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Neone e Guimarães: cizânia política.

Através de sua assessoria, a prefeita Neone Cordeiro (PP), de Jussari, rebate denúncia do vice-prefeito e ex-aliado Guimarães (PCdoB) de que tenha comprado R$ 100 mil em equipamentos de informática, em 2009, numa empresa fantasma de Camamu, no baixo-sul baiano (confira aqui).

Segundo ela, as compras para esta finalidade, no ano passado, totalizaram R$ 14.014,00. A prefeita afirma que, apesar da empresa apresentar como endereço Camamu, as compras foram realizadas na filial em Itabuna. A gestora trata a denúncia de Guimarães como “inverdade”.

Ela também assegura que ainda não foi informada, oficialmente, do rompimento da aliança vitoriosa em outubro de 2008. Neone diz aguardar, ansiosa, a informação da cizânia política.

A prefeitura de Jussari repele informação de que se mantém-se afastada do município por longo período (15 dias, em média). Neone ainda diz desconhecer o que motiva Guimarães à oferta de “artilharia pesada” contra ela.

Pelo visto, reconciliação é palavra descarta no dicionário dos dois políticos…

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Neone e Guimarães: rompidos.

– PREFEITA COMPRA COMPUTADOR

“NA MATA”, DENUNCIA GUIMARÃES

As juras de amor deram lugar à desilusão em Jussari. O vice-prefeito Guimarães (PCdoB) rompeu politicamente com a prefeita Neone Cordeiro (PP). E sai atirando. “Neone só pensa em mordomia e sumiu de Jussari. Quando a gente cobra, ela não gosta”.

O não-cumprimento das promessas feitas em palanque teria sido a causa principal do rompimento, segundo o vice. Guimarães fala como opositor e questiona a integridade da prefeita.

O vice denuncia uma compra suspeita de computadores numa loja de informática em Camamu, no sul da Bahia. Não há nenhum documento que comprove a entrega dos equipamentos ao município, sustenta Guimarães.

Vereadores foram a Camamu e descobriram que no lugar informado como endereço da loja o que existe é mata e plantação de banana. A compra foi de R$ 100 mil, segundo documentos obtidos no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

A situação política de Neone complicou-se no início do ano quando perdeu a maioria na Câmara de Vereadores. Dos nove edis, cinco lhe fazem oposição. Agora, o prefeito anunciou rompimento. Nos bastidores, Guimarães articula forte oposição à prefeita. “Ela fica 15 dias fora da cidade e só sabe usar o erário pra fazer aberrações”.

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Por falar em TCM, na quinta-feira (22), o Tribunal de Contas dos Municípios rejeitou as contas do ex-prefeito de Jussari, Sérgio Fontes Magalhães Alves, relativas ao exercício de 2008.

O tribunal apontou diversas irregularidades, como pagamento de diárias sem comprovações e outras despesas também irregulares, que vão obrigar o ex-gestor a devolver mais de R$ 51 mil, caso seja condenado pela justiça.

O valor envolve devolução de receitas e multa. O ministério Público será acionado, para representar judicialmente contra o ex-prefeito. Sérgio Magalhães ainda pode recorrer da decisão do TCM.

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Que a esquerda de Jussari sempre foi um caso para estudo, disso ninguém duvida. Lá, PCdoB é quase DEM – sempre tem umas alianças mal-explicadas pelo meio do caminho – e o PT é ‘aquilo’. Mas, para compreender a foto abaixo (a deputada comunista Alice Portugal ciceroneando a prefeita pepista Neone Cordeiro em uma audiência com Wagner): o elo entre as duas está à direita (ops!). Trata-se do vice-prefeito José Guimarães, comunista ‘azul’.

Pelo menos, uma coisa parece certa. Titular e vice estão mais unidos do que nunca. Só pra não dizer que não lembramos dela: a prefeita Neone deu um ‘chega pra lá’ – de ombro pode – no deputado Roberto Brito, que é de seu partido (PP) e ainda acredita que terá o apoio da gestora desse singular município chamado Jussari nas eleições do ano que vem. Parece que nessa briga, os argumentos de Alice Portugal são mais convincentes. Pra que radicalizar?

Foto: Alberto Coutinho - Agecom
Foto: Alberto Coutinho – Agecom
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Suspeitas são de que Valdenor Cordeiro tenha morrido por envenenamento
Suspeitas são de que Valdenor Cordeiro tenha morrido por envenenamento

Quatro anos e sete meses depois, permanecem sem qualquer esclarecimento as circunstâncias em que se deu a morte do ex-prefeito de Jussari, Valdenor Cordeiro. Seu corpo foi encontrado em casa, no dia 2 de janeiro de 2005, logo após a cerimônia de posse no cargo de prefeito.

Diante dos indícios de que o político foi vítima de espancamento e envenenamento, a delegada Katiana Amorim solicitou a exumação do cadáver no primeiro semestre do ano passado. O corpo foi levado para o Departamento de Polícia Técnica de Itabuna e o material necessário à perícia foi para o IML de Salvador.

Aí é que a história fica ainda mais macabra. Até hoje, segundo apurou o Pimenta, o corpo de Valdenor Cordeiro permanece no DPT e ninguém ainda viu o laudo da perícia, solicitado pela delegada.

A permanência do suspense, mais de um ano após a exumação, gera indignação em familiares e amigos de Valdenor Cordeiro, que suspeitam de ingerência política no caso.

Maxwell Cordeiro, irmão de Valdenor, diz que tem buscado informações junto à polícia, mas as respostas são sempre desencorajadoras. “Por isso, nós acreditamos que esteja havendo alguma pressão para manter esse caso na geladeira”, diz.

Além de ter sido prefeito de Jussari, Valdenor Cordeiro – que era médico – comandou a Secretaria de Saúde de Eunápolis, nas gestões de Paulo Dapé e Gediel Sepúlveda.