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Do Política Etc:

Que governo é esse do Capitão Azevedo, que parece ser de todo mundo e ao mesmo tempo de ninguém? Nesses últimos dois anos e pouco, a Prefeitura de Itabuna transformou-se em verdadeira “Casa de Noca”, onde um prefeito-fantoche acha que governar é proferir chavões e desfilar pela cidade como se tudo estivesse às mil maravilhas.

Azevedo é um militar que desconhece princípios elementares de hierarquia. Não comanda e é adepto do “deixa como está pra ver como é que fica”. Governante sem atitude e sem pulso, que não delega o poder como meio de administrar, mas permite que a gestão seja loteada por pura incompetência.

Sem querer desmerecer a secretária particular, uma funcionária de carreira da administração municipal, mas é inconcebível que a servidora responsável por atividades secundárias tenha acumulado um poder que faz dela uma das figuras mais respeitadas (e temidas) no governo local. Perante ela, ocupantes do primeiro escalão tremem, encolhem, baixam a cabeça, por saber que estão diante de quem realmente manda e desmanda.

O prefeito, que tem mil preocupações antes daquelas que resultam do voto popular, vai deixando o barco correr. Enquanto isso, finge que governa e atribui as debilidades de sua gestão acéfala a traidores reais e imaginários, aos petistas e à vilã da novela das oito. Seria de grande proveito se fizesse uma auto-análise, pois assim descobriria onde está o verdadeiro problema.

Também seria de grande valia para Azevedo observar os fluxos de poder paralelo que vêm se formando ao longo de sua gestão. No núcleo duro do governo surgiu um enorme e purulento furúnculo e é preciso remover o carnegão para recuperar a área atingida. A operação dói um pouco e exige coragem.

Será que o prefeito tem?

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Ricardo Ribeiro | ricardoribeiro@pimentanamuqueca.com.br
Fim de ano é momento propício à renovação de projetos e construção de novas aspirações. É nesse embalo que meu coração bate nesse ocaso de 2010, com um otimismo que felizmente sobrevive às intempéries.
Temos visto, seguidamente, esperanças se transformarem em frustrações. Mesmo que alguns de nossos heróis tenham morrido de overdose e ainda haja tantos inimigos no poder, sinto uma incrível necessidade de acreditar. É como se fosse uma vacina, um remédio, um elixir ou simplesmente uma tática para não desesperar jamais. Simplesmente, vejo apenas vantagens no pensar positivo, em apostar no sorriso franco e no abraço caloroso, no ouvir bastante e falar com cautela, no propor em vez de reclamar.
Torço para que, em 2011, todos possamos assumir uma atitude de cooperação. Que tenhamos a capacidade de nos colocar no lugar do outro, entendê-lo como ser humano e somente cobrar na medida em que aceitamos ser cobrados, sem exigir nada além disso.
Proponho um ano novo em que deixemos de esperar pelas soluções que nunca vêm e comecemos a participar com disposição e sinceridade da vida política e comunitária. Logicamente, sem esquecer da família, que é onde tudo começa… Para o bem e para o mal.
Não nos iludamos. Os novos eleitos não serão salvadores da pátria, não farão milagres e, se muito, cumprirão uns 10% do que prometeram. Portanto, você tem duas alternativas: ou fica 90% frustrado ou vai em busca do que é seu de direito. Eu vou.
Feliz Ano Novo!
Ricardo Ribeiro é um dos blogueiros do PIMENTA e também escreve no Política Etc.

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Do Política Etc:
Há cerca de dois meses, a insatisfação com os serviços prestados pela operadora Oi me levaram a recorrer à portabilidade. A opção foi pela TIM, que oferece um plano chamado Liberty, mas que também poderia ser apelidado como Esparrela, se a verdade fosse respeitada na hora de se definir os nomes desses pacotes.
Na época, um amigo até vaticinou: “rapaz, você vai mudar e daqui a algum tempo estará novamente insatisfeito porque nenhuma operadora presta no Brasil”. De qualquer maneira, a paciência com a Oi já havia esgotado e até dava para aceitar a ideia de mudar para uma empresa tão fuleira quanto, desde que fosse outra.
A decepção não demorou. Antes de vencer a segunda conta, este blogueiro recebe uma mensagem de texto da TIM, informando que a linha seria bloqueada em 24 horas, “por excesso de consumo”. Friso que não foi por falta de pagamento, mas simplesmente porque a operadora inclui no contrato (que ninguém lê) uma cláusula que lhe dá o direito de interromper os serviços quando o consumo do cliente ultrapassa determinado limite. A empresa diz que é uma proteção ao cliente, mas não passa de uma presunção de que o otário que confiou na TIM é um caloteiro em potencial.
Acionei o serviço de atendimento ao cliente da empresa. Somente na terceira tentativa, consegui conversar com a funcionária do “setor responsável”. Ela, candidamente, afirmou que o bloqueio somente seria retirado se eu antecipasse o pagamento da conta que irá vencer no dia 7 de janeiro. Pense num absurdo!
Argumentei com a Caroline (esse era o nome dela)  que  a exigência era absurda, despropositada e desrespeitosa, além de não achar respaldo no Código de Defesa do Consumidor. Deixei claro que recorreria à justiça contra a empresa, já que a mesma – em atitude contrária à lei – pune o cliente com o bloqueio do serviço antes do vencimento da fatura. Para a TIM, o cliente não passa de um caloteiro presumido.
Isso é desrespeito sem fronteiras.