Os garotos heróis do Itabuna Esporte Clube quase entram numa fria. Ou melhor, numa quente…
Pelo calendário elaborado pela FBF para o campeonato baiano de futebol, o primeiro jogo da final dos juniores seria disputado neste domingo (25), a partir das 10 horas da manhã. Horário atípico e que obrigaria os garotos a correr atrás da bola sob um sol escaldante e forte calor.
O presidente azulino, Ricardo Xavier, atentou para o problema e solicitou alteração do horário, no que foi atendido pela Federação. Desse modo, a partida ficou programada para este sábado (24), a partir das 18 horas, no Luiz Viana Filho.
Vale a pena torcer pelos garotos, fortes candidatos a ser o único motivo de orguho para Itabuna no ano do seu centenário.
Tempo de leitura: 2minutosFontes: queixas contra sistema de notas fiscais.
A mudança de sistema de nota fiscal eletrônica gerou prejuízos à economia itabunense e o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Itabuna (Acei), Eduardo Fontes, antecipou ao Pimenta na Muqueca que cobrará explicações à prefeitura.
De acordo com Fontes, os secretários Maurício Athayde (Planejamento) e Carlos Burgos (Fazenda) e o diretor de Tributos, Emerson Carvalho, serão convidados a participar da reunião da entidade, na próxima segunda-feira, 26. “Colocaram um sistema para economizar, mas está gerando prejuízo para nós e para a prefeitura”, observa o presidente da Acei.
As empresas que necessitam emitir as notas fiscais eletrônicas acumulam prejuízos desde a quarta-feira da semana passada, segundo o presidente da Associação Comercial. Simplesmente, não se consegue emitir notas. Quando consegue, o próprio sistema altera dados como endereço, por exemplo, e a nota tem de ser cancelada.
“Se a gente emite nota contra uma empresa do Rio de Janeiro, o sistema apresenta como endereço uma outra cidade. O sistema troca nomes de cidades, bairros. As notas estão acumulando”. O presidente da Acei relata que as queixas são enormes por parte de empresas e de contadores.
Outro problema citado é que o novo sistema que a prefeitura adotou não gera “link” para que a nota fiscal seja enviada pela internet. No sistema anterior utilizado pelo município, a nota poderia ser encaminhada por e-mail. Agora, se a empresa for de uma cidade mais distante, é preciso recorrer aos serviços dos Correios. Enfim, houve um retrocesso.
Eduardo defende que a prefeitura, para evitar maiores prejuízos às empresas, retome o sistema da empresa E-maiss e faça os testes necessários até que o software criado pelo município esteja operando sem problemas. O soft para emissão de notas eletrônicas foi implementado ao final de fevereiro. Na quarta da semana passada, passou a ser o único oferecido pela prefeitura às empresas. Gerou o caos.
Tempo de leitura: < 1minutoAlgumas ampolas ficaram intactas (foto Roberto Santos)
Peritos da polícia civil estiveram ontem (21) na Rua da República, centro de Itabuna, onde se deu a incineração de centenas de medicamentos. Segundo moradores, dois homens, que estavam em uma caminhonete, despejaram e atearam fogo nas substâncias.
Um forte odor foi produzido pela queima dos medicamentos, com risco inclusive para a saúde de quem inalou a fumaça. O fogo não destruiu todos os produtos – tubos de pomada ginecológica e ampolas ficaram intactas, em plena via pública, onde permaneceram por muitas horas.
O secretário municipal da Saúde, Antônio Vieira, esteve no local e negou que os medicamentos tenham saído de unidades do município. O laudo da perícia será encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia, responsável pelas investigações.
O Gasene é o primeiro dos macros-vetores de desenvolvimento que chegam à nossa região. A construção desse gasoduto faz parte da estratégia de dotar o país de infra-estrutura para permitir a integração das regiões. Com essa integração das malhas de dutos, o Brasil cria condições para que os fluxos de capitais possam se deslocar em toda espacialidade nacional.
Cumpre o papel de integrar as economias do Nordeste às economias das Regiões Sul e Sudeste, dando a esta parte do Brasil as mesmas oportunidades que o Sul e Sudeste tiveram ao longo dos anos sob a proteção do estado brasileiro.
Em nível regional, o início de operação do Gasene permite a chegada do gás natural, representando uma nova fonte de energia, comercializado pela a Bahiagás. Esta alternativa energética significa um poderoso fator para a atração de novas indústrias, bem como o fortalecimento das já existentes.
A Ferrovia Oeste-Leste também faz parte desse esforço e representa o nascimento de um grande corredor de escoamento da produção de grãos e de minérios, ligando Ilhéus, na Bahia, a Fernandinópolis, no Tocantins, possibilitando a redução de custos de transporte dos produtos agrícolas e, propiciando aos produtores abastecer o mercado interno e externo com maior agilidade e melhor lucratividade.
Sua implantação ajudará o desempenho brasileiro na produção de alimentos, além de contribuir para que o Brasil atinja novos patamares no comércio internacional de minérios.
O porto, o aeroporto e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) são ações complementares necessárias para viabilizar a integração entre produção e consumo, além de criar condicionantes para elevar a economia da região sul, para além do modelo agrário exportador centrado na produção de cacau.
Tempo de leitura: < 1minutoReunião com os camelôs, ontem à noite (Foto Jorge Bittencourt).
O prefeito Capitão Azevedo (DEM) parecia tomar as rédeas do seu governo, ontem, diante de mais de uma dezena de vendedores ambulantes que já não mais aguentam com a novela “vai-daqui-pra-não-sei-onde”.
Os camelôs abordaram o prefeito enquanto este vistoriava as obras de revitalização da avenida do Cinquentenário. Ao seu estilo, puxou-os a um canto. “Vamos resolver isso aqui, agora. Quem manda aqui sou eu”, bradou.
Em seguida, Azevedo prometeu aos camelôs que todos seriam remanejados para a praça Adami. A conversa se deu ontem, por volta das 16h. Ciente da responsabilidade, o prefeito convocou uma testemunha para a sua palavra, o ex-empresário Hermenegildo “da Kroc”.
Duas horas depois, os ambulantes participaram de reunião com a área de Indústria e Comércio. O secretário da Pasta, Carlos Leahy, apresentou outra conversa. Disse que seria impossível todos ali, na praça prometida.
Os camelôs podem até ser “espalhados” nas transversais à avenida do Cinquentenário, devidamente organizados e com crachá. A praça João Pessoa foi descartada. A prefeitura não aguentou a pressão dos taxistas do “Cantinho da Mentira”.
A informação partiu de um funcionário graduado da empresa responsável pela limpeza pública de Itabuna. Na semana passada, exatamente na quarta-feira, a empresa recebeu uma ligação da Secretaria Municipal de Saúde. Era um aviso para que providenciasse um veículo a fim de recolher algo como duas toneladas de medicamentos (vencidos) e lançá-las no lixão de Itabuna.
Incineração? Não. O contrato com uma empresa de Camaçari teria sido rompido e a prefeitura se nega a contratar uma empresa itabunense para realizar o serviço. Isso, porque ela pertence a familiares do advogado Renan Moreira, que não goza da simpatia do xerife da Secretaria da Fazenda de Itabuna, Carlos Burgos.
A Secretaria Municipal da Saúde nega ter conhecimento de quem foi o autor da incineração de centenas de medicamentos vencidos em plena via pública, em Itabuna (ver nota abaixo).
Por meio da Secretaria de Assuntos Governamentais e Comunicação, o titular da Saúde, Antônio Vieira, afirma que vai apurar o caso e chamar os responsáveis às falas.
No final do ano passado, quando estourou o escândalo dos medicamentos estocados no Centro de Controle de Zoonoses, o diretor do Departamento de Vigilância à Saúde, Antônio Florentino, declarou que o seu setor faz, rotineiramente, o recolhimento de produtos com prazo de validade vencida das prateleiras das farmácias.
Importante saber onde estavam esses medicamentos antes de serem queimados nos fundos da Ação Fraternal. E onde estava a Vigilância que não vigia…
Remédios foram queimados na rua atrás da Ação Fraternal de Itabuna (foto Roberto Santos)
Uma grande quantidade de remédios foi incinerada na manhã desta quarta-feira (21), bem no centro de Itabuna, mais precisamente nos fundos da Ação Fraternal.
A Secretaria Municipal da Saúde afirma desconhecer a procedência das substâncias e diz que a queima não foi autorizada. Por essa razão, mandou apurar o caso e registrar imagens do fogaréu.
Itabuna bateu Ilhéus e Vitória da Conquista em repasse de ICMS no ano passado, segundo informa a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz).
O governo estadual repassou à prefeitura R$35,1 milhões a título de participação no bolo da arrecadação de ICMS em 2009, ante R$ 29,8 milhões de Vitória da Conquista e R$ 28,7 milhões de Ilhéus.
A dianteira imposta à dinâmica Vitória da Conquista surpreendeu lideranças empresariais locais. O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Itabuna (Acei), Eduardo Fontes, credita os números à força da economia itabunense e a responsabilidade com o Fisco.
Ontem, o inspetor-chefe da agência local da secretaria estadual da Fazenda, Otacílio Bahiense de Brito Júnior, participou de reunião na Acei, quando apresentou a “boa nova”.
Tempo de leitura: < 1minutoBurgos trabalha para ele ficar feliz
Uma das maiores preocupações do secretário da Fazenda de Itabuna, Carlos Burgos, é defender o seu cliente-mor, o ex-prefeito Fernando Gomes. O defende como advogado e também na condição de membro do primeiro escalão do governo Azevedo.
Provas dessa atuação dedicada não faltam.
Recentemente, a Emasa ensaiou uma ação para revogar a lei que isenta a Santa Casa de Misericórdia do pagamento da conta de água. A liberação foi feita no último governo de FG e custa à empresa nada menos que R$ 1,2 milhão por ano.
Muita gente no governo critica a cortesia feita com o “chapéu alheio” (o dinheiro é do povo), uma vez que a Santa Casa é uma entidade privada, presta serviços remunerados e tem um faturamento nada desprezível.
O problema é que Burgos viu a possibilidade de que a ação contra o benefício resvalasse em seu melhor cliente (possível candidato a um processo por improbidade administrativa em virtude da renúncia de receita).
Resultado: ação barrada na origem, não em nome do interesse público ou de alguma “causa santa”, mas do compromisso entre um advogado e seu cliente.
“Estava em cima de Itabuna”, brinca, ao telefone, o fotógrafo José Nazal. Era ele anunciando mais uma sessão de belas imagens dessa cidade rica por natureza e castigada pela ação (nefasta) dos homens, depois de sobrevoar esta terra de meu Deus.
A foto que segue abaixo é mais uma da lavra de um dos ilheenses que mais bem conhecem a velha Tabocas, seja de lá do alto ou daqui, em terra firme. A imagem foi capturada, clicada, precisamente, às 11h34min desta terça-feira, 20.
“A cidade tá bonita, dia ensolarado”, acrescenta, em tom poético, o dono de um olhar preciso sobre a nossa região e um clique reconhecido no país e que se faz presente em páginas de jornais ou revistas daqui e alhures.
Podemos dizer que Itabuna tem, sim, seus encantos, apesar de (e talvez por) toda a sua complexidade. E pode ser melhor.
No primeiro plano, o bairro Santo Antônio; mais à frente, o centro da cidade (Foto José Nazal).
Tempo de leitura: < 1minutoVane: problemas de saúde (Foto Duda Lessa).
O vereador Claudevane Leite (PT), “Vane do Renascer”, será submetido a uma bateria de exames nesta quarta-feira, após ser internado às pressas no Hospital São Lucas, em Itabuna. Os sintomas são de problemas renais. Os exames indicarão se há necessidade do vereador ser submetido a cirurgia.
Ainda na última sexta-feira, 16, Vane do Renascer sentiu fortes dores e foi internado no hospital da Santa Casa. Os exames de amanhã serão feitos no Hospital Calixto Midlej, segundo informa a sua assessoria.
Os cartórios baianos encontram-se fechados por conta de uma paralisação de 24h dos serventuários. O movimento cria situações esdrúxulas, de desrespeito. Cansados e abatidos pela dor da perda dos pai, os filhos de Dermival Campos ainda não conseguiram sepultar o corpo do servidor municipal vítima de leptospirose. O último adeus estava programado para as 10h desta terça.
A família recorreu à promotoria pública, que a orientou a buscar socorro no Judiciário. O juiz Valdir Viana, da 4ª Vara Cível, foi acionado. Mas nem isso trouxe alento. Era 11h da manhã e a família ainda aguardava pela certidão de óbito, exigida para o sepultamento.
A prefeitura de Itabuna tomou uma atitude sensata ao criar um programa para emissão de notas fiscais eletrônicas, abandonado um software privado e pelo qual pagava em torno de R$ 100 mil, por mês. Economizar é sempre bom, principalmente nestes tempos bicudos.
Mas a sensatez para aí. O sistema é vendido como “funcionável” e “amigável”. Pode ser tudo isso, mas não deu certo. É lentíssimo. Há quase uma semana os contribuintes estão sem poder emitir notas fiscais eletrônicas pelo endereço (www.itabuna.ba.gov.br/nfes/).
O sistema, por sua agilidade, virou piada de mau gosto. Credite tudo isso à agilidade da Secretaria de Planejamento e Tecnologia da Prefeitura de Itabuna. Não vale apenas a boa intenção. Afinal, desde o dia 24 de fevereiro que o sistema municipal está no ar, após um bom tempo em testes. E os problemas continuam.
Incompetência?
A redação do Pimenta não para de receber ligações de contribuintes reclamando dos problemas. Uma leva de contabilistas não sabe o que fazer, afinal, é época de declaração de Imposto de Renda. Até o banco de dados com histórico das empresas sumiu.
A orientação do Setor de Tributos é para que o acesso para emissão de notas seja feito pelo navegar Firefox. Quando o cliente observou que nem isso resolve, a funcionário dos Tributos deu informação animadora: a saída era esperar por uma solução da área de tecnologia do município.
Athayde: sistema "veloz"…
O secretário de Planejamento e Tecnologia de Itabuna, Maurício Athayde, concedeu entrevista ao blogO Trombone, no domingo, e afirmava que os problemas já haviam sido resolvidos e o sistema tava uma beleza veloz, veloz.
Palavras dele:
– Isso já mudou. A página estava, realmente, muito pesada. Mas, ainda na noite de sexta-feira, eu mesmo fiz a mudança. Ela agora está levinha, ágil e fácil de carregar.
Mais à frente, na entrevista, Athayde informa que o sistema se mostra “estável e confiável”. Até acreditamos nas boas intenções do secretário com a implantação do novo software, mas o “bichinho” precisa funcionar.
A agilidade é, deveras, de um cágado. Só que o cágado, embora lento, sai do lugar. E este sistema… A prefeitura deve uma explicação aos contribuintes e – mais do que isso – precisa, urgentemente, fazer o sistema funcionar. Ou volta para o antigo.
Imagine que ao não permitir que as empresas emitam as famigeradas notas fiscais, o município esteja perdendo milhares de reais em arrecadação. Se nem assim eles se mobilizam, o que esperar?
O contribuinte pode apresentar suas queixas e receber “orientação” acionando os telefones (73) 3214-6388 / 6389, do Setor de Tributos. Mas se acredita que o melhor caminho é falar com a área de planejamento, com o secretário Athayde, basta ligar para o 3214-6302 ou 6319 e 6119.
(Que tal a prefeitura recorrer a uma ajudinha básica da Faculdade de Computação da Universidade Estadual de Santa Cruz-Uesc?)
Contestando a versão de que estaria com as relações estremecidas com o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, o líder do governo na Câmara, vereador Milton Gramacho, diz que está tudo bem entre ele e o gestor. O que Milton propôs – é o que ele sustenta – foi um rodízio na liderança.
O vereador afirma que a missão de líder lhe sobrecarrega e o seu desejo é que outros integrantes da base tenham a oportunidade de exercer o posto. A sugestão foi levada a Azevedo, que ficou de se posicionar a respeito.
Entretanto, ninguém entendeu quando ele disse, todo feliz, que estava “deixando [tirando] um fardo das costas”.