Em pé: Bita, Americano, Carlinhos Pirata, Arnaldo Badaró, Itajaí e Boinha; Agachados: Pingo, Vilson Longo, Mourão, Esquerdinha e Luiz Roberto || Arquivo Walmir Rosário
Tempo de leitura: 4 minutos

Pouquíssimos jogadores de futebol foram aquinhoados com a felicidade de serem convocados para duas seleções, e dentre os notáveis estão Ferenc Puskás (Hungria/Espanha), Mazzola (Brasil/Itália), Robert Prosinečki (Iugoslávia/Croácia), Thiago Motta (Brasil/Itália) e Diego Costa (Brasil/Espanha). Eles aproveitaram a dupla nacionalidade ou a dissolução de países. Eu ainda incluo Evaristo de Macedo no Barcelona e Real Madrid.

Mas não só exemplos famosos do futebol internacional podem ser incluídos nesta seleta lista. Um grapiúna – itabunense de quatro costados – tem lugar entre os especiais: José Itajaí Andrade Teixeira, nos campos de futebol simplesmente Itajaí, que jogou pela Seleção de Ilhéus e, em seguida, foi convocado para a Seleção de Itabuna, a Hexacampeã baiana.

Sem qualquer paixão ou proselitismo, podemos considerar a participação de Itajaí nesta seleta lista – guardadas as devidas proporções –, por se tratar de um jogador amador, portanto exposto à paixão dos torcedores devido à rivalidade entre as duas cidades. A convocação nas duas seleções foi motivada pelo futebol técnico e sério que jogava.

Em pé: Luiz Carlos, Santinho, Itajaí, Régis, Déri e Ronaldo; Agachados: Neném, Valdemir, Bel, Danielzão e Evaristo || Arquivo Walmir Rosário

Vou logo alertando ao torcedor mais jovem que para enfrentar a vibrante, numerosa e apaixonada torcida daquela época era preciso que o jogador possuísse domínio dos nervos, em campo ou fora dele. A primeira palavra que saía da boca de um apaixonado – melhor dizendo, fanático – torcedor era traidor da pátria, seguida de xingamentos nada amistosos.

No caso de Itajaí, pelo seu comportamento durão, daqueles que não leva desaforo para casa, o oponente pensava duas vezes antes de atacá-lo, pois a resposta vinha pronta, sem pestanejar. Mas, os explosivos torcedores aguardavam outras oportunidades para lançar os impropérios, principalmente quando separados pelo alambrado que divide o gramado da torcida.

Itabunense, Itajaí foi morar em Ilhéus por decisão da família para estudar o ginásio, no final da década de 1950. É aí que o um tio morador em Ilhéus e diretor do Vitória ilheense, o convida para residir com ele na vizinha cidade. Convite aceito por ele e a família, Itajaí nem bem se ambienta na nova cidade, recebe o convite para treinar no time, ocupando a mesma posição da equipe anterior: zagueiro.

No Vitória, inicia o treinamento e no primeiro jogo – num domingo –, na primeira bola em que pega, um jogador adversário lhe dá um violento pontapé no tornozelo, que virou o pé. Ao voltar pra casa sua tia Djalma, que era muito enérgica, disse que iria tratá-lo, mas, quando estivesse restabelecido, teria que fazer a mesma coisa com ele, se não iria apanhar.

Após passar 20 dias imobilizado (no gesso), Itajaí retorna aos treinamentos e ao disputar uma bola com o mesmo adversário não se contém e vai à forra, numa disputa mais enérgica e aplica um leve bico de chuteira no joelho do colega, tirando a rótula de lugar. E Itajaí diz que ele pagou na mesma moeda. Em seguida se arrepende de ter ido à forra, mas ressalta que serviu como lição.

Meses depois, num treino do Vitória, o técnico escala oito aspirantes para jogar contra o quadro titular, no qual jogava Sílvio Mário. “Marquei ele que não andou em campo”, lembra Itajaí. E essa partida foi fundamental para que iniciasse a jogar de quarto zagueiro no time titular. Daí foi um pulo para ser convocado para a Seleção de Ilhéus, na qual jogou de 1960 a 1962.

De volta a Itabuna, Itajaí é convidado para jogar no Fluminense e fecha um contrato no valor de Cr$ 50 mil (Cinquenta mil cruzeiros), com o diretor Davi Pinheiro, o que era considerada uma boa fortuna. O compromisso era jogar um ano pelo Fluminense amador. Cheque na mão, procurou o tio Zelito Fontes e comprou 83 bezerros, com direito a pasto grátis.

E não deu outra, também foi convocado para a Seleção de Itabuna, o que despertou a ira dos torcedores ilheenses, logo na primeira partida disputada entre as duas seleções rivais. E como o noticiário da imprensa – jornais e rádios – era motivo de discussão entre os torcedores, a primeira partida “pegou fogo” com Itajaí na quarta zaga da seleção itabunense.

Embora os debates entre os torcedores “incendiavam” as duas cidades, no meio dos jogadores o clima era ameno, pois eram amigos fora de campo, embora não houvesse regalias dentro de campo. Eram adversários. Certa feita um jogador ilheense chegou a lhe confidenciar que alguns torcedores lhe procuraram em particular, oferecendo uma boa soma em dinheiro para que quebrasse a perna do “traidor” Itajaí. E tudo terminou em risadas.

Na Seleção de Itabuna e nos clubes Itajaí era titular e jogou as grandes decisões do Campeonato Intermunicipal, no qual o selecionado itabunense foi hexacampeão baiano de amadores. E Itajaí diz com toda a tranquilidade que eles entravam para decidir o jogo, em Itabuna e nos campos dos adversários, pois eram os melhores da Bahia.

Aos 26 anos Itajaí resolve se aposentar do futebol quando jogava para o Itabuna Esporte Clube, já profissional. Daí se dedicou à carreira de bancário e, posteriormente, empresário da comercialização de cacau, cacauicultor, pecuarista e industrial do leite. Itajaí lembra com satisfação o período em que jogou futebol e foi um dos líderes daquelas equipes vencedoras que tantas alegrias proporcionaram à torcida itabunense.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado e autor de livros como O Berimbau – Valhacouto de boêmios, disponível na Amazon.

O início do Itabuna no velho Campo da Desportiva || Foto Acervo de Walmir Rosário
Tempo de leitura: 4 minutos

 

 

Apesar da queda do rendimento no segundo turno, o Itabuna manteve a quinta colocação no campeonato de 1967, o primeiro que disputou, embora tenha perdido na classificação dos times do interior, liderada pelo Flamengo de Ilhéus, em quarto lugar, com um ponto a mais que o escrete itabunense.

 

Walmir Rosário

No início do ano de 1967 os homens que comandavam o futebol amador de Itabuna são convencidos pelos dirigentes da Federação Bahiana de Futebol e dos clubes de Salvador e Feira de Santana a disputar o futebol profissional. Após dezenas de reuniões, em que a tônica era elevar o nome de Itabuna ao cenário nacional esportivo com o que existia de craques na cidade, aceitaram o desafio.

Em 23 de maio de 1967, finalmente, o Itabuna Esporte Clube é fundado e estava pronto para disputar o Campeonato Baiano daquele ano como um dos 14 participantes. Agora se encontrava de igual para igual com o Bahia, Vitória, Botafogo, São Cristóvão, Leônico, Ypiranga e Galícia (Salvador), além do Fluminense, Bahia (Feira de Santana), Conquista Esporte Clube (V. da Conquista), Flamengo, Colo-Colo e Vitória (Ilhéus).

E finalmente o Itabuna estreia no Campeonato Baiano de Futebol Profissional no dia 4 de junho de 1967, com a vitória de 1X0 contra o São Cristóvão, gol de Nélson, no campo da Desportiva. No próximo domingo (11), torcida entusiasmada, o time volta ao campo da Desportiva para enfrentar o Botafogo, com mais uma vitória em casa, pelo placar de 1X0, gol de Bal.

Na quinta-feira (15-06) enfrentou o Flamengo de Ilhéus no Mário Pessoa e sofreu a primeira derrota como profissional por 3X1, gols de Jurandi, Clemente e Zé Pequeno, para os ilheenses, e Bal para o Itabuna. Em seguida (06-07) ganhou para o Bahia de Feira na casa do adversário por 2X1, gols de Carlos Riela e Déri (Ita) e Almir (BF); e venceu o Vitória da capital por 2×1, em Itabuna (20-07), com gols de Neném e Nélson (Ita) e Itamar (V).

No próximo jogo (27-07) o Itabuna volta a vencer, e desta vez a vítima foi o Conquista, que levou 3X1, no campo da Desportiva, com gols de Danielzão, Déri e Bal (Ita), e Piolho (Conq). Em 3 de agosto, o Itabuna vai a Feira de Santana e empata com o Fluminense em 0X0. Em pleno estádio Mário Pessoa o Itabuna vence o Vitória ilheense pelo placar de 1×0, gol de Batuqueiro. Em 20 de agosto empata com o Ypiranga no campo da Desportiva por 1×1, com gols de Batuqueiro (Ita) e André Catimba (Ypi).

No próximo jogo (31-08), contra o Colo-Colo, em Ilhéus, o Itabuna não teve sorte e perdeu por 1X0, gol de Ronaldo (CC). No dia 7 de setembro, em Salvador, empata com o Galícia por 2X2, com gols de Florizel e Déri (Ita) e Nélson e Enaldo (Gal). Ainda na capital baiana, no dia 10 de setembro perde para o Bahia por 3X1, gols de Zé Eduardo, Manezinho e Canhoteiro (Ba) e Florizel (Ita). No último jogo do primeiro turno (01-10) empata com o Leônico em 2X2, com gols de Itajaí (contra) e Gajé (Leo), e Maranhão (Ita).

Com esses resultados o Itabuna estreia no profissionalismo e termina o primeiro turno na quinta colocação, com 16 pontos, sendo seis vitórias, quatro empates e três derrotas. Nos 13 jogos disputados marcou 17 gols, sofreu 15 e manteve saldo de apenas dois gols. Foi um resultado bastante positivo, pois encerrou o primeiro turno como a equipe do interior melhor colocada.

Nos jogos de volta do segundo turno, o Itabuna inicia bem aplicando 2X0 no Flamengo de Ilhéus (08-10), gols de Maranhão; empata com o Leônico por 1X1, também no campo da Desportiva (15-10), gols de Carlos Riela (Ita) e Catu (Leo). Em casa, torna a empatar com o Bahia de Feira por 1X1, gols de Fernando Riela (Ita) e Maromba (BF); e perde para o Bahia da capital por 2X0, em 5 de novembro, com gols de Elizeu e Alencar. Já em 12 de novembro, em jogo com mando de campo invertido, aplica 3X1 no São Cristóvão, na Desportiva, com 3 gols de Florizel (Ita) e Iaúca (SC).

Outro placar favorável ao Itabuna em frente sua torcida foi contra o Vitória de Ilhéus, pelo placar de 3X0, 2 gols de Maranhão e 1 de Carlos Riela. Jogando em Salvador empata com o Botafogo em 2X2 (01-12), com 2 gols de Florizel (Ita), Nílson e Ronaldo (Bot). Em Vitória da Conquista perde por 2X1 para o Conquista (17-12), gols de Durvalino e Dão (Conq) e Fernando Riela (Ita). Em 28 de janeiro de 1968, valendo pelo mesmo campeonato, empata com o Ypiranga, por 0X0, em Salvador; e em 11 de fevereiro cai diante do Galícia por 2X0, no campo da Desportiva, gols de Santinho (contra) e Carlinhos Gonsálves (Gal).

Ainda no campo da Desportiva, no dia 18 de fevereiro, o Itabuna enfrenta o Vitória e empata em 1X1, com gols de Danielzão e Arcângelo (contra); e no jogo seguinte (03-03) perde para o Fluminense de Feira por 1X0. No segundo turno o Itabuna não obteve o mesmo resultado positivo do primeiro e fica na sétima classificação (duas abaixo), com 12 pontos, sendo seis vitórias, seis empates e quatro derrotas. Marcou 16 gols, sofreu 15, com apenas um de saldo positivo.

Apesar da queda do rendimento no segundo turno, o Itabuna manteve a quinta colocação no campeonato de 1967, o primeiro que disputou, embora tenha perdido na classificação dos times do interior, liderada pelo Flamengo de Ilhéus, em quarto lugar, com um ponto a mais que o escrete itabunense. Entre os artilheiros do campeonato, Florizel marcou 7 gols; Maranhão, 5; Carlos Riela, Bal e Déri, 3 gols; Fernando Riela, Danielzão, Batuqueiro e Nélson, 2; Neném 1 gol. Itajaí, Santinho e Arcângelo marcaram 1 gol contra, cada.

E a direção do Itabuna Esporte Clube colocou um time em campo, formado basicamente pelos jogadores oriundos da seleção amadora, com alguns reforços: Goleiros – Luiz Carlos, Betinho; lat. dir. – De Aço, Neném, Roberto, Miltinho e Nocha; zag. – Itajaí, Ivan, Santinho, Ronaldo e Clésio; lat. Esq. – Caxinguelê, Leto e Zito; meio-campistas – Arcângelo, Déri, Carlos Riela, Lua Riela, Nélson e Bel; atacantes – Neves, Maranhão, Raimundo, Vandinho, Fernando Jorge, Firmino, Fernando Riela, Batuqueiro, Danielzão, Pinga e Florizel; técnicos – Luiz Negreiros e Tombinho.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado, além de autor de livros como Os grandes craques que vi jogar: Nos estádios e campos de Itabuna e Canavieiras, disponível na Amazon.

Viaduto Catalão era um dos pontos preferidos por ilheenses para o ataque
Tempo de leitura: 4 minutos

 

 

Após o jogo, assim que os ilheenses embarcam no trem para retornar a Ilhéus, diversas pessoas da torcida itabunense jogaram as tais laranjinhas dentro dos vagões, causando uma fedentina insuportável, além de manchar e rasgar as roupas.

 

Walmir Rosário

Dois fatos relevantes sobre a rivalidade no futebol entre Ilhéus e Itabuna ficaram marcados na memória do diretor do Banco Econômico da Bahia, Carlos Botelho: O primeiro foi o acidente sofrido por Clóvis Nunes de Aquino, centroavante da seleção de Itabuna, que apesar de reserva de Juca Alfaiate, que era mais impetuoso, e em determinadas partidas era escolhido em lugar do titular, considerado mais técnico.

E num desses jogos, no primeiro tempo, a seleção de Ilhéus ganhava, em casa, por 2X0, quando no segundo tempo o técnico Costa e Silva (à época gerente das Casas Pernambucanas, em Itabuna) tirou o trio atacante de Itabuna – Lubião, Juca Alfaiate e Macaquinho – e substituiu-o pelo trio atacante reserva – Mil e Quinhentos, Clóvis Aquino e Lameu – com o intuito de virar o placar.

Com apenas 15 minutos do jogo reiniciado, o Itabuna já empatava em dois a dois, com dois gols de Clóvis. Foi aí que o violento beque da seleção de Ilhéus, Pedro Fateiro, do Fluminense do Pontal, enlouquecido com o “baile” que tomavam, numa jogada eminentemente criminosa, desferiu um pontapé no rosto de Clóvis Aquino, causando fratura no nariz e no maxilar.

A segunda briga no estádio ilheense também foi terrível, no momento em que o itabunense Alberto Santana, ao defender os interesses de Itabuna, ficou sozinho e apanhou bastante dos ilheenses. A briga, que iniciou na arquibancada do Estádio Mário Pessoa, só terminou no meio do campo, tanto que o jogo não teve continuidade. Nesta partida, a torcida do Itabuna foi – mais uma vez – literalmente massacrada.

Os torcedores de Itabuna não deram o braço a torcer e prepararam a revanche, desta vez em um novo jogo entre os times das duas cidades, realizado no campo da Desportiva itabunense. Com antecedência, um prático farmacêutico de nome Andrade, que trabalhava na Farmácia Caridade, do Dr. Nilo de Santana, preparou umas “laranjinhas” (um tipo de bola de gude revestida de parafina) contendo um produto químico devastador.

Após o jogo, assim que os ilheenses embarcam no trem para retornar a Ilhéus, diversas pessoas da torcida itabunense jogaram as tais laranjinhas dentro dos vagões, causando uma fedentina insuportável, além de manchar e rasgar as roupas. No dia seguinte, o Diário de Ilhéus estampava em sua manchete: “Itabuna lança guerra química contra Ilhéus”. Mais uma vez as populações das duas cidades ficaram um bom tempo com as relações estremecidas.

Assim que era marcada a próxima partida, as duas torcidas se preparavam para dar continuidade à batalha campal nos estádios de futebol das duas cidades. Nos dias em que antecediam as partidas, os grupos se encarregavam de preparar “as armas” para irem à guerra. Os próprios meios de comunicação das duas cidades – à época os jornais – promoviam o acirramento dos torcedores, de acordo com os acontecimentos do último jogo.

Nessas batalhas Ilhéus sempre levava a melhor por ter pontos de passagem na estrada que facilitavam o ataque, como os morros e barrancos. Com a inauguração do Viaduto Catalão – em 31-03-1955 –, os ilheenses ganharam um local privilegiado para atirar pedras, paus e tudo que fosse possível nos itabunenses. E a desvantagem dos itabunenses era gritante, pois grande parte da torcida viajava em carrocerias dos caminhões, portanto desprotegida.

Em Itabuna, apenas dois pontos favoreciam os torcedores locais: na ponte em frente a reformadora de pneus Bendix, no bairro de Fátima, e os paredões do morro do Dr. Caetano, no Alto Mirante. Os ataques aos torcedores adversários se davam na entrada e saída das duas cidades, não importando qual o resultado do jogo. A palavra de ordem era promover a vingança do jogo anterior.

Em tempos mais recentes, no início da década de 1960, o zagueiro Itajaí, nascido em Itabuna, teve a oportunidade de jogar pelas seleções de Ilhéus e Itabuna. Era um zagueiro vigoroso e por isso contrariava as duas torcidas. Em algumas das várias partidas entre as representações das duas cidades, torcedores incentivavam que os adversários quebrassem a perna de Itajaí, considerado “vira folha” pelos adversários.

Foi nesse período que as contendas entre os times de Ilhéus e Itabuna, notadamente as seleções, passaram a ser consideradas inimigas viscerais, e como os itabunenses sempre venciam, os ataques da população praiana eram mais intensos. Devido a esse motivo, além de serem nomeados mutuamente de papa-caranguejo e papa-jaca, os ilheenses também passarem a ser chamados de cubanos, numa alusão à Cuba de Fidel Castro.

Se o “pau comia” fora dos campos de futebol, nas arquibancadas e dentro das quatro linhas não eram diferente. Apesar dos ilheenses terem bons craques, era difícil vencer os itabunenses, que rivalizavam em qualidade de atletas e jogavam pelo resultado, saindo vencedores nas guerras dentro das quatro linhas. Historicamente, os resultados podem ser contados pelo número de campeonatos vencidos pela Seleção Amadora de Itabuna, que chegou ao hexacampeonato em anos seguidos.

Walmir Rosário é radialista, jornalista, advogado e autor d´Os grandes craques que vi jogar: Nos estádios e campos de Itabuna e Canavieiras, disponível na Amazon.

Volnei: dez aplicações de ozônio no ânus || Imagem Reprodução
Tempo de leitura: < 1 minuto

A prefeitura de Itajaí, cidade localizada em Santa Catarina, já causou muita polêmica durante a pandemia do novo coronavírus por defender métodos de tratamento completamente fora do padrão adotado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A mais nova tentativa do prefeito Volnei Morastoni (MDB), que é médico, será a aplicação de ozônio no ânus dos pacientes.

“Além da citromicina, além da cânfora, nós também vamos oferecer o ozônio. É uma aplicação simples, rápida, de dois ou três minutinhos por dia, provavelmente via retal, tranquilíssima, rapidíssima, em um cateter fininho, e isso dá um resultado excelente”, disse o prefeito em vídeo publicado nas redes sociais.

Volnei Morastoni também já defendeu o uso da cloroquina e da ivermectina, que é um medicamento antiparasitário, para o combate da covid-19. A prefeitura sugeriu ainda a homeopatia como tratamento da doença, mas nenhuma dessas alternativas é indicada pela OMS ou por especialistas da saúde.

No fim de julho, o Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC) solicitou à prefeitura de Itajaí explicações sobre a distribuição em massa de ivermectina à população da cidade. Do CorreioBraziliense.