
A famosa e próspera indústria de multas de trânsito enfrenta a crise econômica sem se abater e com o desempenho em alta. Em Ilhéus, levantamento feito pelo vereador Fábio Magal, do PSC, chegou ao somatório do que a prefeitura arrecadou com multas de trânsito desde 2013: mais de R$ 7 milhões. “Os números da arrecadação são espantosos”, afirma o membro da Câmara.
O primeiro ano, quando o atual governo ainda se iniciava, foi apenas um ensaio, terminando com uma arrecadação de R$ 562.422,10. Mas, do segundo ano em diante, as máquinas foram azeitadas e a indústria passou a operar a pleno vapor. Resultado, a receita bombou em 2014, atingindo R$ 3.375.420,75, seis vezes mais que no ano de estreia da nova gestão.
Houve uma retração de 25% em 2015, quando a crise se agravou em todo o país, mas ainda assim com um ritmo de atividade muito bom, em comparação a outros setores da economia. Em 2016, somente nos seis primeiros meses, a fantástica fábrica de multas já acumula uma receita de R$ 1.368.508,92.
Apesar do sucesso dessa indústria, a população ilheense desconhece o retorno social de tanto dinheiro arrecadado. Para Fábio Magal, o “pote de ouro” poderia ser bem empregado na construção de uma ciclovia, o que é um sonho acalentado pela Associação Ilheense de Ciclistas.
Como o custo estimado é de R$ 650 mil por quilômetro, o montante amealhado pelos pardais ilheenses desde 2013 daria para construir uma ciclovia de 12 quilômetros. Aí sim a indústria poderia demonstrar que, além de ser um eficiente instrumento para fazer dinheiro, é também útil para a sociedade.















Um seminário promovido pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), em parceria com o Sebrae e a União dos Municípios da Bahia (UPB), irá destacar a participação das micro e pequenas empresas nas compras realizadas pelo setor público. O evento acontece no dia 20, das 8 às 17 horas, na Faculdade de Ilhéus.
















