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Espetáculo lembra a revolta dos escravos no Engenho de Santana (foto Felipe de Paula)
Espetáculo lembra a revolta dos escravos no Engenho de Santana (foto Felipe de Paula)

Num momento em que o Brasil é palco de um levante das massas, o Teatro Popular de Ilhéus volta ao século XVIII para contar a história da revolta dos escravos do Engenho de Santana, ocorrida em Ilhéus entre os anos de 1789 e 1791. Episódio emblemático na reação do povo negro contra o trabalho escravo e as condições desumanas a que era submetido, a rebelião será encenada no palco por um elenco formado por 20 componentes, entre atores, atrizes e músicos do TPI, ao lado de membros do terreiro Matamba Tombenci Neto.
A estreia  de 1789 acontece no dia 2 de julho, data da Independência da Bahia, com apresentação às 20 horas na Tenda do TPI, na Avenida Soares Lopes, e a montagem fica em cartaz até o final de julho, de quarta a sábado, no mesmo horário . Os ingressos podem ser adquiridos no local, a R$ 20 e R$ 10 (meia entrada).
O espetáculo é assinado por Romualdo Lisboa, que também responde pela direção geral. A direção musical é de Elielton Cabeça e a produção, de Pawlo Cidade. 1789 foi um dos contemplados pelo edital setorial de teatro do Fundo de Cultura da Bahia

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"Lendas da Lagoa Encantada" abre programação de junho do TPI (Foto Karoline Vital).
“Lendas da Lagoa Encantada” abre programação de junho do TPI (Foto Karoline Vital).

O musical infanto-juvenil Lendas da Lagoa Encantada, da Cia Boa da Cara Preta, abre neste sábado ( 1º) a programação de junho do Teatro Popular de Ilhéus (TPI). A apresentação começa às 19 horas, na Tenda do TPI, na Avenida Soares Lopes, próximo ao Centro de Convenções.
O musical é inspirado nas lendas da localidade situada ao norte de Ilhéus. A história se desenrola a partir da chegada do ‘Bicho Mondrongo”. A “ameaça” é detida pelos míticos Nego D´Água e Iara. É espetáculo para todas as idades. O ingresso custa R$ 10,00 (R$ 5,00 meia).

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Karoline VitalKaroline Vital | karolinevital@gmail.com

O “gosto” pelo benefício próprio é a semente das pequenas corrupções, que crescem proporcionalmente ao nível de poder alcançado.

Os praticantes da Lei de Gérson são tão fiéis ao que acreditam quanto homens-bomba fundamentalistas. A máxima de levar vantagem em tudo é defendida com unhas e dentes, passando por cima até da valorização de entes queridos. Os exemplos são sortidos. Mas citarei o que acontece nas portarias de casas de espetáculos. Não vou nem falar de gente que vai a shows caros de artistas famosos, mas de pessoas que se recusam a coçar o bolso para colaborar com eventos em que familiares e amigos participam ou organizam.
A mesquinhez dos gersonianos é sinistra. Com arrogância, empinam o nariz, inflam o peito e saem rebocando quem ou o que estiver impedindo sua entrada.
– Minha filha vai se apresentar!
– A senhora tem convite?
– Olhe o meu nome. Deve estar na lista! – a gersoniana responde arrogantemente, sem olhar nos olhos do funcionário.
Ao ser informada de que não existe lista, a criatura avarenta sai bufando, puxando o celular da bolsa a fim de mobilizar não sei quem de não sei de onde para ordenar sua entrada gratuita. Enquanto o ser de comportamento ético duvidoso contorce sua tromba de insatisfação, chega à bilheteria uma menina vestindo a camiseta de um dos grupos que vai se apresentar.
– Quero uma meia-entrada, por favor – disse, enquanto puxava a carteira estudantil.
Ela não precisava pagar pelo show que iria oferecer ao público. Mas sua consciência de que o evento de pequeno porte precisa do maior número de colaborações possíveis não deu espaço para a vaidade ou sovinice. A mocinha pegou seu tíquete, entregou ao porteiro e adentrou no espaço.
A discípula de Gérson continuava firme e forte em sua luta pela xepa. Depois de conseguir falar com a autoridade máxima que a salvaria da iminente bancarrota, passa pela portaria mais inchada que um baiacu.
– A pessoa que vai liberar minha entrada já está chegando… – fala ao porteiro com altivez e deboche.
No tempo que a aprendiz de Tio Patinhas esperava seu salvo-conduto, chega uma família vinda de um bairro periférico. Os três fizeram questão de se dirigir o quanto antes à bilheteria e ter o orgulho de pagar para ver a filha e neta subir ao palco. Com humildade no olhar e falar, entraram tranquilamente e, com calma, escolheram o lugar com melhor ângulo, entrando antes da seguidora da Lei de Gérson.
O ser pão-duro estava irredutível. Cansada de ficar em pé no mesmo lugar, esperando pelo convite, a mulher andava de um lado para o outro, demonstrando angústia e ódio. Finalmente, depois de o segundo sinal ter soado, chega a autoridade máxima capaz de liberar a entrada da velhaca. De baiacu de cara feia, a pavão imponente. E ela ainda fez questão de cochichar no ouvido de seu salvador os maus-tratos que recebera do porteiro, enquanto passava pela catraca. Por alguns segundos, pensei até que fosse mostrar língua para o rapaz. Mas, sua pose de dondoca permitiu apenas que desse de ombro.
E essa não foi a única cena patética da noite. Não é e nem será a única do mundo. Os defensores da Lei de Gérson estão pouco se lixando para os outros. Eles só pensam o quão espertos são pela vantagem que estão levando. Não ligam em colaborar com a organização do evento, em valorizar quem está se apresentando, ou quem fez aquilo que está sendo consumido… O “gosto” pelo benefício próprio é a semente das pequenas corrupções, que crescem proporcionalmente ao nível de poder alcançado.
Karoline Vital é jornalista.

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Lendas da Lagoa foi uma das atrações do novo espaço do TPI (Foto Karoline Vital).
Lendas da Lagoa foi uma das atrações da estreia da Tenda do TPI (Foto Karoline Vital).

A apresentação do novo espaço e da programação de abril do Teatro Popular de Ilhéus (TPI) emocionaram o público no último final de semana. Agora, os projetos e ações do TPI têm nova casa, uma tenda na Avenida Soares Lopes, classificada como um marco histórico pelo diretor Romualdo Lisboa. “É o início da luta por nossa sede própria, que comporte nossas ações e dê a possibilidade de ampliarmos nosso trabalho”.
Pelos próximos três meses, a tenda será patrocinada pelo Sebrae. A coordenadora regional do serviço de apoio a micro e pequenas empresas, Claudiana Figueiredo, destacou o pontecial criativo e a riqueza imaterial do sul da Bahia. Segundo Claudiana, o Teatro Popular de Ilhéus é “referência regional como empreendedor cultural e o Sebrae está aberto como parceiro na busca por investidores”.
O Sebrae assumiu os custos com o aluguel da tenda pelos próximos três meses, período no qual o TPI vai trabalhar na captação de recursos para manter o espaço por meio de financiamentos via leis de incentivo à cultura.
O TPI, aliás, mostra ousadia com o lançamento do Aldeia das Artes, projeto cultural que envolverá, além de teatro e circo, ocas de estrutura metálica para atividades culturais e ações voltadas à economia criativa. O arquiteto Carl Von Hauenschild diz que a ideia de parque, na Soares Lopes, “não beneficiará apenas o grupo, mas a região sulbaiana”. Hauenschild apresentou a concepção do parque cultural.
PROGRAMAÇÃO
A programação da tenda do TPI tem nesta terça, 9, às 19 horas, a exibição do documentário Os magníficos, dentro da proposta do Cineclube Équio Reis. A entrada é franca. Amanhã, na mostra Mondrongo Filmes, haverá exibição de vídeos produzidos ou apoiados pelo núcleo de produção audiovisual do TPI.

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O projeto de extensão “Teatro Popular e Interculturalidade”, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), realiza nos próximos dias 5 e 7 de fevereiro as oficinas de Dança Afro Contemporânea e Improvisação Teatral e Técnicas de Voz. A primeira será ministrada pelo ator e coreógrafo Egnaldo França, enquanto a segunda terá à frente a atriz Malena Dórea.
As inscrições para as oficinas são gratuitas e já estão abertas no Centro de Cultura Adonias Filho

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Ator Walmor Chagas ....
Ator Walmor Chagas atuou em mais de 40 peças, 20 filmes e 30 novelas (Reprodução G1).

O ator Walmor Chagas, de 82 anos, foi encontrado morto na chácara onde vivia na cidade de Guaratinguetá, no interior de São Paulo, na tarde desta sexta-feira (18). As circunstâncias da morte ainda serão investigadas.
Com mais de 60 anos de carreira, o gaúcho Walmor de Souza Chagas atuou em mais de 40 peças, cerca de 20 filmes e mais de 30 novelas. Era considerado um dos grandes atores do teatro brasileiro.
Segundo o relato de um funcionário, o caseiro José Arteiro de Almeida, o corpo do artista foi achado caído na cozinha com um tiro na cabeça por volta das 16h30. Almeida disse ainda ao G1, por telefone, que, no momento da morte, Walmor estava sozinho dentro da casa. Ele diz também que uma empregada e uma cozinheira haviam acabado de deixar o local.
Leia a íntegra

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Será instalado neste sábado, 8, na Sala Zélia Lessa, em Itabuna, o Cineclube Grapiúna Mário Gusmão. O espaço faz homenagem ao ator baiano que, além da grande contribuição à cultura, foi também um ativista do movimento negro.

Gusmão era de Cachoeira e foi o primeiro negro a se formar na Faculdade de Teatro da Ufba. Na década de 80, atuou em Itabuna na área de cultura (durante o governo Ubaldo Dantas), sendo diretamente responsável pela revelação de vários talentos para o teatro, o cinema e a tevê. O ator morreu em 1996, aos 68 anos.

A inauguração do cineclube será às 19 horas do dia 8, não por acaso com a exibição do filme “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro”. O filme tem direção de Glauber Rocha e o ator principal é Mário Gusmão.

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Um dos episódios mais fortes da história de Ilhéus no período colonial segue como objetivo de um interessante debate dentro do projeto Improviso, Oxente!, do Teatro Popular. Nesta quinta-feira, 29, a partir das 19 horas, na Casa dos Artistas, as discussões sobre a revolta dos escravos do Engenho de Santana, ocorrida em 1789, terão a participação do professor Marcelo Henrique Dias.

O Improviso irá analisar a carta de reivindicações escrita pelos escravos naquela rebelião, que reagia à opressão e às terríveis condições de trabalho no engenho.

As discussões sobre esse tema servirão como base na construção da peça 1789 – Rio do Engenho – Uma revolução histórica.  Escrita e dirigida por Romualdo Lisboa, a montagem contará a história da revolta de escravos que é considerada a primeira “greve” do Brasil. A estreia do espetáculo está prevista para março de 2013.

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Teodorico e o puxa-saco Malote (foto Felipe de Paula)

A peça Teodorico Majestade – as últimas horas de um prefeito, do Teatro Popular de Ilhéus, será exibida amanhã e sábado, dias 16 e 17, sempre às 20 horas, na Casa dos Artistas. Será mais uma oportunidade para o público ilheense dar boas gargalhadas com as trapalhadas de Teodorico e sua trupe de puxa-sacos corruptos, mas sem deixar de refletir sobre a importância de se levar a política a sério.

Teodorico estreou em 2006 e já foi apresentada em várias cidades baianas, além dos estados de Alagoas, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, tendo recebido duas indicações ao Prêmio Braskem em 2008. Entre maio e julho deste ano, o espetáculo foi visto em 22 assentamentos sul-baianos.

O texto é de Romualdo Lisboa, que também responde pela direção da montagem, que traz elementos da cultura nordestina, como a literatura de cordel e cenário inspirado na xilogravura.

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Lelo (centro) conversa com a plateia após chuva de risos em Siricotico (Foto Pimenta).

Ator e responsável pelo texto de Siricotico, uma comédia do balacobaco, Lelo Filho emocionou-se ontem, 10, ao final do segundo dia de três apresentações da peça em Itabuna. “Está sendo muito difícil viajar, fazer teatro, mas a gente não desiste, a gente quer continuar”, disse, acompanhado dos atores Jarbas Oliver, Alexandre Moreira e Nilson Rocha. A emoção, em parte, era explicada pela grande interação do público com os atores.

Para a plateia que encheu o Centro de Cultura Adonias Filho (CCAF) ontem, Lelo falou um pouco da concepção de Siricotico e lembrou que a comédia “responde à pergunta que o público sempre fez” ao mostrar os bastidores do teatro, de “como se faz um espetáculo”.

Lelo é da primeira formação de atores da Cia Baiana de Patifaria e completa 30 anos de carreira. Ele mesmo faz questão de dizer que o trabalho é árduo, mas completa: “Estou muito feliz de fazer o que amo”.

A última apresentação de Siricotico em Itabuna será neste domingo, 11, às 20h30min, no CCAF. No próximo final de semana, a peça estará em cartaz em Valença e o elenco se prepara para apresentações fora do Estado.

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Hoje é o segundo dia de três apresentações da peça Siricotico, uma comédia do balacobaco no Centro de Cultura Adonias Filho (CCAF), em Itabuna. A peça com os atores Lelo Filho, Jarbas Oliver, Nilson Rocha e Alexandre Moreira, da Cia Baiana de Patifaria, começa às 20h30min hoje e amanhã, dias 10 e 11.

Siricotico tem direção de Fernanda Paquelet e texto de Vinnicius Morais e Lelo Filho. Lelo, Jarbas, Nilson e Alexandre interpretam 20 personagens que contam bastidores do teatro ao narrar as desventuras da trupe Os Tartufos. É prato cheio para quem gosta de comédia teatral.

O quarteto, aliás, está em Itabuna pela terceira vez este ano. As duas primeiras apresentações foram com a peça A Bofetada, sempre com a promoção da Adois Produções, de Célio e Daniel Gomes.

SERVIÇO
Siricotico, uma comédia do balacobaco
Quando: Hoje e amanhã (dias 10 e 11), às 20h30min
Onde: CCAF
Horário: 20h30min
Ingressos: Bilheteria do CCAF.

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Os “gozados” Salém e Stella Miranda se apresentam nesta sexta em Itabuna.

Os atores Luiz Salém e Stella Miranda já interpretaram vários papéis no teatro e na televisão. A dupla se apresenta pela primeira vez no Centro de Cultura Adonias Filho (CCAF), em Itabuna, nesta sexta-feira, 19, às 20h30min, na comédia musical Gozados.

Os subversivos fazem paródias de cantores como Amy Winehouse, Caetano Veloso, Chico Buarque e Arnaldo Antunes. No palco, o repertório da dupla apresenta figuras como o “Bissexual que Entrou no Armário”, a “Mulher Rica” e a “Baiana Cansada”.

Antes de subir ao palco do CCAF, Luiz Salém participa de ação promocional e concede autógrafos no quiosque do Bicho Festeiro, no Shopping Jequitibá, nesta sexta à tarde.

SERVIÇO
Gozados, com Luiz Salém e Stella Miranda
Onde: Centro de Cultura Adonias Filho
Quando: Dia 19, às 20h30min
Quanto: R$ 40,00 (inteira) / R$ 20,00 (meia)
Com Luiz Salém e Stella Miranda

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Betão em “Sargento Getúlio”, peça que abiscoitou dois prêmios Braskem 2011.

O ator Carlos Betão será o entrevistado do programa Soterópolis, da TV Educativa (TVE-BA), do próximo dia 4 de outubro, às 22h. Ele falará da sua carreira artística nos palcos de Itabuna e da efervescência cultural da década de 80 no sul da Bahia. Betão vive um de seus melhores momentos na carreira. A peça Sargento Getúlio levou o prêmio Braskem, assim como o ator pela interpretação do personagem que dá nome ao trabalho teatral inspirado em obra de João Ubaldo Ribeiro.

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Teodorico Majestade encenada no Assentamento Dom Hélder (Foto Karoline Vital).

A turnê de Teodorico Majestade, as últimas horas de um prefeito será encerrada no assentamento rural Bom Gosto, em Ilhéus, na tarde deste domingo, 5. O encerramento ocorre, justamente, por onde tudo começou, como explica o diretor do Teatro Popular de Ilhéus (TPI), Romualdo Lisboa. “Vimos [no Bom Gosto] que seria possível a circulação por assentamentos”, informou o diretor Romualdo Lisboa.

A turnê passou por 22 assentamentos de Ilhéus, Una, Canavieiras, Santa Luzia e Itacaré, financiado pela Funarte. A proposta da peça é falar sobre corrupção e consciência política, quando a peça mostra a força do povo para cobrar dos políticos eleitos. A experiência de levar a peça aos assentamentos tem sido experiência das mais ricas para o TPI, segundo Lisboa:

– É uma troca de experiências e impressões. Contamos nossa história e também ouvimos os assentados, que muito batalharam para conseguir suas terras e ainda lutam por melhorias diárias.