Geraldo defende ações articuladas por emprego e renda || Pimenta
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Os prefeitos de Itabuna e de Ilhéus devem aproveitar o boom de obras estaduais no sul da Bahia para articular a atração de investimentos privados, gerando emprego e renda, avalia o ex-deputado federal Geraldo Simões. Ele esteve com o governador Rui Costa, na sexta (7), na inauguração das obras de recuperação do Semianel Rodoviário de Itabuna, e vê falta de articulação regional para aproveitar a nova condição sul-baiana, principalmente no eixo Ilhéus-Itabuna.

Geraldo diz que os dois municípios receberam grandes investimentos, nos últimos anos, em saneamento, energia, saúde e infraestrutura e está passando da hora de articulação para, com as novas condições e realidade, atrair grandes investimentos privados. “Nós temos investimentos em infraestrutura, temos água, gasoduto, tudo isso nos governos do PT e as obras do governador Rui Costa. Está faltando articular tudo isso para gerar emprego e renda em nossas cidades”, disse ao PIMENTA.

O ex-deputado, que governou Itabuna por dois mandatos, enumera obras entregues no eixo Ilhéus-Itabuna nos últimos quatro anos pelo estado, a exemplo da barragem do Rio Colônia, Teatro Candinha Doria, Ponte Ilhéus-Pontal, Hospital Costa do Cacau, Hospital Materno-Infantil e pavimentação para reforçar sua linha de raciocínio. “São muitas obras importantes para o sul da Bahia. Se bem articulado pelos gestores locais, a gente pode iniciar uma nova fase do desenvolvimento regional”, observa Geraldo, que aponta Rui como “o governador que mais fez pela região sul em toda a história”.

PORTO SECO E POLOS  REGIONAIS

Ideia defendida desde quando era deputado, Geraldo acredita que Itabuna deve ter (“logo”) um porto seco para aproveitar a chegada, futura, de Porto Sul e Ferrovia Oeste-Leste. “Porto Sul em Ilhéus e o Seco em Itabuna, entre Nova Itabuna e Ferradas é o que defendo. Nós temos que articular as atividades econômicas”, afirma.

O ex-parlamentar e ex-prefeito diz ser importante a política de desenvolvimento aplicada às regiões do estado, não concentrando investimentos na Região Metropolitana de Salvador. “O estado tem que possuir polos regionais de desenvolvimento, de maneira que as pessoas nasçam, cresçam aqui e trabalhem na região. Como está hoje? Nasce e vai embora quando faz 18 anos. Isso ocorre no sul da Bahia e em outras regiões do estado. Nós queremos que o interior da Bahia tenha polos de desenvolvimento para mudar isso”, afirma.

LULA, WAGNER E OTTO

Questionado sobre a peleja eleitoral de 2022, Geraldo também ressalta que, no momento, não pensa em disputar nova eleição. Definiu como prioridade trabalhar pelas eleições de Lula (presidência da República) e Jaques Wagner (Governo da Bahia). Para o Senado, ele diz que a missão é honrar acordo com o PSD, reelegendo o senador Otto Alencar.

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Rede Vila Galé já possui 9 unidades em todo o país || Foto Divulgação

O Vila Galé Costa do Cacau, em Una, no litoral sul-baiano, deve entrar em operação em 2021, segundo anunciou a maior rede de resorts do Brasil nesta quinta-feira (18) ao divulgar faturamento de R$ 318 milhões no país no ano de 2018. De acordo com o Vila Galé, o resort na Costa do Cacau terá 467 unidades habitacionais e investimento previsto de R$ 150 milhões.

No ano passado, o grupo português havia assinado protocolo de intenções com o governo baiano para a construção e operação do Vila Galé Costa do Cacau. O resort em Una, município vizinho a Ilhéus, vai operar no sistema all inclusive.

Ao divulgar o resultado da rede em todo o exercício de 2018, o Vila Galé também anunciou faturamento de 184 milhões de euros em suas unidades no mundo, o que representa 787,82 milhões de reais. O Brasil respondeu por cerca de 40% do faturamento da rede de hotéis Vila Galé no mundo. A rede possui 23 hotéis em Portugal e 9 no Brasil.

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Rui Costa: investimentos no Porto Sul.
Rui Costa: investimentos no Porto Sul.

A decisão do governo de autorizar, ontem (3), 50 terminais privados no país consolida o Porto Sul, em Ilhéus, que está incluída na lista com autorização para o Terminal de Utilização para Zona de Apoio Logístico e o Terminal de Uso Privativo (TUP), este da Bahia Mineração (Bamin).

Os dois terminais devem absorver investimentos de R$ 5,6 bilhões, na avaliação do secretário da Casa Civil da Bahia, Rui Costa. O secretário ressalta que as autorizações trazem celeridades aos projetos. “O Porto Sul será o que receberá o maior montante de investimentos [dentre as autorizações]”.

Ontem à noite em Ilhéus, o governador Jaques Wagner também comentou a decisão do governo federal. Ele disse que foi um dos que mais trabalharam para que as concessões à iniciativa privada saíssem. “Na lista, temos dois terminais que compõem o Porto Sul, que vai se consolidando como uma grande realidade”.