Mauro Grunfeld está entre os presos da Megaoperação Zimmer || Fotomontagem PIMENTA
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Uma megaoperação coordenada pela Polícia Civil da Bahia prendeu 39 suspeitos, nesta quinta-feira (11), em seis estados. O grupo é investigado por tráfico de drogas, crimes patrimoniais, lavagem de dinheiro e disputa de territórios. Entre os presos está Mauro Grunfeld,  capitão da Polícia Militar baiana, já detido duas vezes em 2024 por suposto envolvimento em um esquema de compra e venda de armas para facções.

A Megaoperação Zimmer cumpre mandados na Bahia, Sergipe, Espírito Santo, São Paulo, Santa Catarina e Pernambuco. Na Bahia, as ações ocorreram em Salvador, Camaçari, Lauro de Freitas, Feira de Santana e Porto Seguro. Ao todo, foram autorizados 50 mandados de busca e apreensão e 43 de prisão, além do bloqueio de R$ 100 milhões e sequestro de bens.

As investigações começaram após a apreensão de quase uma tonelada de drogas em 2023. A polícia identificou uma associação criminosa responsável por abastecer e preparar entorpecentes e lavar dinheiro por meio de pessoas físicas e jurídicas.

O capitão Mauro Grunfeld, ex-subcomandante da 41ª Companhia Independente da PM, surgiu nas apurações por conversas interceptadas que revelam negociações de armas e munições com outros policiais e intermediários. Ele teria movimentado valores que, segundo o Ministério Público da Bahia, indicam participação habitual no comércio ilegal de armamentos, parte deles destinados a grupos criminosos do bairro do Calabar, em Salvador.

Grunfeld chegou a ser preso em flagrante por posse de uma pistola sem registro, mas conseguiu liberdade provisória antes de voltar a ser alvo de uma preventiva. O oficial também responde a um inquérito por homicídio doloso ocorrido em 2013, durante uma ação policial em Santa Cruz Cabrália, mas a investigação segue sem desfecho.

Lojas seriam utilizadas para mascarar tráfico de armas, segundo a Polícia || Foto PC-BA
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A Polícia Civil divulgou novo balanço da Operação Orion Scorpii, deflagrada nesta quarta-feira (10) em 11 municípios — oito na Bahia, dois em Minas Gerais e um em Goiás. Além das oito prisões informadas mais cedo, os policiais fecharam duas lojas de armas no sudoeste baiano, localizadas em Vitória da Conquista e Guanambi, e um terceiro estabelecimento em Goiânia (GO). Segundo a corporação, esses comércios eram usados para dar aparência de legalidade ao tráfico de armas de fogo.

Na ação, dezenove mandados de busca foram cumpridos, além de prisões em cinco cidades e da desarticulação de um esquema interestadual de venda irregular de munições. Além de Vitória da Conquista, Guanambi e da capital de Goiás, as equipes atuaram simultaneamente nos municípios de Palmas de Monte Alto, Brumado, Itapetinga, Jequié, Teixeira de Freitas, Montes Claros (MG) e Itaipé (MG).

No total, foram detidos quatro suspeitos em Vitória da Conquista, um em Guanambi, um em Itapetinga, um em Jequié e um em Goiânia.

INÍCIO DA OPERAÇÃO

A Orion Scorpii teve início após a apreensão de uma carga de 7.850 munições, transportada de Goiânia com destino a Guanambi e Tanque Novo, na Bahia. A partir desse flagrante, as investigações revelaram a atuação de um grupo que comercializava munições em larga escala de maneira irregular, utilizando empresas formalmente constituídas e supostamente autorizadas ao comércio de armas, munições e acessórios.

“Essas empresas mesclavam operações regulares com práticas ilícitas, valendo-se, inclusive, de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) para conferir aparência de legalidade às transações e facilitar o escoamento dos produtos”, informou a Polícia, em nota.

Os levantamentos também indicam que o grupo se dedicava ao comércio ilegal de armas de fogo, incluindo armamentos de calibre restrito. O material apreendido ao longo das diligências inclui centenas de armas, entre elas fuzis, pistolas, revólveres, rifles e modelos de calibre 12, além de grande quantidade de munições e R$ 200 mil em espécie.

Operação desmantela rede interestadual de tráfico de armas e drogas
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Forças de segurança da Bahia e de outros estados deflagraram, nesta quarta-feira (30), a Operação Skywalker, que cumpriu 17 mandados de prisão e 27 de busca e apreensão, com ações concentradas em Feira de Santana, Salvador, Lauro de Freitas e Muritiba, além de Brasília e municípios do Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte.

Os investigados respondem por crimes relacionados ao tráfico de drogas e ao comércio ilegal de armas, tendo como principal base a cidade de Feira de Santana. Ao longo das apurações, foram identificadas conexões interestaduais da organização, com ramificações no Rio Grande do Norte e no Rio de Janeiro, além de movimentações financeiras suspeitas envolvendo interlocutores ligados ao crime organizado.

Das 17 pessoas presas, 12 foram detidas em Feira de Santana, duas em Brasília, duas em Lauro de Freitas e uma em Salvador. Uma das investigadas do grupo foi capturada no aeroporto de Brasília, com apoio da Polícia Federal. Ela havia embarcado no Rio de Janeiro, cidade onde residia, no Complexo do Alemão. A suspeita atuava diretamente na coordenação das atividades ilícitas do companheiro, considerado o chefe do grupo, que, mesmo custodiado em um presídio federal, continuava dando ordens à quadrilha com apoio direto da mulher.

ALVOS

As investigações também revelaram o envolvimento de um policial militar da reserva, apontado como elo entre os fornecedores de armamentos e os membros da organização criminosa. O bairro da Queimadinha, em Feira de Santana, funcionava como um dos principais pontos operacionais do grupo, sobretudo para o tráfico de entorpecentes.

Outro alvo relevante da operação foi uma advogada, residente em Feira de Santana, que movimentou, em contas pessoais, mais de R$ 6,8 milhões. As análises financeiras demonstraram relações suspeitas com diversas lideranças do grupo, o que reforça a estrutura organizada e profissional da atuação criminosa.

Como parte das medidas judiciais foram bloqueados mais de R$ 84 milhões em contas bancárias, sendo R$ 34 milhões em nome de pessoas físicas investigadas e R$ 50 milhões vinculados a empresas de fachada utilizadas para movimentações ilícitas.

Mais de 200 policiais civis participam da operação, que conta com o apoio de unidades especializadas como Draco/DF, Draco/MS, Delegacia Regional de Corumbá/MS, FICCOs da Bahia e do Rio Grande do Norte, Force, além do Exército Brasileiro. A ação é coordenada pela Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento às Organizações Criminosas.

Homem preso é conduzido por policiais durante Operação Petrus || Imagem PC-BA
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A Polícia Civil da Bahia segue com a Operação Petrus, deflagrada hoje (20), com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes. Até o momento, 47 pessoas foram presas, sendo 14 no sul da Bahia, e 78 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em oito estados.

Um dos alvos foi preso em sua residência, em Itabuna, com R$ 10 mil em espécie. No Rio de Janeiro, as equipes localizaram um bunker em construção, que seria utilizado como rota de fuga e entrada de entorpecentes na região. Também foram detidos líderes da organização criminosa e operadores financeiros que, mesmo escondidos em comunidades cariocas, mantinham o controle do tráfico na Bahia.

Um casal foi preso em São Paulo. O homem é suspeito do homicídio de um delegado em Anagé (BA) e investigado por envolvimento em roubo a bancos e extorsão mediante sequestro. No Conjunto Penal de Itabuna, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e de prisão.

AÇÕES SIMULTÂNEAS EM OITO ESTADOS

A operação mobiliza cerca de mil policiais civis e ocorre simultaneamente na Bahia, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina. As investigações apontaram que a organização movimentou cerca de R$ 80 milhões em contas bancárias ligadas aos integrantes, provenientes de atividades ilícitas.

Participam da ação as equipes dos Departamentos Especializados de Investigação e Repressão ao Narcotráfico, Departamento de Polícia do Interior, de Inteligência Policial, a Coordenação de Operações e Recursos Especiais e o Departamento de Polícia Técnica. A atividade coordenada também conta com o apoio da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização e de equipes da Polícia Militar.

Diligências ainda estão em andamento, e as equipes continuam nas ruas em busca de cumprir o restante dos mandados e aprofundar as investigações.

Policiais conduzem mulher e homem presos na Operação Petrus || Imagem PC-BA
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A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quinta-feira (20), operação contra grupo criminoso que atua em ao menos oito estados. Até as 9h40min, quatorze investigados tinham sido presos somente no sul da Bahia.

Com o apoio de policiais civis de outros estados, a Operação Petrus também cumpre mandados de prisão e de busca domiciliar no Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.

O grupo é investigado por tráfico de drogas e de armas, lavagem de dinheiro e outros crimes. A operação identificou a movimentação de R$ 80 milhões em contas bancárias usadas pelos alvos.

A ação é resultado de uma investigação conduzida pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico, por meio da Delegacia Territorial de Itabuna, com o apoio dos departamentos de Polícia do Interior, de Inteligência Policial e da 6ª Coorpin.

A 2ª Vara Criminal de Itabuna expediu os mandados de prisão e de busca, que são cumpridos por cerca de 400 servidores. Parte das prisões ocorreu em Itabuna, onde as investigações começaram, mas o número de presos na cidade ainda não foi especificado.

ATUAÇÃO ESTRUTURADA 

As diligências também apontaram que o grupo atuava de forma estruturada, com ramificações em todo o território baiano e em outros estados, sendo responsável pela distribuição de drogas e armas, além de lavagem de dinheiro para encobrir os lucros das atividades criminosas.

“A Operação Petrus marca uma das maiores ofensivas da Polícia Civil contra o crime organizado na Bahia. O trabalho integrado entre departamentos da Polícia Civil baiana e o apoio das polícias civis de outros estados têm sido fundamentais para enfraquecer a atuação da organização criminosa, garantindo mais segurança à população”, avaliou a Secretaria da Segurança Pública da Bahia em nota.

Criminoso tinha rotina luxuosa em Cuiabá || Foto Ficco Bahia
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Uma vida de empresário, casa de luxo em bairro nobre e rotina de bon vivant. Era assim o dia a dia do líder de uma facção criminosa preso hoje (6), em Cuiabá (MT), pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco). A prisão foi efetuada após trabalho de inteligência de policiais da Bahia e do Mato Grosso. Segundo a Polícia Federal, o preso lidera facção criminosa que atua na Região Metropolitana de Salvador.

Além da prisão, a Operação Nexus cumpriu mandados de busca e apreensão contra o criminoso. Segundo as investigações, o traficante era responsável pelo envio de fuzis, pistolas, carregadores, munições e drogas para os comparsas na Bahia. Os materiais ilícitos eram adquiridos na Bolívia.

Operação Nexus mobilizou policiais da Bahia e de Mato Grosso || Foto Ficco Bahia

De acordo com a Polícia Federal, a suspeita é de que o criminoso ordenava, a distância, a execução de traficantes rivais na Região Metropolitana de Salvador, deixando como marca o abandono dos corpos das vítimas.

“As investigações relacionadas a esta liderança de facção continuam. Nosso objetivo é desarticular essa rota internacional de armas e drogas. Atuaremos em parceria com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia e a Polícia Federal. Capturar os responsáveis pelos crimes violentos é a nossa prioridade”, afirmou o coordenador da Ficco Bahia, delegado federal Eduardo Badaró.

Presos são PMs, empresários e caçadores e colecionadores de armas
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Nesta terça-feira (21), a Operação Fogo Amigo, da Polícia Federal, cumpre 22 mandados de prisão e outros 33 de busca e apreensão nos estados da Bahia, Pernambuco e Alagoas contra policiais militares, caçadores e colecionadores de armas, empresários e lojas de comercialização de armas de fogo, munições e acessórios. Os presos são apontados como membros de quadrilha especializada em traficar armamentos para facções criminosas dos três estados.

Foi determinado, ainda, o sequestro de bens e bloqueio de valores de até R$ 10 milhões dos investigados, além da suspensão da atividade econômica de três lojas que comercializavam material bélico de forma irregular.

O Exército integra a força-tarefa responsável pela Fogo Amigo. Durante o cumprimento dos mandados, a corporação fiscalizou lojas de armas nos municípios de Juazeiro, norte baiano, e Petrolina (PE).  Além do Exército, a Operação teve o apoio do Ministério Público da Bahia, das polícias militares da Bahia e de Pernambuco e da Polícia Civil baiana.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, comercialização ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, cujas penas somadas podem chegar a 35 anos de reclusão. A Polícia Federal continuará a apuração, na tentativa de elucidar a real amplitude dos crimes, bem como identificar outros integrantes.

Três PMs são suspeitos de formar quadrilha para vender fuzis || Foto SSP-BA
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O Ministério Público da Bahia (MP-BA) e a Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-BA) cumpriram, nesta segunda-feira (26), nove mandados de busca e apreensão contra três policiais militares, um policial e um quinto alvo, todos investigados pelo crime de tráfico de armas de fogo. A Operação Mosquete investiga suposta venda ilegal de fuzis.

Segundo as investigações, no mês passado, os policiais apreenderam quatro fuzis em uma operação no bairro de Cajazeiras, em Salvador. Mas, de acordo com a SSP-BA, eles não apresentaram os armamentos à Polícia Civil, como preconiza a lei, e anunciaram a venda das armas em um grupo no WhatsApp formado por PMs.

Ainda conforme a SSP, imagens dos fuzis, ofertados pelo valor de R$ 70 mil cada, foram divulgadas no grupo de mensagens, sendo que algumas fotos tinham sido feitas ainda na viatura usada na apreensão. Algumas das armas teriam sido entregues ao policial penal e ao quinto integrante do grupo.

PRISÃO EM FLAGRANTE

Equipes da Força Correcional Especial Integrada da Corregedoria Geral da SSP, da Corregedoria da PM e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MP cumpriram as ordens judiciais nos bairros de Cajazeiras, Fazenda Coutos, Caminho de Areia, Garcia, Cidade Nova e Tancredo Neves, em Salvador.

Durante as buscas, um dos PMs foi preso em flagrante portando munições de uso restrito, mira para fuzil e cocaína. Além desses materiais, armas de fogo, celulares, munições e drogas foram apreendidas em outros pontos. Os mandados foram expedidos pela Vara de Auditoria Militar da Comarca de Salvador.

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Uma mulher foi presa em flagrante, ontem (25), na Rodoviária de Niterói, região metropolitana do Rio, transportando sete pistolas automáticas presas ao corpo, além de carregadores e kits rajada que aumentam o poder de fogo das armas.

O armamento seria entregue a integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, que controlam o tráfico de drogas em comunidades de São Gonçalo.

Os policiais da delegacia de Ricardo de Albuquerque, na zona norte do Rio, identificaram a mulher após trabalho de inteligência e monitoramento.

Durante revista, os policiais encontraram sete pistolas, 14 carregadores e kits rajada escondidos no corpo embaixo da saia, presas por uma calça de lycra. Segundo as investigações, a mulher trouxe o armamento do estado do Paraná. Ela foi autuada por tráfico de armas e levada para um presídio do estado, onde ficará à disposição da Justiça, aguardando julgamento.

MULHERES NO CRIME

Esse é o terceiro caso envolvendo mulheres que transportam armas para facções criminosas do Rio. No dia 3, Gabriela de Souza foi presa na Rodoviária do Rio, na zona portuária da cidade, quando ia embarcar para a Bahia levando dois fuzis automáticos, considerados armas de guerra, além de cinco pistolas. Gabriela teria pego o armamento na favela da Rocinha, zona sul do Rio.

O outro caso aconteceu no dia 14, na mesma rodoviária, quando uma mulher desembarcou com quatro fuzis, que seriam entregues no Complexo do Alemão. Policiais do Batalhão de Policiamento em Vias Turísticas da Polícia Militar desconfiaram da mulher e revistaram a mala que ela trazia. O armamento estava lá dentro. Ela foi autuada e encaminhada para o presídio feminino Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, onde aguarda julgamento.