Previsão é de que ordem de serviço para obras de abastecimento de água seja assinada em janeiro || Foto Sucom Ilhéus
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O processo para implantação do Sistema de Abastecimento de Água tratada nos distritos de Inema e Pimenteira, em Ilhéus, chegou à fase de revisão do estudo hidrológico, etapa necessária para que a Embasa emita a Ordem de Serviço. A previsão é de que a autorização oficial para o início da execução do projeto seja publicada até 26 de janeiro de 2026.

A contratação do projeto básico ocorreu em 8 de fevereiro de 2025 e foi publicada no Diário Oficial do Estado em 11 de fevereiro. O serviço, orçado em R$ 177.116,09, ficou sob responsabilidade da empresa Jota Barros Projetos e Assessoria Técnica Ltda., com prazo de até 300 dias para conclusão. O sistema de abastecimento de água tratada é uma reivindicação antiga das comunidades rurais de Ilhéus, especialmente de regiões mais afastadas.

A articulação para garantir o avanço dessa obra integra a atuação da vereadora ilheense Enilda Mendonça (PT), que tem acompanhado de perto cada etapa do processo, em parceria com o deputado federal Josias Gomes (PT) e a deputada estadual Fátima Nunes (PT). O trabalho conjunto também contempla o sistema de abastecimento para Banco do Pedro e Castelo Novo, que beneficiará cerca de 900 famílias. Em Banco do Pedro, a primeira etapa da obra está em fase de conclusão, com o cadastramento das novas ligações de água em andamento.

Para a vereadora Enilda Mendonça, a atualização do estudo hidrológico e a previsão da Ordem de Serviço representam passos concretos rumo à universalização do acesso à água tratada nas comunidades rurais. Segundo ela, garantir esse direito essencial é prioridade e resultado de uma articulação contínua com o Governo do Estado e seus mandatos parceiros.

Denizar ou Agnaldo Limas Dias? O homem fica revoltado quando chamado pelo próprio nome || Foto Silas Silva/PIMENTA
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É num pequeno box, na Rua F, no Centro Comercial de Itabuna, que o cabeleireiro Denizar, como se tornou conhecido e faz questão de ser chamado, trabalha há mais de 30 anos, de segunda a sábado. Pai de uma filha e avô de duas netas, o profissional escapou de entrar para as estatísticas da criminalidade depois de morar nas ruas de municípios do sul e do extremo-sul da Bahia. Ele é um homem resenhista, flamenguista, carismático e,  fã do Chiclete com Banana, mas que odeia o próprio nome. Mais para final do texto revelaremos o porquê.

Registrado com o nome de Agnaldo Lima Dias (neste momento, provavelmente, ele está dizendo uns desaforos a um conhecido que passou e o chamou assim), nasceu na pequena cidade de Jussari. Filho de pais dependentes de bebidas alcoólicas, Denizar fugiu de casa quando tinha de 12 para 13 anos para, segundo ele, ficar longe da violência doméstica. Estava cansado de presenciar o pai espancando a sua mãe. Preferiu sair de casa a atacar o próprio pai.

De carona com um desconhecido, chegou a Itamaraju, no extremo-sul do estado, no final da década de 80. Morou nas ruas. Sobreviveu os primeiros meses alimentando-se com resto de comida resgatado do lixo e dormia na rodoviária da cidade. Ganhava uns trocados fazendo carrego e engraxando sapatos. A esperança de mudar de vida apareceu quando encontrou, por acaso, um tio, dono de salão de beleza.

Denizar foi trabalhar e morar com o tio achando que teria vida fácil. “Ele me ensinou a profissão de cabeleireiro, mas, antes disso, sofri muito. Sabe como é uma pessoa com pensamento de 50 anos atrás? Ele era muito severo. Me batia muito, por qualquer besteira. Era muito ignorante. Eu era castigado quando chegava atrasado porque parava no caminho para assistir a um desenho animado na primeira casa que via aberta. Chegava a me castigar com 12 bolos de palmatória”, recorda-se.

MAIS UMA FUGA

O cabeleireiro decidiu que estava na hora de deixar Itamaraju para buscar novos desafios, mas o tio foi contrário a partida. Havia completado 19 anos quando decidiu viajar para Itabuna, onde não conhecia absolutamente ninguém.

Dormiu quase um mês na rodoviária, sempre da meia noite às 5h da manhã. Durante o dia, tentava encontrar emprego, mas os salões de beleza exigiam o diploma de prático, o que o jovem não possuía, pois havia aprendido a profissão com o parente. Nesse período, as refeições eram mortadela com pão e refrigerante.

Depois de muitas andanças pelas ruas do centro da cidade, Denizar conseguiu a primeira chance em um salão de beleza na Rua F, a poucos metros de onde trabalha hoje e há mais de 30 anos garante o sustento da família. Foi a intervenção de um cliente que garantiu ao jovem insistente a primeira chance de trabalho em Itabuna.

“O rapaz viu meu apelo e pediu ao dono salão para que eu tivesse a chance. Desconfiado da minha capacidade, ele resistiu. Foi aí que o cliente perguntou: posso cortar com ele?. A partir daí que minha vida mudou”, relata.

A REVOLTA COM O NOME DE BATISMO

O cabeleireiro gagueja, xinga, roda de um lado para outro, ameaça partir para a violência (nessas mais de 3 décadas foram somente ameaças ) quando passa alguém pela porta do estabelecimento chamando-o por Agnaldo Lima Dias, o nome de registro. Ou liga para zoar com o nome que os pais lhe deram. Ele nunca gostou de ser Agnaldo, mas tomou raiva mesmo quando um amigo lhe disse que o nome era o mesmo de um artista com opção sexual diferente da sua. Os sobrenomes também são os mesmos.

Agnaldo Lima Dias assegura que não é preconceituoso, mas que não aceita ter a sua masculinidade colocada em dúvida pelos amigos. O fato concreto é que Denizar recebe telefonemas de diferentes regiões do país. O intuito é apenas um: zoá-lo.

Às vezes, é uma ligação atrás da outra.  Quando acontece, o cabeleireiro vai de um lado para o outro, no interior do salão, nervoso, gritando um monte de palavrões, no ritmo frenético. São  palavras como brega, mãe, partes íntimas da genitora do interlocutor, cita distritos de Mascote (São João do Paraíso e Teixeira do Progresso) e de Ilhéus (Pimenteira). Assista à entrevista de Agnaldo Lima Dias (calma, Denizar!) concedida aos jornalistas Ailton Silva e Silas Silva.

Município tem dez bairros e distritos atingidos por enchentes
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Após a trégua da chuva, nesta terça-feira (28), Ilhéus tem 4.834 pessoas desalojadas e outras 946 abrigadas em escolas públicas, informa a Prefeitura.

Há registro de alagamentos em Aritaguá, Juerana, Sambaituba, Lagoa Encantada, Banco da Vitória, Vila Cachoeira, Salobrinho, Acuípe, Inema e Pimenteira.

SAIBA COMO AJUDAR FAMÍLIAS ATINGIDAS POR ENCHENTES

A Prefeitura de Ilhéus mantém ponto de coleta de donativos na antiga sede da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza, na rua Mário Alfredo, próxima à Associação Dezenove de Março, no bairro da Conquista.

Há carência de itens de higiene pessoal, material de limpeza, colchonetes e medicamentos, a exemplo de dipirona, loratadina e paracetamol.

O governo municipal também disponibilizou conta bancária para doações em dinheiro: Banco do Brasil, agência 0019-1, conta corrente 81998-0, CNPJ 13.672.597/0001-62; Pix: sefaz@ilheus.ba.gov.br.

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José Nazal || nazalsoub@gmail.com
 

Em maio, findo o prazo de novas inscrições e transferências, teremos o número real e em 7 de outubro, após divulgação oficial do resultado, poderemos conferir se o índice de abstenção continuará alto. Poderemos realmente ver o interesse do ilheense na escolha dos nossos governantes.

 
Ilhéus está entre os municípios escolhidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), obrigados a ter no pleito eleitoral desse ano votação obrigatória com o novo sistema de reconhecimento biométrico. Avanço!
Desde o ano de 2015 teve início o recadastramento, obrigando os eleitores a comparecer perante a Justiça Eleitoral para proceder a troca de título. Fiz o meu recadastramento em 2016, com toda tranquilidade, sem fila e sem estresse. Há cinco dias do prazo final para o comparecimento temos visto, em todos os locais oficiais utilizados pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE), imensas filas, que começam a ser formadas na noite anterior de cada dia.
Consultando o sítio do TSE, encontramos os dados com o perfil dos eleitores de Ilhéus, com o número de 137.977 eleitores cadastrados conforme tabela de faixa etária elaborada com base nos dados encontrados:

Nos últimos dias a mídia vem noticiando que apenas 70% dos eleitores atenderam ao apelo legal para recadastramento oficial. Contesto esse número, explicando minhas razões.
A média de abstenção dos últimos dez pleitos eleitorais é de 25%, sendo que nos três últimos aumentou para 26,4%, considerando o número de eleitores novos, cadastrados antes de cada pleito. Nessa conta, em torno de um quarto do número de eleitores, deve ser considerado os falecidos, os que tem mais de setenta anos e estão desobrigados a votar, conta que é fechada com os que realmente se abstiveram, cada um com sua razão. O número de eleitores com mais de 70 anos é conhecido: 13.569; o número de mortos e dos obrigados que se abstiveram é impossível de calcular. O fato é que, normalmente, entre 95 e 100 mil eleitores comparecem para o escrutínio.

Desta, considerando os dados acima apresentados, minha opinião é que o número real de eleitores está em torno de 115 mil cadastrados. Vale ressaltar que é considerável o número de eleitores de Castelo Novo, Rio do Braço, Banco do Pedro, Banco Central, Pimenteiras e Inema, que são eleitores dos municípios de Uruçuca, Itajuípe e Coaraci. Muitos de Salobrinho também votam em Itabuna.
A informação obtida hoje junto ao TRE é que se aproxima de cem mil eleitores cadastrados, igual número do comparecimento do pleito de 2016. Em maio, findo o prazo de novas inscrições e transferências, teremos o número real e em 7 de outubro, após divulgação oficial do resultado, poderemos conferir se o índice de abstenção continuará alto. Poderemos realmente ver o interesse do ilheense na escolha dos nossos governantes.
José Nazal é vice-prefeito de Ilhéus, fotógrafo e memorialista.