
Nascimento ficou balança-mas-não-cai na semana passada, depois de se irritar com o pacotaço de exonerações baixado pelo governo. Nada menos que 44 cabeças rolaram e o titular da Administração sequer foi ouvido. Não gostou, ameaçou sair, mas depois mudou de estratégia, decidindo mostrar força em um encontro ao qual compareceram entre 150 e 200 servidores comissionados.
Enquanto a irritação de Nascimento foi com as exonerações no atacado, Montenegro ficou na bronca com uma exoneração em particular: a de sua secretária. A moça foi defenestrada sem que o chefe imediato tivesse sido consultado e e na quinta-feira Montenegro exibiu um pedido de exoneração durante almoço do Grupo de Ação Comunitária (GAC).
Com sua velha mania de negar até mesmo o óbvio, Azevedo negou a existência de crise interna em sua administração. “Desconheço isso”, disse ele ao repórter do Pimenta. Mas em seguida acrescentou que “se tiver alguém que não comungue (com o governo), está livre para sair” e ainda que “ninguém está preso nem obrigado a continuar aqui”.
Montenegro teria uma conversa ainda hoje com o prefeito. É esperar para conferir se ele mantém a disposição de abandonar a nau governista (à deriva) ou se fará como Gilson Nascimento, aquele que ficou na ameaça.









Menos de dois meses após gastar uma pequena fortuna (cerca de R$ 1 milhão) na festa de aniversário de Itabuna, quando a Prefeitura já enfrentava grave crise financeira, o prefeito José Nilton Azevedo disse hoje que não utiliza dinheiro público de modo aleatório.




Walmir Rosário | 








