Jamile recebe chave de apartamento das mãos do governador Jerônimo Rodrigues || Foto Matheus Landim/GovBA
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Faz quase três anos que a agente de segurança Jamile Sousa Santos, de 38 anos, viu a sua casa, doada por sua mãe, ser tomada pela enchente do Rio Cachoeira, que devastou parte do Salobrinho, em Ilhéus, em dezembro de 2021. A trabalhadora é uma das beneficiárias do Residencial Jardim Salobrinho, construído pelo Governo da Bahia, em parceria com a Prefeitura de Ilhéus, para 220 famílias prejudicadas pela tragédia socioambiental.

O condomínio foi entregue à comunidade nesta quarta-feira (18), em cerimônia com a presença do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD). Para Jamile, a nova moradia significa um recomeço.

“2025 vai ser um ano maravilhoso para mim, meu marido e minha filha. É um sonho realizado: o da casa própria. Não vamos mais depender de aluguel. E ainda em um condomínio completo. A ficha ainda não caiu. A gente só vai se dar conta depois que estiver lá dentro e olhar tudo isso aqui pela janela”, contou, emocionada, ao receber as chaves das mãos do governador.

Jerônimo ressaltou o investimento de R$ 28 milhões no Residencial Jardim Salobrinho. “Isso aqui é fruto de um trabalho em parceria entre o Governo do Estado e a prefeitura municipal para restabelecer a qualidade de vida das pessoas que sofreram com as fortes chuvas de 2021″, disse.

O governador também chamou atenção para os equipamentos que fazem parte do condomínio. “Um residencial de qualidade, com acessibilidade para pessoas com deficiência, área de lazer, parque e quadra poliesportiva. Já entregamos um conjunto habitacional em Itabuna e agora este em Ilhéus”.

Governo da Bahia entrega o Residencial Jardim Salobrinho || Foto Matheus Landim/GovBA

ESTRUTURA 

O residencial é composto por oito blocos. Cada edifício tem seis apartamentos por andar. As unidades têm sala, cozinha, área de serviço, dois quartos e banheiro social, em uma área de 42 metros quadrados. O condomínio conta, ainda, com um centro comunitário, área de passeio, estacionamento, quiosque, praças e áreas verdes.

A obra, feita pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), veio acompanhada de um projeto social. “Mapeamos, junto ao Corpo de Bombeiros, as famílias atingidas. A partir daí já começamos o trabalho social e o pós-ocupação. Um projeto que tem vários eixos, dentre eles a autonomia cidadã, educação ambiental, patrimonial, gestão condominial e também atividade de geração de trabalho e renda”, explicou a coordenadora social da Conder, Priscila Monteiro.

COMPLEXO POLICIAL

O município de Ilhéus também foi contemplado com a reforma do Complexo da Polícia Civil, entregue pelo governador Jerônimo Rodrigues, nesta quarta-feira (18), no centro da cidade. Com um investimento de R$ 2 milhões, foram instaladas a Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), a Delegacia de Proteção Ambiental (DPA), a Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur) e a 1ª Delegacia Territorial/Ilhéus, além do Plantão Central, Núcleo de Homicídios e Comissão de Processo Administrativo Disciplinar (CPPAD/Sul).

MAIS INVESTIMENTOS

Ainda em Ilhéus, o governador assinou uma ordem de serviço para a implantação do sistema de abastecimento de água para a comunidade de Vila Jairy, somando R$ 900 mil em investimentos e beneficiando 450 habitantes.

Para a infraestrutura de transporte, o chefe do Executivo baiano entregou a pavimentação do trecho que liga o acesso a Olivença ao entroncamento da BA-001 e ainda visitou as obras de construção da ponte sobre o Rio Cachoeira, na BA-649, trecho Ilhéus-Itabuna.

Prefeito Mário Alexandre abre crédito adicional de R$ 33.099.069,80 || Foto PMI
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Na reta final do segundo mandato, o prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), reforçou dotações do orçamento deste ano da Prefeitura de Ilhéus. Publicado na segunda-feira (9), o Decreto Municipal nº 2301/10/2024 abriu crédito suplementar de R$ 33.099.069,80. A maior fatia, de R$ 9,5 milhões, vai para a Secretaria de Educação. Depois, vêm Saúde (R$ 7,5 milhões) e Gestão e Inovação (R$ 5,5 milhões).

Conforme o Decreto, a abertura do crédito adicional obedece aos limites estabelecidos pela Lei Municipal 4.247/2023, que instituiu a Lei Orçamentária Anual (LOA) do município para 2024. Confira a íntegra aqui.

O crédito suplementar é uma espécie de crédito adicional, que visa à realocação orçamentária de recursos provenientes da anulação parcial ou total de despesas ou decorrentes de veto, emenda ou rejeição ao Projeto da Lei Orçamentária Anual. Também pode ser usado para alocar recursos de superávit financeiro do exercício anterior, de excesso de arrecadação ou de operações de crédito.

Prefeitura assina TAC se comprometendo a fazer concurso || Foto PMI
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A Prefeitura de Ilhéus não promove concurso público há oito anos. O último, feito na gestão do ex-prefeito Jabes Ribeiro (PP), não abrangeu todas as áreas da administração. Ficaram fora, por exemplo, cargos de docência do Ensino Fundamental. O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) pressionou o governo do prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), para que o município promova novo concurso.

Na última semana, o MP-BA e a Prefeitura firmaram Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para garantir transparência e eficiência na estrutura administrativa do município por meio de concurso público. O acordo, proposto pela promotora de Justiça Alicia Botelho Passeggi, prevê a implementação de um cronograma para certame destinado à ocupação de cargos permanentes. O objetivo é assegurar que apenas servidores concursados preencham funções de caráter rotineiro e administrativo, enquanto os cargos comissionados ficarão restritos a funções de chefia, direção e assessoramento.

A Prefeitura se comprometeu a fazer o concurso público seguindo cronograma detalhado, além de garantir que todos os cargos comissionados atendam exclusivamente às funções de chefia, direção e assessoramento. A organização do certame ficará sob a responsabilidade de uma entidade com qualificação técnica e reputação idônea, com base nas diretrizes que exigem transparência e idoneidade em todas as etapas do processo seletivo, incluindo a publicação de edital com antecedência e o uso de espelhos de correção para as provas subjetivas.

OUTRAS EXIGÊNCIAS

O acordo também prevê a reserva de vagas para candidatos com deficiência e a isenção da taxa de inscrição para candidatos hipossuficientes. Outras exigências do acordo incluem um prazo mínimo de 30 dias entre a publicação do edital e a aplicação das provas, e de 15 dias para o período de inscrições.

O MP-BA levou em consideração, para firmar o acordo, os princípios constitucionais de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, que regem a administração pública.

CONTRATAÇÕES INADEQUADAS

Reuniões entre o Ministério Público e a Prefeitura apontaram a inadequação das contratações temporárias e comissionadas para funções rotineiras, evidenciando a necessidade de um concurso público para adequar o quadro de servidores. Além disso, o MP-BA considerou o interesse público em garantir que a estrutura da Prefeitura seja composta por servidores concursados, reforçando o compromisso com a eficiência administrativa e o respeito à legalidade.

Jerônimo entrega moradias em Itabuna e fala sobre eleições nas cidades-chave da Bahia || Foto PIMENTA
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O governador Jerônimo Rodrigues entregou, nesta sexta-feira (5), os 80 apartamentos construídos pelo programa Bahia Minha Casa no Jaçanã, em Itabuna. Os imóveis vão abrigar famílias atingidas pela segunda maior enchente da história do município, no final de 2021. O lar, segundo o mandatário, é ambiente de segurança, tranquilidade e formação, elementos caros à dignidade humana. Após o descerramento da placa, concedeu entrevista em que falou sobre o cenário eleitoral e citou municípios como Salvador, Vitória da Conquista, Itabuna e Ilhéus.

Sobre as cidades do sul da Bahia, disse trabalhar para que aliados vençam as eleições deste ano e apontou que é possível superar o desempenho eleitoral da base governista em 2022, enfatizando a confiança na gestão do prefeito Augusto Castro (PSD) em Itabuna e o diálogo com o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre (PSD), e com a pré-candidata do PT na Terra da Gabriela, Adélia Pinheiro. 

Na sua avaliação, a base construiu consenso em torno da pré-candidatura de Geraldo Junior (MDB) em Salvador, e a articulação da capital ganhou mais consistência com a indicação da ex-secretária Fabya Reis (PT). 

Na entrevista, também descreveu seu estilo na condução do Governo e do Conselho Político, afirmando priorizar o diálogo e a escuta. Conforme o governador, não se pode querer ditar o destino político das cidades baianas a partir da capital. Leia.

PIMENTA – O senhor é presidente do Conselho Político do Governo. Qual vai ser o desenho para o enfrentamento eleitoral, daqui a pouco?

JERÔNIMO RODRIGUES – Não é daqui a pouco (Risos). Já estou nessa pegada há tempo, pensando em cada município da Bahia. Temos um conjunto de partidos no Conselho, com bons entendimentos. Onde tiver uma liderança de um partido, do PCdoB, [por exemplo], que esteja à frente, sozinho, liderando, não tem como desancorar. É ali. Tem locais que temos dois, três nomes. Temos que sentar, debruçar e encontrar saída. E tem lugares que falta fechar um vice, a bancada de vereadores está montada. Estamos desenhando isso de acordo com a realidade. Por exemplo, pegamos Salvador com cinco, seis nomes, e fomos construindo, dialogando, e chegamos a um consenso com o nome de Geraldo Júnior.

Há resistência do partido do senhor, o PT, ao nome escolhido.

Não. Não resistência. Em qualquer lugar, de qualquer partido, as pessoas não fecham 100%. Mas, nesse caso, posso lhe dizer, teve consenso geral. E, agora, com a chegada de Fabya Reis, isso unificou ainda mais. Geraldo conhece a cidade. Tem estudado bastante. Tem se debruçado sobre o projeto. Temos um projeto de Estado. Não pode ninguém ficar pensando que não tem debate, uma disputa política de um projeto para Salvador, que é na mesma linha da disputa de um projeto para a Bahia. Aqui, temos aliados de primeira hora, quem me carregou no ombro, foi solidário comigo na hora que precisei. Não tem dúvida nisso.

Jerônimo: “confiamos na gestão de Augusto” || Foto PIMENTA

As negociações conduzidas em Itabuna e Ilhéus fazem com que o Governo creia em vitória dos aliados?

Trabalhamos para isso, porque não se muda a política como o senhor pegou a chave ali,  fechadura boa, abriu, entrou na casa. Na política não é assim, tem histórico. Essa foi uma região que não tivemos boa performance. Precisamos melhorar Ilhéus e Itabuna, principalmente. Esses municípios são espelhos para a região e temos possibilidade real de reverter a situação em Itabuna, estamos construindo. Estive lá em Ilhéus, entregando a ampliação do aeroporto. Estive com Marão, com Adélia, é uma boa disputa interna, em casa, mas [a vitória] tem que vir para o colo da gente. É dialogar com maturidade e resolver. Não posso perder a possibilidade de continuar sendo parceiro de Ilhéus e Itabuna. Não posso me dar a esse luxo. As dificuldades a gente trata. Confiamos, por exemplo, na gestão municipal de Augusto. Voltamos de uma entrega de uma Unidade de Saúde da Família, de uma visita ao Hospital de Base, tudo feito com muito carinho. Entregamos essa unidade habitacional. Estamos indo anunciar novos investimentos importantes para Itabuna. No Conselho, o respeito que tenho é de não fazer, como alguns fizeram no passado e fazem, de Salvador querer mudar a política aqui. Não é assim. Temos que respeitar quem lidera o município, quais são as forças nossas. São forças vivas. Temos um potencial muito forte no oeste, extremo-sul, aqui no litoral, baixo-sul e na região metropolitana.

O senhor disse mais cedo, em entrevista ao PIMENTA, que tem um estilo, que não vai impor, mas vai mostrar qual é. Qual vai ser esse estilo na negociação eleitoral e na condução do governo?

Já está revelado. Sou do diálogo, da escuta. Em Conquista, temos Lúcia, do MDB, e Waldenor, dois nomes nossos. Vou empurrar Lúcia da carroceria? Vou tirar Waldenor sem construir isso? Não dá para fazer assim. Não faremos assim. Quem topa o diálogo vai encontrar diálogo. Tenho procurado isso. Conversei bastante com Adélia, com o grupo de Adélia, com o grupo de Marão, porque não estou governando e gerenciando com a estrela do PT. Estou governando com um símbolo, uma insígnia, de um Conselho que tem oito, nove, dez partidos. Então, é Éden que tem que fazer a boa disputa do PT, é Wagner. Pelo PSD, é Otto. Isso não desarruma a casa. Pelo contrário, fortalece a nossa potencialidade de ficarmos mais unidos, de eles confiarem quando a gente diz: a palavra nossa é essa. Quando dermos a palavra, pode saber que a gente vai enfrentar até a última gota do suor da gente. Aqui em Itabuna, em Ilhéus e na região também estamos fazendo esse movimento.

Marão e Jabes: "somos oposição", diz ex-prefeito
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O ex-prefeito Jabes Ribeiro, pré-candidato a prefeito de Ilhéus pelo PP, não acredita em um desentendimento entre o grupo do prefeito Mário Alexandre (PSD) e a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que apresentou a pré-candidatura de Adélia Pinheiro a prefeita. Segundo o progressista, Marão e PT jogam juntos e fazem jogo de cena.

Ao PIMENTA, Jabes comentou declaração recente de Mário, de que aceitaria dialogar com partidos fora da base do governador Jerônimo Rodrigues, como PP e União Brasil, desde que o PSD, hoje representado pelo advogado e ex-secretário Bento Lima, pudesse indicar a cabeça de chapa (assista aqui).

“Tudo isso é jogo de cena de Marão e do PT. Nós somos oposição. O PSD e o PT são aliados e estarão juntos lá na frente. A dúvida é: quem será vice de quem? A petista Adélia será vice de Bento ou ao contrário”, disparou o ex-prefeito.

MARÃO E AS CONTAS DE JABES

O PIMENTA expôs a Jabes o que ouviu de vereador aliado do prefeito Mário Alexandre sobre a sessão em que a base governista aprovou as contas do ex-prefeito. Segundo o parlamentar, em troca do apoio do Governo na votação, Jabes teria assumido o compromisso de disputar as eleições deste ano, independente do posicionamento da chamada frente ampla, que reúne partidos da oposição. “É mentira”, refutou Jabes, de forma categórica.

O ex-prefeito disse que atuou em defesa das próprias contas, sem envolver Mário Alexandre, mas em diálogo com os vereadores, demonstrando ao Legislativo que o voto pela aprovação era consequência de uma leitura técnica do exercício financeiro de 2016.

Prefeito Mário Alexandre opina sobre pré-candidatura de Adélia Pinheiro
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O prefeito Mário Alexandre (PSD) afirmou que a pré-candidatura de Adélia Pinheiro a prefeita de Ilhéus é sustentada pela estratégia eleitoral da vereadora Enilda Mendonça e do irmão da parlamentar e presidente local do PT, Ednei Mendonça. Ele falou sobre o assunto em entrevista a’O Tabuleiro, da Ilhéus FM, nesta sexta-feira (7).

O prefeito recordou que foi candidato a vice na chapa liderada pela professora Carmelita, em 2012. E lamentou que o petismo nunca tenha retribuído o gesto. “Fui candidato a prefeito. O PT me apoiou? Fui candidato à reeleição. O PT me apoiou?”.

Ele avaliou que o instituto da federação partidária submeteu PCdoB e PV à aliança tutelada pelo PT. Conforme o prefeito, quadros desses partidos estariam dispostos a se aliar ao PSD, que apresentou a pré-candidatura do advogado e ex-secretário Bento Lima, mas essa posição perdeu a disputa na Federação Brasil da Esperança.

– Infelizmente, existe o que eles chamam lá, uma eleição, um tipo de eleição que fazem lá. Os grupos internos. Até para a eleição do PT é uma briga dentro do partido. Então, tem o Ednei, que tem a candidatura de Enilda como vereadora, que tem, é o que está segurando a candidatura da candidata lá”, disse o prefeito Mário Alexandre, referindo-se à colega médica, professora, ex-reitora e ex-secretária de Estado Adélia Pinheiro (assista à declaração ao final do texto).

EDNEI: NOSSA PRÉ-CANDIDATA É MAIS VIÁVEL QUE O DELE

Ouvido pelo PIMENTA, o presidente do PT em Ilhéus, Ednei Mendonça, comentou a entrevista do prefeito. Segundo Ednei, Mário Alexandre nutria o desejo de indicar, sem contestação, um nome para representar a base do Governo do Estado.

– Marão queria que o PT não entrasse na disputa. Ele acha que, porque é prefeito da cidade, tinha a prerrogativa de dizer quem era o candidato e todo mundo ligado ao Governo do Estado o acompanhasse. Na política, as construções são conquistas. Nunca escondemos dele e dos partidos aliados o desejo de ter Adélia como candidata a prefeita. Vamos trabalhar por isso. Na vida, quando você tem um desejo, você luta por ele. O PT de Ilhéus lutou para ter a candidatura de Adélia – disse o presidente.

O site perguntou como o dirigente recebe a interpretação do prefeito, de que a pré-candidatura de Adélia seria sustentada pela estratégia da reeleição de Enilda. “Ele está equivocado. A pré-candidatura de Adélia é muito mais do que isso. É para ganhar a eleição. É sacanagem dele, é reduzir a pré-candidatura de Adélia à reeleição de uma vereadora. [Ele disse isso] para queimar Adélia e Enilda”, criticou Ednei.

Para o presidente do PT, o mapeamento eleitoral do prefeito não vislumbrava uma Adélia no meio do caminho, com direito à presença do senador Jaques Wagner no lançamento da pré-candidatura e de exaltação pública do ministro da Casa Civil e ex-governador Rui Costa (ouça aqui).

“[O prefeito] não esperava que Adélia topasse ser candidata e que a pré-candidatura se colocasse na disputa real, com muito mais viabilidade eleitoral do que o pré-candidato dele. Hoje, Adélia tem mais viabilidade eleitoral do que o pré-candidato do prefeito”, repetiu Ednei Mendonça.

TEM CONVERSA?

N’O Tabuleiro, o radialista Vila Nova questionou a Marão se a disputa contra o PT deixou o grupo do prefeito à vontade para negociar eventual composição com partidos que não apoiaram o governador Jerônimo Rodrigues em 2022. O apresentador citou o União Brasil de Valderico Junior e o PP do ex-prefeito Jabes Ribeiro como exemplos.

“Eu não vejo dificuldade, sendo o PSD na cabeça. Não tem dificuldade. A eleição é municipal, não é uma eleição estadual”, respondeu Mário, que preside o PSD em Ilhéus.

O PIMENTA tentou ouvir Jabes Ribeiro e Valderico Junior sobre a declaração do prefeito, mas ainda não obteve retorno. Abaixo, assista ao trecho da entrevista mencionada.

A íntegra está disponível neste link.

Marão encaminha proposta de reajuste de benefício à Câmara
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O prefeito Mário Alexandre (PSD) enviou à Câmara de Vereadores projeto de lei para reajustar o vale-alimentação dos servidores da Prefeitura de Ilhéus em 5%, de R$ 600,00 para R$ 630,00. A mensagem ao Legislativo pede tramitação em regime de urgência.

Marão recordou que, em 2017, quando a assumiu o primeiro dos dois mandatos consecutivos, o auxílio-alimentação dos servidores era de R$ 150. “Graças a muito trabalho, estamos encaminhando mais um avanço em nossa gestão”, escreveu o prefeito em uma rede social.

Para o mandatário, o reajuste é reflexo positivo da eficiência da gestão e, ao mesmo tempo, gesto de valorização dos trabalhadores que fazem o serviço público funcionar. “Reconhecer e valorizar cada vez mais o servidor é essencial para mantermos um ambiente de trabalho motivador e eficiente, e por isso, essa sempre foi uma das nossas prioridades”, acrescentou.

Prefeito de Ilhéus divide mérito com equipe de Governo
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Os conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) recomendaram, nesta terça-feira (26), que a Câmara de Vereadores de Ilhéus aprove as contas de 2022 da Prefeitura, sob a responsabilidade do prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD) A Corte fez ressalvas e sugeriu que o prefeito seja multado em R$ 2 mil. Cabe recurso.

Marão comemorou nas redes sociais. Segundo ele, gerir o dinheiro público com responsabilidade e transparência é um compromisso assumido desde o no primeiro dia do seu Governo, em janeiro de 2017. “Será assim até meu último momento enquanto prefeito de Ilhéus”, emendou.

O prefeito dividiu o mérito com a equipe de Governo. “Não é trabalho de uma pessoa só. Na verdade, isso é todo um time que compartilha da mesma visão e, comigo, assumiu a obrigação de uma gestão lisa e interessada em fazer Ilhéus crescer a cada dia”.

Até o momento, o TCM escrutinou seis prestações de conta de Marão. Além da de 2022, somente a de 2017 havia recebido recomendação positiva, também com ressalvas. Responsável pelo julgamento das contas do Executivo, a Câmara de Ilhéus só julgou a de 2017, aprovada em dezembro passado.

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Uma incógnita a ser resolvida é o abrigo político de Bento, especialmente após ruídos no PSD, liderado pelo senador Otto Alencar na Bahia.

 

Jerberson Josué

Com o desenvolvimento da pré-campanha, três nomes foram destaques nessa segunda semana de janela partidária.

Adélia Pinheiro (PT) ganhou espaço, marcando presença em reuniões e encontros com diversos segmentos sociais. Também recebeu visibilidade, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues, nas entregas das grandes obras da Secretaria da Educação da Bahia, ainda sob o comando da médica e professora aposentada da Uesc, onde ela exerceu dois mandatos de reitora. Sem falar na foto de mãos dadas com o presidente Lula, que dispensa comentários sobre seu significado político.

O vereador Augustão também balançou o coreto. Sua chegada no PDT, recebendo o suporte de dois pesos pesados da política baiana, o deputado federal Felix Mendonça Jr (presidente do partido na Bahia) e o vice-presidente estadual da sigla, José Carlos Araújo. Em entrevista a este PIMENTA, ele avisou que tem autonomia para decidir sobre as eleições em Ilhéus e não descartou caminhar sozinho, se não houver acordo com outros partidos.

O empresário Valderico Reis Júnior (UB) fecha a trinca da hora em Ilhéus. Pontuando bem nas pesquisas disponíveis até dezembro de 2023, o pré-candidato acertou em cheio com o lançamento do programa Papo de Gestão, que vai ao ar aos sábados, a partir das 8h, na Gabriela FM. Depois de superar um momento difícil na vida pessoal, retomou as andanças pela cidade e ganha corpo nas ruas.

ATUALIZAÇÃO DO TABULEIRO

No campo governista, pré-candidaturas disputam a preferência dos governos federal e estadual. O vice-prefeito Bebeto Galvão, forjado na luta sindical e articulador político do PSB no sul da Bahia, quer as bênçãos governistas. Para isso, tem o apoio da deputada federal Lídice da Mata.

O vereador Jerbson Moraes (PSD), ex-presidente da Câmara de Ilhéus, tem o apoio incondicional do deputado federal e um dos líderes do PSD na Bahia, Paulo Magalhães, que reafirmou a garantia da legenda ao edil ilheense.

A advogada Wanessa Gedeon, do Novo, segue afinando o discurso e amolando as canelas, pois sabe que tem muito o que rodar na cidade. Seu trabalho na OAB, com importante repercussão na defesa dos direitos das mulheres, é um ativo político a ser colocado na vitrine da pré-campanha. A ver.

Edson Silva, do PRTB, nas suas rodas de conversa com os amigos e companheiros, tenta atrair os formadores de opinião e lideranças comunitárias para a sua pré-campanha. Já o Coronel Resende, que apareceu em foto com Bolsonaro, tenta colar sua imagem à do ex-presidente.

Dos quadros mais preparados que já passaram pela Câmara de Ilhéus, o ex-vereador Makrisi e seu novo partido, o PSOL, têm o desafio de construir uma pré-candidatura competitiva.

O ex prefeito Jabes Ribeiro (PP), decano nas disputas eleitorais de Ilhéus, tem rodado Brasília em construção de suportes e articulações para sua pré-campanha. O experiente político segue suas táticas à risca. Afinal, é doutor em vitórias eleitorais desde 1983. Isso não significa dizer que venceu todas, mas, até perdendo, meio que “escolheu” para quem perder.

E, por fim, o prefeito Mário Alexandre, mesmo sem anúncio oficial, já roda a cidade em companhia do secretário Bento Lima, seu pré-candidato não declarado. Ainda que de forma tímida, o grupo do Governo Municipal já segue Marão no apoio a Bento, o que é natural.

Uma incógnita a ser resolvida com o fim da janela partidária é o abrigo político de Bento, o virtual pré-candidato governista, especialmente após ruídos no PSD de Marão, liderado pelo senador Otto Alencar na Bahia.

Sigamos atentos aos próximos capítulos no desenrolar das eleições 2024.

Jerberson Josué é ativista social.

José Carlos Araújo, Augustão e Felix Mendonça Jr durante a filiação do vereador ao PDT
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O vereador Augustão, pré-candidato a prefeito de Ilhéus, se reuniu com o deputado federal Felix Mendonça Junior, presidente estadual do PDT, nesta segunda-feira (18), em Salvador, e selou filiação ao partido. Ele deixou o PT no início deste mês e aproveitou a janela partidária, de 7 de março a 5 de abril, para mudar de legenda sem perder o mandato. O ex-deputado federal José Carlos Araújo também participou da reunião.

“Prego batido e ponta virada. Fui filiado ao PDT nesta noite. Estou fazendo o anúncio em primeira mão. Estou filiado à família 12”, disse o vereador ao PIMENTA.

Acrescentou que recebeu autonomia para dialogar com as forças políticas de Ilhéus. “Plenos poderes para conversar e fazer qualquer tipo de acordo com os demais partidos. Carta branca para fazer o projeto que a cidade de Ilhéus precisa”.

QUASE TODOS

Após afirmar que dialoga com todos os partidos, o pré-candidato se corrigiu. “Com todos, não. Com diversos partidos, com exceção do Governo Municipal”. Na avaliação dele, o grupo do prefeito Mário Alexandre (PSD) demonstra falta de compromisso com Ilhéus. “A prova está na situação da cidade. O governo está fazendo oito anos e a cidade está em pleno abandono. Não há inovação, não há projetos”.

O vereador disse que ficou abismado com a movimentação intensa de turistas em Salvador, em plena noite de segunda-feira. Falava por telefone com o site, de Piatã, bairro da capital baiana. “Ilhéus, com todo o potencial que tem, você vê uma cidade apagada, pacata. Eu tenho certeza que hoje, 18h, no Centro da cidade, Ilhéus estava deserta”, comparou.

Ressaltou que voltará às ruas de Ilhéus para conversar com as pessoas. Também iniciará a apresentação dos 35 projetos que já reúne para o município, com o objetivo de construir o programa de governo.

ACORDO FIRMADO?

Questionado se assumiu compromisso de unificar os partidos da oposição municipal em torno do nome do grupo que aparecer melhor colocado nas pesquisas eleitorais, Augustão disse que não descarta essa possibilidade. Mas, alertou, “nosso partido pode caminhar sozinho”.

Emenson comenta papel de Marão no julgamento das contas de Jabes
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O professor Emenson Silva, titular da Superintendência de Comunicação de Ilhéus (Sucom), confirmou que o prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), sensibilizou os vereadores da sua base a votarem pela aprovação das contas de 2016 da Prefeitura, sob a responsabilidade do ex-prefeito Jabes Ribeiro (PP).

Apesar disso, Jabes demonstra ingratidão ao fazer críticas ao prefeito, segundo Emenson, que se referiu à entrevista que o ex-prefeito concedeu ao programa Frequência Política, da Rádio Difusora de Itabuna.

“Se o ex-prefeito deu cartão vermelho para Marão agora, ele poderia ter dado cartão vermelho quando as contas dele estavam na Câmara para serem rejeitadas, e o prefeito Marão entra, no sentido apaziguador, respeitador, da não perseguição, e diz: ‘vamos sensibilizar aqui o nosso povo, porque não é hora de perseguir ninguém. Ele foi prefeito. Ele teve o legado dele, deixa ele caminhar’”, relatou Emenson no programa Papo News, da Ilhéus FM.

Dos 15 votos a favor de Jabes, 14 foram de vereadores da base de Marão (veja como cada parlamentar votou).

“QUEM TEM GRATIDÃO TEM CARÁTER”

A atitude de gratidão, reflete Emenson, é traço de personalidade. “Vou voltar àquela velha máxima: quem tem gratidão tem caráter. Quem não tem gratidão não tem caráter”. O superintendente lembrou que eventual rejeição das contas, pela Câmara, deixaria Jabes inelegível por oito anos. Assista à declaração.

Prefeito anuncia novo empreendimento do "Minha Casa" || Foto Arquivo/PMI
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O prefeito Mário Alexandre (PSD) anunciou que o Programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, vai construir mais 500 unidades habitacionais em Ilhéus. Segundo Marão, a sociedade ilheense começa a colher os frutos do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Acertamos quando elegemos o nosso presidente Lula, e tá aí, ele retribuindo”, escreveu, nesta quinta-feira (23), em uma rede social.

Marão também divulgou mensagem de vídeo, informando que o resultado da seleção do ‘Minha Casa’ saiu ontem (22). “Quero agradecer, primeiro, a Deus; segundo, à equipe do Governo Federal; o nosso presidente Lula; o ministro Rui Costa; o governador Jerônimo”, declarou o prefeito. Assista.

Ilhéus tem quatro condomínios erguidos por meio do Minha Casa Minha Vida: Sol e Mar; Morada do Porto; Rio Cachoeira; e Residencial Vilela. A localidade escolhida para o quinto ainda não foi divulgada.

Marão discursa em evento da Prefeitura de Ilhéus || Foto PIMENTA
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O prefeito Mário Alexandre (PSD) diz buscar alternativa para que a segunda etapa da duplicação da BA-001, na zona sul de Ilhéus, avance antes das intervenções na área das cabanas de praia. Na prática, a obra está parada, mas, conforme a Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra), trata-se de uma diminuição de ritmo, até que seja possível retomar a velocidade empregada no início do trabalho.

“Vou tentar esticar um pouco essa requalificação [das cabanas] para depois de fevereiro, para eles [cabaneiros] não perderem tanto. Fazer a parte de dentro e depois fazer a parte do mar. É uma tentativa minha. [Empresa e Governo do Estado] estão fazendo esse estudo. Mas, se não for possível, a gente precisa avançar, melhorando a qualidade do atendimento das pessoas que aqui chegam”, declarou Marão, nesta terça-feira (17), em entrevista exclusiva ao PIMENTA, durante evento da Prefeitura de Ilhéus, no Hotel Jardim Atlântico.

Quando toca no assunto, o prefeito evita o termo demolição. “É requalificação de barracas. Demolir é você acabar com as barracas”, argumentou. Ele afirmou que o município negocia empréstimo em condições especiais para que os estabelecimentos possam ser adequados às exigências da Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

EMERGÊNCIA

A requalificação da BA-001 na zona norte também está parada. Para completar, o avanço do mar, problema histórico, voltou a fazer estragos na localidade, derrubando muros e ameaçando residências e estabelecimentos comerciais.

Ontem (17), o prefeito decretou situação de emergência nos bairros afetados, São Domingos e São Miguel. A Prefeitura tenta promover medidas paliativas, mas, segundo Marão, é necessário uma solução definitiva para o problema, envolvendo as três esferas da Administração Pública, além da Codeba.

TURISMO

Claudiana, do Sebrae, elogia iniciativa da Prefeitura || Foto PIMENTA

O prefeito também comentou o pré-lançamento do calendário de Ilhéus para o próximo verão, objetivo do encontro promovido pelo Governo Municipal no Jardim Atlântico. Ele exaltou a capacidade de planejamento demonstrado pela Prefeitura. “Tudo o que se planeja é mais fácil de executar”.

“Hoje, a gente consegue juntar, pela primeira vez, tanto a sociedade civil organizada, como a Associação de Turismo de Ilhéus, CDL, Associação Comercial, empresários, enfim. Isso faz com que a gente junte forças para poder atrair, ainda mais, os nossos ilheenses, os nossos turistas do sul da Bahia, de Itabuna e região, do Brasil e de fora do país”, concluiu Mário Alexandre.

A iniciativa da Prefeitura foi muito elogiada pela coordenadora regional do Sebrae, Claudiana Figueiredo. “Talvez nós tenhamos visto, hoje, uma das práticas mais exitosas de cidade, estado e de nação”, disse a gestora, referindo-se ao esforço coordenado do Governo Municipal, que envolveu diversas secretarias, além da sociedade civil, sob a tutela da Pasta do Turismo.

Segundo Claudiana, esse tipo de iniciativa tem como marco internacional a experiência de Medellín, cidade colombiana que deixou as páginas policiais e se tornou referência de gestão pública integrada.

Marão: aval de Otto e prudência
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Sempre que instado a falar sobre as eleições de 2024, o prefeito Mário Alexandre sai pela tangente. Para não deixar o interlocutor sem resposta, costuma dizer que é assunto para o próximo ano. Com o aval do senador Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia, Marão conhece o peso de suas palavras nesse jogo e decidiu usá-las com prudência.

Se alguém levanta um nome, ele não descarta. Nem abraça. Com seu estilo pacificador, pontua a resposta com um elogio à pessoa citada. Para decidir quem receberá seu apoio na sucessão, o pré-candidato do grupo, o prefeito de Ilhéus quer tempo e deixa isso claro ao adiar a decisão para 2024.

De tão evidente, o banho-maria do prefeito atrai especulações sobre os motivos. No comando de três vitórias eleitorais acachapantes, somando seus dois mandatos ao da deputada estadual e primeira-dama Soane Galvão (PSB), Marão tem um capital político a zelar. E a investir.

BENTO

Nos bastidores, o secretário de Gestão de Ilhéus, Bento Ribeiro, é visto como possível candidato do grupo, por ter a confiança do prefeito, de Soane e da ex-deputada estadual Ângela Sousa.

Eleger um aliado com esse nível de entrosamento político, segundo essa versão de bastidor, seria o caminho mais seguro para os próximos passos de Marão na vida pública, como eventual candidatura à Câmara dos Deputados, em 2026, mesmo ano em que Soane deverá buscar a reeleição.

Para investir ou não seu capital político em Bento, Mário Alexandre teria em vista o desenrolar do inquérito da Polícia Federal em que o secretário é um dos investigados. Este seria um dos motivos para o adiamento do debate sobre as eleições, na avaliação de alguns analistas.

DIVERGÊNCIA PÚBLICA

O timing para a definição sobre o processo eleitoral está no fundo de uma divergência pública entre Mário Alexandre e o vice-prefeito Bebeto Galvão (PSB). Segundo o socialista, a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) não pode se dar ao luxo de esperar até 2024 para se articular em torno de um nome em Ilhéus. Ele falou sobre o assunto em entrevista ao podcast Super Blogs, na última quinta-feira (5), e em matérias aqui no PIMENTA.

Para sustentar seu ponto de vista, Bebeto recorreu ao exemplo das eleições de Salvador em 2020, quando o então governador Rui Costa, atual ministro da Casa Civil, protelou o debate sobre a chapa da base para o ano do pleito, e o grupo foi atropelado por Bruno Reis (UB), eleito no primeiro turno com o apoio do então prefeito ACM Neto.

Ismerim (à esq.) aponta barreira para Soane ser candidata a prefeita em 2024 || Fotos Blog do Anderson e PMI
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A deputada estadual Soane Galvão (PSB) comentou a possibilidade de ser candidata a prefeita de Ilhéus em 2024, durante entrevista ao radialista Vila Nova, d’O Tabuleiro, da Ilhéus FM. “A legislação permite que a senhora seja candidata?”, questionou o apresentador, após contextualizar que o nome da primeira-dama apareceu em especulações sobre a sucessão do prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD).

Soane disse que está focada no trabalho que se propôs a fazer quando se candidatou, em 2022. Mas ponderou que Mário é seu guia político. “Se Marão quiser, eu serei o que ele quiser. Se ele falar que a minha missão é ser prefeita, eu serei, em acordo com o nosso povo, porque eu tenho certeza que Mário é povo. Se o povo pedir, se ver que as ruas, alguém está solicitando, ele é quem vai definir”.

A resposta não contemplou a pergunta sobre a possibilidade legal de uma candidatura da primeira-dama a prefeita de Ilhéus em 2024. Para enfrentar a questão, o PIMENTA ouviu dois advogados, Ademir Ismerim, referência do Direito Eleitoral em todo o Brasil; e Renata Mendonça, consultora da Comissão de Direito Eleitoral do Conselho Federal da OAB.

IMPOSSÍVEL

Não há possibilidade de Soane ser candidata a prefeita de Ilhéus em 2024, porque seria o terceiro mandato consecutivo nas mãos da mesma família, sustenta Ademir Ismerim. “Tem algumas hipóteses em que os parentes de até segundo grau podem ser candidatos. Exemplo: se ele [Mário] estivesse no primeiro mandato e renunciasse até seis meses antes da eleição, ela poderia sucedê-lo.  Só que, caso fosse eleita, não poderia ser candidata à reeleição, porque iria para o terceiro mandato familiar”.

Renata Mendonça: eles vivem relação conjugal pública

Renata Mendonça corrobora. “De fato, Soane não pode ser candidata, porque ela tem a inelegibilidade reflexa, que é a do cônjuge. Por causa dessa inelegibilidade, que é para evitar que haja um terceiro mandato utilizando os parentes, no caso dela, a cônjuge, a Constituição faz essa vedação”.

Para o impedimento mencionado, é indiferente se há ou não um casamento civil. A diferença se dá apenas na forma de determinação da inelegibilidade, explica Ismerim. “Se são casados civilmente ou, como diz o povo, no papel, basta juntar a certidão de casamento. Se não, o processo admite uma instrução; pedir ao juiz para ouvir testemunha, juntar documento, declarações de imprensa, que comprovem que eles convivem maritalmente”.

Já a advogada complementa. “Eles vivem uma vida conjugal pública. No mínimo, seria a caracterização de uma união estável, que também atrai a inelegibilidade reflexa”.

PRECEDENTE RIGOROSO

Ismerim: nem morte de mandatário afasta inelegibilidade de familiar de até 2º grau

O advogado Ademir Ismerim recordou caso ilustrativo do rigor do impedimento em questão. No dia 25 de julho de 2014, a então prefeita de São Francisco do Conde, Rilza Valentim (PT), faleceu. A Justiça Eleitoral impediu a irmã de Rilza, Ralison Valentim, de ser candidata a prefeita da cidade da Região Metropolitana de Salvador. “Ela faleceu no curso do segundo mandato. A irmã dela se lançou candidata, e a Justiça indeferiu a candidatura. Veja bem, nem no caso de falecimento, nem assim deixou ser candidata. Imagine uma simples renúncia”.