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Do Estadão
Ao menos noventa pessoas morreram em um incêndio em uma boate em Santa Maria, no centro do Rio Grande do Sul, segundo a polícia local. Testemunhas afirmam que o fogo começou durante o show pirotécnico durante a apresentação de uma banda, na boate Kiss. O material de isolamento acústico do prédio – feito de espuma – incendiou e a fumaça intoxicou as vítimas.
Duzentas pessoas estão sendo atendidas nos hospitais da região, que estão solicitando auxílio de profissionais para atendimento. Nesse momento, oito pessoas estão internadas em estado gravíssimo. Conforme os Bombeiros, as vítimas fatais morreram devido à inalação de fumaça tóxica.
Atualização (10h29):
A Brigada Militar confirmou, em entrevista coletiva concedida no Ginásio Municipal de Santa Maria na manhã deste domingo, a morte de pelo menos 180 pessoas no incêndio que atingiu a boate Kiss em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul.
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Homem carregava água em um balde, na tentativa de apagar o fogo que ontem à noite destruiu a Favela do Gongo, no bairro São Lourenço, em Itabuna. Mesmo com essa ajuda dos moradores, os bombeiros não conseguiram evitar a destruição total dos barracos. Há suspeita de que o fogo tenha sido provocado por um usuário de drogas (foto Vermelhinho da Difusora)
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Simone Argolo trabalhava no 13º andar do edifício Liberdade, que desabou logo após ela sair

A advogada ilheense Simone Argolo Andres mora no Rio de Janeiro há 26 anos e tinha escritório no 13º andar do edifício Liberdade, o primeiro dos três prédios que desabaram ontem à noite, na região central da capital carioca. Por telefone, Simone conversou com o PIMENTA e contou como, quase por milagre, escapou da tragédia. Ela calcula ter saído do edifício cinco minutos antes dele ir ao chão.
Eram aproximadamente 20 horas quando a advogada deixou o prédio. Ela se lembra que, ao sair, passou por um pedreiro que subia com material de construção para uma obra no 9º andar do edifício. Como de costume, Simone seguiu dirigindo para sua casa no bairro de Botafogo, um trajeto que normalmente faz em 30 minutos. “Antes de chegar em casa, já havia a notícia do desabamento”, diz a advogada.
Simone Argolo conta que procurou um local onde houvesse um aparelho de TV e viu as primeiras imagens do desastre. Segundo ela, num primeiro momento as imagens mostravam apenas a poeira que resultou do desabamento e ainda não era possível identificar os prédios, reduzidos a escombros. Depois, quando as informações começaram a chegar e ela soube onde exatamente o fato havia ocorrido,  a advogada retornou imediatamente para o local.
“Minha primeira reação foi de choque e preocupação com as pessoas que estavam lá, pois algumas delas saem muito tarde. Havia o porteiro, o zelador, o pessoal que trabalhava nas obras em alguns andares”, relata a advogada. Simone ficou mais tranquila quando soube que o pedreiro que viu entrar no prédio no momento em que ela saía tinha sido resgatado com vida. De acordo com a Defesa Civil, o desabamento matou cinco pessoas e ainda há 21 desaparecidas.
Agora, a preocupação da advogada é também com os muitos processos que havia no escritório. “Tínhamos pastas de clientes com um histórico de mais de 30 anos, processos com mais de 20 “, lamenta. Segundo ela, a equipe de profissonais com quem trabalha irá se reunir nos próximos dias para avaliar os prejuízos.
Apesar da perda material, Simone Argolo – que tem pais e irmãos em Ilhéus – afirma que se sente contemplada por um milagre. “Você pode chamar o que aconteceu comigo de livramento concedido por Deus”, afirma.

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O deck desabou pouco antes da valsa (foto José Nazal)

Permanece em observação na UTI do Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, o bebê de oito meses que foi uma das 21 pessoas feridas em um acidente ocorrido na madrugada desde sábado, 12, durante baile de formatura da turma de Biologia da Uesc. A criança, que caiu de uma altura de três metros, juntamente com a mãe e uma prima, sofreu traumatismo craniano e seu estado é considerado grave.

O desabamento do deck em que formandos e convidados se encontravam ocorreu por volta de 1h30min, pouco antes da valsa. O socorro foi prestado pelo Corpo de Bombeiros e pelo Samu, que conduziram a maior parte dos feridos para o Hospital Geral Luiz Viana Filho, em Ilhéus. Apenas o bebê foi trazido para Itabuna.

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Quatro foi destruído e crianças morreram soterradas (Foto Dino Rocha).
Deslizamento destruiu quarto das crianças (Foto Dino Rocha).

As mortes das crianças Rebeca e Isabele Batista, de 3 e 4 anos, provocou revolta nos moradores do Alto do Seringal (Avenida Esperança), em Ilhéus. Eles interditaram a avenida que é uma das principais ligações da rodovia Ilhéus-Itabuna com a zona norte de Ilhéus e a estrada para Itacaré.

Os moradores juntaram pneus e pertences destruídos no deslizamento de terra nesta madrugada na avenida e atearam fogo. A pista foi interditada e nem mesmo a polícia conseguiu liberar o trânsito. As crianças morreram soterradas no deslizamento de terra na 8ª Travessa, nesta madrugada.

Rebeca e Isabele estavam com os avós, que não conseguiram salvar as crianças. Na hora do deslizamento, a primeira área da casa atingida foi o quarto onde as duas crianças dormiam.

Segundo o Jornal Bahia Online, o prefeito de Ilhéus, Newton Lima, avaliou os estragos causados pela chuva nesta madrugada e decidiu decretar estado de emergência no município.