Tempo de leitura: 2 minutos

Rava Midlej Duque 

Vou perguntar novamente: quem é você agora, depois de tudo que você já viveu? Talvez ainda não saiba nomear, mas há dentro de você uma chama interna que está pedindo um novo começo. E é importante que saiba: não está acontecendo só com você. O convite é coletivo e não poderia ser diferente. Afinal, o caminho é individual, mas a caminhada é coletiva. As energias da terra estão mudando, acredite você ou não. Está acontecendo um chamado para que as pessoas expandam a consciência, que despertem a sua parte mais autêntica. O campo vibracional de todos nós está sendo afetado por novas frequências de realidades. E esta nova jornada será muito mais difícil para quem resistir continuamente à essas mudanças. Porque o único caminho possível é encontrar “ferramentas” que nos ajudem a lidar com essa nova realidade. Não existe a possibilidade de melhorar o mundo externo sem olhar para o mundo interno.

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Nada precisa fazer sentido agora, mas tudo precisa ser sentido.

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A vida (mais do que nunca) precisa que a gente assuma a nossa essência. E assumir, requer sobretudo, reconhecê-la. Isso inclui decodificar os nossos conflitos internos (luz e sombra). Para nós, profissionais da terapia sistêmica e das constelações familiares, os conflitos e as dores que muitas vezes sentimos, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não começaram na nossa infância – elas apenas continuam pela infância, após atravessarem gerações.

Qual será o padrão que repetimos quando agimos como crianças assustadas e não como adultos conscientes? O que passamos adiante quando agimos pela dor e não pela coragem? A quem ficamos parecidas(os) quando agimos pela culpa e não pela responsabilidade? Qual destino repetimos quando agimos pela urgência e não pela presença?

Sim, nós carregamos marcas de feridas ancestrais. A pedagogia sistêmica nos ensina: “histórias não contadas viram fantasmas nos porões das casas”. Ciclos que se não vierem a tona, se não forem falados, se não forem transmutados, nunca vão se romper. Mas não queira interpretar pelo pensamento lógico. Nada precisa fazer sentido agora, mas tudo precisa ser sentido.

Identificamos e aprendemos a lidar com isso quando olhamos e dizemos: “eu te reconheço, você faz parte, mas você não me define”. E então damos um passo adiante, olhando para frente. Mas evitamos olhar para a dor com medo de sofrer de novo. E aqui há um grande paradoxo: quando olhamos para o que dói e ressentimos (sentimos novamente), estamos dando presença, escuta e espaço para o que precisa ser visto. E a necessidade da necessidade é ser vista.

Todo conflito tem uma utilidade, e quando essa utilidade cumpre a função, o próprio conflito se desfaz. Mas isso nunca acontece pela exclusão ou rejeição, mas sim pela aceitação. Aceitação da vida tal como é. Porque quando resistimos à aceitar a vida do jeito que ela se fez até aqui, estamos mais uma vez reproduzindo memórias que nos aprisionam. Precisamos aprender a criar memórias que nos libertam.

Rava Midlej Duque é comunicadora e terapeuta sistêmica.

Tempo de leitura: 3 minutos

Ao entendermos a profunda ligação entre nossas relações familiares, em especifico a relação da ‘figura’ materna com a nossa saúde alimentar e emocional, abrimos caminho para uma vida mais equilibrada e mais consciente.

 

Rava Midlej Duque || ravaduque@gmail.com

Imagine uma tapeçaria tecida com fios invisíveis, cada um representando nossas crenças, que desde a infância moldam nossas escolhas e experiências. Esses fios sutis, muitas vezes não percebidos, têm o poder de guiar nossas jornadas de forma profunda e determinante.

Na jornada da vida, algumas pessoas encontram um cenário de abundância, felicidade e crescimento contínuo, enquanto outras enfrentam desafios persistentes e dificuldades. Essa diferença muitas vezes está enraizada em suas crenças mais profundas.

Não é diferente com o seu corpo e a sua relação com a comida. No processo terapêutico, é crucial deixar de lado a mente racional e abrir um espaço disposto e disponível para acessar além do aparente. Compulsão alimentar, bulimia, alergia alimentar são transtornos que estão diretamente conectados com as relações familiares e são sintomas que dizem algo sobre como nos sentimos em relação à vida.

A forma como nos relacionamos com a nossa mãe está ligado diretamente à como tratamos nossas vidas. Mãe e comida são portadoras da mesma energia que nutre alma e corpo. A mãe é aquela que dá vida e o primeiro alimento. Por isso, quando o adulto apresenta problemas com peso ou disfunções alimentares, está de forma inconscientemente buscando essa mãe.

Muitas vezes, assumimos padrões alimentares transmitidos ao longo das gerações, refletindo conflitos internos e transtornos alimentares por uma vida inteira. Ao acessar as emoções e os padrões inconscientes por trás das disfunções alimentares, torna-se possível liberar e reprogramar comportamentos.

Esses padrões, enraizados em questões familiares não resolvidas, se manifestam de diversas formas, desde compulsões até rejeições alimentares, revelando nossos sentimentos mais profundos em relação à vida e àqueles que nos cercam, especialmente nossa mãe. É nesse contexto que a Terapia Sistêmica e as Constelações Familiares se destacam como ferramentas poderosas de auxilio e transformação.

Estas ferramentas não oferecem uma solução mágica, mas sim uma jornada de autoconhecimento e transformação. Ao trazer à luz as fontes dos nossos conflitos alimentares, aqui em especifico as dinâmicas relacionadas à mãe, nos tornamos consciente do cerne da questão que causam os sintomas que vivemos. A partir disso, podemos assumir de forma lúcida, uma nova postura que nos impulsiona em direção ao bem-estar de dentro para fora.

A Constelação Familiar nos permite olhar para o essencial, para a dinâmica oculta que está por trás das disfunções e distúrbios. Diagnosticamos as causas profundas da obesidade, compulsões e outros distúrbios, permitindo movimentos terapêuticos que nos levam à reconciliação com nosso corpo e nossas relações familiares.

Ao explorarmos as leis do universais e da ordem familiar, encontramos o cerne dos transtornos alimentares e a chave para as pazes com o nosso corpo emocional e físico. Não é uma receita de bolo. Cada caso é uma caso e cada pessoa está contando a sua própria história com as dificuldades que enfrenta. Mas há um parágrafo único: a relação que você tem com o alimento representa de maneira indireta a relação que você tem com a sua mãe.

Durante uma Sessão de Constelação ou com o uso do Mapeamento Sistêmico para investigar as relações familiares da pessoa, podemos descobrir as raízes profundas que estão regendo o padrão alimentar disfuncional, que pode estar ligado a uma lealdade inconsciente por aspectos emocionais, vínculos afetivos, não só aspectos fisiológicos, hormonais e bioquímicos.

Ao entendermos a profunda ligação entre nossas relações familiares, em especifico a relação da ‘figura’ materna com a nossa saúde alimentar e emocional, abrimos caminho para uma vida mais equilibrada e mais consciente. Até porque a nossa alma também têm fome. É por esse motivo que chegamos em um momento de vida que buscamos por um sentido maior para tudo isso aqui. Além de crescer, casar, comprar e pagar conta.

Com o acesso às dinâmicas sistêmicas, descobrimos que a forma como nos relacionamos com a comida e cuidamos do nosso corpo está intrinsicamente ligada às nossas relações familiares e aos padrões emocionais que absorvemos ao longo da vida. Cada escolha alimentar, cada comportamento relacionado à comida é um reflexo direto desses padrões sistêmicos.

Ao olharmos para o sistema como um todo, percebemos que esses elementos aparentemente independentes – nossas relações, nossa alimentação e nosso corpo estão entrelaçados por fios invisíveis. A Terapia Sistêmica nos ensina a ler os sinais dessa grande teia, a compreender a integração do nosso sistema interno e externo. Ao compreendermos os padrões sistêmicos, abrimos espaço para uma vida mais saudável e equilibrada, onde nossas relações, nossa alimentação e nosso corpo se tornam aliados. Nunca oponentes.

Rava Midlej Duque é comunicadora, mestra, terapeuta sistêmica, consteladora familiar e especialista em Psicologia Perinatal.

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Carolina Loureiro fala de vantagens da hipnose clínica em tratamento de pacientes

A hipnose clínica pode ser útil para tratar pacientes que apresentam diversos tipos de distúrbios como fobias, medos, depressão, ansiedade, síndrome do pânico e vícios, afirma a especialista em avaliação psicóloga e neuropsicológica Carolina Loureiro. Na lista, a profissional certificada em hipnose clínica também enumera transtornos alimentares, ansiedade, insônia e problemas sexuais como impotência, ejaculação precoce e diminuição da libido, além de doenças psicossomáticas e casos de dores.

Carolina Loureiro explica que, no campo da psicoterapia, a hipnose tem várias formas de uso. Dentre elas, estão a hipnoanálise, a escrita automática, a regressão de idade, a indução de sonhos, as sugestões pós hipnóticas, as entrevistas sobre hipnose, a dessensibilização sistemática, a hipnose associada ao psicodrama, as técnicas de projeção do futuro entre outras.

Segundo o psicóloga Carolina Loureiro, quando o paciente está hipnotizado, torna-se altamente sugestionável. “E é exatamente por estar nesse estado especial de consciência que se consegue trabalhar no nível inconsciente da mente, descobrindo traumas de infância, fazendo regressões de idade e possibilitando que ele se lembre de problemas e emoções que foram reprimidos por algum motivo”.

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Leandro Afonso | www.ohomemsemnome.blogspot.com

No fim das contas, o que mais fica de Apenas o Fim (idem – Brasil, 2008), de Matheus Souza, é a expectativa do porvir. Não só pelo fato de o diretor ter apenas 19 anos quando o fez, mas também porque o que ali existe de discutível parece ser (em visão otimista) menos um problema e mais um modo simples de fazer cinema.

São dois personagens, um homem e uma mulher (os bons Gregório Duvivier e Érika Mader), que diz estar de partida e que tem apenas uma hora para ficar com ele. Woody Allen e Domingos Oliveira, Richard Linklater e seu Antes do Pôr-do-Sol são as óbvias e principais referências ou lembranças. São, em suma, 80 minutos de um filme falado, calcado na palavra de dois personagens e de poucos coadjuvantes.

Pode-se dizer que a mise-en-scène beira o desleixo de tão minimalista, mas sua função parece ser, primeiramente, não atrapalhar o texto; pode-se ainda frisar a crítica ao alegar que ou ele não domina a linguagem, ou a relega para segundo plano.

Por outro lado, da mesma forma que o conteúdo de alguns filmes está na forma, no estilo, é lógico dizer que a relevância de sua obra está no diálogo, na escrita a mão. A palavra é o que importa, a comédia vem em seguida. E nos dois casos ele funciona, especialmente por causa do caráter nonsense, que atinge níveis estratosféricos.

São comentários sobre Backstreet Boys, Star Wars, Transformers e Godard; aranhas, terapia, He-Man, e Itabuna e sua mosquitada.

Em quase todos esses momentos, todavia, Matheus Souza deixa clara a diferença de investimento, a límpida preferência de profundidade para o homem. Ele é tão mais interessante quando fala que ela se assemelha a um subterfúgio para que ele (personagem) divague, da mesma maneira que o audiovisual fica como apenas o meio para que ele (diretor) exercite o que sabe fazer. Quando se exige uma sensibilidade mais aguçada, como no momento em que o casal chora, ele (via atores) demonstra que não transpõe a sensação, para a tela, com a mesma fluência.

Ao término, pode-se falar em exibicionismo, como também pode-se dizer que, pelo menos aqui, Matheus Souza dá sinais de ser mais esperto e inteligente que cinematográfico. Mas esse porém, pequeno, pode ser uma simples questão de (falta de) experiência. E, mesmo que não seja, seria ótimo se as falhas da média de filmes do gênero, no Brasil, fossem como as daqui.

Filmes da semana
1. Lola Montés (1955), de Max Ophüls (DVDRip) (***)
2. Coco Chanel e Igor Stravinsky (2009), de Jan Kounen (Cinema do Museu) (***)
3. Uma Mulher é Uma Mulher (1961), de Jean-Luc Godard (DVDRip) (***1/2)
4. Noite de Estréia (1977), de John Cassavetes (DVDRip) (****)
Curta:
5. Os Filmes que eu não fiz (2008), de Gilberto Scarpa (Canal Brasil) (**1/2)
6. Noite de Sexta Manhã de Sábado (2006), de Kleber Mendonça Filho (Vimeo) (****)
Filmes do mês

10. Uma Mulher é Uma Mulher (1961), de Jean-Luc Godard (DVDRip) (***1/2)
9. O Sol por Testemunha (1960), de René Clément (DVD) (***1/2)
8. Apenas o Fim (2008), de Matheus Souza (DVDRip) (***1/2)
7. Tudo Pode dar Certo (2009), de Woody Allen (Cinema do Museu) (***1/2)
6. Meu Nome é Sabine (2007), de Sandrine Bonnaire (Sala Walter da Silveira – DVD) (***1/2)
5. Noite de Estréia (1977), de John Cassavetes (DVDRip) (****)
4. Antes do Amanhecer (1995), de Richard Linklater (Cine Vivo – DVD) (****)
3. Os Incompreendidos (1959), de François Truffaut (Sala Walter da Silveira – DVD) (****)
2. Antes do Pôr-do-sol (2004), de Richard Linklater (Cine Vivo – DVD) (****1/2)
1. Lola (1982), de Rainer Werner Fassbinder (DVD) (****1/2)
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Leandro Afonso é comunicólogo, blogueiro e diretor do documentário “Do goleiro ao ponta esquerda”.

<p style=”text-align: center;”><a href=”http://www.pimentanamuqueca.com.br/wp-content/uploads/70-MM2.jpg”><img title=”70 MM” src=”http://www.pimentanamuqueca.com.br/wp-content/uploads/70-MM2.jpg” alt=”” width=”559″ height=”95″ /></a></p>
<p style=”text-align: center;”><a href=”http://www.pimentanamuqueca.com.br/wp-content/uploads/Final-3.jpg”><img class=”aligncenter size-full wp-image-30092″ title=”Final 3″ src=”http://www.pimentanamuqueca.com.br/wp-content/uploads/Final-3.jpg” alt=”” width=”42″ height=”13″ /></a></p>
<p style=”text-align: center;”>
<p><strong>Leandro Afonso</strong> | <a href=”http://www.ohomemsemnome.blogspot.com”>www.ohomemsemnome.blogspot.com</a></p>
<p><em><img class=”alignright” src=”http://roteiroceara.uol.com.br/wp-content/uploads/2009/09/BLOG2_viajo_porque_preciso_volto_porque_te_amo_cultura.jpg” alt=”” width=”368″ height=”182″ />Viajo porque preciso, volto porque te amo</em> (<em>idem</em> – Brasil, 2009), de Karim Aïnouz (<em>O Céu de Suely</em>, <em>Madame Satã</em>) e Marcelo Gomes (<em>Cinema, Aspirinas e Urubus</em>), é um <em>road-movie </em>experimental (também por isso inevitavelmente irregular) que tem de melhor o que de melhor seus dois diretores podem oferecer – especialmente Aïnouz. É um filme em um meio, o semi-árido nordestino, e sobre sentimentos – carinho, amor, rejeição – já visitados por ambos, mas trata também e principalmente das divagações e aflições do personagem principal.</p>
<p>Faz sentido dizer que a maioria dos planos de <em>Viajo porque preciso…</em> não tem significado concreto ou função narrativa. Do mesmo modo, praticamente tudo aquilo que visa o horizonte e paisagens afins dura mais que o que o plano de fato mostra – mas esses fatos são menos um demérito que uma defesa da contemplação. E ainda que muitas vezes simplesmente não haja o que ser contemplado, faz parte do personagem esse sentir-se parado – a agonia e o tédio do personagem chegam a nos atingir, às vezes, sem eufemismo algum</p>
<p>Em filme que se assume tão ou mais experimental quanto narrativo, temos aí, no entanto, talvez – e paradoxalmente – uma tentativa de evitar uma monotonia que a ideia do filme sugere. Quase tudo não acontece em cena, mas na cabeça do personagem principal, a escrever suas cartas – trata-se de um filme epistolar de mão única. Como, então, filmar isso – algo tão ligado a um diário, algo a princípio tão anti-audiovisual?</p>
<p>Não temos uma resposta, mas uma opção arriscada, na qual os melhores momentos vêm de depoimentos (prostituta falando em vida-lazer, por exemplo), quando percebemos que os dois souberam extrair uma sinceridade tocante que emana daqueles que dirigem. Isso sem falar do personagem como entrevistador/provocador, em situação que nos liga inevitavelmente a ele fazendo o papel de diretor.</p>
<p>Esse caráter experimental, contudo, pode camuflar desnecessários tremeliques de câmera ao mostrar o personagem em meio à sua jornada, uma vez que não dá para chamar de experimental (ou dar qualquer mérito aqui) o que já virou um quase padrão – a câmera na mão nos dias de hoje.</p>
<p>Ainda assim, vale dizer que os altos do filme atingem um nível de sensibilidade que vem, entre outras coisas, justamente dessa abstração da narrativa convencional: da por vezes completa imersão em um mundo acima de tudo sensorial. Torto, talvez fatalmente torto, talvez o mais fraco trabalho de ambos, mas com momentos de coragem e brilhantismo bem-vindos.</p>
<h2><span style=”color: #800000;”>8mm</span></h2>
<p><strong>Paixão do visível</strong></p>
<p style=”text-align: left;”><em><img class=”aligncenter” src=”http://harpymarx.files.wordpress.com/2009/03/sylvia2.jpg” alt=”” width=”480″ height=”270″ />Na Cidade de Sylvia</em> (<em>En La Ciudad de Sylvia</em> – Espanha/ França, 2007) é meu primeiro contato com José Luis Guerín, catalão que teve três de seus longas exibidos no Panorama Internacional Coisa de Cinema. (Alguém sabe falar sobre?)</p>
<p>Guerín se mostra preocupado com a cidade, às vezes mais que com seus dois personagens principais, ou – o que pinta com alguma prioridade – as relações entre personagens diversos e o lugar onde vivem. No entanto, a busca dele (Xavier Lafitte) por ela (Pilar López de Ayala) é interessante a ponto de causar angústia quando algo foge do esperado. Ele desenha e retrata a cidade, é ele o mais afetado e sobre quem é o filme, é ele que não sabemos de fato o que sente, viveu ou viu; mas é ela que magnetiza a tela quando aparece.</p>
<p>Todavia, e felizmente, o filme vai além da contemplação de um sensacional rosto de uma boa atriz. Pode-se entrar em longas discussões e análises sobre memória e imagem, sobre miragem e dúvida; em uma palavra, sobre cinema. E, o que é melhor, através do cinema.</p>
<h2><span style=”color: #800000;”>Filmes da semana<br />
</span></h2>
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<li><strong>Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009), de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes (Cine Vivo) (***)</strong></li>
<li><strong>Batalha no Céu (2008), de Carlos Reygadas (sala Walter da Silveira) (***1/2)</strong></li>
<li><strong>O Refúgio (2009), de François Ozon (Espaço Unibanco – Glauber Rocha) (***)</strong></li>
<li><strong>O Profeta (2009), de Jacques Audiard (Espaço Unibanco – Glauber Rocha) (***1/2)</strong></li>
<li>O Demônio das 11 Horas (1965), de Jean-Luc Godard (DVDRip) (****)</li>
<li>Na Cidade de Sylvia (2007), de José Luis Guerín (DVDRip) (***1/2)</li>
</ol>
<p>______________</p>
<p><strong>Leandro Afonso</strong> é comunicólogo, blogueiro e diretor do documentário “Do goleiro ao ponta esquerda”.</p>