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Olímpio e Marcos Flávio querem fazer uma "muqueca" com Zé Neguinho

A onda de expulsões no PPS, que já levou o vereador itabunense Clóvis Loiola, ameaça chegar a Ilhéus e tragar o também vereador “Zé Neguinho”. Ele é acusado de traição ao colega de legislativo e correligionário Marcos Flávio Rehem, e quem jogou a sujeira no ventilador foi o pai do traído, o ex-prefeito ilheense Antônio Olímpio, também membro do PPS e presidente da Fundação Maramata.

Em entrevista concedida nesta manhã ao programa Alerta Geral, apresentado por Gil Gomes na Rádio Santa Cruz, Olímpio revelou o episódio da traição, que está relacionado à recente eleição da mesa diretora da Câmara Municipal.

Marcus Flávio seria candidato a presidente da mesa e contava com o apoio de Zé Neguinho. Este, por sua vez, disse não ao companheiro de legenda, alegando de que seria ele próprio o candidato. Desejo justo, mas não foi o que ocorreu.

Zé Neguinho, sem autorização do PPS, decidiu apoiar a eleição do vereador Edvaldo Nascimento, o “Dinho Gás”, que acabou – como se sabe – eleito presidente. O caso extra-conjugal (ou melhor, extra-partidário) agora ameaça o “traíra” (na visão de Olímpio e do filho).

Na mesma entrevista ao Alerta Geral, Olímpio também afirmou que a pulada de cerca de Zé Neguinho terá outro preço, além da possível expulsão do PPS. É que o vereador seria indicado pelo partido para assumir a Secretaria da Agricultura de Ilhéus, o que a crise deflagrada tornou improvável.

Zé Neguinho se encontra num evento com pescadores em Salvador e ainda não se manifestou. Mas ele deverá falar já na manhã desta terça-feira.

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O deck desabou pouco antes da valsa (foto José Nazal)

Permanece em observação na UTI do Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, o bebê de oito meses que foi uma das 21 pessoas feridas em um acidente ocorrido na madrugada desde sábado, 12, durante baile de formatura da turma de Biologia da Uesc. A criança, que caiu de uma altura de três metros, juntamente com a mãe e uma prima, sofreu traumatismo craniano e seu estado é considerado grave.

O desabamento do deck em que formandos e convidados se encontravam ocorreu por volta de 1h30min, pouco antes da valsa. O socorro foi prestado pelo Corpo de Bombeiros e pelo Samu, que conduziram a maior parte dos feridos para o Hospital Geral Luiz Viana Filho, em Ilhéus. Apenas o bebê foi trazido para Itabuna.

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Para reverter a situação do Colo Colo, só com muita oração

Depois de uma derrota fora de casa para o Feirense e um empate em casa com o Serrano, o Colo Colo de Ilhéus volta a campo neste domingo, 13, para uma difícil tentativa de reabilitação na primeira rodada do returno. O adversário será novamente o Serrano, mas dessa vez em Vitória da Conquista. Jogo duro!

O Colo Colo caiu para a quarta colocação entre as seis equipes do grupo 1 do Campeonato Baiano e tem o Bahia lhe bafejando a nuca. A descida na tabela ainda pode ser revertida, mas o time não está se esforçando.

Em Ilhéus, fala-se que a culpa é da própria diretoria do “Tigre”, que alugou uma casa em local impróprio para abrigar os jogadores. O imóvel fica na estância hidromineral de Olivença, bem pertinho de uma conhecida casa de eventos. Segundo informações, alguns atletas têm aproveitado as folgas para dedicar-se a farras homéricas.

A situação é preocupante e irrita o zagueiro Rodrigo, capitão da equipe ilheense. Em uma entrevista coletiva, o jogador não mediu palavras para demonstrar seu descontentamento. “Isso aqui é um time de pu*>&@x!”, desabafou o líder do Colo Colo após o jogo com o Serrano. O técnico Zanata tentou contornar o incontornável: “ele está de cabeça quente, mas depois de uma chuveirada isso passa”.

É esperar para ver o comportamento da equipe hoje, mas a torcida, que se animou com a estreia grandiosa (1×0 sobre o Vitória em pleno Barradão), já está perdendo as esperanças.

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Funcionários da Porto Corp, responsável pela coleta do lixo em Ilhéus, decidiram voltar ao trabalho na noite desta sexta-feira, 11, depois que os representantes da empresa concordaram em depositar os salários em atraso. Durante todo o dia, a cidade ficou repleta de lixo em virtude da paralisação que havia sido deflagrada.

A Porto Corp também prometeu regularizar o pagamento de horas extras e do adicional de insalubridade, mas só a partir do próximo mês.

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Garis cruzam os braços em protesto contra empresa (Foto Pimenta).

Os funcionários da Portocorp Ambiental cruzaram os braços nesta sexta (11), alegando falta de pagamento de insalubridade e das horas extras e a não-renovação do fardamento dos garis.

A empresa é responsável pela coleta de lixo em Ilhéus. O Sindicato dos Servidores Públicos de Ilhéus (Sinsepi) anunciou que a greve será mantida até que a Portocorp atenda as reivindicações dos trabalhadores. O PIMENTA não conseguiu falar com a direção da empresa.

Já o secretário da Fazenda, Jorge Bahia, disse que a prefeitura nada deve à empresa. “Nós estamos religiosamente em dia [com a empresa]”, assegura. O município paga à Portocorp Ambiental R$ 330 mil para a execução do serviço de limpeza na cidade, conforme o secretário.

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Licitações realizadas pela Câmara de Vereadores de Ilhéus tiveram os vencedores previamente publicados na seção de classificados de um jornal da região. Sabedor de que as disputas tinham cartas marcadas, um grupo político local antecipou a divulgação, devidamente cifrada.

Mas esse grupo não agiu imbuído de verdadeiro espírito fiscalizador, em defesa do princípio da impessoalidade na administração pública. A intenção, segundo consta, não é divulgar a maracutaia, mas sim utilizar a informação como trunfo para chantagear os autores das licitações fraudulentas.

É a perfeita tradução do clássico de Bezerra da Silva: “se gritar pega ladrão…”.

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Pista ficou interditada nos dois sentidos

Moradores da região do Acuípe, em Ilhéus, interditaram a rodovia BA-001 na manhã e início da tarde desta quinta-feira (10). Eles protestavam contra a falta de segurança no trecho da estrada que corta a localidade, além da precariedade do transporte público que atende a população da área.

A interdição da via se deu em dois momentos: um teve início às 6 horas da manhã e durou até pouco depois das 7 horas. Inicialmente, a polícia militar conseguiu liberar a pista, mas ela voltou a ser fechada às 11h, barrando o tráfego até as 14 horas.  Os moradores exigem a instalação de quebra-molas e a melhoria do serviço de transporte coletivo.

A manifestação foi encerrada depois que representantes da Prefeitura apareceram para conversar com a comunidade. Nenhum representante do Derba esteve no local.

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Esse Marcos Maurício é uma figura. A última do cara é propagar que o Complexo Intermodal Porto Sul ficará, na verdade, em Itabuna, já que – segundo os entendimentos geográficos do chargista – a comunidade da Ponta da Tulha não pertence a Ilhéus, mas sim à cidade vizinha. Leia abaixo a “tese” pirada do sujeito:

Finalmente Itabuna terá um investimento de peso, depois de tanto sofrer com a crise do cacau. O advento do Complexo Intermodal no bairro da Ponta da Tulha vai gerar emprego e renda para toda a região, inclusive para Ilhéus, cidade vizinha que “administra” temporariamente o bairro, acidentalmente localizado no litoral norte do município.

O Complexo Intermodal inclui a Ferrovia Oeste-Leste, Aeroporto Internacional (este último já no município de Ilhéus) e abrigará empresas satélites, gerando um fluxo de bilhões de dólares nas áreas disputadas.

O prefeito ilheense, Nilton de Tal, reinvindica a posse do bairro, embora, a exemplo de outros gestores, ignore a existência da comunidade.

Hoje, a Ponta da Tulha é um ponto hostil e inspirado nos conflitos da Faixa de Gaza (Israel x Palestina) e Caxemira (Índia x Paquistão), o prefeito ilheense chama a Ponta da Tulha de TERRITÓRIO OCUPADO POR PAPA JACA nos releases distribuídos pela Assessoria de Comunicação.

Os itabunenses, alheios aos olhos gordos, já preparam campeonatos de surf nas parasidíacas praias grapiúnas e até mesmo pretendem construir um semi-anel rodoviário nas proximidades da Lagoa Encantada em direção ao município-sede de Itabuna, cuja finalidade é impedir que itabunenses venham pisar em solo inimigo, evitando assim confrontos desnecessários.

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Por que as placas que informam o limite de velocidade (50 km) nos trechos onde a Prefeitura de Ilhéus instalou fiscalização eletrônica (“pardais”) são bem menores que as outras placas de trânsito? E por que, diferentemente do que ocorre em outras cidades, em Ilhéus não existe sinalização horizontal para avisar os motoristas sobre aquele limite?

É impressão deste blog, ou a vontade de multar (e arrecadar) é infinitamente superior ao desejo de ordenar e estabelecer um trânsito mais harmonioso e respeitoso?

Com a palavra, a Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito.

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Um balanço da Diretoria Regional de Educação em Ilhéus (Direc 6) revela que ainda existem 2.117 vagas na rede estadual de ensino no município, embora o ano letivo tenha começado na segunda (7). As vagas existentes são para o Ensino Fundamental, o Médio e o Técnico.

São 420 vagas do Ensino Médio no Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, 320 vagas nos cursos de eletromecânica e gestão logística no Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP), 200 vagas no Colégio Estadual do Basílio no Ensino Fundamental e Médio e 450 na Escola Antônio Sá Pereira (Ensino Médio).

O Colégio Fábio Araripe oferece 410 vagas no Fundamental e Médio. Outras 117 vagas do Ensino Fundamental são oferecidas pelo Eduardo Catalão. O Colégio Padre Luiz Palmeira ainda dispõe de 200 vagas do Ensino Médio.

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Funcionários que trabalham no Anexo das Secretarias, prédio de seis andares que fica ao lado da sede da Prefeitura de Ilhéus, foram incluídos em um programa involuntário de esforço físico. É que o elevador do edifício quebrou e, agora, é necessário utilizar a escada.

Nos corredores da Prefeitura, a informação é de que o defeito já poderia ter sido consertado, não fosse por um pequeno detalhe: o governo municipal está inadimplente com a empresa que faz a manutenção do equipamento.

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A Polícia Militar libertou na manhã desta segunda-feira, 07, no bairro Hernani Sá, zona sul de Ilhéus, uma mulher que era mantida em cárcere privado pelo próprio filho, identificado como Diego. O jovem impedia a vítima de deixar a casa da família e ainda a agredia fisicamente.

Ao chegar ao local, os PMs imobilizaram o agressor, que foi conduzido para a 7ª Corpin. A mãe precisou ser levada pelo Samu 192 para o Hospital Geral Luiz Viana Filho, onde recebeu atendimento e foi liberada.

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A empresária Nadja Argolo é a primeira mulher eleita para a presidência da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Ilhéus. Existente há 36 anos, a entidade vem sendo ao longo de todo esse tempo conduzida pelo “clube do bolinha”.

Nadja foi escolhida na sexta-feira, 4, e tomará posse no dia 17, durante o Prêmio do Mérito Lojista. A empresária diz que encara o desafio ciente de que assume um compromisso consigo mesma, com o comércio e os consumidores de Ilhéus”.

Quem deixa a presidência é Marcelo Oliveira.

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Aldicemiro Duarte | mirinho_estivador@hotmail.com

Aqui, a nossa fome é de verdade, o desemprego é de verdade, a favelização é de verdade, a pobreza é de verdade.

O ator encarna personagens, vestindo-os em uma roupagem bem próxima da realidade.
O cantor canta a paz, canta o amor, canta a dor, o encanto, o desencanto, a flora, a fauna e por aí afora.

Quando o ator faz um papel de pobre, ele passa fome de mentirinha, torna-se um desempregado de mentirinha, mora em uma favela de mentirinha, tudo é de mentirinha.
Quando o cantor canta qualquer um dos seus temas, através da maviosidade da sua voz, pode passar sentimentos nunca por ele vividos.

A arte como arte deve ficar no mundo do intangível, porque é soberana e move inexplicável e indefinidamente os sentimentos que elevam e alimentam a alma e o espírito, e nos servem de estímulo para continuarmos caminhando e enfrentando as dificuldades que a dura realidade do dia-a-dia nos oferece. A arte nos vitamina as forças para superar e transpor obstáculos reais, vivos, duros, que nos massacram, que nos fazem cambalear, que nos embriagam de dor e desesperança. Ah, se não fosse arte que nos empurra com o seu braço forte, como quem diz: vai, covarde, que a vida é luta e a gente respira, levanta, sacode a poeira e vai embora.

A arte nos fortalece quando aquele ator que passa fome de mentirinha, desempregado de mentirinha, residente em uma favela de mentirinha, tudo de mentirinha, consegue, no seu papel bem desempenhado, vencer todas as suas dificuldades e lá, no final da novela, torna-se vitorioso. Aí, a gente, cá no mundo real, passando fome de verdade, desempregado de verdade, morando em uma comunidade carente de verdade, mira-se no espelho daquele ator, adota a sua forma de luta como meio de sobrevivência e segue em frente.

Ou quando aquele cantor diz: “Vem, vamos embora, que esperar não é fazer”….. Isso é a arte imitando a realidade, concedendo-nos o direito de sonhar para ocupar o nosso espaço pretendido.

Quando entrevistados, a quase unanimidade dos artistas afirma que “ralou” para vencer, ou seja, para sair do mundo real do sofrimento, para o mundo da imitação da realidade.
Uma coisa é imitar a realidade. A outra é viver a realidade.

Há trinta anos, a mesorregião sul-baiana, constituída por 70 municípios, de repente entrou em decadência. A juventude, desacostumada com a miséria, viu-se obrigada a deixar a família e buscar a sobrevivência em outros Estados. Muitos dos que aqui ficaram passaram a sobreviver de biscates, outros se transformaram em alcoólatras, outros em drogados e outros enlouqueceram.

Nesses trinta anos de decadência, nunca ouvimos sequer uma palavra de conforto de Caetano Veloso, nem de Lázaro Ramos, nem de Paula Lavigne, nem de nenhum artista, com relação à miséria que assola a região do cacau. Desconhecemos um show beneficente realizado por qualquer um deles, que são Defensores das Causas Desconhecidas, em favor de qualquer dos 70 municípios da mesorregião sul-baiana.

Caetano, Paula, Lázaro Ramos, vocês são excelentes artistas quando imitam a realidade. Portanto, não tentem inverter as coisas, porque vocês são péssimos tentando fazer da realidade uma mentirosa imitação da vida. Aqui, a nossa fome é de verdade, o desemprego é de verdade, a favelização é de verdade, a pobreza é de verdade. Sim, uma verdade que contrasta com a nababesca realidade de vocês.

Aqui, a miséria não precisa ser imitada. Ela é real.

O Porto Sul é uma realidade trazida para acabar com os sonhos de especuladores insensíveis, que sobrevivem há 30 anos à custa da miséria de uma região, se escondendo por detrás de um falso manto e um igualmente falacioso argumento de defesa do meio ambiente.

Talvez, vocês estejam sendo bois de “expia”. Com certeza, não sabem nem o que é Porto Sul.
Antes de propagandear o que não conhecem, por que vocês não vêm discutir o assunto com a população? O desafio está feito.

“Xô, xuá, cada macaco em seu galho…”

Aldicemiro Duarte é estivador e coordenador do Comitê de Entidades Sociais em Defesa de Ilhéus e Região (Coeso)

Do blog Guarda Embaixo