Técnicos reforçam importante de medidas de prevenção do covid-19 no Costa do Cacau
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Mesmo com a queda dos índices de contaminação pela variante Ômicron da Covid-19 na Bahia, o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) do Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, tem mantido rotina de treinamentos para prevenir a contaminação pelo coronavírus na unidade.
Dentre essas ações para evitar o contágio da Covid-19, o SESMT formulou uma orientação mais específica, conceituada teoricamente e aplicada na prática, com a abordagem do tema Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde – Orientações para o enfrentamento e cuidados ao Covid-19. Profissionais dos mais variados setores do hospital passam por essa capacitação.
Kaliandra Sales, técnica de Segurança do Trabalho (TST), ressalta que o treinamento reforça as boas práticas para o controle de transmissão do coronavírus. “Orientamos para higienização das mãos com água e sabão e uso do álcool 70%, bem como a utilização adequada dos equipamentos de proteção individual (EPIs) e os cuidados com o seu manuseio para evitar a contaminação pelo vírus”, disse.
A técnica lembra ainda que também é importante alertar para o não compartilhamento dos objetos pessoais de trabalho e uso de adornos, a exemplo de brincos, anéis e outros. “Além disso, apresentamos como se deve dar o fluxo de colaboradores com suspeita de síndromes gripais. Ainda falamos sobre as medidas de proteção e prevenção da Covid-19”, acrescenta.
De acordo com a engenheira do Trabalho Bruna Sobral, coordenadora do SESMT, todas as atividades são realizadas conforme legislação vigente. “Atendemos as normas, orientações e portarias estabelecidas pelos ministérios do Trabalho e Previdência e da Saúde, também da Secretária de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Temos aqui, uma equipe qualificada para a aplicação desses treinamentos”, enfatizou.
Escolas precisam ter itens de saneamento para o pós-pandemia || Foto Fernando Frazão/Agência Brasil
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Em todo o país, pouco menos da metade das escolas públicas (46,7%) tem acesso a saneamento básico – isso significa distribuição de água potável, coleta e tratamento de esgoto, drenagem urbana e coleta de resíduos sólidos. Entre as particulares esse percentual sobe para 89%. Além disso, 30% das escolas públicas e privadas no Brasil têm área verde em sua infraestrutura, como jardins, hortas e outros espaços recreativos.
Os dados fazem parte de levantamento feito pelo Melhor Escola, plataforma que conecta alunos a escolas, oferecendo bolsas de estudo para todas as etapas da educação básica, da infantil ao ensino médio. O estudo busca verificar a preparação das escolas para o retorno às aulas presenciais, no contexto da pandemia do novo coronavírus.
Tanto saneamento básico quanto áreas verdes são, de acordo com o diretor de Novos Negócios da Quero Educação, Sérgio Fiúza, itens de infraestrutura que conferem maior segurança a professores, funcionários e estudantes. “Na hora de optar por abrir a escola novamente, o que vai ser analisado é qual a chance de acabar alastrando a pandemia”, diz, ressaltando que essas variáveis devem ser levadas em consideração na hora de definir estratégias de retomada.
O levantamento mostra ainda diferenças de infraestrutura das escolas entre estados. O Amapá, Amazonas, Maranhão e Pará apresentam os piores índices de saneamento básico nos centros de ensino do país, beirando 10% na rede pública.
O professor associado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Unaí Tupinambás ressalta que o vírus deverá circular entre nós por mais alguns anos, o que exigirá de espaços de aglomeração, como as escolas, uma adequação dos espaços físicos para evitar o contágio.
“Contratar professores, diminuir alunos por sala, readequar espaços físicos”, diz. “Tem que pensar um novo formato sabendo que o vírus transmite em espaço físico fechado, com permanência por muito tempo. Uma aula poderia ser muito bem dada debaixo de uma árvore em cidade do interior, ou colocar uma tenda vazada. Isso tudo vai ter que ser repensado. Será preciso ter uma área para professor, talvez com proteção de acrílico. E garantir o uso de máscaras”, afirma.
Tupinambás defende que o investimento em educação é investimento em saúde, uma vez que é também nas escolas que se aprende a prevenção a diversas doenças, como a covid-19, causada pelo novo coronavírus.
Estados e municípios vêm manifestando preocupação com recursos para a educação, em um contexto em que vêm gastando mais em aulas remotas e outras ações durante a pandemia do novo coronavírus e em que, por outro lado, têm observado queda nas receitas.
O Fundeb é a principal fonte de recursos da educação básica, respondendo por mais de 60% do financiamento de todo o ensino básico do país, etapa que vai do infantil ao ensino médio. O fundo é composto por recursos que provêm de impostos e transferências da União, estados e municípios. Criado em 2006, o Fundeb tem validade até o fim deste ano. Projetos para tornar o fundo permanente tramitam no Congresso Nacional.
RETORNO ÀS AULAS
Nesta semana, os secretários estaduais de Educação divulgaram documento com diretrizes nacionais para um protocolo de retorno às aulas presenciais. De acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), o documento foi elaborado a partir da experiência de outros países que já retornaram às aulas e ainda propostas de protocolos criadas por estados que já se adiantaram nesse quesito.Leia Mais