto esse Caboclo Alencar, que continua firme na lida para não deixar os alunos – repetentes ou não – do ABC da Noite a ver navios. Que ninguém repare não ser servido na forma tradicional, de pé no balcão e em pequenos copos de plásticos em dois tamanhos, pois não convém manter esse serviço em sua própria residência, cujos frequentadores são apenas os convidados.

Mesmo assim, na porta de entrada o Caboclo não se furta de entregar os maravilhosos litros de batida, quase sempre acompanhados de uma dose da bebida, para deleite do ilustre cliente. Nestas semanas em que prevalece o lockdown, nada melhor do que passar o fim de semana em casa e devidamente abastecido. Afinal, um boêmio distinto é conhecido pelos serviços que presta ao recepcionar seus convidados.

Mas voltando ao malfazejo que transmitiu essa heresia ao mundo por meio da internet, fico aqui imaginando o que o Caboclo Alencar teria feito de mal ao dito cujo, para premeditar tamanha vingança. Teria ele passado pelo Beco do Fuxico e dado de cara, por dias a fio, com o ABC da Noite fechado e se sentiu prejudicado no seu sagrado direito de beber uma das batidas, conforme mandava a tradição?

Não acredito na atitude mesquinha desse sujeito e rogo que a justiça venha a dar o tratamento merecido ao dito cujo, no tamanho que merece o tresloucado ato praticado. Se falhar a justiça dos homens que, pelo menos, atue a divina, e que ele seja, no mínimo, proibido de beber as tradicionais batidas do ABC da Noite por um longo período, na mesma proporção do estrago que causou aos amigos do Caboclo.

Para os que ainda não tomaram ciência do que representa o Caboclo Alencar, vai aqui uma simples amostra da importância desse homem para os frequentadores do ABC da Noite, tanto os diários como os esporádicos. De portas abertas desde 1962, o Caboclo coleciona uma carteira de amigos e clientes que ultrapassam limites, divisas e fronteiras, que sempre voltam para uma mais uma dose.

Itabunense nascido em Sorocaba (SP), Alencar Pereira da Silveira teve a ideia de transformar o açougue em que comercializava carne de porco em uma casa de batidas, cervejas e tira-gostos. De lá pra cá não fez outra coisa na vida que não fosse proporcionar a felicidades dos costumeiros clientes, transformando seu negócio numa verdadeira casa de amigos. E tantos amigos que crescem a cada dia.

E para tomar a saideira, de cara vou avisando ao dito cujo carcará sanguinolento que praga de urubu magro não pega em cavalo gordo. Quem, como Alencar Pereira da Silveira, nasce no dia consagrado a Iemanjá tem o corpo fechado e uma legião de amigos para clamar: Vida longa ao Caboclo Alencar!

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Tempo de leitura: < 1 minuto
"Sereia" retorna para a Praia do Marciano (Foto Marcelo Silveira).
“Sereia” retorna para a Praia do Marciano (Foto Marcelo Silveira).

Um dos principais símbolos da Praia do Marciano, no Malhado, em Ilhéus, a escultura da Sereia foi devolvida ao seu lugar, após restauração feita pelo artista plástico Goca Moreno. No final de dezembro, a escultura de Goca havia sido alvo de vândalos.

O retorno da Sereia é parte dos preparativos para os festejos em homenagem ao Dia de Iemanjá, na próxima quinta (2). O local é um dos pontos para que os devotos da “Rainha do Mar” depositem oferendas. A restauração da Sereia foi custeada pela Prefeitura de Ilhéus, por meio das secretarias de Turismo e de Serviços Urbanos.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Cidades como Salvador e Ilhéus, na Bahia, rendem homenagens a Iemanjá, a Rainha do Mar. Na capital baiana, a festa se concentra no Rio Vermelho. Em Ilhéus, a saudação começa às 10 horas, tanto na praça em frente à Catedral de São Sebastião quanto na Nova Brasília, em frente à Universidade Livre do Mar e da Mata (Maramata), com a entrega das oferendas.
A procissão marítima que levará as oferendas para alto-mar está programada para as 16h deste sábado, saindo da Praia do Cristo e da Nova Brasília (Maramata). Abaixo, confira Iemanjá Rainha do Mar, interpretada por Maria Bethânia.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Uma guarnição da 69ª Companhia Independente da Polícia Militar, em Ilhéus, cuidava na tarde desta quarta-feira, 02, da segurança no Morro de Pernambuco, onde aconteciam os festejos de Iemanjá. De repente, em meio às oferendas, os soldados avistaram uma movimentação estranha e acabaram descobrindo um ponto de venda de drogas bem no meio da festa.

Ao perceber a aproximação dos policiais, os traficantes Tiago Silva Santos e Odinei Andrade Pereira ainda tentaram escapulir, mas foram alcançados mais adiante pelas motocicletas da 69ª CIPM. Com eles, havia 18 papelotes de maconha, pequena quantia em dinheiro e uma faca.