Moinho de trigo de Ilhéus || Foto Codeba
Tempo de leitura: < 1 minuto

Projeto de Lei que tramita na Câmara de Ilhéus propõe criação de zona industrial na área do antigo moinho de trigo do porto, na Cidade Nova. O Projeto de Lei 69/2025, do vereador Maurício Galvão (PSB), altera a lei de uso e ocupação do solo.

“A atividade do moinho é relacionada à atividade portuária e, com a alteração da lei, será possível criar uma nova zona que atenda às necessidades da atividade do moinho, sem que haja entrave no seu funcionamento”, explicou o socialista, nesta segunda-feira (30), durante audiência pública na sede do Legislativo.

O presidente da Codeba, Antonio Gobbo, defendeu a proposta durante a audiência.. “A reativação do moinho é um passo necessário para a economia regional”, disse.

A Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) divulgou nota em defesa do projeto de lei, referindo-se ao investimento do Grupo Maratá na retomada das atividades do moinho. “Diante da programação de reativação do Moinho do Porto de Ilhéus, após 17 anos inativo, faz-se necessária a criação de uma zona industrial que contemple o desenvolvimento das atividades do equipamento observando o desenvolvimento das áreas urbanas”, afirmou a empresa.

O debate sobre a proposta continua nesta quinta-feira (2), às 14h, em nova audiência pública no plenário da Câmara.

Perspectiva do Moinho da Maratá em Ilhéus, que terá investimento de R$ 129 milhões
Tempo de leitura: 2 minutos

O Moinho de Trigo do Porto Internacional do Malhado, em Ilhéus, deverá entrar em operação em julho do próximo ano, segundo anúncio feito pelo diretor-geral do Grupo Maratá, Frank Vieira. O investimento da empresa de alimentos será de R$ 129 milhões, próximo do valor anunciado no primeiro semestre deste ano (reveja aqui). Nesta terça (9), o executivo da Maratá se reuniu com o secretário de Desenvolvimnto Econômico da Bahia, Angelo Almeida, em Salvador.

O moinho terá capacidade instalada para processar 144 mil toneladas de trigo por ano. O empreendimento será especializado na moagem de trigo e produção de derivados, com previsão de gerar 80 empregos diretos e 100 indiretos.

De acordo com Frank Vieira, além do mercado agro, a intenção do Grupo Maratá é atender também as fábricas de rações. O moinho está desativado há cerca de 18 anos. A Bahia, reforça, é o maior consumidor do Nordeste.

– A produção desse moinho vai ser toda dedicada ao consumo baiano, que tem um consumo muito alto de farinha de trigo. Existe um déficit na Bahia desta produção e esse foi o principal motivo de nos instalarmos no estado. Além disso, o trigo gera um subproduto, que é a ração animal e a gente enxergou que a região Sul é estratégica, por isso, escolhemos nos instalar em Ilhéus – disse Frank Vieira.

Frank Vieira, do Grupo Maratá, se reuniu com secretário Angelo Almeida, em Salvador || Foto Eduardo Andrade/SDE

O diretor-geral do Grupo Maratá afirma ainda que existe um estudo para a instalação de uma segunda fase, já que a Bahia é logisticamente muito bem localizada para atender outras regiões.

O secretário Angelo Almeida destacou o porte da Maratá e a sua presença no mercado nacional. “O Grupo Maratá é uma das maiores empresas brasileiras do setor alimentício, com forte presença nacional, e será um elo fundamental para a cadeia agroindustrial de alimentos. A implantação do moinho auxilia na verticalização produtiva e fortalece a cadeia do trigo. A instalação em área contígua ao Porto do Malhado trará vantagens logísticas ao empreendimento.”, afirma Angelo Almeida.

Tempo de leitura: 2 minutos
Moinho de Ilhéus desperta interesse de grupo gaúcho (Foto Roberto Santos).
Moinho de Ilhéus desperta interesse de grupo gaúcho (Foto Roberto Santos).

Representantes do Grupo Motrisa visitarão o Moinho de Trigo do Porto de Ilhéus, nesta quinta (10). O grupo gaúcho pretende investir R$ 35 milhões para reativar o moinho, segundo Eloy José Coutinho, diretor da Motrisa. O moinho está instalado em uma área de 11 mil metros quadrados do Porto Internacional.

A visita ao moinho, desativado há mais de dez anos, será feita pelo diretor em comitiva da qual também fará parte o presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), Pedro Dantas.

O Grupo Motrisa estima produzir 9 mil toneladas em Ilhéus, com trigo importado, a cada três meses, da Argentina, do Uruguai e da América do Norte, segundo Eloy José Coutinho.

Dos R$ 35 milhões previstos, a Motrisa investirá parte em aquisição de novos equipamentos e reconfiguração da infraestrutura industrial do moinho ilheense.

MERCADO CONSUMIDOR

A Bahia é o maior consumidor regional de farinha de trigo e mistura para bolo da marca Sarandi, razão que levou o Grupo Motrisa, originário de Porto Alegre (RS), a planejar investimento no moinho.

A empresa demonstrou interesse no moinho, mas a Codeba ainda fará a licitação da estrutura. A contratação do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), de acordo com o presidente, já foi aprovada pela diretoria executiva da Codeba. O estudo vai gerar subsídio para o edital de licitação para cessão de uso onerosa. Na última licitação, em março deste ano, não houve interessado.