Cumprir a lei significaria a demissão de pessoas que dependiam do emprego público, argumenta Katiana Oliveira
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Após ter as contas de 2019 rejeitadas por, dentre outros motivos, gastar com pessoal muito além do teto permitido pela legislação, a ex-prefeita de Arataca Katiana Oliveira (PP) se posicionou. Para ela, a lei complementar de 2001 não acompanhou as transformações da realidade dos municípios brasileiros ao longo das últimas duas décadas. Ao PIMENTA, a ex-prefeita informou que vai recorrer da decisão.

Katiana teve as contas rejeitas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) porque gastou 77,93% da receita corrente líquida do município com pessoal, quando o limite é 54%. Os gastos com a folha ultrapassaram os R$ 21 milhões. Katiana argumenta que a prefeitura desempenha papel central para a economia e o mercado de trabalho de uma cidade do porte de Arataca, com cerca de onze mil habitantes.

– O município de Arataca é pequeno e não possui atrativos para investimentos de empresas ou indústrias. Assim, muitas famílias necessitam de emprego e o buscam na prefeitura. Gostaria de destacar que a LRF já possui 21 anos desde sua promulgação e não acompanhou a realidade dos municípios. Há estudos que comprovam que mesmo que o gestor não realize nenhuma contratação, ainda assim há tendência de aumento do índice por causa de reajustes salariais, aumento de salário mínimo, piso e etc – explica Oliveira.Leia Mais

Katiana Oliveira usou rede social para comentar decisão do TCM e comemoração de adversário
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O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) rejeitou hoje (4) as contas de 2019 da ex-prefeita de Arataca, Katiana Oliveira (PP). Uma das irregularidades apontadas pela corte é a violação do limite de despesa com o funcionalismo – veja aqui. Ao comentar a decisão, em mensagem publicada na tarde desta quinta-feira, a ex-prefeita disse que seu governo deu oportunidade de emprego ao povo do município.

Adversário que derrotou Katiana nas eleições de 2020, o prefeito Fernando Mansur, Ferlú (PSD), comemorou a reprovação das contas de Oliveira queimando fogos. A ex-prefeita também mencionou a comemoração em seu comentário, sem citar o nome do rival político.

“A comemoração da rejeição das minhas contas se dá por conta do índice pessoal q ultrapassa o limite de 54% [da Lei de Responsabilidade Fiscal]. Resumindo nossa gestão deu oportunidade de emprego ao povo Arataquense! Enquanto perdem tempo comigo, vou vivendo…. graças a Deus”, escreveu, depois de lembrar que a competência do julgamento definitivo das contas, que pode torná-la inelegível ou não, é da Câmara de Vereadores, e não do TCM.

O PIMENTA telefonou para a ex-prefeita para ouvi-la sobre a decisão do TCM. As chamadas não foram atendidas. Em mensagem via aplicativo, Katiana Oliveira explicou ao site que não podia falar ao telefone e responderia por texto, mas não respondeu até o momento desta publicação. O espaço está aberto.