Tempo de leitura: 2 minutosRaimundo Santana
Os munícipes Itabunenses e a população regional torciam pelo êxito da atual gestão da saúde de Itabuna. Esperançosos, ansiavam pelo breve retorno da gestão plena da saúde municipal, já que quando a gestão é plena torna-se mais fácil atender as necessidades locais, tanto na assistência aos usuários, quanto na contratação e pagamento dos prestadores de serviços.
Contudo, o que assistimos atônitos é uma piora significativa na condução da atenção básica do município. Apesar de reconhecer a dívida de R$ 9 milhões com os prestadores de serviços de saúde de Itabuna, o poder público municipal trata o tema com descaso e irresponsabilidade, eximindo-se de apresentar uma proposta de quitação das pendências, aprofundando uma importante crise administrativa nos hospitais, clínicas e laboratórios da cidade.
Na condução da atenção básica, a secretaria de saúde não apresentou o Plano Anual de Gestão da Saúde (que deveria ser encaminhado ao conselho no início do ano) nem a prestação de contas de nenhum trimestre do ano em curso – e já estamos no último trimestre do ano. Se não foi apresentado plano de gestão, obviamente não haverá como ser apresentado o relatório anual de gestão no fim do ano.
O município, mês a mês, perde significativos recursos do PSF (Programa de Saúde da Família) do governo federal, por falta de profissionais nas equipes. Continuam faltando medicamentos, insumos e médicos nas unidades. Também, pudera. Itabuna paga os piores salários do estado aos médicos, sem falar no achatamento salarial sofrido pelos servidores.
O que vemos é o descaso total com a saúde pública, e constatamos que, a cada dia, Itabuna se distancia da recuperação da gestão plena da saúde.
Que Deus nos proteja!
Raimundo Santana é coordenador do Sintesi