Ruy Carvalho e Abobreira fundaram diretório do PSB em Ilhéus
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O ex-vice-prefeito José Henrique Abobreira falou ao PIMENTA sobre a amizade e a parceria política que cultivou com o médico Ruy Carvalho, que faleceu na noite desta terça-feira (28), em Ilhéus, aos 71 anos (veja aqui). “Ruy foi um bom e fraterno amigo. Convivemos na esfera pessoal e nas lutas políticas desde 1987, quando fundamos o PSB de Ilhéus. Juntos, vivemos as glórias e as adversidades da política”, recordou.

Nas eleições municipais de 1988, Ruy foi eleito para a Câmara de Vereadores. Naquele ano, segundo o ex-vice-prefeito, a pedido do então governador Waldir Pires (1926-2018), a dupla atuou contra o avanço do grupo de Antônio Carlos Magalhães em Ilhéus. “Fomos o fiel da balança para barrar o carlismo”.

Depois, Ruy passou a chamar o correligionário de “Waldir Pires de Ilhéus”. Abobreira diz que o apelido foi uma forma carinhosa que o amigo encontrou para reconhecer sua dedicação à política.

Ruy Carvalho disputou a Prefeitura de Ilhéus em 1992, 2004 e 2008. No pleito seguinte, em 2012, estava pronto para encabeçar candidatura pelo PRB, com apoio de dez partidos, mas a plenária partidária não vingou. “Foi dissolvida por vários fatores políticos. Sozinho, Ruy desistiu”, relembra José Henrique Abobreira. “Quando todos o abandonaram, permaneci com ele até o fim melancólico”.

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No fundo do palanque os marqueteiros Valdomiro Júnior e Vander Prata comemoravam a vitória da campanha. Não deu outra, Valderico Reis ganhou a eleição disparado. Quanto às promessas… deixa pra depois…

 

Walmir Rosário

A campanha eleitoral de Ilhéus corria a solta em 2004, com as candidaturas de Valderico Reis, Soane Nazaré de Andrade, Ruy Carvalho, Ângela Sousa, Roland Lavigne, Correia e Magno Lavigne à prefeitura ilheense. Com base eleitoral mais privilegiada junto aos bairros carentes, onde costumava frequentar bares e botecos famosos pela cerveja gelada e comida pesada (sarapatel, mocotó, dentre outras iguarias), Valderico Reis se sentia nas nuvens e não admitia perder da campanha.

Além de ser bem recebido nesses locais, nos quais era frequentador assíduo – ao contrário dos outros candidatos –, se sentia em casa e era tratado pelos moradores como um membro da família. Bebia cerveja, pagava cachaça para todo mundo, e provava de verdadeiros banquetes durante as caminhadas e nos comícios esses bairros viviam uma verdadeira apoteose.

Valderico Reis era empresário do setor de transportes urbanos e interestaduais e se tornou inimigo figadal do prefeito Jabes Ribeiro, por motivos que aqui não merece uma avaliação mais abalizada. E foram justamente as discussões entre os dois que fizeram Valderico lançar sua candidatura a prefeito, com a finalidade de derrotar o candidato apoiado pelo prefeito Jabes Ribeiro.

Mas para Valderico isso só não bastava, era preciso falar mal de seu inimigo – o prefeito Jabes Ribeiro – e garantir o voto com as promessas de campanha, que jurava ser o primeiro prefeito a cumpri-las, na íntegra, pois era um empresário de sucesso. No discurso, se apresentava como o único candidato que não precisava do dinheiro da Prefeitura, e todo o salário (subsídio) recebido seria doado para a construção de creches, escolas e instituições sociais.

E quando falava que era um empresário de sucesso e não dependia do dinheiro da prefeitura, os eleitores iam ao delírio. Finalmente Ilhéus teria um prefeito que governaria com o povo. E a cada caminhada pelos bairros periféricos e morros Valderico desfiava seu corolário de realizações, que daqui pra frente beneficiaria, sobretudo os mais pobres, gente simples, assim como ele, que falava a língua do povo.

A educação seria tratada como nunca e não ficaria um só aluno fora da sala de aula, recebendo merenda de qualidade e ensino durante todo o dia, com matérias profissionalizantes, para que o jovem aprendesse uma ocupação de verdade. A partir do início do seu governo construiria creches para que os pais pudessem trabalhar o dia inteiro, enquanto os filhos ficariam sob os cuidados da prefeitura.

E as camadas mais pobres da população poderiam ter certeza que Valderico Reis iria a Brasília buscar recursos para construir casas populares, livrando-os dos pesados alugueis. Para isso já teria conversado com deputados e senadores para tirar Ilhéus do atraso, das ruas esburacadas e cheia de lama. Até o final do seu mandato Ilhéus inteira teria asfalto de primeira em todas as ruas.

A saúde era outro segmento que Valderico Reis prometia privilegiar, pois sabia dar valor, por ter origem humilde. Num desses comícios, mais exatamente no bairro Nossa Senhora das Vitórias, iniciou falando do descaso do governo municipal com os moradores, relegados ao abandono, mostrando que não existia esgoto no local, o lixo não era recolhido e nem posto de saúde existia.

Por si só, o bairro carecia de tudo que Valderico prometia fazer para o bem-estar da população. A cada promessa, gritos de apoiado, salva de palmas, o povo entrava em delírio. Não restavam dúvidas de que era o candidato ideal para governar Ilhéus. Lá pras tantas, empolgado com a atenção dos moradores, ao ver umas senhoras de idade, resolveu fazer ampliar as promessas, e disse:

– Quando eu for prefeito vou implantar cirurgia plástica nos postos de saúde e todas as mulheres vão ter direito a ficar com os peitos durinhos – exclamou.

E para demonstrar que estava falando a verdade, pegou nos seios de uma mocinha que estava ao seu lado e se saiu com mais essa:

– Não estou mentindo não, todas vocês vão ficar como essa menina aqui, ó! – e continuou com o discurso, embora não tirasse a mão do corpo da mocinha, para delírio da plateia.

No fundo do palanque os marqueteiros Valdomiro Júnior e Vander Prata comemoravam a vitória da campanha. Não deu outra, Valderico Reis ganhou a eleição disparado. Quanto às promessas… deixa pra depois…

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

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Carlos Freitas, Jorge Vianna, Benito Gama, Ruy Carvalho e o pré-cadnidato José Nazal.
Carlos Freitas, Jorge Vianna, Benito Gama, Ruy Carvalho e o pré-candidato José Nazal.

Reunião realizada neste final de semana em Salvador selou a pré-candidatura do fotógrafo e memorialista José Nazal à prefeitura de Ilhéus.

O encontro foi realizado no escritório do deputado federal Benito Gama e contou com a participação do presidente municipal do PTB, Carlos Freitas, e dos médicos Jorge Vianna e Ruy Carvalho, figura pra lá de carimbada na disputa pelo comando do Palácio Paranaguá.

Apesar da distância do pleito, segundo informações, a provável chapa do PTB terá Zé Nazal na cabeça e não deve contar com Ruy Carvalho na vice. O médico, que já foi quadro do PT e do PRB, abandonou as disputas de vez.

A filiação de Nazal ao partido deve acontecer até o início de outubro, prazo máximo para filiações pra quem pretende disputar a eleição do ano que vem.

Até aqui, a entrada do nome de Nazal é a grande novidade na disputa pelo comando do Palácio Paranaguá. A sucessão tem nomes como Carmelita Ângela (PT), José Vivaldo (PSB), o prefeito Jabes Ribeiro (PP) e Jorge Luiz (PSOL).

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O sorteio de um carro zero encerrou nesta quinta, 3, a campanha promocional do comércio de Itabuna. A premiação máxima da campanha saiu para Olívia Leite, de Itajuípe. A campanha da CDL e Prefeitura de Itabuna sorteou 40 vales-compras de R$ 500,00, 2 motos e um carro zero. O publicitário Rui Carvalho disse ao PIMENTA que os três veículos serão entregues no próximo dia 10.

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Depois de atirar no PV e fazer críticas ao modo centralizador do partido ao qual se filiou no ano passado, o médico Ruy Carvalho bateu em retirada. Ao Pimenta, confirmou a saída da legenda de Marina Silva e que procura um novo partido. Está de olho em 2012, quando deve – novamente – se candidatar a prefeito de Ilhéus.
Ruy, aliás, deu um “traço” nos observadores políticos ao anunciar seu apoio à eleição de Rui Costa para deputado federal. O ex-secretário de Relações Institucionais do Governo Wagner era um dos mais criticados pelo médico e ex-petista (relembre).

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Carvalho apoia Rui com aval de JW (foto JBO).

Foi o governador Jaques Wagner quem articulou o apoio do médico Ruy Carvalho ao candidato a deputado federal Rui Costa, revela o Jornal Bahia Online. Segundo o site ilheense, Wagner também prometeu apoiar o médico na disputa eleitoral de 2012, como contrapartida.
Na conversa que Wagner teve com Ruy Carvalho na semana passada, o governador agradeceu ao apoio que sempre teve do médico no enfrentamento dentro do PV. Confira no JBO (clique aqui). Ficou combinado que o político ilheense deverá ingressar numa legenda aliada, visando 2012.

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Ruy Carvalho com Rui Costa: o verde que ainda gosta do vermelho

O médico ilheense Ruy Carvalho, antigo militante petista, brigou com seu velho partido e há meses recuados (imitando o Eduardo Anunciação) ingressou nas fileiras ecológicas do Partido Verde. Foi recebido com toda pompa, mas é certo que sua permanência nesta legenda será de curta duração.
Carvalho já trombou com os verdes ortodoxos, por ser contra a candidatura própria a governador. Além do mais, não se conformou com a posição de voto vencido e publicamente apoia a reeleição do ex-correligionário Jaques Wagner.
Em mais uma demonstração de que morre de saudade de seu antigo ninho, o médico também declarou apoio ao xará Rui Costa, ex-secretário das Relações Institucionais (a pasta mais poderosa do governo Wagner), que disputa mandato de deputado federal. É o que informa o blog Políticos do Sul da Bahia.
Cabe a pergunta: “o que tu foste fazer no PV, doutor?”

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O médico ilheense Ruy Carvalho compareceu ao Hospital Geral Luiz Viana Filho, no último sábado (29), numa solenidade de inauguração de novos equipamentos. Publicamente, recebeu um afago do governador Jaques Wagner. “Ruy, sei que você está no PV, mas nós aqui não somos restritivos”.

O médico estava ao lado do Galego. E sorriu com o gracejo. Carvalho concedeu uma rápida entrevista. E não economizou críticas à área política de Wagner. Nem ao próprio. Nem à direção nacional do seu atual partido.  “O PV é igual biruta de aeroporto. Não tem identidade política”.

As desilusões com o PT e, agora, com o PV, fizeram com que ele repensasse o desejo de, novamente, disputar uma vaga à Assembleia Legislativa. Sobre o seu destino no PV, diz apenas que sua decisão não passa desse mês. Acompanhe a entrevista.

O sr. continua no PV, sai candidato a deputado?

Olha, eu vi o PT se desvirtuando. Então, fomos para o PV, porque imaginávamos que havia compromisso com o ser humano, com as suas conseqüências. Eu disse “vou pro PV porque a gente tem condições de estar mais perto dos cidadãos”.

Decepcionou-se?

No PV, não há confronto de ideias, diálogo, negociação. Ou você reza na cartilha de quem tem a caneta na mão ou você fica no escanteio.

E tem que rezar na cartilha de quem?

Quem tem a caneta na mão são os presidentes nacional [França Penna], estadual [Ivanilson Gomes] e municipal[Robson Melo]. E o diálogo é daquele jeito… Então, se eles acham que tem de fazer aliança com Paulo Maluf, com o DEM, fazem. Eu acho que não é assim.

Quando o sr. chegou ao PV, logo defendeu que o partido apoiasse a reeleição de Wagner. Aquilo não desgastou a relação, criou esse atrito?

Quando eu conversei com Juliano [Matos, ex-secretário estadual de Meio Ambiente]… Olha, eu discordo, inclusive, da condução política do governador [Jaques Wagner]. Em dois anos e meio no PT, ele nunca nos prestigiou para nada. Nunca fui chamado para nada. Ele nunca me chamou para uma discussão sobre a região. Então, quando eu conversei com Juliano, eu perguntei se o PV iria apoiar a direitona. Por que, dos três, o menos ruim seria o Wagner.  Continua sendo.

E Juliano?

Ele me assegurou que não. Agora, eu acompanho um bom grupo. Juliano, Beth Wagner, Juca Ferreira, professor Jorge Portugal, Ari da Mata, essa turma histórica. Só que a caneta do PV não está com eles. Nós fomos batidos, enxovalhados. Por exemplo: Beth tá se lançando candidata ao Senado e eles dizendo que não. Já tem acordo do PV para apoiar o PMDB no segundo turno.

Se não for o PMDB, o PV apoiará o DEM, mas não apoia o PT.

E o senhor acredita que o PMDB vai para o segundo turno?

Se não for o PMDB, o PV apoiará o DEM, mas não apoia o PT. É isso: não apoia. O PV é igual biruta de aeroporto. Não tem identidade política. Eu achei que podia contribuir para dar identidade política, mas não aconteceu. O que é que eu posso fazer?

E o senhor, como fica?

Até junho [a entrevista foi concedida no sábado, 28], eu decido.

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O deputado federal e pré-candidato a governador da Bahia pelo PV, Luiz Bassuma, menosprezou a proposta de um grupo de dissidentes do partido, que pensa  no nome do médico ilheense Ruy Carvalho para a candidatura à sucessão de Jaques Wagner.

Em uma reunião da Comissão Executiva Nacional do PV, ontem (dia 04), em Brasília, o deputado classificou a pretensão da dissidência como “insustentável, política e ambientalmente” (sic).

Seguro, Bassuma afirmou que não haverá bate-chapa para a escolha do candidato do PV. “O pré-candidato do PV ao Palácio de Ondina sou eu, com o apoio da executiva nacional e da maioria do partido no Estado”.  Ele acusou o grupo de Ruy Carvalho de estar tentando tumultuar o processo.

“Esse pequeno grupo até dezembro defendia que o PV não tivesse candidatura própria ao governo, por conta de interesses pessoais. Como não conseguiram, agora partem para a utilização de factóides”, disparou o deputado.

Bassuma acusou o ministro da Cultura Juca Ferreira de ser um dos mentores da articulação para minar a sua pré-candidatura, com a intenção de beneficiar o PT. Ele ainda afirmou que os verdes não podem continuar sendo “apêndice” dos petistas.

Ao ouvir a história, um membro do Partido Verde em Ilhéus ironizou. “Curioso é que quando estava no PT, até pouco tempo atrás, o deputado não fazia qualquer crítica à condição de apêndice, satélite, cauda ou correia de transmissão do PV em relação aos petistas. É muito volúvel o deputado”, alfinetou o correligionário de Bassuma, que pediu para não ter sua identidade revelada.

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– PRÓ-WAGNER DÃO O TROCO NA DIREÇÃO ESTADUAL

Ruy é içado a opositor de Bassuma na disputa pela unção do Partido Verde

Essa quem conta é o Jornal Bahia Online. Integrantes do Partido Verde fizeram uma reunião em Salvador, com a participação de nomes como Ari da Mata (fundador da sigla no estado); Jorge Portugal; o ministro da Cultura, Juca Ferreira; o secretário estadual do Meio Ambiente, Juliano Matos; e a presidente do Instituto do Meio Ambiente da Bahia, Beth Wagner, e decidiram contrapor o nome de Luiz Bassuma como candidato do PV ao Palácio de Ondina.

O escolhido pelos dissidentes é o (melancia?) médico ilheense Ruy Carvalho, que disputou a prefeitura de Ilhéus em 2008 pelo Partido dos Trabalhadores. Carvalho é novo na legenda verde, mas já chega sentando na janela – mesmo que tenha sido espremido ali pelos companheiros.

O grande lance é que o grupo dissidente que lança seu nome às prévia é, justamente, o que defende publicamente a permanência do PV no governo Wagner, a exemplo de Juliano Matos, Beth Wagner e Juca Ferreira, além do próprio Ruy.

Por outro lado, a jogada não chega a ser um xeque-mate contra a turma da candidatura própria – os pró-Bassuma e defensores do rompimento – mas é uma dorzinha de cabeça e um recado direto ao partido do deputado Edson Duarte.

Há, também, como motivadora da medida, certa dose de resitência dos dissidentes aos ideais defendidos por Bassuma, segundo conta o JBO. Diz o ministro Juca Ferreira que o PV defende causas que o deputado abomina.

“Não consigo pensar na hipótese de Bassuma nos representar. Nós apoiamos a causa homossexual, os direitos das mulheres e vemos a questão da interrupção da gravidez como um problema de saúde pública. Ele é contra e acha que é um assunto religioso. Já temos muitos anos de luta para de repente virarmos conservadores”, fustiga Ferreira.

Briga de foice – que degola, mas não desmata.

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Ruy: Wagner é um Borges melhorado...
Ruy: Wagner é um Borges melhorado…

Essa é do Política Etc: Indignado com a informação veiculada na imprensa ilheense de que teria cogitado ir para o PMDB de Geddel Vieira Lima, antes de se decidir pela filiação ao PV, o médico e ex-petista Ruy Carvalho acabou acionando sua metralhadora e atingindo até o ex-companheiro Jaques Wagner.

Ruy esteve agora pela manhã no programa O Tabuleiro (clique AQUI e ouça), comandado pelo radialista Vila Nova na Rádio Conquista de Ilhéus. Ele negou que tivesse pensado em ir para o PMDB, argumentando que não reza pela mesma cartilha política de Geddel.

Sobre Wagner, o ex-petista afirmou que o governador não respeita o PT de Ilhéus nem o sul da Bahia. “É um César Borges melhorado, que não se interessa pelos problemas e necessidades de nossa região”, tascou.

Faltou apenas o médico explicar o que significa propriamente um “César Borges melhorado”…

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Do Jornal Bahia Online

Ruy Carvalho decide, enfim, filiar-se ao PV de Marina Silva.
Ruy Carvalho decide, enfim, filiar-se ao PV de Marina Silva, também ex-petista.

O médico Ruy Carvalho tem encontro agendado com a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em Salvador, na próxima terça-feira (22), à convite de lideranças estaduais do Partido Verde. O encontro será para apresentar Ruy como um dos novos e importantes nomes da sigla no interior da Bahia e para tentar agendar a vinda da ex-ministra à Ilhéus para a solenidade de assinatura da ficha de filiação do ex-petista.

A confirmação do encontro acaba de uma vez por todas com especulações em torno do futuro político de Ruy Carvalho. Apesar de ter deixado o PT já há algumas semanas, Ruy não assinou a ficha de filiação ao PV de Ilhéus como era esperado. E a demora acabou gerando alguns boatos como, por exemplo, a possibilidade da ida dele para o Partido Republicano Brasileiro (PRB).

Leia mais no www.jornalbahiaonline.com.br

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A frase acima foi proferida há pouco pelo jornalista político Eduardo Anunciação, em uma roda bem-humorada na Feijoada do Crocodilo, tradicional encontro dominical no Clube Satélite, em Ilhéus.

Anunciação se referia ao médico ilheense Ruy Carvalho, ex-candidato a prefeito pelo PT, que recentemente comunicou sua saída do partido para se filiar ao PV. Era a empolgação com o efeito Marina Silva.

O diagnóstico do jornalista rememora o período em que o médico esteve internado por conta de um infarto. Quando saiu da UTI, Carvalho disse que aqueles momentos no leito hospitalar lhe fizeram bem, proporcionando oportunidade à reflexão.

Mas, para Anunciação, pode ter ocorrido exatamente o contrário. Isto porque, após divulgar seu propósito de ir para o PV de Marina, Ruy Carvalho tem cogitado uma mudança radical em sua rota política. Segundo amigos e aprochegados, o médico andaria hoje mais inclinado a filiar-se ao PRB, do bispo Edir Macedo.

No PT, velha casa de Carvalho, já há quem tenha a certeza de que ele foi submetido à famosa “sessão do descarrego”.

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Senildo Paulino | senildopaulino@gmail.com

Do final da semana passada para cá, tenho recebido várias ligações a respeito da saída ou não de Ruy, ou Dr. Ruy como é popularmente conhecido, do Partido dos Trabalhadores (PT).

Antes de tecer comentários sobre essa informação fatídica, gostaria de relembrar alguns momentos de Ruy no PT de Ilhéus, que se confundem também com parte da minha militância nesse partido que mudou a cara e a forma de fazer política nesse país, e que muito me orgulha por fazer parte das fileiras do mesmo.

Ruy entrou no PT logo após as eleições municipais de 1992, motivado principalmente pelo apoio e carinho da militância do Partido dos Trabalhadores, demonstrados durante todo aquele processo eleitoral, quando o seu partido à época, o PSB, o abandonou no meio do pleito. A filiação foi apenas formal, pois Ruy já era um pouco PT a muito tempo.

Lembro bem que, em 1987, na famosa greve dos professores da rede municipal, ele foi um dos primeiros vereadores a apoiar o movimento e inclusive acompanhar clinicamente o prof. Genildo (Índio), durante a sua greve de fome. Greve (a dos professores) que, junto com as manifestações estudantis daquele ano, contribuiu para o crescimento do Partido no município de Ilhéus.

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Ruy Carvalho na disputa eleitoral de 2008.

E em 1989 Lá estava Ruy apoiando a primeira candidatura de LULA à presidência da República, e ao PT desde o primeiro turno.

Foi também importante e decisiva a participação de Ruy, nos debates que culminaram na grande aliança progressista de 1996, que derrotou as forças ligadas ao antigo carlismo em Ilhéus.

Antes de ser convidado para disputar as eleições de 2000, por mim e prof. Ednei,  representando o desejo da grande maioria do PT de Ilhéus, Ruy esteve presente e atuante em todos os principais eventos políticos do nosso município, dando a cara e a cor do Partido nestes. Afirmo isso como testemunha ocular, pois acompanhei e participei desses momentos importantes e marcantes para o PT e para a política de Ilhéus.

Nas duas últimas campanhas de Ruy para prefeito, participei das equipes de coordenações e pude conviver ainda mais com o mesmo. Compartilhei dos momentos alegres de contato com a população, presenciei as várias demonstrações de carinho que ele recebia. Compartilhei dos momentos de conflitos, zangas, dificuldades financeiras, onde “Ruy Trovão”, como alguns carinhosamente chamavam nesses momentos, estourava, esbravejava, desabafava, mas em questão de minutos voltava a ser o mesmo Dr. Ruy de sempre, amável, companheiro e solidário.

Também sofremos juntos durante todos esses anos, em diversos momentos. Sofremos pelas escolhas equivocadas do povo de Ilhéus em várias eleições, sofremos nas três “derrotas” de LULA, sofremos durante a crise que a direita revanchista, juntamente com a mídia golpista, impôs ao PT, em 2005. Sofremos inclusive por não concordarmos, mas que por disciplina partidária tivemos que aceitar, com o jogo da governabilidade, que destrói relações e menospreza a história de lutas antagônicas.

Faço os relatos acima, para responder aos que me perguntaram qual era a minha opinião sobre a saída de Ruy.  Como opinar sobre uma decisão individual, tomada por alguém que durante esses mais de 20 anos, só fez política coletivamente? Prefiro falar dos momentos políticos que discutimos, debatemos e participamos juntos.

Perguntaram-me ainda se eu, como dirigente do PT, iria pedi para ele ficar. E disse aos mesmos que nas relações pessoais como na política, quando alguém toma alguma decisão precipitada ou no calor da emoção, talvez precise de um tempo para refletir, rever posições e, quem sabe, corrigir a rota. Não sei se é o caso em questão, pois parece que Ruy, bem ou mal assessorado, já vem trabalhado essa decisão há algum tempo.

Por ter aprendido a compreender e a gostar dessa figura polêmica, ‘bruta’ às vezes, mas sempre intensa no que faz que é o Dr. Ruy, finalizo usando um refrão de um reggae do Muzenza, que penso seja assim:
“… adeus não, e diga ATÉ BREVE…”

Senildo Paulino é advogado e integra o Conselho Estadual de Ética do PT.

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O ex-candidato a prefeito de Ilhéus, Ruy Carvalho, concederá entrevista coletiva, amanhã, às 9h30min, no Ilhéus Praia Hotel, para explicar os motivos que o levaram a trocar o PT pelo PV. A desfiliação do Partido dos Trabalhadores foi confirmada no início da noite de ontem, durante encontro com dirigentes do diretório municipal do PT.

Ontem, o secretário estadual de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, Valmir Assunção, e o secretário de imprensa do PT, Ivan Alex, se reuniram com Ruy para demovê-lo da ideia de ingressar no PV. O ex-candidato a prefeito agradeceu a gentileza dos petistas, mas ‘pediu o boné’.

Atualizado às 14h38min