Mãe Ilza completa 5 décadas na liderança do terreiro fundado em 1885
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Mãe Ilza (Mameto Mukalê) dá início, neste sábado (25), às 21h, às comemorações dos seus 50 anos à frente do Terreiro de Matamba Tombenci Neto, localizado na Avenida Brasil, nº 485, no Alto da Conquista, em Ilhéus. O primeiro ato será uma kizomba em homenagem à liderança da Casa.

Já amanhã (26), bem cedinho, às 5h, haverá o cortejo de entrega dos balaios nas águas, seguido de café da manhã. A celebração será retomada na noite de segunda-feira (27), 20h, com homenagem a Tateto Kavungo e Bolonan (recolhimento de Ndumbe – iniciandos).

A história do Terreiro Matamba Tombenci Neto teve início ainda no século 19, mais precisamente em 1885, quando Tiodolina Félix Rodrigues, a Nêngua de Inkice Iyá Tidú, fundou o Terreiro Aldeia de Angorô. Hoje, dirigido por Mameto Mukalê (Mãe Ilza), o Terreiro de Candomblé Angola da Bahia se caracteriza por manter intensa relação com a comunidade do Alto da Conquista.

Homenagem abre a 9ª Semana Mãe Ilza Mukalê
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Homenagem a 13 mulheres que se destacam em lutas sociais no sul da Bahia vai marcar a abertura da 9ª Semana Mãe Ilza Mukalê, nesta sexta-feira (8), às 19h, no Terreiro de Matamba Tombenci Neto, no Alto da Conquista, em Ilhéus. As homenageadas, cujos nomes ainda não foram divulgados, vão receber troféus concebidos pelo artista plástico Alessandro Teixeira (Aless), responsável pela criação dos troféus da Noite da Beleza Negra do Ilê Aiyê e do Bahia Folia 2024.

Amanhã (9), às 21h, a Orquestra Gongombira de Percussão e convidados sobem ao palco do Espaço Cultural Dilazenze, também na Conquista, para show aberto ao público. No domingo (10), será aberta a mostra fotográfica “Mãe Ilza Mukalê: 90 anos de Histórias e Saberes”, no Memorial Unzó Tombenci Neto, que poderá ser visitada até 17 de março, das 9h às 12h e das 15h às 17h.

ENCONTRO DA ORALIDADE

O Espaço Cultural Dilazenze também recebe, na terça-feira, às 19h, o Encontro da Oralidade. A edição deste ano é dedicada aos 40 anos de memórias, pesquisas e amizades compartilhadas pelos professores Marcio Goldman, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Ana Claudia Cruz da Silva, da Universidade Federal Fluminense, com o Terreiro de Matamba Tombenci Neto, o Bloco Afro Dilazenze, a Organização Gongombira de Cultura e Cidadania e a família Rodrigues.

O aniversário de 90 anos de Mãe Ilza Mukalê vai marcar o encerramento da Semana, na próxima quarta-feira (13), em evento restrito para familiares e amigos da mãe de santo.

Projeto Vunje, da ONG Gongombira, será lançado nesta sexta (4)
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Referência de ativismo sociocultural há 19 anos, a ONG Gongombira lança o Projeto Vunje – Criança Fazendo Arte, hoje (4), às 19h, no Terreiro de Matamba Tombenci Neto, situado na Avenida Brasil, 485, no Alto da Conquista, em Ilhéus. “Vunje é uma palavra de origem banto, que significa criança”, explica Marinho Rodrigues, presidente da instituição, em conversa com o PIMENTA.

O projeto é voltado para crianças e adolescentes de 8 a 15 anos, que serão iniciados em diversas artes. “Nós vamos trabalhar com várias linguagens artísticas, como dança, literatura, capoeira, percussão afro e artes plásticas. Também vamos ter o momento do cineclube, com os pais e a comunidade em geral”, acrescenta Marinho, que também é músico e fundador da banda Gongombira.

Marinho Rodrigues: Projeto complementa a educação formal || Foto Reprodução

As 40 vagas do projeto, que é totalmente gratuito, foram preenchidas num piscar de olhos. Durante um ano, os alunos terão aulas aos sábados, das 8h às 17h, no Memorial Unzó Tombenci Neto, um dos equipamentos culturais do terreiro de candomblé mais antigo de Ilhéus. Além das oficinas, o Vunje assegura alimentação saudável aos participantes, com três refeições ao longo do dia.

COMPLEMENTO À EDUCAÇÃO FORMAL

Marinho Rodrigues fala sobre o propósito da iniciativa. “O objetivo do Projeto é dar uma ocupação para as essas crianças, num dia em que elas não têm aula na escola. Vai ser um complemento da educação formal. Através das artes, a gente também educa e consegue formar cidadãos e cidadãs mais responsáveis e conscientes”.

O Projeto Vunje não tem financiamento público. Por enquanto, é bancado pela rede de colaboradores da ONG. Hoje, além dos pais e responsáveis pelos alunos, o trabalho será apresentado a possíveis apoiadores. “Quem quiser aparecer será bem-vindo”, conclui Marinho. Para acompanhar as ações da Gongombira, siga o perfil da instituição no Instagram (@gongombira.ong).

Décima edição do festival começa neste sábado (5) || Foto Divulgação
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A décima edição do Festival de Dança de Itacaré também vai movimentar a cena cultural de Ilhéus, que receberá a abertura do evento, neste sábado (5), às 18h, no Terreiro de Matamba Tombenci Neto, na Conquista.

Na ocasião, o diretor Victor Quixabeira e Souza lançará o documentário Tenho ouvido pra dançar. Já no domingo (6), às 20h, o Terreiro centenário será palco da oficina-espetáculo Estrutura: espaço em processo(s), de Bel Souza e Cecília Carvalho.

A programação em solo itacareense começará na segunda-feira (7) e seguirá até 11 de novembro, com atrações no Centro Cultural Porto de Trás, ruas, praças e praias da cidade.

O festival é realizado pela Associação Comunidade Tia Marita e tem apoio institucional da Casa Ver Arte e da Prefeitura de Itacaré. O apoio financeiro é do Governo da Bahia, através do Fundo de Cultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda. Confira a programação completa no site do evento.