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Se, por um lado, muita gente não vê a hora de transitar com liberdade; por outro, um parcela se sente cada vez mais coagida a se expor a um realidade que considera perigosa.

Carolina Loureiro

A Síndrome da Cabana não é considerada uma doença. Trata-se de um fenômeno natural do nosso corpo que está relacionado a mudanças bruscas na rotina ou no comportamento. Tal síndrome surge quando a pessoa precisa se adaptar a uma nova realidade de forma rápida e, geralmente, sem que ela tenha total controle da situação. Ou seja, o indivíduo se vê em uma circunstância na qual é obrigado a sair da sua “zona de conforto” de maneira abrupta, adequando-se a um contexto diferente e, muitas vezes, incerto.

Essa transformação causa alterações significativas nas emoções e no modo de agir. Entretanto, a Síndrome da Cabana não pode ser confundida com problemas como depressão, ansiedade e consumo de álcool ou outras substâncias afins. Por tal razão, sempre que você sentir uma alteração intensa no seu comportamento ou no de pessoas próximas, a recomendação é buscar o suporte de um profissional da saúde.

Apenas uma avaliação neuropsicológica poderá identificar se você está vivenciando a Síndrome da Cabana ou se existem outras patologias e diagnósticos associados à sua situação.

Que sintomas estão relacionados à Síndrome da Cabana?

Alguns especialistas da área de saúde relacionam a Síndrome da Cabana com a Síndrome do Pânico. A diferença fundamental é que, na segunda, o indivíduo só se sente seguro isolado, enquanto que, na primeira, é o isolamento que leva a pessoa a ficar angustiada.

Entre os principais sintomas de quem está com Síndrome da Cabana, alguns chamam mais atenção. A seguir, destacamos os principais relatos vinculados ao problema:

Sentimento de angústia;
Perda ou ganho de apetite;
Inquietação;
Falta de motivação;
Irritabilidade;
Dificuldade de concentração;
Dificuldade para dormir ou excesso de sono;
Desconfiança das pessoas;
Tristeza persistente;
Taquicardia;
Sudorese;
Tontura; e
Falta de ar.

Vale destacar que muitos desses sintomas podem indicar outros problemas relacionados à saúde mental. Por isso, é fundamental reconhecer o que você está sentindo e o quanto tais sentimentos estão afetando a sua vida

Qual é a relação entre a síndrome da cabana e a pandemia?

A pandemia da Covid-19 pegou todas as pessoas de surpresa. Muito embora circulassem notícias pelo mundo, ninguém imaginou que a situação chegaria a tal ponto. O isolamento social foi imposto em vários países, e o Brasil foi um deles. Pessoas tiveram de mudar a sua rotina de um dia para o outro, deixando os escritórios e se isolando em suas residências, envoltos de incertezas sobre o que aconteceria a seguir.

Nesse cenário, a Síndrome da Cabana se manifestará quando a pessoa, mesmo sem uma ameaça próxima ou imediata, já não se sentir segura fora de casa. Ainda protegida ela tem dificuldade de voltar à rotina. Uma angústia e um medo paralisante a impedirão de manter o seu dia a dia, o que intensifica o problema.

Como procurar ajuda?

Se você identificar que os desafios estão sendo complicados demais e simples atividades estão mais difíceis de superar no seu cotidiano, então é hora de buscar a ajuda de um psicólogo.

Além de fazer um diagnóstico adequado, os profissional vai acompanhar a sua evolução, mostrando como lidar com sentimentos e pensamentos que o paralisam.

O momento é delicado para todas as pessoas, e os efeitos da pandemia ainda devem ser sentidos por um longo período de tempo. Precisamos nos adaptar à realidade que nos foi imposta e estabelecer formas de conviver com a situação.

Como você pôde ver, junto à pandemia vieram muitos desafios, inclusive a Síndrome da Cabana. Esse é um problema que pode atingir qualquer pessoa, mas é possível de ser tratado. Se você tiver sentimentos paralisantes ou dificuldade de lidar com este momento, busque o apoio de um profissional. Lembre-se de que você não está sozinho

Enquanto as cidades se planejam para uma reabertura gradual de suas atividades, tentando conciliar a retomada da economia com a segurança da população, parte das pessoas que têm vivido meses confinadas em casa se vê agora invadida pelo temor de voltar ao convívio social. Tomadas por uma sensação de vulnerabilidade, para elas o novo normal não é só um conjunto de medidas de prevenção, mas uma realidade cheia de ameaças e, consequentemente, uma grande preocupação sobre como seguir em frente com suas vidas.

Se, por um lado, muita gente não vê a hora de transitar com liberdade; por outro, um parcela se sente cada vez mais coagida a se expor a um realidade que considera perigosa.

A saída do confinamento está anexada a contínuos informes sobre a expansão do contágio e do número de mortos e constantes informes sobre uma segunda e até mesmo de uma terceira onda. Resumindo, o chamado novo normal está nascendo em meio a uma confusão de expectativas de mudanças e inseguranças coletivas. Toda a vivência determinada pela pandemia é muito estressante, e essa saída é um item a mais na pauta desse estresse.

No contexto atual, o medo da contaminação também se agrega à necessidade de viver em uma realidade profissional e econômica, que entrou em um período de acentuada mudança.

Nem todas as pessoas se adequam a um uso massivo de insumos cibernéticos, muitas pessoas estão profundamente machucadas pelo confinamento, muitas relações sofreram pesados estremecimentos pela mesma razão, muitos foram economicamente afetados. Esses aspectos desafiadores não são superáveis por decreto, precisam de um ambiente mais tranquilo e seguro que garanta à todos nós um tempo de recomposição, restauração e recuperação.

O mal-estar causado pela retomada das atividades tem até colocado em evidência o termo ‘Síndrome da Cabana’, utilizado desde o início do século passado, com origem nos Estados Unidos, para falar da angústia e receio diante da ideia de sair às ruas após ficar isolado. Criado para explicar um problema que acometia trabalhadores que passavam longos períodos em cabanas, esperando o inverno passar.

Profissionais de saúde preferem não generalizar e nem transformar essa expectativa em uma doença, apesar de reconhecerem que a sensação aflige hoje grande parte da população.

É natural sentir ansiedade. Foi uma mudança brusca, precisou de todo um período para as pessoas se adaptarem ao papel do isolado. A gente sofreu com isso, mas não teve como fugir. Agora a dificuldade é inversa. Como dar conta de fazer as coisas que nos esperam? O medo é natural. Ele nos protege. Quem tenta negar isso acaba sendo negligente com a própria segurança. Afinal, vamos ter que nos reinserir, dar conta, correr atrás do prejuízo. Nossa tendência é sempre se acomodar na segurança. É inevitável sentir isso, mas o que vai nos ajudar nessa hora é não dar apenas um sentido negativo para esse medo, mas sim, entender que ele não é uma doença, mas que faz parte de um processo de transição. Lembrar que com qualquer mudança a gente também pode aprender e crescer.

Caroline Loureiro é psicóloga.

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A vacinação é um bem coletivo que pertence a humanidade. Ela pode ser até vendida em prateleiras, mas os governos do mundo não podem negá-la às gerações atuais e as futuras gratuitamente.

Efson Lima || efsonlima@gmail.com

O Brasil tem um histórico polêmico quando o assunto é vacinação. Talvez, o mais marcante seja a Revolta da Vacina, em 1904, no Rio de Janeiro, quando a vacinação foi proposta de forma obrigatória pelo médico-sanitarista Osvaldo Cruz em favor da modernização do Rio de Janeiro, que era a capital do país. Somente agora diante dos embates para a vacinação massiva em face do coronavírus que o tema é relembrado. E quem diria, uma parte considerável da população mesmo diante do risco de morte e das sequelas da COVID-19 teme em tomar a vacina.

A experiência humana com a vacina é datada do século XVIII, foi o médico inglês Edward Jenner que adotou a técnica da vacina para prevenir a contaminação por varíola. A varíola é considerada a primeira doença infecciosa que teve sua erradicação alcançada por meio da vacinação em massa.

Quiçá, seja justificável, na virada do século XIX para o XX, o receio sobre a vacinação, afinal, o debate sobre cientificismo e a própria afirmação da ciência eram perenes e as dúvidas sobre a produção de vacinas e fármacos eram elevadas. Mas em pleno século XXI, depois de uma longa trajetória das vacinas e os protocolos clínicos, a “explicação” para tamanha resistência esteja pautada na polarização em torno de uma ideologia fundada na pequenez humana. As explicações podem ser várias para a recusa em tomar a vacina, mas nenhuma delas encontra no plano da moralidade justificativa plausível para torcer contra o sucesso das vacinas e muito menos que as autoridades não assegurem com eficiência o acesso ao serviço de humanização e que a vacina não esteja gratuita ao povo. É dever do gestor público e das pessoas públicas sinalizarem a favor da vacinação.

O acesso à vacina deve ser pleno, que seja rápido para que possa respeitar os grupos prioritários e os indivíduos que queiram tomar a vacinar possa fazer em um prazo razoável. O governo federal não pode com base na estrutura e na operacionalização do maior programa nacional de humanização público do mundo desdenhar e apostar nos mais de 25 mil postos de vacinação e na experiência do SUS, corremos risco de grave agitação social.

Estamos diante do maior desafio de nosso tempo. A sociedade conseguiu deter duas guerras mundiais, acalmou as potências com suas ogivas nucleares e convive com os dissabores da crise imobiliária-financeira de 2008, mas não temos certeza se as sequelas física, psíquica e financeira de uma geração que enfrenta a pandemia de COVID-19 será amenizada. A vacinação é um bem coletivo que pertence a humanidade. Ela pode ser até vendida em prateleiras, mas os governos do mundo não podem negá-la às gerações atuais e as futuras gratuitamente.

Efson Lima é doutor em Direito (UFBA), especialista Gestão em Saúde (Fiocruz), professor universitário e advogado.

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Quais são os reflexos causados pelo confinamento imposto pela pandemia da covid-19 para o ser humano? A neuropsicóloga Carolina Loureiro diz que o confinamento em si traz a perda da sensação de liberdade, o senso temporal e a própria rotina, que é alterada. “O nosso cotidiano entra em uma quebra”, afirma Carolina.

A neuropsicóloga comentou os prejuízos decorrentes do isolamento ao notar repique no número de casos da Covid-19. Somente neste final de semana, a Bahia registrou 7,2 mil novos casos da doença e mais de 40 mortes foram confirmadas.

Carolina descreve, inicialmente, os efeitos do confinamento. “Muitas vezes a solidão pode ser angustiante para muitas pessoas, algumas dessas podem apresentar transtornos de ansiedade ou outras síndromes que requerem uma atenção especial.

Ela observa que, além da perda da sensação de liberdade, o confinamento também gera incertezas e inseguranças com relação ao tempo de duração, frustração financeira pela ausência do trabalho, tédio por dificuldade de gerir esse momento e, em alguns casos, existe também o aumento de violência doméstica, principalmente entre casais.

Para Carolina loureiro, “quanto mais longo o tempo de isolamento maior poderá ser a repercussão desses fatores na saúde mental”. Ela acrescenta que a ausência de contato social acaba elevando no organismo os índices de cortisol, o hormônio do estresse. “Isso pode interferir em sentimentos depressivos, abuso de substâncias alcoólicas e obesidade, entre outros fatores”.

A profissional também faz outro alerta: o número de pessoas com medo de serem contaminadas tende a aumentar e esse medo causa ainda mais estresse. “Isso gera uma série de fatores que influenciam significativamente na qualidade de vida das pessoas”.

CONECTADOS

Carolina também alerta para a necessidade de estar atento ao tempo dedicado à tecnologia. Com o isolamento social, a tendência de ficar mais tempo conectado à internet aumenta. “Estar conectado a todo momento pode nem sempre ser a solução, pois isso pode também proporcionar um excesso de informações desnecessárias e falsas sobre a pandemia. Algumas dessas informações podem provocar, inclusive, uma paranoia coletiva”.

A profissional propõe uma abordagem baseada no afeto. “Tomemos como base o amor: assumir o amor que temos pelos próximos e por nós mesmos. O amor é uma fonte de energia que nos proporciona extrema sensação afetiva, de pertencimento, união e solidariedade. E a busca por um amor próprio é encarar nossos estigmas, encarar “falhas” e comportamentos que nos fazem repetir conteúdos que não nos evoluem espiritualmente”.

Carolina ensina que, com a distância, devemos buscar conexões para sorrir, dançar, cantar, conversar. “O cuidado com o próprio corpo também é prova de amor, com exercícios físicos, ioga, ginásticas aeróbicas. Assim diminuímos a concentração de cortisol no corpo, o hormônio de estresse”.

COMO LIDAR COM O ISOLAMENTO

Algumas técnicas, afirma, liberam ocitocina e endorfina no corpo, como abraços nas pessoas que estão com você no confinamento, o contato corpo a corpo. Isso diminui a frequência cardíaca em crises de ansiedade. “Caso você esteja atravessando essa pandemia sozinho, entre em contato com pessoas que ama e troque mensagens, estimulando o hábito do companheirismo e a sensação de possuir uma conexão profunda com alguém”.

“Nessa pandemia permita que a psicologia possa entrar em ação. Essa crise, essa pandemia, não é apenas viral, mas também psicológica, pois causa sofrimento psíquico. Assim, o confinamento gera desequilíbrio mental, que por sua vez gera problemas na saúde mental”.

TERAPIAS A DISTÂNCIA

As terapias a distância, sugere Carolina, podem gerar um acolhimento positivo durante o isolamento. “Elas facilitam o enfrentamento de alguns conflitos psíquicos e aumentam seu bem-estar geral, porque o processo terapêutico visa a busca da saúde mental”, explica. “É importante se conectar com os próximos, mas se conectar com especialistas é fundamental para lidar com sofrimentos e problemas mais profundos”, complementa.

Especialista em avaliação psicológica e em hipnose clínica, Carolina ainda reforça o papel da psicologia na pandemia, oferecendo o auxílio que muitas pessoas precisam para lidar com a “montanha russa de sentimentos e emoções”.

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A Bahia registrou 1.870 novos casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,5%) nas últimas 24 horas, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). No período, o número de curados saltou para 1.702 recuperados (+0,5%).

Dos 382.164 casos confirmados desde o início da pandemia, 365.848 já são considerados recuperados, 8.255 encontram-se internados ou em isolamento, informa a Sesab.

Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (25,22%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Ibirataia (9.077,85), Itabuna (6.783,98), Madre de Deus (6.774,76), Almadina (6.698,39) e Aiquara (6.657,67).

boletim epidemiológico contabiliza ainda 781.098 casos descartados e 94.688 em investigação até as 17 horas desta sexta-feira (20). Na Bahia, 30.577 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

ÓBITOS

O boletim epidemiológico de hoje contabiliza 23 óbitos. O número total de óbitos por Covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 8.061, representando uma letalidade de 2,11%. Dentre os óbitos, 56,27% ocorreram no sexo masculino e 43,73% no sexo feminino.

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O celular é o principal dispositivo usado tanto por estudantes, para acompanhar aulas remotas, quanto por trabalhadores que tiveram que migrar as atividades para a internet por causa da pandemia. Os dados são da 3ª edição do Painel TIC covid-19 do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A ênfase desta edição foi ensino remoto e teletrabalho. 

A pesquisa, divulgada hoje (5), foi feita com base em entrevistas com 2.728 usuário de internet de 16 anos ou mais, entre 10 de setembro e 1º de outubro deste ano, pela web e por telefone.

Entre os estudantes, 37%, o maior percentual, usam o celular para realizar atividades e acompanhar aulas, 29% usam notebooks e 11%, computadores de mesa. Entre os trabalhadores, 41% usam o celular, 40% notebook e 19%, computadores de mesa.

Embora ajude a ampliar o acesso à internet, o celular tem uma série de limitações, de acordo com a analista de informação no Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), vinculado ao CGI.br, Daniela Costa: “Aqueles que contam com computador em casa, que contam com tablet e uma diversidade maior de dispositivos têm melhores oportunidades de realização desse trabalho ou desse ensino remoto”.

Há diferenças entre as classes sociais. O celular é mais usado como ferramenta de estudos e trabalho pelas classes D e E do que pelas classes A e B. Entre os estudantes, 54% das classes D e E usam celulares e apenas 10%, notebooks. Nas classes A e B, o percentual dos que usam notebooks aumenta, passando para 45%, enquanto aqueles que usam celulares cai para 22%.

Entre os trabalhadores, nas classes D e E, 84% usam celulares, enquanto nas classes A e B, esse percentual é 22%. O computador, seja notebook ou de mesa, é usado por 77% dos trabalhadores usuários de internet das classes A e B.

“Algumas pessoas utilizam planos de dados limitados, que não permitem que acessem a internet de forma completa. Acessam, na verdade, determinados aplicativos. Se precisam fazer pesquisas escolares, não conseguem acessar sites de maneira ilimitada, acessam aplicativos, às vezes de mensagem instantânea ou redes sociais”, diz Daniela. Leia Mais

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A Bahia registrou, nesta segunda (2), total de 533 novos casos de covid-19, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). Também nas últimas 24 horas, o estado contabiliza total de 891 recuperados da covid-19. O número de óbitos confirmados nesta segunda chegou a 22, porém ocorridos no período que vai de 25 de junho até ontem (1º).

Ainda de acordo com a Sesab, a Bahia registra 354.576 infectados pela doença desde o início da pandemia, dos quais 340.817 pacientes estão recuperados (sem sintomas) e 7.667 pessoas faleceram por complicações da covid-19.

Os mais de 354,5 mil casos confirmados ocorreram nos 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (25,99%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes, informa a Sesab, são Ibirataia (8.620,69), Almadina (6.606,88), Itabuna (6.554,64), Madre de Deus (6.476,08) e Aiquara (6.185,34).

boletim epidemiológico contabiliza ainda 725.213 casos descartados e 81.624 em investigação até as 17 horas desta segunda-feira (2). Na Bahia, 29.041 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

Presidente do TRE baiano promete jogo mais duro contra aglomerações promovidas por candidatos
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O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Jatahy Júnior, disse que a corte não vai tolerar o descumprimento das medidas sanitárias durante as campanhas eleitorais. O Tribunal baiano foi o primeiro do país a editar medida, a Resolução nº 30/20, regulamentando a atuação dos juízes eleitorais com poder de polícia.

Ao ser informado de casos de abuso por parte de candidatos, nas cidades de Iguaí e Barra do Choça, o presidente orientou a juíza Isabella Lago, Presidente da Comissão de Segurança e Ordem Pública do TRE-BA, a encaminhar os vídeos para os juízes das respectivas zonas e solicitar que tomem providências para que isso não se repita.

“Onde o malefício da aglomeração já aconteceu, cabe à Justiça Eleitoral tomar providência para que não se repita e apurar os fatos para punir, de forma exemplar, os responsáveis com multas e, futuramente, até mesmo com a perda do mandato que o mesmo eventualmente venha a obter”, afirma o desembargador.

O TRE-BA vem mantendo as decisões dos juízes zonais quando punitivas aos candidatos que insistem em colocar em risco a saúde da população. “Não vamos aceitar esse tipo de comportamento, os juízes eleitorais podem contar com reforço policial, com a parceria do Ministério Público Eleitoral e o Tribunal pode designar juízes auxiliares para zonas onde se fizer necessário o endurecimento das medidas”.

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Rui assina decreto que mantém proibição de aulas, mas libera até 200 pessoas por evento

Aulas nas unidades de ensino das redes pública e privada seguem suspensas em toda a Bahia. O Governo do Estado decidiu prorrogar o decreto nº 19.586, que venceria neste domingo (25), mas ampliou, de 100 para 200, o número máximo de pessoas em eventos. A restrição se deve à pandemia da covid-19.

A prorrogação do decreto, assinado pelo governador Rui Costa, será publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) deste sábado (24) e terá validade até o dia do primeiro turno das eleições municipais, 15 de novembro. A publicação também revoga o trabalho remoto de servidores que tenham 60 ou mais anos de idade.

Conforme o decreto, estão proibidas as atividades com público superior a 200 pessoas, como shows, eventos religiosos, feiras, apresentações circenses, eventos científicos e passeatas. Antes, o limite era até 100 pessoas.

CAMPANHA ELEITORAL

A ampliação vai de encontro a dados e orientações emitidas há menos de duas semanas pela Secretaria Estadual de Saúde, principalmente com as imagens de grande aglomerações promovidas por campanhas eleitorais no estado. As restrições na campanha eleitoral estão sendo determinadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA). Em Itabuna, a Justiça proibiu, nesta semana, a realização de caminhadas e carreatas político-partidárias.

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O crédito da quarta parcela do vale-alimentação estudantil estará disponível nos cartões para compras a partir da próxima segunda-feira (26). O benefício de segurança alimentar no período da pandemia do novo coronavírus tem valor de R$ 55,00, por estudante, a cada parcela Nesta quarta parcela foram disponibilizados mais R$ 44 milhões, totalizando investimento de R$ 176 milhões de recursos próprios do Governo do Estado, segundo a Secretaria Estadual de Educação.

O secretário da Educação do Estado, Jerônimo Rodrigues, disse que todos os estudantes ou responsáveis que possuem o cartão já poderão fazer as compras em cerca de 18 mil estabelecimentos credenciados.

Jerônimo diz vale poderá ser usado para compra de alimentos em 18 mil estabelecimentos

“Isto significa um incremento de mais R$ 44 milhões na economia da Bahia e mais um esforço do Governo do Estado em atender aos nossos estudantes e, consequentemente, às suas família, mesmo diante do cenário de perda da arrecadação”, afirmou Jerônimo Rodrigues.

Para a retirada da quarta parcela, o estudante deverá usar o mesmo cartão utilizado anteriormente, com a bandeira Alelo. O recurso é destinado, exclusivamente, para a compra de gêneros alimentícios, como feijão, arroz, macarrão, carne, frango, frutas, verduras, café e leite. A aquisição dos alimentos é de livre escolha dos estudantes.

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Ainda que a quarentena e o isolamento sejam momentos difíceis para uma grande parte das pessoas que nunca imaginariam passar por isso, buscar ajuda profissional pode ajudar bastante a enfrentar tantas mudanças.

Caroline Loureiro

Neste ano de 2020 o mundo está passando por uma pandemia causada pela Covid-19, experiência nunca antes passada por essa nova geração. O novo coronavírus se espalhou de forma muito rápida, trazendo muitas mudanças para a saúde, economia e nosso dia a dia.

Como sabemos, a quarentena, o afastamento social e o isolamento são considerados as principais “armas” para combater a propagação da doença em todo o mundo.

Por isso, nesses casos de afastamento social, a terapia online pode ser uma ótima solução para as pessoas que querem continuar com seus tratamentos.

Ainda que a quarentena e o isolamento sejam momentos difíceis para uma grande parte das pessoas que nunca imaginariam passar por isso, buscar ajuda profissional pode ajudar bastante a enfrentar tantas mudanças.

Por isso, sentimentos de angústia, ansiedade, medo, estresse e tensão podem aparecer, isso é normal, pois seres humanos pensantes.

Algumas pessoas podem começar a se sentirem sozinhas, desesperadas, sem esperança. Quais são os sintomas de quem precisa de uma terapia?

Alterações no humor;
Preocupação excessiva;
Atraso de pensamento;
Dificuldade de concentração;
Problemas de sono;
Pensamentos suicidas;
Sentimentos de tristeza;
Vazio e desespero;
Inquietação;
Fadiga, tonturas e enjoos.

TERAPIA ONLINE

Agora que você já sabe o que é terapia online e como se tratar, busque ajuda médica especializada para se consultar ou para ajudar uma pessoa doente. Entre em contato com profissionais que ofereçam esses serviços de forma séria.

Se, em seu caso, você não puder sair de casa, procure uma plataforma confiável e comece sua terapia e solucione seus problemas de uma maneira mais rápida.

Carolina Loureiro é psicóloga.

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No topo dos destinos mais procurados da Bahia, Morro de São Paulo, Porto Seguro e Praia do Forte ficaram lotados neste primeiro fim de semana de reabertura turística. De acordo com as prefeituras, hotéis e pousadas destes locais fecharam a capacidade máxima entre 50% e 70% de ocupação (a depender do local), sem disponibilidade de vagas para essa véspera de feriado da Independência. A Internacional Travessias, que administra o ferry-boat, vem registrando, desde a quarta-feira (2), um fluxo intenso de veículos no terminal de São Joaquim.

Reaberta aos visitantes há apenas dois dias, a cidade de Cairu — onde ficam as ilhas de Morro de São Paulo, Boipeba, Moreré, Gamboa e Garapuá — tem 80% da sua arrecadação baseada no turismo e voltou à atividade com 182 das 217 hospedagens operando. A estimativa do município é de que 4 mil turistas deverão curtir essas localidades até o fim do feriado e a previsão é a mesma para todos os próximos finais de semana deste ano.

Com sol a pino, Porto Seguro teve um fim de semana movimentado e também atingiu marca de 50% de ocupação máxima nos hotéis. De acordo com o secretário municipal de Turismo, Paulo Magalhães, a procura foi grande e, se o decreto permitisse 70%, teria completado. “Num feriado como esse, estaríamos tranquilamente com muitos ônibus e vôos aqui, 100% de ocupação, mas nessa nova realidade temos uma limitação, que é necessária”, afirmou.

Na expectativa da prefeitura, dada a ansiedade de viajar que têm percebido nas pessoas, essa lotação máxima permitida deve se manter no próximo feriado de 12 de outubro. O secretário espera que, se daqui para lá a contaminação por covid-19 for reduzida na região, a cidade poderá avançar nas suas fases de reabertura econômica e aumentar a capacidade de ocupação de hotéis. Confira a íntegra no Correio24h.

Mariana, Geane, Rafael e Débora destacam cuidados com protocolos de saúde no shopping itabunense
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As medidas de segurança contra a covid-19 adotadas pelo Shopping Jequitibá, em Itabuna, foram destacadas por funcionários e clientes do centro de compras. O centro de compras, lazer e serviços reabriu a cerca de um mês, após interrupção das atividades por cerca de 100 dias devido à pandemia.

Supervisora de vendas de uma loja instalada no shopping, Mariana Neves diz que as medidas são garantia para quem trabalha e para os clientes. “A gente se sente seguro nesse ambiente”, disse Mariana.

A vendedora Geane Sampaio também ressalta essas ações de prevenção. “A aferição de temperatura é feita nas duas entradas, a sinalização é eficiente para evitar aglomerações e os cuidados com a higiene foram redobrados”. “Como consumidora e como funcionária, observo que todas as adaptações feitas durante a pandemia trouxeram um aspecto muito positivo pra gente. Me sinto segura aqui” afirmou a comerciária Débora Cunha.

Rafael Santos ressaltou, além das medidas, o trabalho de conscientização. “Vim fazer compras com toda a segurança que o momento exige. A gente precisa se prevenir contra a Covid-19 e o shopping disponibilizou álcool gel e pias para lavar as mãos em locais estratégicos, além do trabalho de conscientização”, disse o cliente Rafael Santos.

O microempresário Fabricio Cardoso, que foi almoçar no shopping com a mulher e o filho, observou os cuidados. “As mesas estão espaçadas, os cuidados com a higiene foram reforçados e, por isso fiz questão de trazer a família. Essa sensação de segurança é muito importante”, disse ele.

Mesas espaçadas para respeitar o distanciamento recomendado pela OMS na praça de alimentação

PROTOCOLOS DA OMS  E TREINAMENTO

As medidas adotadas pelo Shopping Jequitibá visam garantir a segurança dos clientes, parceiros e colaboradores, atendendo as normas determinadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Além das medidas citadas por funcionários e clientes, a utilização de máscara facial é obrigatória durante todo o tempo de permanência no local. Também foram instalados totens e dispensers com álcool gel 70% em pontos de fácil alcance e ampliados os procedimentos de desinfecção de superfícies frequentemente tocadas pelas mãos.

Para manter as medidas de segurança, o Jequitibá vem realizando treinamento permanente de seus colaboradores e disseminando medidas de prevenção e segurança, procedimentos de higiene e uso de EPIs. Outro foco são as campanhas de orientação sobre a Covid nas redes sociais do Jequitibá.

O novo provedor da Santa Casa, Francisco Valdece, e o secretário de Educação, Jerônimo Rodrigues
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O Programa Ponto de Vista, da Rádio Nacional, entrevistará o secretário de Educação da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e o novo provedor da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, o advogado Francisco Valdece. Apresentado pelo comunicador e economista Rosivaldo Pinheiro, o programa vai ao ar às 10h deste sábado (4).

O secretário Jerônimo Rodrigues falará dos projetos na área da educação no Estado e os desafios impostos pela pandemia. Desde março que as redes públicas e particular estão sem aulas na Bahia por causa da Covid-19. Valdece falará dos planos à frente da Santa Casa. O advogado tomou posse nesta semana, substituindo o médico Eric Ettinger Jr.

Ibicuí, no médio sudoeste baiano, deve divulgar gastos com a pandemia
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O Ministério Público estadual recomendou às gestões municipais de Ibicuí, Iguaí e Nova Canaã que deem ampla publicidade e transparência aos gastos públicos e medidas administrativas de assistência à saúde no enfrentamento da pandemia do coronavírus.

“As recentes flexibilizações legislativas em torno dos processos de aquisição e contratações para enfrentamento da pandemia exigem a adoção de redobradas cautelas com a gestão do patrimônio público, de modo a propiciar a ampla fiscalização social e pelos órgãos do sistema de controle formal”, destacou a promotora de Justiça Solange Anatólio do Espírito Santo, autora da recomendação.

No documento, o MP orientou que as administrações municipais divulguem e atualizem constantemente o Plano Municipal de Contingências, disponibilizando ao Poder Público e à sociedade diversas informações sanitárias, tais como, número de leitos disponíveis de enfermaria e de UTI disponíveis nos Municípios, ativos, em implantação ou interditados; número de casos de Covid-19 confirmados e suspeitos; quantitativo de testes realizados com os respectivos resultados; quantidade de amostras aguardando processamento; e o número de óbitos.

As prefeituras devem divulgar também, em prazo não superior a 15 dias úteis, informações atualizadas acerca dos recursos destinados ao enfrentamento da Covid-19 e informações sobre contratações e aquisições em períodos de emergência em formatos de dados abertos, garantindo sua acessibilidade para diferentes tipos de público.

O MP recomendou ainda que os Municípios publiquem informações acerca de contratações e aquisições públicas realizadas com base na Lei 13.979/2020, em site oficial específico e exclusivo, explicitando-se, dentre outros, o nome do contratado, o número da sua inscrição da Receita Federal do Brasil, o prazo contratual e o respectivo processo de contratação ou aquisição.

Uesc sobe 55 posições em ranking das melhores universidades latino-americanas
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Sem aglomerações, becas, gritos, aplausos ou músicas de fundo. Sem abraços, fotografias ou diploma na mão. Mas com muita emoção, com muitos planos e sonhos. Assim serão as cerimônias de colação de grau online da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Os eventos serão realizados a partir desta quarta-feira (1º).

A pró-reitora de Graduação, Rosana Lopes, explica que as cerimônias serão realizadas em conformidade com a Resolução do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe), da Uesc, 26/20. “As colações de grau por mediação tecnológica vão ocorrer nas datas e horários indicados pela Pró-Reitoria de Graduação da Universidade – Prograd/UESC. O estudante apto a colar grau deve atualizar seu endereço eletrônico junto ao seu colegiado de curso para que possa receber o link de acesso à formatura”.

PROGRAMAÇÃO

De acordo com a agenda de colação de grau online, a primeira cerimônia está marcada para 14h de quarta-feira, para os formandos de Agronomia, Geografia (Licenciatura e Bacharelado) e Pedagogia. Às 15h, serão os de Administração, Ciências Contábeis, Direito e Economia.

A agenda prossegue na quinta-feira (2), às 10h, com os formandos de Biomedicina, Ciências Biológicas (Licenciatura e Bacharelado) e Educação Física. Às 11h, serão os alunos dos cursos de Ciências Sociais, História e Filosofia.

Sexta-feira (3) a programação começa às 14h com a coleção de grau de alunos dos cursos de Comunicação Social, LEA, Letras e Letras EAD. Às 15h, as Engenharias de Produção, de Mecânica e de Química. Às 16h, a cerimônia com alunos dos cursos de Física (Licenciatura e Bacharelado), Matemática (Licenciatura, Bacharelado) e Ciência da Computação.

O novo modelo foi criado para que os alunos possam colar grau de forma conjunta ainda que em tempos de distanciamento social e proibição de realização de eventos públicos. “É claro que não é a situação ideal, que queríamos estar juntos com os alunos em suas colações de grau, mas temos que nos adaptar e obedecer aos protocolos sanitários que visam o bem de todos. É um modelo novo, com o qual queremos também aprender”, explica a pró-reitora de Graduação da Uesc.