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Os funcionários concursados da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) iniciaram protesto, há pouco, para cobrar do prefeito Claudevane Leite respostas quanto às intenções de privatização da estatal municipal.

Eles paralisaram as atividades e planejam grande protesto em frente à Prefeitura de Itabuna, no Bairro São Caetano. Cerca de 100 funcionários saíram da Estação de Tratamento de Água, no São Lourenço, para a prefeitura.

A intenção é pressionar para que sejam, finalmente, recebidos pelo prefeito. Nem a direção da Emasa nem o prefeito Claudevane Leite respondem às solicitações de informações feitas pelo Sindae.

Há mais de 30 dias, o sindicato dos funcionários, o Sindae, cobra do Governo Vane informações sobre possível privatização da empresa.

De acordo com sindicalistas em entrevista ao Pimenta, há várias semanas executivos da Odebrecht têm se reunido a portas fechadas com a direção da Emasa. Suspeita-se que o governo esteja preparando plano de “privatização branca”, com a empresa sendo repassada à Embasa (estatal estadual) e, daí, para a Odebrecht.

Atualização às 9h54min – Neste momento, os manifestantes estão no gabinete do prefeito Claudevane Leite, com quem conversam e cobram informações sobre a venda da Emasa ou processo de Parceria Público-Privada (PPP) sugerido pelo Governo Baiano.

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Cássio Peixoto informou a Jabes de reunião para solucionar impasse.
Cássio Peixoto informou a Jabes de reunião para solucionar impasse.

O impasse para a execução das obras de esgotamento sanitário na zona sul de Ilhéus pode chegar ao fim na próxima segunda (28), segundo o prefeito Jabes Ribeiro foi informado pelo titular da Pasta de Infraestutura Hídrica, Cássio Peixoto.

Representantes da Embasa se reúnem com executivos da Caixa, BNDES, Banco do Brasil e Banco do Nordeste para decidir sobre o financiamento da obra, orçada em R$ 51,3 milhões. A obra deve beneficiar cerca de 37 mil pessoas que residem na zona sul da cidade.

Parece incrível, mas o Pontal não conta com esgotamento sanitário até hoje. O projeto já havia sido liberado pelo Ministério das Cidades e até foi licitado ao final de 2014 (processo vencido pela Emprenge), mas faltou resolver a pendenga financeira.

A ordem de serviço, de acordo com a Embasa, não foi assinada “em decorrência de questões que envolvem a sobreposição de garantias entre os diversos contratos existentes entre a empresa, a Caixa e o BNDES”.

A expectativa é de que a Embasa e os agentes financeiros solucionem a questão (ou encontrem saída) na próxima segunda. Os ilheenses agradecem.

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Os funcionários da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) entrarão em greve por tempo indeterminado, a partir de amanhã (13). De acordo com representantes dos funcionários, a empresa ofereceu 8,34% de reajuste, mas parcelado.

O Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (Sindae) informou que a proposta já havia sido rejeitada no último dia 6. Os trabalhadores querem reposição sem parcelamento e ganho real de salário.

A Embasa deve apresentar proposta nesta segunda, numa tentativa de encerrar a greve ainda no primeiro dia. Enquanto durar a greve, de acordo com o sindicato da categoria, serão suspensos serviços externos e também administrativos, como ligação de água e esgoto, religação, corte de água e obras.

 

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erick maiaÉrick Maia | erickmaia13itb@gmail.com

Falar em Parceria Público-Privada (PPP) para o saneamento em Itabuna é realmente preocupante, por uma razão muito simples: é entregar o patrimônio público sem riscos de investimento à iniciativa privada e com altas margens de lucratividade.

Sem nenhuma dúvida, essas são as condições para implantação de uma PPP, que nada mais é que uma privatização disfarçada, onde a água é similar a uma mercadoria, invertendo-se assim, a lógica da água como um direito humano fundamental.

Segundo o teólogo Leonardo Boff, “quem domina a água tem poder sobre a vida, e quem tem poder sobre a vida tem poder total”. Nesse sentido, a defesa do saneamento público passa a ser uma questão estratégica de interesse social, o que não é compatível com o ambiente de negócios privados.

Vários são os exemplos do fracasso da privatização da água ao redor do mundo. Na América Latina, chama atenção a “guerra da água” na Bolívia e o processo de reestadualização na Argentina. Mas o caso mais emblemático é, com certeza, o da remunicipalização dos serviços de águas em Paris em 2010, que, após 25 anos nas mãos das maiores empresas privadas do setor, voltou ao controle público, trazendo benefícios tangíveis em relação a qualidade e ao preço dos serviços de saneamento.

Além disso, dos casos de privatização dos serviços de abastecimento de água pelo mundo, o que se sabe é que poucos benefícios trouxeram às populações, principalmente as de regiões periféricas e com baixo poder aquisitivo. A gravidade desta situação levou as Nações Unidas a estabelecer o objetivo de reduzir para metade, até 2015, a percentagem da população mundial que não tem acesso à água potável de forma satisfatória. Estima-se que mais de 1 bilhão e quatrocentos mil pessoas não têm acesso à água potável no mundo e mais de 30.000 morrem todos os dias por problemas de saúde que têm a ver com o acesso à água.

Em relação a Itabuna, a EMASA (Empresa Municipal de Águas e Saneamento) é, certamente, a maior empresa municipal de saneamento da Bahia, cujo potencial econômico e social é reconhecido em todo o estado, apesar de enfrentar uma situação delicada por falta de investimentos em esgotamento sanitário e em controle de perdas de água, que afetam, significativamente, a regularidade do abastecimento e o faturamento da empresa.

Assim, as discussões sobre os serviços públicos de saneamento no município, que durante todo o ano de 2014 foram intensificadas pelos governos estadual e municipal, mas sem a participação da sociedade, volte em 2015 incluindo os principais interessados nesse processo: a população grapiúna e os trabalhadores da EMASA.

Érick Maia é diretor da base do Sindae e coordenador do Grito da Água de Itabuna.

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(Foto Eliés Haun Neto)
 Baía do Pontal, em Ilhéus, poluída por dejetos e entulhos lançados por “cidadãos” (Foto Eliés Haun Neto).

A beleza da Baía do Pontal, em Ilhéus, contrasta com o cenário de degradação ambiental. Esgoto – e entulhos – é lançado sem nenhum tipo de tratamento nas águas da baía. Aos cidadãos, falta consciência – alguns diriam respeito mesmo. E a Embasa, responsável pelo saneamento de Ilhéus, o que diz deste cenário?

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erick maiaÉrick Maia | erickmaia13itb@hotmail.com

O nosso desafio é que a Emasa retome a sua capacidade de investimento e de gestão, para que os cidadãos itabunenses possam receber um serviço de melhor qualidade e que os seus funcionários tenham, a cada dia, orgulho de colaborar com uma empresa que os valoriza.

Até a década de 70, a maioria dos serviços públicos de saneamento era administrada pelos SAAEs (serviços autônomos de água e esgoto) com apoio técnico e financeiro do Governo Federal. A partir de 1971 são criadas as companhias estaduais que passam a gerir os serviços de água e esgoto através de contratos de concessão na maioria dos municípios brasileiros.
Em Itabuna, a Embasa assumiu a gestão do saneamento até meados de 1989. Diante do início do processo de redemocratização do país, em 1985, as discussões sobre a descentralização dos serviços públicos tornam-se frequentes. Foi assim que, sob a égide da Constituição de 1988, e pela expectativa da população por mais investimentos em saneamento básico, aliada à necessidade de descentralização política, administrativa e técnica dos serviços públicos de saneamento, é que, finalmente, surge a Emasa.
Contudo, passados 25 anos desde a sua fundação, o certo é que a empresa municipal não tem conseguido consolidar, de forma estratégica, gestões de longo prazo. Nesse período, ingerências políticas de toda a sorte e irresponsabilidades administrativas, sem falar da tentativa de privatização pelo então prefeito Fernando Gomes, no final do ano de 1999, fizeram com que a Emasa não conseguisse viabilizar grandes investimentos em infraestrutura de saneamento.
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Lenildo ressalta importância dos consórcios para pequenos municípios.
Lenildo ressalta importância dos consórcios para pequenos municípios.

O Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Território Litoral Sul encaminhou à Fundação Nacional de Saúde (Funasa) documentos necessários para participar do processo seletivo que visa a elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB). O consórcio foi estimulado pela Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc).
O presidente da Amurc e prefeito de Ibicaraí, Lenildo Santana, diz que o consórcio é uma das ações da entidade para atender a demanda dos municípios associados. Do consórcio, participam os municípios de Almadina, Arataca, Barro Preto, Floresta Azul, Ibicaraí, Itajuípe, Itapé e Jussari.
Lenildo explica que os demais municípios do Território Litoral Sul que não integram o grupo “estão em fase de regularização de suas documentações para atender as exigências do processo de aprovação da lei do Consórcio”. Outros, diz, já foram contemplados com recursos para a elaboração dos seus respectivos planos, a exemplo de Itabuna e Uruçuca.

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Equipe conserta rede de esgoto na Rua Francisco Benício, no Alto Mirante.
Equipe conserta rede de esgoto na Rua Francisco Benício, no Alto Mirante.

A Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) consertou a rede de esgoto que havia estourado na Rua Francisco Benício, no cruzamento com a Avenida Juracy Magalhães, no Alto Mirante, em Itabuna. O serviço foi executado ontem (4).
Uma equipe da Emasa esteve no local no sábado à tarde (1º), após denúncia de moradores no PIMENTA, quando ficou constatada a necessidade de serviço de escavação para, além de desentupir a rede, fazer a troca de manilhas e tubos.
Geovar Soares, da equipe de manutenção em saneamento básico, informou que foram trocados 30 metros de rede e substituídas manilhas de barro antigas por tubos reforçados. Já o calçamento da via deve ser restaurado nesta quarta (5).

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Oficina tem participação de técnicos de poucos municípios do Litoral Sul.
Oficina tem participação de técnicos de poucos municípios do Litoral Sul.

Uma oficina de capacitação para a Política e Plano Municipal de Saneamento Básico está sendo realizada no sul da Bahia e tem como alvos 26 municípios do território de identidade Litoral Sul. A oficina começou hoje e vai até dia 19, quinta.

Apesar de todos serem convidados, apenas sete (Almadina, Arataca, Coaraci, Ibicaraí, Ilhéus, Santa Luzia e Uruçuca) enviaram técnicos para o curso de qualificação.

Falta de compromisso.

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A Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) atendeu às queixas dos moradores das ruas Maranhão e Alagoas, no Jardim Vitória, e consertou a rede de esgoto que serve as duas vias. Como mostrado aqui (confira), a rede estourou e todo o esgoto estava sendo lançado diretamente na rua, provocando fedentina insuportável.
Equipes da empresa estiveram no local ainda ontem e fizeram os reparos. Agora, os moradores esperam que o piso da rua seja recuperado após os estragos causados pelo esgoto.

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Balneário de Serra Grande tem das mais belas vistas da Costa do Cacau.
Balneário de Serra Grande oferece uma das mais belas vistas da Costa do Cacau.

Representantes dos governos federal e estadual e a Empresa Baiana de Água e Saneamento (Embasa) inauguram amanhã, 2, às 9h, o sistema de esgotamento sanitário da localidade de Serra Grande, Uruçuca, no sul da Bahia.
A solenidade terá participação do governador Jaques Wagner e do presidente da Embasa, Abelardo de Oliveira Filho, além da prefeita Fernanda Silva. A obra teve investimento de R$ 4,7 milhões e beneficia 2,3 mil moradores.
Logo após, Wagner se desloca para Itajuípe, onde entrega mamógrafo à Fundação Lourdes Lucas, às 11h. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), o equipamento custou R$ 245 mil.

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Marli Moreira | Agência Brasil

Os novos prefeitos e vereadores, a serem eleitos em outubro, irão enfrentar grandes desafios durante o mandato para melhorar a qualidade de vida dos moradores de suas cidades. Um dos maiores é o serviço de saneamento básico, problema comum à maior parte dos municípios brasileiros.

Quase a metade da população das 100 maiores cidades do Brasil ainda não conta com a coleta de esgotos. Os dados foram divulgados hoje (16) pelo Instituto Trata Brasil e referem-se a levantamento feito em parceria com a empresa GO Associados.

O Instituto Trata Brasil é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), que tem o objetivo de incentivar uma mobilização nacional para que o país possa atingir a universalização do acesso à coleta e ao tratamento de esgoto.

Segundo a pesquisa, diariamente, são despejados em torno de 8 bilhões de litros de fezes, urina e outros dejetos nas águas dos córregos, dos rios e do mar. E pouco mais de um terço ou 36,28% da coleta de esgoto passa por tratamento.

Com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Instituto Trata Brasil informou que nessas 100 cidades vivem 40% dos habitantes do país ou 77 milhões de um total de 191 milhões de pessoas. Mais de 31 milhões moram em lugares onde o esgoto corre a céu aberto.

Embora esse volume seja expressivo, o nível de cobertura supera a média nacional com a coleta existente em 59,1% dos 100 municípios ante 46,2% quando se inclui as demais cidades brasileiras. Em 34 cidades, mais de 80% da população têm o esgoto coletado e entre estas cinco atendem todo o município: Belo Horizonte (MG), Santos (SP), Jundiaí (SP), Piracicaba (SP) e Franca (SP).

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Moradores do Nelson Costa, zona sul de Ilhéus, reclamam da constante falta d´água no bairro. As vítimas da Embasa, dizem, já estiveram várias vezes no escritório da companhia para reclamar, mas o problema até agora não foi resolvido.

A “seca” atinge mais de uma centena de residências situadas em vias próximas (avenida Lótus e ruas Gardênia, Hortência, Jasmim, Orquídea, Eucário Bastos e Mangueira).

A pouca sensibilidade da empresa prejudica consumidores residenciais e comerciais da localidade. A água chega sem pressão suficiente para alcançar os reservatórios. Aí, relatam as vítimas, é um corre-corre para encher pequenos vasilhames e esperar que o milagre se repita em qualquer outro dia da semana.

Indignados, os moradores ameaçam fazer protesto com baldes (vazios, logicamente!) e vassoura em frente ao escritório da empresa – onde, garantem, prestarão as devidas homenagens ao chefe da Embasa em Ilhéus, José Lavigne.

A turma tá braba, Zé!

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É da França a multinacional de saneamento que atenta o Governo Azevedo para retirar da gaveta a proposta de privatização da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa).
Script nada original, aliás.
Nos idos de 1998, Fernando Gomes, prefeito à época, cedeu aos encantos da francesa Lyonnaise des Eaux. A privatização não ocorreu porque a sociedade reagiu e o edital “deu na pinta”.