Atriz Jeniffer Nascimento foi madrinha de Vitalina Silva no LED || Divulgação/Globo
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É da Bahia a segunda edição do Prêmio Movimento Luz na Educação (LED) na categoria Educadores Inovadores. A vitória do projeto Educação Antirracista, da professora Vitalina Silva, foi anunciada pela TV Globo, nesta quarta-feira (26). A emissora promove o LED em parceria com a Fundação Roberto Marinho. Cada um dos seis finalistas deste ano foi contemplado com R$ 200 mil.

Professora de Língua Portuguesa e assessora técnica da Secretaria Estadual da Educação (SEC), Vitalina Silva trabalha no Centro Educacional Maria Quitéria, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. “Esse prêmio é especialmente para os meus alunos, que foram eles que acreditaram. Eles compraram a ideia, viajaram junto comigo, mergulharam junto comigo na pesquisa e na inovação”, disse a educadora, ontem (26), logo após a divulgação do resultado.

Segundo Vitalina, mesmo quando todas as circunstâncias atrapalham a realização de objetivos, é necessário superar os obstáculos para fazer um bom trabalho na educação. “Tenho um histórico de trabalhar com muito empenho, gosto do que faço, sou uma professora muito dedicada, adoro estar em sala de aula”, acrescentou.

Para a docente, a colaboração da diretoria, da coordenação pedagógica e dos demais professores da escola foi determinante para o sucesso da iniciativa inovadora. “Tenho colegas que compreendem qual é o seu lugar, o seu papel na educação”.

Regina Casé e Vitalina na cerimônia de premiação || Reprodução/Instagram

ALFINETADA

No final do pronunciamento, publicado em vídeo numa rede social, Vitalina Silva afirmou que o apoio recebido dentro da escola não reflete o posicionamento da Prefeitura de Camaçari, que, segundo a professora, não reconhece a importância do projeto Educação Antirracista.

“Muito embora nós tenhamos dificuldades imensas vindas da gestão municipal, nós nos sobrepomos a tudo isso e fazemos um trabalho de referência, de diferença. Então, embora não tenhamos o reconhecimento municipal sobre esse projeto, nós temos o reconhecimento nacional da Rede Globo”, concluiu. Assista.

Vitalina Silva criou o projeto Educação Antirracista em escola de Camaçari ||
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O projeto Educação Antirracista, criado pela professora baiana Vitalina Silva, é um dos nove finalistas da segunda edição do Prêmio Movimento Luz na Educação (LED). Iniciativa da Rede Globo e da Fundação Roberto Marinho com o propósito de reconhecer e celebrar práticas inovadoras de educação, a premiação será transmitida pela emissora nesta quarta-feira (26), após a novela Travessia. O prêmio contemplará seis iniciativas com aporte financeiro de R$ 200 mil para cada.

Professora de Língua Portuguesa e assessora técnica da Secretaria da Educação da Bahia (SEC), Vitalina Silva representa o estado numa disputa com mais de dois mil inscritos de todo o país. Os 60 projetos selecionados contemplaram as categorias Educadores Inovadores; Estudantes Inovadores; e Empreendedores e Organizações Inovadoras. “Foi uma seleção muito exigente. Quando fiquei entre os 60 selecionados, já me deu uma satisfação muito grande e fiquei esperançosa de entrar para a segunda etapa. Os projetos que concorreram são todos muito interessantes e estar entre os três na minha categoria me gerou uma grande felicidade”, comemora a finalista.

Vitalina explica que a mobilização dos estudantes na compreensão do seu lugar no mundo foi a semente do projeto. “Estamos só colhendo os frutos de um trabalho que deu certo inicialmente na escola e que me motivou a inscrevê-lo no prêmio. A gente quer é que eles estejam preparados para enfrentar o racismo estruturante na sociedade e que as mudanças precisam acontecer a partir de nós”, acrescenta.

A inspiração do projeto, recorda a educadora, nasceu no Centro Educacional Maria Quitéria, em Camaçari, onde trabalha. Na escola, a pauta do antirracismo na Educação é discutida com o objetivo de superar as desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação, diz Vitalina. Esse tipo de debate reflete uma das diretrizes do Plano Nacional de Educação (PNE), criado para que a escola avance na construção de estratégias efetivas de enfrentamento ao racismo e aos preconceitos que estruturam as relações sociais do país.