Tempo de leitura: < 1minutoSanta Casa de Itabuna pode ter greve de funcionários.
O cenário complicado da saúde de Itabuna, agravo pelo surto epidêmico de doenças causadas pelo Aedes aegypti, pode ganhar contornos ainda mais preocupantes. Ontem (11), funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna decidiram entrar em greve.
A paralisação é prometida para a terça (16) como resposta aos atrasos salariais, segundo a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna e Região (Sintesi). A Santa Casa possui cerca de 1,8 mil funcionários e mantém os hospitais Calixto Midlej Filho, Manoel Novaes e São Lucas, este último uma das referências para pacientes vítimas do Aedesaegypti.
A promessa dos trabalhadores é manter número (reduzido) de trabalhadores para assistência a pacientes internados e atendimentos de emergência.
Tempo de leitura: 2minutosSantana denuncia município.
Durante assembleia realizada ontem (21) à noite, os funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna decidiram entrar em greve na próxima segunda (25). A paralisação afetará o atendimento nos hospitais Calixto Midlej Filho, Manoel Novaes e São Lucas.
A instituição ainda não pagou o salário de dezembro dos mais de 1,7 mil funcionários. O atraso está relacionado ao não pagamento de dezembro por parte da Secretaria de Saúde de Itabuna.
MUNICÍPIO DENUNCIADO
Ontem, o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna e Região (Sintesi) denunciou o município por ter recebido, do Ministério da Saúde, R$ 8 milhões – sendo R$ 2 milhões antecipados ainda em dezembro, mas ter atrasado o pagamento aos fornecedores da alta e média complexidade.
– Os prestadores de serviços esperavam que o pagamento das faturas também fosse antecipado. Entretanto, isso não ocorreu. Dia 15 de janeiro chegou mais R$ 6 milhões, completando o repasse dos serviços da média e alta complexidade, e apenas alguns valores pré-fixados foram pagos para as instituições – afirma Raimundo Santana, presidente do Sintesi.
Santana desconfia que parte do dinheiro tenha sido usado “indevidamente” pelo município. “Há prestadores sem receber, essa situação cria transtornos porque os trabalhadores não recebem salários e fornecedores não são pagos”.
No último final de semana, o secretário de Saúde de Itabuna, Paulo Bicalho, disse que a Pasta aguardava a sanção do orçamento de 2016 – o que ocorreu no último dia 20 – para iniciar o processo de pagamento aos fornecedores. O quadro demonstrativo de despesas do orçamento deste ano teria sido enviado com atraso da Câmara para a prefeitura.
Tempo de leitura: 2minutosEttinger Júnior assume provedoria no dia 28.
O médico cirurgião Eric Ettinger Júnior será o novo provedor da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna. Ele toma pose na próxima quinta (28), quando a instituição comemora 99 anos. A Santa Casa mantém os hospitais Calixto Midlej Filho, Manoel Novaes e São Lucas.
Ettinger Júnior foi eleito ontem (20) à noite, tendo o também médico Sílvio Porto como vice-provedor. O publicitário Silvio Roberto será o primeiro secretário da instituição.
A provedoria terá ainda Edmar Margotto Junior como 2º secretário, Ronaldo Abude como 1º tesoureiro, Peter Deveris Lemos como 2º tesoureiro, 18 membros do Conselho Deliberativo, 3 suplentes e 18 membros das Irmãs Auxiliadoras.
QUEM É
Filho do ex-provedor da Santa Casa e ex-secretário de Saúde de Itabuna, Eric Ettinger, o novo provedor da Santa Casa é especialista em cirurgias do aparelho digestivo e possui MBA Executivo em Saúde pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Ettinger Júnior também atuou como diretor técnico do Hospital São Lucas entre outubro de 2012 e agosto de 2014. Ultimamente, era diretor médico do Plansul, o plano de saúde da instituição.
Os membros da nova provedoria da Santa Casa a partir do dia 28 (Foto Manu Berbert/Divulgação).
Tempo de leitura: < 1minutoAssembleia em que funcionários decidiram pela greve (Foto Divulgação).
Os funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna decidiram entrar em greve, pr tempo indeterminado, a partir do dia 28. A decisão foi tomada em assembleia realizada no auditório do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna (Sintesi), ontem à noite, e se deve ao atraso no pagamento do décimo terceiro salário.
De acordo com Raimundo Santana, do Sintesi, a Santa Casa prometeu quitar o décimo assim que ocorrer novo repasse do SUS. A expectativa é de que o pagamento seja feito antes do Natal. Se não ocorrer, haverá greve se o décimo terceiro não for creditado até a data estipulada pelos trabalhadores.
Tempo de leitura: 2minutosEric Ettinger: carta de exoneração pronta.
Divergências em repasses para o Hospital de Base levaram o secretário da Saúde de Itabuna, Eric Ettinger, a pedir exoneração. O titular da Pasta se negou a cumprir determinação do prefeito Claudevane Leite para diminuir valor do contrato da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna e aumentar repasse ao Hospital de Base.
Vane disse a Ettinger que a decisão era política e não técnica. O próprio SUS determina que os hospitais públicos têm prioridade no repasse de recursos e convênios, porém a prefeitura não tem repassado o valor contratualizado com o Hospital de Base. Ettinger alertou Vane para a necessidade de execução dos contratos. Ontem à tarde, secretário e prefeito se reuniram e o prefeito manteve a posição de repassar mais recursos para o hospital público.
Paulo Bicalho.
Pelo menos três nomes estão cotados para substituir Ettinger. O nome preferido do prefeito é o do presidente da Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna (Fasi), Paulo Bicalho. A fundação é mantenedora do Hospital de Base.
Bicalho, no entanto, dependeria de respaldo do PCdoB, tido como o “dono” da secretaria. Para os cururus, o médico e diretor do Hospital de Base seria muito ligado ao ex-prefeito e ex-deputado Geraldo Simões. O comando do partido teria diminuído as resistências ao nome do médico.
A gestão de Bicalho é reconhecida e até houve movimento dos funcionários do Base para que ele não pedisse exoneração do cargo.
Outros dois nomes são o médico Almir Gonçalves e o secretário interino da Administração, Wellington Rodrigues (Leléu).
Tempo de leitura: 3minutosSanta Casa de Itabuna é acusada de fraude trabalhista.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) moveu ação em que acusa de fraude trabalhista as Santas Casas de Misericórdia de Itabuna e de Ilhéus, Hospital de Base de Itabuna e Maternidade Bartolomeu Chaves. As fraudes, de acordo com o procurador do Trabalho Ilan Fonseca, ocorrem na contratação de médicos por meio de empresas, a chamada pejotização.
“Não dá para imaginar hospital sem médico”, afirma o procurador do Trabalho que move ação contra o Hospital e Maternidade Bartolomeu Chaves, em Ilhéus. A pejotização, ilegal, visa mascarar uma relação de trabalho, é alvo de outras ações do MPT na região, contra as Santas Casas de Misericórdia de Itabuna e Ilhéus e o Hospital de Base de Itabuna.
Em todos os casos, o órgão pede que a Justiça determine o fim dos contratos de trabalho mascarados de contrato de prestação de serviço e, no caso das unidades públicas, a realização de concurso público para substituir os médicos e outros profissionais contratados por meios de pessoas jurídicas.
A procuradora Sofia Vilela, autora da ação contra a Santa Casa de Itabuna, que administra dos hospitais Calixto Midlej Filho, Manoel Novaes e São Lucas, além da Clínica de Radioterapia de Itabuna, informa que “há mais de 25 anos, a Santa Casa vem fraudando direitos sociais fundamentais dos trabalhadores”.
Segundo a procuradora, a fraude consiste em obrigar médicos a “constituir pessoas jurídicas, como sócios, com a finalidade de lhes tirar direitos trabalhistas como o reconhecimento do vínculo empregatício, férias anuais remuneradas, 13º salário, jornada de trabalho fixada em lei, recolhimento do FGTS, descanso semanal remunerado, dentre outros direito”. Ela deu entrada na ação, no último dia 1º de junho, na 3ª Vara do Trabalho de Itabuna.
Para a também procuradora do trabalho Ana Raquel Pacífico, que deu entrada em ação semelhante contra a Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus, mantenedora do Hospital São José, “a terceirização ilícita praticada pela Santa Casa implica em transferência de atividades próprias a terceiros e este descumprimento reiterado da legislação laboral sem dúvida reflete na qualidade dos serviços por ela prestados”.
Ela também aponta indícios de fraudes no valor pago a alguns funcionários. “Tem um funcionário que recebe mais de R$ 100 mil mensais e outro com salário de R$180 mil em um hospital em que há um histórico de precarização dos serviços prestados, havendo falta de medicamentos e má qualidade no atendimento aos usuários”. Direção do Hospital de Base é acusada de fraude.
QUALIDADE DOS SERVIÇOS
“O que o MPT busca nessas ações é primeiramente fazer com que a legislação trabalhista brasileira seja respeitada, e em consequência disso, que a qualidade dos serviços médicos à população possa de fato melhorar, uma vez que relações de trabalho lícitas são o primeiro passo para que se busque o equilíbrio financeiros dessas instituições tão importantes para a sociedade do sul do estado”, avalia a procuradora Sofia Vilela.
Já o procurador Ilan Fonseca, salienta que, “é muito conveniente para os administradores afirmar que os profissionais de saúde (médicos) não tinham interesse em serem contratados com CTPS assinadas. Isto se dá, efetivamente, porque os salários que são fixados pelos hospitais são aviltantes, o que força estes profissionais a se submeterem a regimes de contratação fraudulentos que, mais uma vez, somente beneficiam estes mesmos estabelecimentos de saúde.”
O Hospital de Base de Itabuna também está na mira do MPT, que tem ação civil pública correndo na 1ª Vara do Trabalho do município contra a Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna (Fasi), com o mesmo objetivo das demais. Entre os pedidos elaborados para corrigir os erros da fundação, estão a decretação judicial de nulidade dos contratos de prestação de serviços médicos celebrados entre a Fasi e profissionais de saúde diretamente com pessoa física ou por meio de pessoa jurídica, deixar de terceirizar serviços ligados à sua atividade-fim e a realização de concurso público para a contratação de médicos sob o vínculo empregatício.
Tempo de leitura: 2minutosBanco de sangue precisa de mais doadores (Foto Divulgação).
A vacinação contra a gripe e os casos de dengue são apontados como prováveis causas da queda de doadores do Banco de Sangue em Itabuna. Quem se vacina contra a gripe, somente pode doar sangue 30 dias após ser imunizado. O ideal é que o doador se vacine após a ida ao banco de sangue. Já nos casos suspeitos de dengue, a doação de sangue só pode ocorrer 60 dias após o diagnóstico da doença transmitida pelo Aedes aegypti.
O Banco de Sangue precisa contar com uma média de 54 bolsas de sangue coletadas por dia para que o estoque seja considerado seguro. No entanto, o serviço não tem coletado mais que 30 bolsas.
A baixa no estoque neste período junino acontece em um período crítico, quando ocorre aumento da demanda por sangue devido, principalmente, às cirurgias de emergência. A demanda é por todos os tipos de sangue, segundo a coordenação do Banco de Sangue de Itabuna. Mas a maior demanda é ainda maior pelos tipos “O Positivo” e “O Negativo”.
O Banco de Sangue da Santa Casa de Itabuna funciona no Hospital Calixto Midlej Filho, de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, e aos sábados, das 7 às 12 horas. Durante o São João, a Unidade somente não realizará coleta na quarta-feira (24).
– Atendemos a todos os hospitais de Itabuna e temos uma grande responsabilidade em ajudar a salvar vidas, mas o doador é o agente principal desta corrente do bem – disse um dos responsáveis pelo Serviço de Captação de Doadores da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, Rosildo Ribeiro.
Tempo de leitura: 2minutosHospital de Base teve queda nos repasses com Eric secretário.
Dados do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) revelam que os repasses orçamentários para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem) caíram em mais de R$ 5 milhões. A queda ocorreu depois que o bioquímico Eric Ettinger, ex-provedor da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, assumiu a Secretaria de Saúde. Os dados foram publicados nesta quinta (21) pelo Blog do Gusmão.
De janeiro a junho do ano passado, período em que a Saúde era comandada pelo médico Plínio Adry, o Hospital de Base recebeu mais de R$ 22 milhões. No período de julho a dezembro do ano passado, já sob a gestão de Eric, os repasses caíram para R$ 16.560.871,74.
O Hblem é municipal e tem como instituição mantenedora a Fundação de Assistência à Saúde de Itabuna (Fasi). A instituição é referência em politraumatismo no sul da Bahia e atende pacientes de mais de 120 municípios, além de ser um dos maiores hospitais públicos do Estado.
REPASSE À SANTA CASA CRESCE R$ 9 MILHÕES
Ainda de acordo com documentos do TCM, enquanto o Hospital de Base teve queda de arrecadação, os repasses aumentaram em mais de R$ 9 milhões para a Santa Casa de Itabuna, instituição antes comandada pelo atual secretário (relembre clicando aqui).
Até agora o secretário não se posicionou publicamente quanto ao aumento de repasses para a instituição filantrópica, o que deverá acontecer agora diante das novas revelações baseadas em documentos enviados pelo município à corte estadual de contas.
O blog informa ter tentado entrar em contato, por telefone, com o secretário, mas as ligações deram na caixa. O espaço está aberto para as devidas e necessárias explicações do gestor público.
O Blog do Gusmão publicou matéria em que evidencia o que pode ser privilégio da Prefeitura de Itabuna à Santa Casa de Misericórdia. A instituição filantrópica recebeu cerca de R$ 15 milhões no primeiro semestre do ano passado da Secretaria de Saúde de Itabuna, quando a Pasta era comandada pelo médico Plínio Adry. Já no segundo semestre – e sob o comando de Eric Ettinger, a secretaria repassou R$ 24 milhões, uma diferença de R$ 9 milhões de um semestre para outro, considerando apenas repasses orçamentários.
A Santa Casa mantém os hospitais Calixto Midlej Filho, São Lucas e Manoel Novaes. A principal unidade da instituição filantrópica, o Calixto Midlej, praticamente não atende pacientes do SUS, limitando-se a procedimentos de melhor remuneração.
A matéria foi publicada ontem. Até o momento, o secretário não esclareceu o porquê da diferença nem se o valor a mais se trata de privilégio. Eric era provedor da Santa Casa antes de assumir a Secretaria de Saúde de Itabuna. O BG abriu espaço para que Ettinger explicasse a diferença. A resposta será também aqui publicada.
O prefeito Claudevane Leite comemorou o acordo entre a direção da Santa Casa de Misericórdia e o Governo do Estado para a manutenção do funcionamento do Hospital São Lucas. Por meio de sua assessoria, Vane disse que “a notícia é um alívio para a população de Itabuna e pacientes da região”.
O prefeito disse que manterá luta, “junto ao Ministério da Saúde e à Secretaria da Saúde da Bahia, para que o município receba a integralidade dos recursos da gestão plena da saúde, conforme foi acordado com o Governo do Estado”.
O prefeito ressaltou que durante os últimos doze meses foi intensa a busca por mais recursos para manter o sistema de saúde de Itabuna funcionando, tendo sido mantidas várias audiências com este objetivo com o ministro Arthur Chioro, com o governador Jaques Wagner e o secretário estadual da Saúde, Washington Couto.
Vane lembra que as negociações vêm desde a retomada da gestão da saúde em novembro do ano passado. O prefeito também conversou sobre o assunto mais de uma vez com o governador eleito Rui Costa e este assegurou que dará atenção especial à Saúde no município.
De acordo com a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, a garantia dos serviços no Hospital São Lucas foi assumida pelo novo secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas Boas, que estará em Itabuna nos primeiros dias de janeiro, para discutir e definir, conjuntamente, uma solução para o pleno funcionamento do Hospital São Lucas.
A Secretaria de Saúde de Itabuna emitiu nota, há pouco, em que informa uma previsão de que o pagamento à rede prestadora de serviço, incluindo os hospitais da Santa Casa de Misericórdia, ocorra nesta semana. Esse, pelo menos, foi o prazo informado pelo Ministério da Saúde.
Os funcionários dos hospitais da Santa Casa entraram em greve hoje por atraso no pagamento do décimo terceiro salário. A provedoria condiciona a quitação ao pagamento por parte do município.
A nota emitida pela secretaria antecipa, porém que o ministério repassará apenas 70% do valor devido para novembro e, segundo o município, “não deu previsão quanto aos 30% restantes”.
O repasse do ministério para o Fundo Municipal deverá ser feito em até 24h, segundo a nota, quando será feito o pagamento aos prestadores. Confira a íntegra da nota no “leia mais”. Leia Mais
Funcionários do LEM, de Porto, em greve desde as primeiras horas de hoje (Foto Sintesi).
Funcionários dos três hospitais mantidos pela Santa Casa de Misericórdia de Itabuna e do Hospital Luís Eduardo Magalhães, de Porto Seguro, entraram em greve hoje (22) por tempo indeterminado.
Os trabalhadores da Santa Casa (hospitais Calixto Midlej Filho, Manoel Novaes e São Lucas) cobram o pagamento do décimo terceiro salário. Já os funcionários do hospital de Porto cobram, além do décimo, o salário de novembro.
A provedoria da Santa Casa de Itabuna emitiu nota em que estabelece como condição para quitar o 13º salário o repasse de novembro. O hospital de Porto Seguro é estadual, mas administrado pela Monte Tabor. A empresa alega atraso no repasse de novembro.
Raimundo Santana, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna e Região (Sintesi), disse que há expectativa de pagamento dos salários dos funcionários do hospital de Porto amanhã (23), prazo previsto pelo governo federal para repasse do dinheiro. O hospital é de referência para toda a região de Porto Seguro e tem cerca de 500 funcionários.
Por enquanto, não há previsão de pagamento do 13º salário para os mais de 1,8 mil funcionários da Santa Casa de Itabuna. “Há boato de que o dinheiro já chegou [na conta do] município”, disse o vice-presidente do Sintesi, João Evangelista.
A gestão da média e alta complexidade em Itabuna é municipalizada. A Secretaria de Saúde municipal ainda não se pronunciou quanto ao repasse e plano de assistência durante a greve na Santa Casa. A instituição é mantenedora do Manoel Novaes, hospital pediátrico de referência para todo o sul da Bahia.
A provedoria da Santa Casa disse que está priorizando, durante a greve, “a assistência aos pacientes internados” e os serviços de pronto-socorro do Manoel Novaes e do São Lucas estão fechados.
Ainda em nota, a provedoria diz que “sobre a quitação do 13º salário dos funcionários, débito informado como motivação da greve, a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna informa que aguarda o repasse dos recursos referentes à competência de novembro de 2014 pelo Gestor Municipal do SUS para que se execute o referido pagamento.” ESPERA DEMORADA
A espera no pronto-atendimento no Calixto Midlej Filho está levando, em média, três horas. Quem procura por assistência no hospital da Santa Casa, é logo informado da previsão de atendimento. O pronto-atendimento do Calixto Midlej atende apenas pacientes particulares ou de planos de saúde privados.
A alternativa para quem busca atendimento de pronto-socorro neste período em Itabuna será apenas o Hospital de Base. As equipes deverão ser reforçadas para atendimento à demanda.
São Lucas deixa de atender pacientes do SUS no fim deste mês
O presidente da Federação das Santas Casas de Misericórdia da Bahia, Maurício Dias, afirmou que 17 santas casas podem fechar em até um ano no Estado. Segundo ele, as unidades de Ilhéus, Itabuna e Vitória da Conquista são as consideradas em situação mais grave.
De acordo com Maurício, as santas casas destes três municípios podem fechar as portas em até 60 dias. A dívida acumulada pelas 64 santas casas no Estado, segundo o dirigente estadual, alcança R$ 500 milhões, em um efeito bola de neve em que os prejuízos se multiplicam, disse em entrevista ao Bahia Notícias.
A Santa Casa de Misericórdia de Itabuna mantém três dos principais hospitais do município – Calixto Midlej Filho, Manoel Novaes e São Lucas. Este último, fecha as portas no próximo dia 31. Internamente, a informação que circula é que ele não reabre mesmo se o município quitar a dívida de mais de R$ 11,5 milhões com a Santa Casa.
Funcionários aprovam greve a partir do dia 22 de dezembro.
Os funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, caso o décimo terceiro salário não seja depositado até o próximo dia 20. A decisão foi tomada em assembleia realizada ontem à noite (11), na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna (Sintesi).
A greve foi deflagrada, por unanimidade, pelos funcionários que compareceram à assembleia. A paralisação está prevista para começar no dia 22, segundo o presidente do Sintesi, Raimundo Santana. CRISE FINANCEIRA E HOSPITAL FECHADO
Há uma semana, a direção da Santa Casa já havia informado que terá dificuldades para pagar o 13º salário diante da crise financeira. Na última sexta, foi comunicado o fechamento de um dos hospitais administrados pela Santa Casa, o São Lucas.
O provedor Almir Alexandrino acusa o município por uma dívida de R$ 11,5 milhões, acumulada desde novembro do ano passado. Naquele período, Itabuna retomou o Comando Único do SUS (Gestão Plena), passando a administrar, além da atenção básica, os serviços de alta e média complexidade.
Os funcionários da Santa Casa de Misericórdia participam de assembleia hoje (11), às 19h30min, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna (Sintesi).
A pauta será as medidas que poderão ser executadas, caso a instituição não depositar, no dia 20, o décimo terceiro salário. O Sintesi fica na Duque de Caxias, 488, centro.
Na última sexta (5), o provedor da Santa Casa, Almir Alexandrino, adiantou que a instituição teria dificuldades para quitar o décimo terceiro dos funcionários.