Deborah Secco em dia de folga no sul da Bahia || Foto redes sociais
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Do PIMENTA

O sul da Bahia mais uma vez foi escolhido para uma produção da TV Globo, que recentemente colocou a região cacaueira no cenário nacional e internacional com o remake de Renascer, novela encerrada em setembro. Agora, os encantos do eixo Itacaré-Ilhéus farão parte do programa que deve se chamar Poliamor. A atração começou a ser gravada neste mês.

Deborah visitou cachoeiras em Itacaré || Foto Redes sociais

Comandado pela atriz Deborah Secco, o reality show abordará diferentes formas de relacionamento, segundo rumores. O programa deve estrear no próximo ano nos canais fechados da rede de televisão dos Marinho. Mas os detalhes de formato e quem são os participantes estão sendo mantidos em sigilo pela emissora.

Deborah grava reality show no sul da Bahia || Foto Redes sociais

Com contrato assinado no início do mês, Deborah Secco publicou vídeos e fotos no Instagram mostrando as belas imagens captadas em cachoeiras e praias do sul da Bahia. Dentre os locais, a tradicional Cachoeira de Tijuípe, um dos atrativos mais procurados por quem pega a estrada rumo a Itacaré. A atriz informa que está aproveitando o dia de folga do trabalho.

Sem indicar qual o trabalho está sendo gravado no sul da Bahia, Deborah Secco anuncia: “vem coisa boa aí!! Quem adivinha??”. Os seguidores não se habilitaram em responder, mas inundaram a postagem com elogios à atriz e ao lugar escolhido para o dia de folga.

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O baiano Matheus Hava, de 25 anos, vem conquistando o mundo da moda. Nascido em Feira de Santana, o jovem está fazendo sucesso nas passarelas da Europa. Ele também é requisitado por marcas como Calvin Klein, Lacoste e Dior, além de estampar diferentes editoriais e publicações no exterior.

De origem humilde, além de estudar, logo aos 6 anos teve que colocar os pés no chão, arregaçar as mangas e ajudar a família a vender acarajé pelas ruas de Feira de Santana. O que Matheus Hava não sabia é que a veia empreendedora da mãe seria o fio condutor que faria a “ligação direta” com seu sonho.

Matheus Hava cresceu e tentou conciliar o curso de Administração ao trabalho em uma academia. Mas a necessidade de suporte ao negócio da família falou mais alto e ele precisou trancar a faculdade.

Aos 20 anos o baiano mudou-se para o Rio de Janeiro. Os três meses hospedados na casa da prima foram o suficiente para se ajeitar até conseguir um trabalho como jovem aprendiz. Hava sabia que não era aquilo que queria, mas, como ele mesmo diz: “Pagava as contas”.

de De vendedor de acarajé a modelo de sucesso

VENDEDOR AMBULANTE

Assim que teve seu contrato de jovem aprendiz rescindido com uma empresa no Rio de Janeiro, Matheus Hava tomou uma decisão importante: nunca mais trabalhar para ninguém. Foi então que ele decidiu retornar às raízes e trabalhar como vendedor ambulante no Rio de Janeiro. Com a receita de família sendo carro-chefe do seu negócio, passou a investir no acarajé que tanto conhecia. Mas foi com pãezinhos e outras iguarias que ele conquistou sua independência financeira.

“Cheguei a carregar mais de 60 sacolés, pães e bolos numa térmica […] Tudo produção minha”, relembra.

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Domingas contou sua história de superação e sucesso em evento no CCAF (Foto Gabriel Oliveira).
Domingas, ao microfone, conta sua história de superação e sucesso (Foto Gabriel Oliveira).

Lorena Guimarães
Relatos de preconceito na roda de conversa “Mulheres Negras”, no Centro de Cultura Adonias Filho, ontem (19), emocionaram as pessoas que participaram da atividade. O evento reuniu testemunhos dos que conviveram e ainda convivem com o preconceito étnico-racial no dia-a-dia.
Um dos momentos mais marcantes da roda de conversa Mulheres Negras, ontem, no Centro de Cultura Adonias Filho, foi o relato da trajetória de vida da educadora, psicóloga e coordenadora do Movimento Negro Unificado, Maria Domingas Mateus de Jesus. Filha de agricultores, ela saiu da cidade de Ituberá, no Baixo Sul do Estado, e aqui conseguiu se firmar no mercado de trabalho. “Meu pai sobrevivia aqui em Itabuna da pesca no Rio Cachoeira. Muitas vezes o peixe por ele pescado era o único alimento na nossa mesa”, contou.
E acrescentou: “Certa vez, pai não tinha chegado da pescaria e minha mãe me disse: ‘você não vai à escola’. Mas fui, porque sabia que lá teria merenda. Neste dia, a professora que nunca se aproximou de mim, colocou-me de castigo, porque eu disse que a filha dela era metida. Isso sempre me marcou”, contou a educadora emocionada.
Maria Domingas ainda assiste a manifestações de preconceito como a que sofreu no condomínio onde mora. “No meu prédio, parece mentira, mas muitos ainda me olham desconfiados. Outro dia eu fui até a piscina com minha filha e uma moradora chegou a perguntar à síndica o que eu estava fazendo ali. Recebeu como resposta que eu era moradora e se calou”, relatou.
HOJE TEM CORTEJO A ZUMBI DOS PALMARES
Nesta quinta-feira, ao som de atabaques, chocalhos e outros instrumentos musicais afro-brasileiros e com indumentárias, o cortejo em homenagem a Zumbi dos Palmares, sairá às 17 horas do Jardim do Ó em direção ao monumento Berimbau, na Avenida Princesa Isabel, no Banco Raso.
Será o ponto culminante das festividades promovidas pelo Coletivo de Entidades Negras de Itabuna e do Comitê Gestor Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial no Dia da Consciência Negra para que seja lembrado um dos um dos líderes de nossa história desde o Brasil Colonial.