A região do Cidadelle e atacadões ilheenses em foto de José Nazal
Tempo de leitura: < 1 minuto

Vice-prefeito de Ilhéus, o fotógrafo e memorialista  José Nazal participou, em 2019, da elaboração da lei que redefine os limites dos bairros de Itabuna.

No último final de semana, deparou-se com a notícia de que 67 localidades itabunenses tinham casos confirmados do coronavírus. Na lista, o bairro de alto padrão Cidadelle, que fica em território ilheense.

Em tom de pilhéria, Nazal não deixou passar em branco:

– Até o Cidadelle está como bairro de Itabuna… Vou ter que abrir outra vez a Batalha de Quiricós, como batizou Ricardo [Ribeiro].

Há cerca de 10 anos, Itabuna e Ilhéus quase entram em guerra – no sentido literal do termo – pela área que envolve a Ilha de Quiricós, na região do Cidadelle e das redes Atacadão e Mineirão Atacarejo (ex-Makro).

Itabuna havia “mordido” pedaços de terra de Ilhéus na região que vai do Maxxi e Jardim das Hortênsias à Nova Califórnia há quase 30 anos.

Duas décadas depois, reivindicaria a área que envolve a Ilha e parte do Rio Mutucugê. Perdeu. A renhida disputa foi definida pelo jornalista, fundador do Pimenta e hoje delegado Ricardo Ribeiro como “Batalha de Quiricós”.

Tempo de leitura: 2 minutos
Marco auxiliará levantamento topográfico (Foto Clodoaldo Ribeiro).

Acabou a dúvida sobre os limites territoriais entre Ilhéus e Itabuna. Por volta das 16 horas desta segunda, uma equipe de técnicos localizou o marco oficial da Ilha dos Quiricós, que define com exatidão os limites entre os dois maiores municípios baianos na região do Makro e Atacadão.

A descoberta tem implicações econômico-financeiras para os dois municípios. E, por ele, os técnicos não têm mais dúvidas de que o Makro – além do Atacadão – está mesmo localizado em Ilhéus. Apenas cerca de 10% da loja, por esta descoberta, estaria em solo itabunense, segundo o chefe de Gabinete da prefeitura de Ilhéus, o memorialista José Nazal Soub.

Amanhã, às 8h30min, técnicos das prefeituras de Ilhéus e de Itabuna se encontram em frente ao Atacadão, no quilômetro 24 da rodovia Ilhéus-Itabuna, para oficializar a descoberta. José Nazal diz que o governo ilheense optou por um comportamento de equilíbrio, criando as condições para que a justiça fosse feita e sem traumas. “O tempo todo a administração defendeu a legalidade, sem privilégio para um ou para outro”, diz.

Quem descobriu o marco, uma coluna de aproximadamente 3 metros de fundura, foi o secretário de Serviços Públicos, Carlos Freitas. “Justiça seja feita a ele”, diz o sorridente chefe de gabinete, José Nazal. Sem o marco reencontrado hoje, a definição sobre onde começaria o território de Itabuna e onde terminaria o de Ilhéus duraria mais seis meses, segundo previsão da Secretaria Estadual de Planejamento.

Freitas, "o descobridor", sobre o marco da Ilha (Foto Clodoaldo Ribeiro).