Acusado de matar comerciante com botijão foi preso hoje em São Paulo|| Foto Redes Sociais
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Investigadores da Polícia Civil da Bahia, com apoio da Polícia Militar de São Paulo, prenderam, nesta quarta-feira (4), em Campinas (SP), Rogério da Silva Matias, de 41 anos, acusado de assassinato em Ilhéus, no sul da Bahia. Binho Motoboy, como é mais conhecido, é suspeito de matar o comerciante Gerson Anunciação de Oliveira, 57 anos.
De acordo com investigações da Polícia Civil, Binho Motoboy agrediu Gerson Anunciação com socos e com um botijão de gás, no bairro Conquista, em Ilhéus, no dia 22 de novembro do ano passado. O homem detido hoje era procurado desde o dia em que foi registrado o crime. A prisão foi determinada pelo pelo titular da Vara do Júri e Execuções Penais de Ilhéus, o juiz Gustavo Henrique Almeida Lyra.
Conduzidas pelo Núcleo de Homicídios de Ilhéus, as investigações apontaram que o crime foi cometido de forma premeditada, uma vez que o suspeito já havia ameaçado a vítima em razão de antigos desentendimentos. Antes do homicídio, o suspeito também invadiu o imóvel pertencente a Gerson, onde funcionava uma mercearia, danificou objetos e destruiu câmeras de segurança, conforme a Polícia Civil.
O suspeito de assassinato foi localizado por homens do Núcleo de Homicídios de Ilhéus e, por meio da troca de informações entre as forças de segurança, preso pela Polícia Militar de São Paulo. O acusado foi conduzido a uma unidade policial, onde teve o mandado de prisão preventiva cumprido. Binho Motoboy está à disposição da Justiça e deve ser recambiado para o estado da Bahia nos próximos dias.
Tharciso Aguiar é réu de processo sobre a morte de Ranitla Bonella || Fotos Redes Sociais
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O juiz Gustavo Henrique Almeida Lyra, da Vara do Júri e Execuções Penais de Ilhéus, negou o pedido de prisão preventiva de Tharciso Romeiro Santiago Aguiar, formulado pelo Ministério Público da Bahia, e determinou a adoção da medida cautelar de monitoramento eletrônico. O empresário é réu do processo criminal sobre o atropelamento seguido de morte da cirurgiã-dentista Ranitla Scaramussa Bonella, de 23 anos, no dia 11 de junho de 2022, na mesma cidade.
A decisão, assinada em 30 de outubro de 2025, foi motivada por um requerimento do MP que alegava descumprimento de medida judicial. Segundo o órgão, o acusado solicitou a emissão de um novo passaporte no posto da Polícia Federal em Ilhéus, no fim de agosto, mesmo estando proibido de deixar o país.
Na análise do caso, o magistrado reconheceu que não houve descumprimento direto das restrições impostas desde 2022 — que incluem a entrega do passaporte e a proibição de saída do território nacional. Conforme observou, a tentativa de solicitar um novo documento “não configura, em sentido estrito, violação direta das medidas cautelares impostas”, já que o passaporte anterior foi entregue e o réu não deixou o país.
Apesar disso, o juiz avaliou que o comportamento demonstra “possível preparação para eventual evasão” e exige reforço nas medidas de controle. O magistrado considerou desproporcional a prisão preventiva, mas determinou o uso de tornozeleira eletrônica, conforme o artigo 319 do Código de Processo Penal, para “assegurar a eficácia da determinação original de proibição de saída do país”.
O dispositivo permitirá o acompanhamento da localização de Tharciso Aguiar, com possibilidade de alertas caso ele se aproxime de áreas que possibilitem deixar o território nacional. O réu segue obrigado a comparecer aos atos processuais e a manter endereço atualizado.
A decisão também reforça que qualquer tentativa de violar o perímetro estabelecido, danificar o equipamento ou burlar o monitoramento poderá levar à reavaliação das medidas e até à decretação de prisão preventiva. Com Fábio Roberto Notícias.
Homicídio foi cometido em janeiro de 2023, na Av. Itabuna
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Do PIMENTA
O Tribunal do Júri de Ilhéus condenou Orlando Teixeira do Carmo pelo homicídio de Rodrigo Souza Santana, de 44 anos, cometido no ano passado, na mesma cidade. Segundo o Conselho de Sentença, Orlando é o homem que, na manhã de 25 de janeiro de 2023, entrou no local onde a vítima dormia, no antigo estabelecimento de uma concessionária de veículos, na Avenida Itabuna, portando um galão.
Conforme a acusação, Orlando jogou combustível no corpo da vítima e ateou fogo. Nas imagens, é possível ver Rodrigo correndo desesperado, com o corpo em chamas. Ele sofreu queimaduras profundas, foi levado para o Hospital Regional Costa do Cacau, em Ilhéus, e transferido para o Hospital Geral do Estado, em Salvador, onde faleceu no dia 2 de fevereiro do ano passado.
De acordo com as investigações que embasaram a denúncia do Ministério Público e a decisão desta quinta-feira (11), Orlando agiu para se vingar de Rodrigo, que teria furtado uma peça de caminhão do estabelecimento comercial do réu.
O motivo e o meio empregado no crime, considerado cruel, levaram o Júri a condenar Orlando Teixeira do Carmo por homicídio qualificado. O juiz Gustavo Henrique Almeida Lyra, presidente do Júri, fixou a pena em 18 anos e 9 meses de reclusão e decidiu manter o condenado na cadeia. Ele já estava preso, de forma preventiva, desde julho de 2023 (relembre). Confira a íntegra da sentença.
Danilo Cruz está preso pelo assassinato de Aline Andrade
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O Superior Tribunal de Justiça negou liberdade ao agente de trânsito Danilo Cruz da Silva, de 43 anos, acusado de matar a esposa, Clealine Santos Andrade, 38, na noite de 27 de dezembro passado, na residência do casal, no Hernani Sá, em Ilhéus. Preso desde então, Danilo sofreu a terceira derrota no esforço de sua defesa para que ele responda ao processo em liberdade.
Ele já havia sido derrotado no Tribunal de Justiça da Bahia, que negou o Habeas Corpus nos julgamentos da liminar (provisório) e do mérito do recurso. Nos dois casos, prevaleceu o entendimento de que a liberdade de Danilo representaria ameaça à ordem pública. A nova decisão contra Danilo, do ministro relator do recurso no STJ, Joel Ilan Paciornik, referenda a posição do TJ-BA.
Para o ministro, a defesa não demonstrou ilegalidade na prisão preventiva nem elementos que justificassem a concessão da liberdade com urgência. O mais prudente, afirma, é aguardar o parecer do Ministério Público Federal e o posicionamento colegiado do STJ.
“A pretensão será analisada mais detalhadamente na oportunidade de seu julgamento definitivo, após as informações devidamente prestadas, bem como da manifestação do Parquet federal. Por tais razões, indefiro o pedido de liminar”, escreveu o magistrado na decisão publicada nesta segunda-feira (4).
CELERIDADE
As instituições envolvidas no caso imprimem ritmo célere aos trabalhos. A Polícia Civil encerrou o inquérito rapidamente e enviou as informações ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), que denunciou Danilo à Justiça. No dia 8 de janeiro, 13 dias após o assassinato, o juiz Gustavo Henrique Almeida Lyra, titular da Vara do Júri de Ilhéus, aceitou a denúncia, transformando o investigado em réu por feminicídio, tipo de homicídio qualificado, com pena prevista de 12 a 30 anos de reclusão.
Hoje (5), a Justiça deu início à instrução do processo, com os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa, informa o site Fábio Roberto Notícias, que divulgou a decisão do STJ em primeira mão. Ao final dessa fase do processo, o juiz Gustavo Lyra vai decidir se Danilo Cruz da Silva será levado ao Tribunal do Júri, responsável pelos julgamentos dos crimes intencionais contra a vida.
Ato pede justiça por Aline e outras vítimas da violência contra a mulher
“QUANTAS ALINES SERÃO NECESSÁRIAS?”
Clealine era mais conhecida como Aline e trabalhava no setor administrativo do Hospital Regional Costa do Cacau, onde a morte violenta da funcionária causou profunda consternação.
A vítima também fazia parte de um grupo de amigas criado ainda nos tempos de escola. Elas se reuniam, pelo menos, uma vez por ano. Hoje, sem Aline, lutam por Justiça à memória da trabalhadora. Na abertura do Mês da Mulher em Ilhéus, na última sexta-feira (1º), se manifestaram pela condenação de Danilo e defenderam que ele seja expulso da Superintendência de Trânsito do município.
“Quantas Alines serão necessárias para estancar essa violência, numa cultura machista?”, questionaram as manifestantes, com mensagem pintada em uma das faixas levadas às ruas de Ilhéus.
As investigações da Polícia Civil de Ilhéus apontaram que o crime foi por motivo fútil, com requinte de crueldade, mediante uso de fogo e sem qualquer chance de defesa da vítima, que dormia no momento da ação. Rodrigo Souza Santana, de 44 anos, foi queimado porque teria roubado uma peça de caminhão do estabelecimento do suspeito. O ataque ocorreu no dia 25 de janeiro.
O juiz Gustavo Henrique Almeida Lyra aceitou a denúncia por considerá-la amparada em lastro informativo suficiente para a deflagração da ação penal. O magistrado observou ainda que o inquérito contém depoimentos que indicam autoria e laudos técnicos que delineiam a possibilidade de ocorrência material da conduta descrita na peça acusatória.
O acusado pelo crime é o empresário Orlando Teixeira do Carmo, que foi interrogado pela Polícia Civil no dia 1º de junho e alegou inocência. O empresário afirmou que estava em casa no horário que ocorreu o ataque ao homem em situação de rua.
De acordo com o Ministério Público da Bahia, imagens das câmeras de segurança mostram quando, por volta das 6h40min do dia 25 de janeiro, o suspeito chega de carro, com um galão na mão, e entra em um galpão abandonado de uma antiga concessionária de veículos, na Avenida Itabuna. As investigações apontaram que havia material inflamável dentro do galão e a suspeita é de que o combustível usado foi gasolina.