Dizer que o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo (DEM), está sendo disputado por diversas forças políticas não é algo muito verdadeiro. O apoio do líder itabunense está somente na mira de Jaques Wagner (PT) e Geddel Vieira Lima (PMDB), porque o próprio partido de Azevedo se tornou um terreno inóspito para ele.
Se a mágoa com Paulo Souto já era grande, virou afastamento irreversível quando o prefeito decidiu não comparecer à caminhada organizada pelo DEM/PSDB para o presidenciável tucano José Serra em Itabuna. Azevedo não se dá bem com Souto por considerar que ele tentou sabotar a sua candidatura em 2008. Ou, pelo menos, o ex-governador viu o itabunense, naquela época, como um “pangaré” sem a menor chance de chegar à vitória. E o ignorou.
Isolado em seu grupo político, Azevedo insinuou buscar abrigo junto ao PMDB, para onde já foi o ex-prefeito de Itabuna – e ex-Democratas – Fernando Gomes. Mas esse campo também ficou pequeno demais, já que o ex-prefeito tem dado indicações de que pretende ser candidato, mais uma vez, em 2012.
Sobrou o PT, que o prefeito paquera, mas não consuma o ato. Teme ficar desambientado, como alguém que de repente se apercebe numa “festa estranha, com gente esquisita”. E mais: é o partido de Geraldo Simões,que nem nos melhores sonhos do milico apoiaria sua reeleição.
O resumo é que o prefeito de Itabuna movimenta pessimamente as peças nesse xadrez, cujas regras ele desconhece. Como mau jogador, foi reduzindo as próprias opções a cada lance, até se ver totalmente envolvido pelo adversário, que só espera com paciência pelo xeque-mate. É questão de tempo.





















