Edson Almeida começou no rádio aos 15 anos || Foto Bocão News
Tempo de leitura: 4 minutos

Aos poucos, soube criar seu estilo e permanecer no rol dos melhores comunicadores baianos. E melhor, sem perder suas características.

 

 

 

 

 

 

 

Walmir Rosário

Poucos, pouquíssimos, têm a capacidade e sorte de iniciar como profissional do rádio aos 15 anos de idade. Os que conseguiram essa proeza possuíam bastante capacidade de raciocínio, conhecer do “riscado”, e ser um vocacionado. No rádio esportivo, então, precisavam conhecer os jogadores, a regra de futebol e desenvoltura para analisar uma partida, sem pestanejar e em alto e bom som.

Edson Almeida foi um desses predestinados, que aos 15 anos, em 1960, trocou o emprego na Loja Invencível para iniciar sua brilhante carreira de comentarista esportivo na pequena Rádio Clube de Itabuna. Mas não foi fácil! Primeiro, teve que vencer um concurso, superando outros 36 pretendentes ao cargo. Segundo, foi obrigado a convencer o diretor da emissora, Gerson Souza, que era a pessoa certa, apesar da idade.

No dia seguinte a primeira prova de fogo seria comentar um jogo de futebol ao vivo, direto do Campo da Desportiva, ao lado do narrador José Maria Gottschalk, que “encheu sua bola” ao anunciá-lo: “Nos comentários aqui pela primeira vez, o prodígio do rádio itabunense, Edson Almeida”. Sem mais nem menos, pegou o microfone e deu conta do recado, nos mesmos moldes em que fazia o grande Rui Porto. Começou bem.

E Edson Almeida se firmava como um prodígio no microfone, embora a recíproca salarial não combinasse com seu trabalho, que somente passou a ver o primeiro pagamento depois de seis meses. O importante é que ele acreditou no que fazia e cerca de um ano depois recebeu o convite para se mudar para Salvador, indicado que foi por Nílton Nogueira, após assistir seus comentários num jogo Bahia e Santos, em Ilhéus.

Em Salvador, passou a trabalhar com os “monstros sagrados” do rádio baiano, a exemplo de José Ataíde, mas não se adaptou à mudança de vida do interior para a capital. Resolveu fazer as malas e retornar para Itabuna. Continuou os estudos e os comentários esportivos, se notabilizando como um grande profissional do rádio jornalismo baiano, distinguindo-se, também como chefe de equipe, como na Rádio Jornal de Itabuna.

Daí foi um pulo para a Rádio Sociedade da Bahia, Diário de Notícias e a TV Itapoan, TV Bahia, Bocão News, dentre outras. Enfim, ganhou o mundo da comunicação esportiva do rádio e da TV, bem como do jornalismo escrito. A notícia e a análise narrada por Edson Almeida passava credibilidade desde o seu timbre de voz à postura da interpretação. Aos poucos era chamado para novos veículos de comunicação, portanto, novas atividades.

Mas Edson Almeida não ganhou credibilidade por acaso, era fiel à tradição familiar e aos costumes do interior, no qual a palavra dada, o comportamento no dia a dia importava, chegava a ser sagrado. Também continuou se preparando intelectualmente para as novas missões que assumia. Como se o rádio, a TV e o jornalismo não bastassem, fez boas e produtivas incursões na publicidade, com sucesso, é bom que se diga.

Na assessoria de comunicação não foi diferente, trabalhou na política, e como não deveria deixar de ser, no futebol. Só um profissional como Edson Almeida seria capaz de assessorar o Vitória e o Bahia, os dois adversários mais renhidos do estado. É certo que no Bahia não deu tão certo, mas foi convocado por Paulo Carneiro para voltar ao Leão da Barra. Continuou de cabeça ereta.

Assessorar dois presidentes do temperamento de Paulo Carneiro e Paulo Maracajá, por si só, já é motivo para o crescimento do currículo de Edson Almeida, que de tão imenso e qualificado não se restringe aos assessorados, mas que é um case de sucesso, não se pode negar. Mais que isso, são duas torcidas distintas, diferentes, antagônicas, que desconfiam uns dos outros, numa eterna briga de gato e rato.

E Edson Almeida sempre administrou essas passagens com bastante profissionalismo e seriedade, atributos que carrega desde os tempos das rádios Clube e Jornal, em Itabuna, na Sociedade ou Excelsior, nas quais formou e preparou dezenas de profissionais. Soube, como poucos, trabalhar nos dois lados do “balcão”, abastecendo com informações os veículos de comunicação, ou neles garimpando as notícias.

Em Itabuna, o conceito de Edson Almeida pode ser medido em diferentes fases. Quando por aqui militava, nas emissoras de rádios e TV de Salvador, ou nas assessorias, especialmente pelos que mais experientes pela idade. Não foi relegado ao esquecimento e em qualquer discussão sobre o futebol do passado sempre foi tido e havido como uma referência aos bons comunicadores, notadamente pelos colegas.

É certo que 99% dos méritos cabem a Edson Almeida, que de forma pessoal acreditou no seu potencial e conseguiu superar os 36 concorrentes no concurso para a “velha” e pioneira Rádio Clube de Itabuna. Entretanto, não poderemos deixar de exaltar José Maria Gottschalk por ter acreditado no então garoto candidato e recomendá-lo ao diretor Gerson Souza a contratá-lo.

No rádio esportivo de Itabuna daquela época, ainda feito de forma empírica por alguns abnegados, Edson Almeida soube dar o tom de modernidade a pensar introduzir, de primeira, o comentário de Rui Porto, não com uma cópia, mas como modelo. Aos poucos, soube criar seu estilo e permanecer no rol dos melhores comunicadores baianos. E melhor, sem perder suas características.

Walmir Rosário é radialista, jornalista, advogado e além de autor de livros como Os grandes craques que vi jogar: Nos estádios e campos de Itabuna e Canavieiras, disponível na Amazon.

Andréa Silva é homenageada no Carnaval de Salvador || Foto Ricardo Artner/Divulgação
Tempo de leitura: 2 minutos

A jornalista itabunense Andréa Silva, um dos rostos mais famosos da televisão baiana, dará nome à Sala Oficial de Imprensa do Carnaval de Salvador deste ano. O espaço será inaugurado na abertura da folia, nesta quinta-feira (16), às 11h, pelo prefeito Bruno Reis (UB).

A repórter começou a carreira em Itabuna, na TV Cabrália, em meados da década de 90, de onde se transferiu para a TV Itapoan em 1995. De lá, foi para a TV Bahia, onde formou legião de fãs pela empatia nas ações da emissora afiliada da Rede Globo e profissionalismo nas reportagens nestes 27 anos.

A jornalista tem 50 anos, é casada com o repórter cinematográfico Ricardo Artner e tem dois filhos. À Agência de Comunicação de Salvador, Andréa lembra que sua primeira entrada ao vivo em emissora de TV na capital baiana ocorreu em 1995. Ela cobria o cortejo do Olodum para a TV Itapoan.

– Ficou marcado para mim e nunca vou esquecer. Viver o Carnaval apenas quatro meses depois de chegar a Salvador foi incrível. Eu, mesmo sendo baiana, nunca tinha passado o Carnaval na capital – afirma.

“ABRE, ABRE!”

Nesta relação com a música baiana e o carnaval de Salvador, Andréa ainda menciona momentos como a primeira festa da carreira solo de Saulo Fernandes, em 2013 e a “pipoca” do Igor Kannário dois anos depois.

– Atravessei com a nossa equipe toda aquela multidão para subir no trio. E o povo começou a nos ajudar: ‘abre, abre para a tia passar! – lembra Andréa, que não se vê foliã, mas curte demais o Carnaval.

FORA DO CARNAVAL

A homenagem à jornalista ocorre em um ano em que ela, pela primeira vez desde quando chegou a Salvador, não participará do Carnaval. Andréa Silva foi contaminada pela chikungunya na viagem a Itabuna, quando esteve na terra natal para cuidar dos pais, há mais de 10 dias.

– Dedéa não poderá subir e descer dos trios, sumir no meio do povo ao vivo na passarela do Campo Grande, abraçar Saulinho na pipoca e dizer o quanto a gente ama esse menino, brincar com os rapazes das Muquiranas (Bloco) e os pierrots de plataforma, trocar suor e vibração com vocês. Mas meu nome estará na avenida e isso me afaga, me dá a certeza de cura – escreveu.

Apresentador Zé Eduardo testa positivo para covid-19
Tempo de leitura: < 1 minuto

Um dos líderes de audiência da TV baiana, o apresentador Zé Eduardo (Bocão) testou positivo para o novo coronavírus (Covid-19). O jornalista é apresentador da TV Itapoan/Rede Record e da Rádio Metrópole, em Salvador.

Ele passa bem e já está em isolamento, em casa, informa o amigo e jornalista Victor Pinto por meio de rede social. Em vídeo, Zé Eduardo diz que sentiu dor de cabeça, um pouco de febre no início da semana, mas agora nada sente. Ficará afastado da TV durante o período de isolamento, mas participará do programa de rádio. Atualizado às 21h39min.

Tempo de leitura: 2 minutos

Patrícia Abreu foi demitida no final de agosto, quando entraria em férias || Foto Divulgação

Uma homenagem aos 40 anos do Globo Esporte, do qual foi apresentadora, teria sido o principal motivo da demissão de Patrícia Abreu da TV Itapoan, emissora afiliada da Rede Record em Salvador, aponta o site Notícias da TV. Segundo a publicação, uma resposta da jornalista a um seguidor no Instagram, dizendo que sentia saudades de apresentar o programa da concorrente provocou onda de prints (cópias) da mensagem e distribuição entre funcionários da Itapoan na sequência.
Patrícia, que é itabunense, foi a primeira mulher a apresentar a edição baiana do Globo Esporte na TV Bahia. Ela começou na televisão em uma emissora da Rede Record, a TV Cabrália, na década de 90, em Itabuna, de onde seguiu para a concorrente sul-baiana, a TV Santa Cruz, afiliada da Globo, e estava na TV Bahia, quando foi contratada pela Record, no ano passado, para apresentar o BA Record, na faixa das 19h.
A homenagem foi feita no Instagram, justamente no dia em que o Globo Esporte completava 40 anos no ar, em agosto passado. Vários seguidores elogiaram a jornalista por ela, apesar de estar na principal concorrente, fazer a menção ao programa, destacando personagens e a história do programa esportivo. A demissão ocorreu no dia anterior ao que seria o início das férias.
Ainda ao Notícias da TV, Patrícia disse ter sido surpreendida com a decisão dos diretores da TV Itapoan. Até procurou, dia após ser demitida, o diretor-geral da emissora do Bispo Macedo, porém Fábio Turcilho a ignorou durante encontro casual em um shopping da capital baiana.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Tom Ribeiro retorna na segunda-feira.
Tom Ribeiro retorna na segunda-feira.

Leitora deste blog questiona o sumiço de Tom Ribeiro da apresentação do Balanço Geral, da TV Cabrália, e o motivo do programa de Raimundo Varela (TV Itapoan/Record) não ser retransmitido pela emissora itabunense.
Às explicações, conforme fonte da emissora.
Tom Ribeiro está afastado por motivos de saúde. Retorna na próxima segunda-feira (24). Já o programa de Varela, às 6h30min, não chega ao Sul da Bahia porque a Cabrália prefere, em seu lugar, transmitir as mensagens religiosas do Bispo Edir Macêdo…

Tempo de leitura: < 1 minuto

Situação inusitada a da Rede Record. A emissora pode ser assistida pelos sul-baianos por duas afiliadas: TV Itapoan e Cabrália, respectivamente, canais 5 e 7 em Itabuna. A TV Cabrália (Itabuna) voltou a transmitir o sinal da Record desde a última quinta (4), aproximadamente dez depois.

O mercado publicitário local tem acompanhado a situação com particular interesse. As mudanças preservaram 1h15min de programação local da TV Cabrália – com o Balanço Geral sul-baiano, mas o mesmo sinal retransmitido por duas afiliadas acaba por prejudicar a afiliada itabunense, na avaliação de publicitários.

Tempo de leitura: < 1 minuto

O programa Se Liga Bocão, da TV Itapoan/Rede Record, ficou na vice-liderança do ranking nacional da Baixaria na televisão, perdendo apenas para o Pânico na TV, da RedeTV.

O ranking é elaborado de acordo com o número reclamações que os telespectadores brasileiros fazem no site www.eticanatv.org.br ou pelo Disque Câmara (0800 619 619).

Este foi o 18º Ranking da Baixaria na TV. Além dos dois programas, também figuram no ranking o Brasil Urgente (Bandeirantes), A Fazenda (Rede Record) e Chumbo Grosso (TV Goiânia).

De acordo com o movimento “Quem financia a baixaria é contra a Cidadania”, as denúncias contra os programas versam, principalmente, sobre conteúdo com forte apelo sexual, incitação à violência, apologia ao crime, desrespeito aos valores éticos da família e preconceito.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Embora as pesquisas apontem fatura liquidada em 3 de outubro, o ex-governador Paulo Souto disse crer que ainda há espaço para que as oposições cresçam e forcem um segundo turno na disputa ao Palácio de Ondina. Nesta terça, 31, o democrata concedeu entrevista ao Bahia no ar, na TV Itapoan/Record.
Para provocar um segundo turno, Souto fala em mostrar a realidade baiana aos eleitores nestes 30 dias que restam de campanha. Segundo ele, o candidato à reeleição, Jaques Wagner, teria paralisado projetos seus por pura “birra”, a exemplo de ações na área de segurança na capital baiana, e emendou com críticas aos setores da segurança pública e saúde. “Não adianta dizer que está construindo hospital novo”.
Ele faz críticas à derrubada de barracas e interrupção do projeto Orla, iniciado na sua gestão. “Prefeitura e governo do estado deveriam ter se preocupado com o drama social daquelas pessoas que trabalhavam naquelas barracas. Era preciso dar uma alternativa [aos barraqueiros]”.
Além de apontar a metralhadora giratória para o petista, o ex-governador admitiu que errou ao não investir na qualidade da educação nos períodos em que administrou a Bahia, dando preferência à inauguração de escolas de ensino médio. Ele também acredita que teria boas relações com a petista Dilma Rousseff, caso ela seja eleita presidenta.

Tempo de leitura: < 1 minuto
Final do Baianão: deu Vitória.

Ricardo Luzbel, do Bahia Notícias, revela que está intensa a disputa das principais emissoras de televisão pelos direitos de transmissão do Campeonato Baiano 2011. Há três anos, a Rede Record/TV Itapoan transmite os jogos do Estadual.

O contrato encerrou no último domingo e a TV Bahia/Rede Globo entrou na parada, oferecendo R$ 15 milhões à Federação Baiana de Futebol (FBF), para transmitir a competição em 2011, além de adiantar R$ 1 milhão a Bahia e Vitória. A TV Itapoan informou que cobre o valor da rede dos Magalhães.

Campeonato Baiano era produto dispensado até 2006, quando a TV Educativa transmitia os principais jogos do Estadual. E os ilheenses puderam assistir à conquista do Colo Colo – campeão estadual daquele ano -, sem precisar ir a Salvador.

Em 2007, as transmissões já foram compradas – a preços irrisórios – pela TV Itapoan. Com a entrada de patrocinadores com a Petrobras, o interesse das tevês baianas cresceu. E muito! Para os itabunenses, resta a dor de ver toda essa valorização e ter de assistir ao time disputando a Segunda Divisão em 2011. Ai, como dói…