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Confusão geral na Câmara de Vereadores de Itabuna. O rolo compressor do governo municipal atropelou o legislativo, provocou graves escoriações no regimento interno e quase aprova o novo Código Tributário do Município na tarde desta terça-feira, antes mesmo da discussão do parecer do relator da matéria, o vereador petista Claudevane Leite.
Ainda assim, a votação do novo Código, que aumenta tributos municipais, ficou para esta quarta-feira, 29. E o relator já avisou que somente dará seu parecer na quinta!
A inversão na ordem dos fatores confirma o caos que se instalou na Câmara desde que aquela casa se tornou uma extensão do Poder Executivo. Por lá, impera o manda quem pode, obedece quem tem juízo.

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Os depoimentos do prefeito Capitão Azevedo (DEM) e da secretária Joelma Santos foram remarcados para o dia 11 de outubro pelo juiz substituto da Vara do Júri da Comarca de Itabuna, André Britto. Joelma e Azevedo foram arrolados como testemunhas de defesa da secretária particular do prefeito, Suzana Andrade, acusada de matar o marido em novembro do ano passado.
Ontem, o juiz André Britto fez a oitiva de testemunhas de acusação e defesa. Os depoimentos terminaram por volta das 19h40min de ontem, no Fórum Ruy Barbosa. Temendo perseguição, algumas testemunhas exigiram que Suzana Andrade não acompanhasse os seus depoimentos, e a acusada foi levada para a antessala do espaço reservado para as audiências de ontem.
A secretária particular do prefeito de Itabuna está presa desde o dia 23 de agosto no Conjunto Penal de Itabuna. Ela é acusada de matar a tiros o marido e servidor público Alex Santos, crime ocorrido em novembro do ano passado.
Após a oitiva de ontem, Suzana retornou para o Conjunto Penal de Itabuna. Só após os depoimentos a Justiça definirá se a acusada vai a júri popular.

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A Câmara de Vereadores de Itabuna se reúne nesta terça-feira, 28, para apreciar com estranha discrição o projeto que introduz uma série de mudanças no Código Tributário Municipal. Segundo informações, a matéria será discutida nas comissões e no mesmo dia levada ao plenário.
O projeto é complexo e sua discussão foi iniciada no ano passado, quando enfrentou forte resistência de segmentos ligados ao empresariado em  virtude da previsão de aumento de tributos como IPTU e Taxa de Licença e Funcionamento. A Contribuição de Iluminação Pública (CIP) aumentaria até 100% e o dispositivo previa ainda que o secretário da Fazenda tivesse o direito de perdoar dívidas com o fisco municipal.
O governo acabou adiando a votação para o mês de maio deste ano, a fim de cumprir uma agenda de audiências públicas e aprofundar a discussão da matéria com a sociedade. Ocorre que as discussões, se existiram, foram à chamada boca pequena. Ninguém sabe, ninguém viu… Adiou-se mais uma vez e debate que é bom…
Nesta segunda-feira, 27, chegou à Câmara a informação de que o projeto do Código seria votado no dia seguinte (hoje). Tanto nas comissões como no plenário, por determinação do secretário da Fazenda, Carlos Burgos, que exerce forte influência sobre o legislativo municipal desde o estouro do “Loiolagate”.
Um vereador ouvido pelo Pimenta disse que a votação pegou a todos de surpresa, inclusive o relator do projeto de reforma do Código Tributário, Claudevane Leite. O relatório sequer foi apresentado à casa e tudo será feito hoje, atropelando-se os trâmites regimentais.
Além da reforma do Código, a Câmara também deverá votar o projeto que disciplina a renegociação de dívidas tributárias com o município, o Refis, e o que dispõe sobre o reajuste salarial dos servidores.
Por meio da assessoria da Câmara, o Pimenta tentou entrar em contato com o vereador Claudevane Leite. Infelizmente, as ligações não foram atendidas.

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Geddel: crença no segundo turno (Foto Ari Rodrigues).

O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) é dos poucos que ainda creem na possibilidade de uma mudança no quadro eleitoral baiano e aposta em segundo turno, embora as pesquisas apontem reeleição do petista Jaques Wagner (PT).
Houve quem achasse graça do vaticínio do peemedebista, na praça do bairro Santo Antônio, em Itabuna, quando ele disse que voltaria ao município, no dia 4 de outubro, e nele iniciaria a campanha do segundo turno. Geddel talvez tenha se empolgado com a pesquisa Ibope, de sexta, que o mostrou empatado com Paulo Souto (DEM), em 15%, mas a anos-luz de Wagner, com 52%.
O peemedebista, claro, tratou de “lembrar do filme” de 2006, quando as pesquisas apontavam reeleição de Souto, que dormiu de cabeça inchada e tendo de passar o bastão estadual ao petista Wagner, vitorioso naquela disputa e contrariando todas as aferições de institutos.

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Marco Wense
“O PSDB precisa passar por um processo de renovação”. A declaração é de: a) um democrata insatisfeito com o tucanato. b) um petista moderado. c) um analista político. d) uma grande liderança tucana.
Quem marcou o “x”na última alternativa, a letra d, acertou. O desabafo foi do senador cearense Tasso Jeireissati. Tucanos próximos do também senador Sérgio Guerra, presidente nacional da legenda, consideraram a declaração intempestiva e inoportuna.
Depois da eleição, com a vitória da candidata Dilma Rousseff, a briga entre tucanos paulistas e mineiros vai ficar acirrada. O PSDB de São Paulo se queixa, com toda razão, que o PSDB de Minas faz corpo mole com a candidatura de Serra. O de Minas se defende dizendo que o “Dilmasia” é forte.  Ou seja, o voto casado em Dilma e Antonio Anastasia, candidato do tucanato ao governo do Estado.
É briga de cachorro grande. Ou melhor, de tucanos de bicos grandes e afiados. Tudo em nome da sobrevivência política.
FHC

Engraçado o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quando diz que “sem uma oposição forte, o Brasil corre o risco de se transformar em uma democracia popular e Lula de adquirir o perfil de um caudilho”.
Ora, foi FHC, hoje marginalizado pela campanha do tucano José Serra, que, legislando em causa própria, quebrou a alternância do poder através de um projeto de emenda constitucional para permitir sua reeleição.
Na época, o noticiário político falava até em R$ 200 mil para cada voto congressista a favor da emenda da reeleição. E mais: no governo FHC, a oposição, tendo a frente o PT, ficou isolada. O Plano Real elegeu quase todos os candidatos ao governo dos Estados.
FHC não pode se queixar da “onda vermelha”.  Se Lula fosse caudilho, com o governo sendo aprovado por quase 90% dos brasileiros e a popularidade lá no céu, teria feito a mesma coisa do ex-presidente: mudaria a Constituição para se candidatar a uma re-reeleição.
PDT ITABUNENSE
O Partido Democrático Trabalhista de Itabuna, o PDT do saudoso Leonel de Moura Brizola, ferrenho defensor da educação como “prioridade das prioridades”, não existe para a Justiça Eleitoral.
O prazo da comissão provisória acabou. O comando estadual, tendo a frente o bom gaúcho Alexandre Brust, não está satisfeito com o rumo que o partido vem tomando na eleição de 2010.
Os ex-dirigentes do partido estão divididos em relação à sucessão estadual: a metade faz campanha para Paulo Souto e a outra para Geddel . A legenda integra a base política do prefeito Azevedo, que é do Partido Democratas (DEM).
O MESMO

Fernando pensa em voltar (Foto Arquivo).

O ex-prefeito Fernando Gomes (PMDB), um dos coordenadores da campanha do candidato Geddel Vieira Lima ao Palácio de Ondina, não muda mesmo. Continua o Fernando Gomes de sempre.
A última do ex-alcaide sobre seus adversários: “Capitão Fábio é laranja, Juçara Feitosa é a bruxa e Geraldo o ficha suja”. Fernando Gomes, de olho na sucessão do Capitão Azevedo, busca a polarização com o já prefeiturável Geraldo Simões (PT).
A eleição de 2012 vai ser marcada pela volta do duelo entre FG e GS. O fernandismo querendo comandar a prefeitura pela quinta vez e o geraldismo atrás do terceiro mandato para Geraldo Simões.
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Acusada de matar o seu companheiro, Alex Santos, em novembro de 2009, a secretária do prefeito de Itabuna, Suzana Andrade, encontra-se neste momento em uma sala na Vara do Júri da comarca, onde será ouvida em instantes pelo juiz André Britto.
Também serão ouvidos nesta audiência outros três acusados de envolvimento no homicídio: Adaíres Andrade Rodrigues (irmã de Suzana), José Calixto de Andrade (primo) e Edson Dias Rodrigues (pai). Além deles, várias testemunhas foram intimadas a prestar depoimento.
A audiência começou às 9 horas e foi interrompida há pouco, devendo ser retomada às 13h30min. Apenas as testemunhas falaram com o juiz, que deverá ouvir os acusados na parte da tarde.
Não está sendo permitido o acesso da imprensa à sala onde os depoimentos são colhidos.

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Secretária do prefeito de Itabuna está presa desde o dia 23 de agosto

Entediada e desconfortável com a temporada no Conjunto Penal de Itabuna, a secretária do prefeito José Nilton Azevedo, Suzana Andrade, estaria ameaçando gente que prometeu tirá-la da prisão, mas não cumpriu.
Suzana se encontra atrás das grades desde o dia 23 de agosto, sob acusação de homicídio. De acordo com a polícia, ela matou o próprio companheiro, Alex Santos, com dois tiros pelas costas.
Consta que o advogado da secretária, Carlos Burgos, impetrou pedido de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça, mas a corte negou o benefício. A negativa teria irritado Suzana e, de acordo com o blog do radialista Reginaldo Silva,  a acusada mandou recado “para uma autoridade executiva de uma cidade da América Latina”.

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Marco Wense

Nem mesmo Leonel Brizola, então candidato ao Palácio do Planalto, sofreu tanta discriminação por parte dos “jornalões”.

A livre manifestação do pensamento é imprescindível para o Estado de Direito. É condição sem a qual não existe democracia e, como consequência, o exercício pleno da cidadania.
Essa prerrogativa constitucional não poder servir de escudo para proteger os que violam a imagem, a vida privada e, principalmente, a honra das pessoas. Não é à toa que a Carta Magna assegura o direito de resposta e a indenização por dano moral.
Setores do PT estão chiando em relação aos chamados “jornalões”, que, segundo os petistas, maculam a imagem de Dilma Rousseff, candidata da legenda à Presidência da República. O alvo principal é a Folha de São Paulo.
Salta aos olhos – e não precisa ter olhos de coruja – que a Folha tem uma escancarada preferência pelo candidato do PSDB, o tucano José Serra, ex-governador do Estado de São Paulo.
Nem mesmo Leonel Brizola, então candidato ao Palácio do Planalto, sofreu tanta discriminação por parte dos “jornalões”. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi vítima da parcialidade e do preconceito.
O tucano José Serra anda prometendo um salário mínimo de R$ 600,00 e reajuste de 10% para aposentados e pensionistas, sem falar no pagamento do décimo terceiro para os beneficiários do Programa Bolsa Família e dois professores para cada sala de aula.
Um estudo técnico do Ministério do Planejamento aponta que cada real acrescentado ao salário mínimo corresponde a um impacto de R$ 290 milhões nas contas públicas. O mínimo de Serra custaria R$ 17,7 bilhões a mais por ano.
Já que a possibilidade de um segundo turno é remota, o desespero do tucanato aponta para um único caminho: prometer tudo. A sabedoria popular costuma dizer que fulano está prometendo “Deus e o mundo”.
Em decorrência dessas mirabolantes e irresponsáveis promessas, o presidenciável do PSDB está sendo chamado, até mesmo por colegas economistas, de “tucano neopopulista”.
Se as promessas fossem da candidata do PT, a Folha e o Estadão, em editorial, estariam dizendo que a Previdência Social não suportaria esses aumentos, já que o déficit já ultrapassa R$ 5,4 bilhões.
O anti-Dilma da Folha e do Estadão, cada vez mais explícito, arranha a tão propagada credibilidade desses dois grandes jornais, que para o pessoal do PT são “jornalões”.
CEI

(Foto Duda Lessa)

O vereador Claudevane Leite, o Vane do Renascer, relator da Comissão Especial de Inquérito que apura irregularidades no Legislativo de Itabuna, tem a grande oportunidade de mostrar que é uma das poucas exceções da Casa, já que a regra, infelizmente, é o nivelamento por baixo.
Para isso, é preciso, com a coragem que o caso requer e em respeito ao seu cativo eleitorado, elaborar um relatório conclusivo, sem subterfúgios, dando nomes aos “bois”, apontando os vereadores envolvidos com o lamaçal que toma conta da “Casa do Povo”.
Se assim proceder, o vereador pode até se tornar um prefeiturável do PT, sendo mais uma opção aos nomes de Juçara Feitosa, Miralva Moitinho e do próprio Geraldo Simões.
Nas bolsas de apostas, a opinião de que a CEI vai virar uma gigantesca pizza, recheada com marmelada, é de 10 para 1. Ou seja, somente uma pessoa acredita que algum vereador seja punido.
DEBATE
No debate da TV Itapoan/Rede Record, o candidato do PMDB, Geddel Vieira Lima, presenteou o governador Jaques Wagner (reeleição-PT) com uma declaração de Paulo Souto.
Questionado pelo peemedebista sobre o aumento da violência no seu governo – o então pefelista governou a Bahia por oito anos -, o agora democrata (DEM) disse que não podia resolver tudo “em dois mandatos”.
Pois é. Quer dizer que o governador Jaques Wagner tem que solucionar todos os problemas de segurança pública em apenas quatro anos? Tenha santa paciência, diria o jornalista Luiz Conceição.
Com a reeleição, Wagner governaria a Bahia por oito anos, que é a metade dos 16 anos, o tempo que o carlismo mandou – ininterrupamente – na Bahia. O tempo do manda quem pode, obedece quem tem juízo (ou medo).
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.
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Do A Região
O Tribunal de Justiça da Bahia negou o recurso e Jeferson Cabral e Silva, o “Jefinho”, vai a júri popular pelo assassinato da ex-namorada Camila Vieira dos Santos. Ela foi morta no dia 9 de março na recepção do Eros Motel, na BR-415, em Itabuna.
O recurso para que o acusado aguardasse o julgamento em liberdade foi negado pelo desembargador Mário Alberto Simões. A decisão foi publicada na edição de quinta do Diário do Poder Judiciário. O TJ já havia negado habeas corpus no mês passado.
Jeferson Cabral é réu confesso do assassinato da ex-namorada. Ele alegou que matou Camila Vieira porque ela insistia em fazer programas. A mulher foi executada a tiros depois de horas de discussão com o acusado.

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Equipe do Samu socorre mecânico vítima de acidente (Foto Pimenta).

Ao final da tarde desta sexta (24), o mecânico Raimundo de Jesus dos Santos pilotava uma motocicleta Shineray e colidiu contra uma bicicleta, de cor preta, no viaduto Paulo Souto (trevo das BRs 415-101), em Itabuna. O mecânico foi surpreendido pela bicicleta na pista. O ciclista nada sofreu.

Raimundo teve escoriações nas pernas, braço e um corte profundo no rosto, deixando-o desacordado por alguns instantes. Policiais militares fizeram o isolamento de área à espera do Samu 192. Raimundo foi levado para o Hospital de Base de Itabuna, consciente.

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Do Cia da Notícia

Geddel deu "zig" na TV Cabrália.

Apesar de vir anunciando a participação de todos os candidatos num programa de entrevista com 15 minutos de duração, a TV Cabrália não vai poder cumprir sua promessa aos telespectadores nesta sexta-feira (24).
Simplesmente, o candidato a governador pelo PMDB, Geddel Vieira Lima esnobou o espaço concedido pela direção da Cabrália, emissora que alcança grande parte da população baiana e praticamente todo o Norte e Nordeste.
Desde o dia 5 de agosto que a Direção da Cabrália iniciou os contatos com a coordenação da campanha de Geddel, e para tanto ofereceu a alternativa da gravação ser realizada no estúdio da emissora em Itabuna, ou em Salvador, nas instalações da TV Itapoan.
Geddel estará em Itabuna neste sábado, 25, quando participa de carreata, a partir das 10 horas.
Leia mais no Cia da Notícia

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Cavalos descansam sob rampa de acesso ao plenário da Câmara (Foto Pimenta).

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) aberta para investigar denúncias de desvios milionários na Câmara de Itabuna, o “Loiolagate”, parou!
Desde quando foi instalada, em 2 de setembro, a CEI apenas ouviu o presidente Clóvis Loiola (PPS) e o novo diretor de Recursos Humanos da Casa, Antônio Carlos Souza, o Antônio Carrero.
Os trabalhos têm de ser concluídos até a próxima sexta, 1º, conforme prazo estabelecido no próprio regimento da comissão (30 dias de duração).
O Loiolagate eclodiu no início de agosto, quando o presidente Clóvis Loiola denunciou a existência de uma quadrilha que, segundo ele, desviou aproximadamente R$ 1 milhão por meio de empresas fantasmas. A comissão que apura as denúncias é composta pelos vereadores Milton Gramacho (presidente), Claudevane Leite (relator) e Gerson Nascimento (secretário).
O presidente, entretanto, não citou em suas denúncias o imbróglio dos empréstimos consignados. No conjunto, comissionados, vereadores e servidores teriam contraído empréstimos que somam R$ 3 milhões. Servidor que entrou “pela janela” teria contraído, ilegalmente, crédito de R$ 90 mil na rede bancária.
No embalo da paralisia da CEI, ontem foi demitido o diretor-administrativo da Câmara de Itabuna, Eduardo Menezes, homem da estrita confiança do presidente Clóvis Loiola. Ele sai insatisfeito e ficou menos de dois meses no cargo, que será assumido por Antônio Carrero

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Depois que a imprensa denunciou a irregularidade de seu contrato com a Associação Transparência Municipal, a Prefeitura de Itabuna deixou de utilizar os serviços da ONG, que mantém o site no qual o governo publicava os seus atos. Além de Itabuna, a ONG tinha contrato com cerca de 200 municípios.
De acordo com o Tribunal de Contas, a terceirização da imprensa oficial fere a legalidade.
Os últimos atos da Prefeitura de Itabuna publicados no site da ATM datam de 15 de setembro.

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Prefeito desfilou com Neto pela Cinquentenário (foto Fábio Roberto / Pimenta)

A presidente do DEM em Itabuna, Maria Alice Pereira, não se continha de felicidade na manhã desta quinta-feira, 23, diante da obediência do prefeito Azevedo. Depois de ontem dizer amém ao seu antecessor, Fernando Gomes, hoje foi a vez do prefeito acender vela para o deputado federal ACM Neto (DEM), que tenta renovar seu mandato na Câmara.
Azevedo desfilou pela Avenida do Cinquentenário, com Neto a tiracolo. No peito, propaganda do jovem deputado e do verador Solon Pinheiro, que postula uma cadeira na Assembleia Legislativa pelo PSDB.
Embora tenha ensaiado outros apoios, é para esses dois candidatos que o prefeito itabunense pediu votos e a dedicação dos ocupantes de cargo de confiança no governo. São os seus preferidos na eleição proporcional.
Para governador, Azevedo ainda esconde o jogo, numa tática que cheira a instinto de sobrevivência mesclado com uma dose de covardia política. Um de seus candidatos a senador, conforme já informado neste blog, é César Borges (PR).
Azevedo só pensa hoje em alegrar duas pessoas: Fernando Gomes e Maria Alice.

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Borges: voto útil para ser reeleito (Foto Pimenta).

Sentido bafejo indesejado dos adversários Lídice da Mata (PSB) e Walter Pinheiro (PT), tal a proximidade nas pesquisas, o senador César Borges antecipou ao Pimenta qual será a sua estratégia para reverter, nesta reta final, a queda de nove pontos nas pesquisas Datafolha e Ibope.
– Vou lutar pelo voto útil, pois não vale a pena [para o eleitor] votar em candidatos que tenham oito ou dez pontos e não chegarão (a ser eleitos). A disputa vai ser travada hoje em meu nome e nos candidatos do governo (Lídice e Pinheiro).
Por esse raciocínio, Borges “Come-Come” avançará sobre o eleitorado do seu companheiro de chapa, Edvaldo Brito (PTB), e também dos candidatos José Ronaldo e José Carlos Aleluia, ambos do DEM, e que se situam entre 6% e 10% nas pesquisas de intenções de voto divulgadas durante as duas últimas semanas. Nestas eleições, serão escolhidos dois nomes ao Senado.
A entrevista de Borges, gravada, foi concedida na sua visita a Itabuna, ontem ao final da tarde, quando recebeu o apoio do prefeito José Nilton Azevedo (DEM), em um evento que também contou com a presença do candidato Edvaldo Brito e do ex-prefeito Fernando Gomes – este teria cobrado de Azevedo o apoio a Borges.
PESQUISAS E CRÍTICAS A LULA E DILMA
Sobre a sua queda nas pesquisas, ele atribui ao fato de, no início da corrida eleitoral, ainda não ter adversários fortes, ao contrário desta reta final. “Tinha 39% porque praticamente não havia adversários. Hoje são, pelo menos, oito candidatos”. Disse que, apesar disso, tem liderado em todas as pesquisas. A vantagem de Borges, no entanto, é de 1 ponto no último Datafolha (29% ante 28% de Lídice e 27% de Pinheiro).
Na entrevista, Borges criticou o presidente Lula e a presidenciável Dilma Rousseff por quebrar suposto compromisso de neutralidade  nas disputas ao governo e ao Senado na Bahia.
– Vejo isso como uma quebra de compromisso, porque o PMDB, assim como o PR, se coligaram (nacionalmente) com o PT. Nós, do PR e do PMDB, mantemos os nossos compromissos [com Dilma]. Vamos mantê-los, porque achamos que são os melhores para o país. Quem tem que explicar quando quebra os compromissos e quem os quebrou.
O senador acredita na possibilidade de um segundo turno na sucessão baiana. Para ele, o desequiilíbrio notado até aqui em favor de Jaques Wagner (53% ante 16% de Paulo Souto e 11% de Geddel) se deu porque “faltou que o presidente Lula e Dilma cumprissem o compromisso de isenção na disputa na Bahia”. Mas Borges vê “voto silencioso” no interior do estado e crê em segundo turno.