Na sexta-feira, 8, um dia após a Coelba cortar o fornecimento de energia à sede da Emasa, o Conjunto Penal de Itabuna amanheceu sem água. Como o presídio – mantido pelo Estado – deve à Empresa Municipal de Água e Saneamento – a primeira conclusão foi a óbvia: é corte por falta de pagamento.
“Não foi”, jura o presidente Alfredo Melo. Segundo ele, houve interrupção momentânea do fornecimento de água, por conta dos trabalhos que estão sendo feitos para aumentar a captação de água no Rio Cachoeira, em Nova Ferradas.
Mas a coincidência foi grande. Até o valor da dívida da Emasa com a Coelba é igual à do Conjunto Penal com a Emasa: R$ 350 mil.
O famoso G-20, grupo que funciona como poder paralelo dentro da Empresa Municipal de Itabuna (Emasa), sofreu um golpe na última sexta-feira, 8. Na verdade, segundo informa o site Cia da Notícia, o G-20 sofreu uma baixa (caiu um “soldado” de prenome André) e transformou-se em G-19.
A limpeza não para por aí. O Pimenta apurou que o presidente da Emasa, Alfredo Melo, pretende desmontar de uma vez o tal grupo que se notabilizou por sua ação predatória na empresa. Outras nove cabeças deverão rolar.

O detento saiu da cadeia ontem pela manhã e, poucas horas depois, levou um tiro no rosto quando se encontrava na Rua da Palmeira, bairro Califórnia. Leandro Higino foi levado por uma unidade do Samu para o Hblem.
Segundo a polícia, o autor do disparo não foi identificado.
Funcionários efetivos lotados na Secretaria de Assistência Social de Itabuna estão tiriricas da vida. Quem compareceu ao caixa eletrônico mais próximo em busca de ca$calho deu com os burros n´água.
O município, mais uma vez, descumpriu termo de ajustamento de conduta (TAC) assinado com o Ministério Público Federal do Trabalho e (ainda) não pagou o salário de setembro.
Outra turma do serviço público municipal que reclama é a dos fiscais da Fazenda e da Secretaria de Indústria e Comércio. Eles receberam o salário 60% mais magro, pois a prefeitura descumpriu o termo de ajustamento e não depositou a “produtividade” do mês passado.


A companhia de eletricidade cortou o fornecimento de energia elétrica do prédio onde funcionam o setor administrativo e a presidência da Emasa.
A empresa de saneamento é responsável pelo abastecimento de água de Itabuna, no sul da Bahia. O seu diretor administrativo-financeiro, Octaviano Burgos, disse que a Coelba tentava pressionar a Emasa a pagar dívidas.
Já o presidente da empresa, Alfredo Melo, foi mais incisivo:
– Nós já vínhamos conversando. Mas [a Coelba] meteu o corte. E aí, se f…., porque a dureza minha vai ser grande.
A energia na sede administrativa da Emasa foi restabelecida na parte da tarde de hoje por força de uma liminar.
O deputado estadual eleito Coronel Gilberto Santana (PTN) esteve na manhã desta sexta-feira, 8, no Detran de Itabuna, velho reduto do deputado Capitão Fábio (PRP), que perdeu a eleição e será defenestrado da Assembleia Legislativa no início de 2011.
Naturalmente, foi só uma visita de cortesia.
Discretamente, a Prefeitura de Itabuna realizou uma mudança na direção médica do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães. Segundo o site Cia da Notícia, saiu Adilson Ribeiro para dar lugar a José Carlos Mastique.
O governo municipal não explicou as razões da substituição, mas é certo que ela não ataca os maiores problemas do Hblem, que são a gestão administrativa e a falta de recursos. Aliás, a primeira é tão escandalosamente ruim (para dizer o mínimo) que agrava os sintomas do caixa deficitário.

Apenas os funcionários da educação haviam recebido seus salários de setembro até ontem (dia 06), mas vale lembrar que nesse caso as verbas para o pagamento são federais e carimbadas. Nesta quinta-feira, 7, informações dão conta de que foram quitados os salários dos servidores efetivos.
Mas quem está no perrengue mesmo é a turma de servidores comissionados e os contratados. Estes simplesmente não sabem quando o dinheiro cai na conta e é certo que vão passar o feriadão do Dia das Crianças na maior dureza.
Ê governo!
O presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Clóvis Loiola (PPS), que ponha as barbas de molho. Mesmo com a ilusória contenção de despesas no legislativo, o homem gastou mais de R$ 5 mil da “viúva” apenas em comes e bebes em restaurantes da cidade no mês passado. A fatura foi apresentada e os demais membros da Mesa Diretora da Casa não querem assinar os processos de pagamento.
Loiola foi o autor de denúncia de desvios de aproximadamente R$ 1 milhão em esquemas que, segundo ele, envolvia vereadores e ex-diretores da Casa. A Comissão Especial de Inquérito (CEI) aberta para investigar a denúncia não anda, pois ninguém quer oferecer o pescoço à guilhotina.
Entre os nobres edis, cresce cada vez mais a certeza de que o único a dançar na lama da Câmara será o próprio presidente, acusado de ser perdulário e gastador. Não à toa, fazem sucesso cópias de notas fiscais de viagens nababescas de Loiola supostamente custeadas com dinheiro público.
Mas o que promete ferver a pizza legislativa é a denúncia de contracheques “esquentados” e que aumentavam em até 320% o valor dos empréstimos consignados tomados por funcionários comissionados da Casa. Estes empréstimos teriam como destino final bolsos “nobres”.
Operários do projeto Residencial Nova Vida, no bairro Santa Inês, em Itabuna, entraram em greve depois que a empreiteira responsável decidiu instalar o registro de ponto a fim de controlar o intervalo do almoço. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Itabuna, Edson Cruz dos Santos, a paralisação é por tempo indeterminado.
O sindicalista relata que, anteriormente, os empregados da obra tinham uma hora para o almoço, mas não podiam sair do local de trabalho durante esse intervalo. A construtora oferece as refeições.
Os empregados protestaram contra o impedimento de se ausentar no intervalo e entraram na justiça, que considerou justa a reivindicação. Agora, eles podem sair, desde que retornem em 60 minutos. E a empresa achou por bem controlar esse tempo, o que a peãozada também não aceitou.
Uma reunião para tentar resolver o impasse foi agendada para esta quinta-feira, 7, no Ministério Público do Trabalho.
Basta transitar pelas avenidas Mário Padre e Aziz Maron, também conhecidas como Beira-Rio, para perceber o estado de abandono das duas vias, embora estejam localizadas numa das áreas mais nobres e caras do município.
Não bastasse o piso da calçada que margeia o rio (relembre aqui), a prefeitura deixou o mato tomar conta da calçada e usuários de ônibus reclamam de riscos – picadas de insetos e cobras, por exemplo, ou a ação de bandidos.
Uma cidadã, zelosa dos seus deveres e sabedora dos seus direitos, foi cobrar do secretário de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Fernando Vita. A resposta não agradou. Tanto que o mato e a sujeira continuam lá. E bem no “coração” de Itabuna.
Acorda, capitão.
O deputado federal Félix Júnior lamentou, via Twitter, que apenas 2% dos votos obtidos no 3 de outubro tenham como origem o município onde nasceu, Itabuna.
O Pimenta quis saber mais. Esmiuçou. A crítica tinha alvo certo: o grupo que o apoiou na eleição em Itabuna – notadamente o deputado estadual eleito Coronel Santana (PTN) e o presidente do Itabuna, Ricardo Xavier -, além do prefeito Capitão Azevedo (DEM).
A vereadora soteropolitana Andréa Mendonça, ela também uma itabunense, explicou a este blog que a atuação do irmão no sul da Bahia se dará com um novo grupo. “Trabalharemos por Itabuna sim, mas com novas lideranças. E estamos apostando nisso”.
Por fim, mas não menos importante: Félix Mendonça, o pai e ex-prefeito de Itabuna, costumava ter sempre algo como 10 mil, 11 mil votos em Itabuna. O filho fez campanha forte por aqui, apoiou o time da cidade e, ao final, depositaram no cesto do candidato algo como 3,5 mil votos (exatos 3.484).