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Felipe de PaulaFelipe de Paula | felipedepaula81@gmail.com

 

Uma Universidade de fato apropriada pelo povo pode promover revoluções inimagináveis. Tudo isso, por ser o que ela deve ser sempre: um Lugar de Arte.

 

Se questionado fosse a respeito de qual lugar a universidade deve ocupar, me atreveria a assinalar: um lugar de e da arte. Universidade, para muito além de distribuir diplomas e oferecer capacitação técnica, deve ser um espaço de capacitação humana. Independente da área de formação escolhida pelo estudante, o exercício e a fruição da arte se configuram como ações essenciais para o indivíduo contemporâneo.

Em tempos de uma vida cada vez mais acelerada, de mais atribuições e menos tempo disponível, não despendemos mais tempo para a contemplação. O ensinar e o aprender, outrora praticados com preciosismo, convertem-se em mera troca comercial a ser realizada com rapidez a fim de aumentar os ganhos. Trabalhemos por uma universidade onde se capacite um bom profissional, mas se transmitam também o respeito, o cuidado com o outro, a sensibilidade na formação. Tais atributos devem estar presentes em um bom médico, um bom advogado, um bom filósofo, um bom engenheiro, em qualquer profissional, em qualquer pessoa.

A universidade é lugar de produzir arte e de fruirmos arte. Na UFSB, temos logo no primeiro período letivo, como componente obrigatório para todas as áreas o Experiências do Sensível. A partir de um tema norteador, os estudantes são convidados a repensar e observar seu cotidiano sob uma perspectiva sensível, ligada à terra, à água, aos sons e aos saberes que formam seu território.

Exercícios expressivos, sob perspectiva artística, estimulam futuros engenheiros, médicos, professores, agrônomos e outros sujeitos em formação, a praticarem a contemplação produtiva em suas vidas. Como resultado, esperamos profissionais mais comprometidos, com uma perspectiva mais humanista e maior percepção de coletivo. Enquanto planejávamos o componente curricular, imaginávamos encontrar resistências entre os discentes. Encontramos, em sua absoluta maioria, emoções e depoimentos impressionados belo bem que tal prática oferece.

Universidade também é lugar de produção artística. De jovens (ou não) estudantes, ocuparem o campus com suas mais variadas formas de intervenção. Artes visuais, poesia, exposições fotográficas, teatro, música. Os estudantes do Bacharelado Interdisciplinar em Artes do Campus Jorge Amado (arte até no nome), turma noturna 2015.2, criaram e executam sob minha orientação o projeto Universarte.

Semanalmente o campus é tomado por apresentações nos intervalos das aulas. Bandas musicais, cantores solo e exposições fotográficas já tomaram o espaço universitário. Poesia, teatro e mais música ainda virão pela frente. Talentos diversos que fazem um papel fundamental para o sucesso de uma universidade: a comunidade acadêmica (ou não, afinal têm surgido visitantes externos para as apresentações) entender aquele espaço como dela. E uma Universidade de fato apropriada pelo povo pode promover revoluções inimagináveis. Tudo isso, por ser o que ela deve ser sempre: um Lugar de Arte.

Felipe de Paula é professor do Bacharelado Interdisciplinar em Artes da UFSB.

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Veridiano aprova parceria institucional de Ceplac e UFSB (Foto Pimenta).
Veridiano aprova parceria institucional de Ceplac e UFSB (Foto Pimenta).

O diretor regional do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Sintsef), José Carlos Veridiano, o Badega, elogiou a parceria institucional entre a Ceplac e a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) que resultou, entre outros avanços, na doação de um terreno onde será erguida a primeira etapa do patrimônio físico da universidade. A transferência da área de 37 hectares ocorreu na terça-feira (9).

De acordo com o sindicalista, a parceria vai permitir à Ceplac se reinventar como órgão fomentador do desenvolvimento regional. “A Ceplac, em sua atual configuração, já não consegue dar as respostas que um dia deu, embora ainda seja o principal órgão público com essa vocação na região. Por seu lado, a universidade ainda não dispõe dos meios e da expertise que nós temos, mas chega com um time de especialistas e com tecnologias que muito nos ajudarão em nossa missão”.

Segundo Badega, que é servidor da Ceplac, o terreno é uma pequena parte dentro de um grande arco de ações que resultarão, em breve, em mais desenvolvimento, mais empregos e melhores condições de vida para nossa região.

“Eu vejo, por exemplo, o atendimento ao produtor – de um público específico – por meio de videoconferência, a partir da tecnologia de banda larga que a UFSB está trazendo. Mas vejo também professores, estudantes e nossos pesquisadores interagindo em busca de soluções para os problemas do cacau e das demais culturas que estiverem sendo desenvolvidas aqui”.

AVANÇOS

Badega lembra que ainda durante governo do hoje ministro da Defesa Jaques Wagner, ele, juntamente com outros ceplaqueanos, se reuniram por algumas vezes com o então governador, para tratar da parceria com a USFB, da reestruturação da Ceplac e posterior realização de concurso para contratação de pessoal.

Ele observa que esse esforço levou o mundo político a referendar a modernização da Ceplac, em forma de assinatura de um pedido conjunto, pelos deputados estaduais da Bahia, de sua reestruturação e a posterior realização do concurso. “Então, essa parceria Ceplac/UFSB tem sido benéfica e vai nos ajudar enquanto instituição, mas trará um resultado muito mais expressivo para o desenvolvimento regional”, declara José Carlos Veridiano.

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Reitor Naomar Almeida em solenidade que assegurou terreno para a UFSB (Foto Josivaldo Dias-SecomBA).
Reitor Naomar Almeida em solenidade que assegurou terreno para a UFSB (Foto Josivaldo Dias-GovBA).

O processo de consolidação da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) avançou com a assinatura, nesta terça-feira (9), do Termo de Cessão de um terreno da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), órgão do Ministério da Agricultura. A área de 37 hectares, localizada em Ilhéus e parte em Itabuna, vai ser utilizada para a instalação da reitoria e do campus Jorge Amado.

A área, como o PIMENTA mostrou no sábado (6), abrigará laboratórios, salas de aulas e demais estruturas do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências, do Centro de Formação em Tecnociências e o Centro de Formação em Agroflorestais.

O secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Manoel Mendonça, que representou o governador Rui Costa na solenidade, destacou ser “este um momento histórico para o sul da Bahia, já que a educação é o caminho para a retomada do desenvolvimento regional”.

AÇÕES INTEGRADAS

Para o reitor da UFSB, Naomar Almeida, a cessão do terreno pela Ceplac vai agilizar a instalação dos equipamentos, incluindo um polo de tecnologia. “A universidade tem um papel fundamental no desenvolvimento socioeconômico do sul da Bahia”, afirmou, defendendo ações integradas pelos governos federal e estadual e a sociedade organizada, a exemplo do Programa Todos pela Educação, que tem a UFSB como parceira.

Para a reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Adélia Pinheiro, a UFSB e a Uesc vão somar esforços para superar os desafios. Estes desafios, disse, “passam por um período de transformações em que a cultura do cacau é importante, mas inclui setores como serviços, tecnologia e agroindústria, gerando um modelo de desenvolvimento sustentável”.

Já o prefeito de Ibicaraí e presidente da Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc), Lenildo Santana, destacou a união em torno de “um projeto que trabalha por uma educação universalizada e de qualidade, do ensino fundamental ao ensino superior, que resulta em inclusão social e oportunidades para todos”.

Além da área cedida pela Ceplac, a Universidade Federal do Sul da Bahia vai dispor de mais 40 hectares doados pela Prefeitura de Itabuna e outros 40 hectares pela Prefeitura de Ilhéus, totalizando 117 hectares para o campus Jorge Amado.

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Juvenal, da Ceplac, e o reitor da UFSB, Naomar Almeida.
Juvenal, da Ceplac, e o reitor da UFSB, Naomar Almeida.
Áreas da Ceplac que serão doadas para a UFSB (Clique para ampliar).
Áreas da Ceplac que serão doadas para a UFSB (Clique para ampliar).

Será concretizada durante solenidade na terça-feira (9), a doação do terreno onde será construída a primeira etapa da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) vai formalizar a doação, pela Ceplac, de uma área de 37 hectares. Após a solenidade, a universidade deve lançar o edital de licitação para a construção dos módulos.

Nessa área vão funcionar o Centro de Formação em Ciências e Tecnologias Agroflorestais e o Centro de Formação em Tecnociências e Inovação, além de outros equipamentos do campus Jorge Amado.

De acordo com o reitor da UFSB, Naomar Almeida, esse evento vai marcar o lançamento do plano diretor ambiental e de construções do patrimônio físico da universidade. “Com isso, já vamos poder desencadear os processos licitatórios que, por sua vez, necessitam dos projetos arquitetônicos, também já encaminhados”.

O superintendente da Ceplac, Juvenal Maynart, que encaminhou a doação, não vê prejuízos para a instituição. Pelo contrário, enxerga uma volta por cima para a Ceplac. “O que está ocorrendo é uma mudança de paradigma, com a Ceplac saindo de uma condição de estagnação institucional para a de sócia e artífice de um novo ciclo de desenvolvimento regional”.

DESAPROPRIAÇÃO SEM FIM

Como era até previsível, embora a construção do campus comece por Ilhéus, nada tem a ver com a doação prometida pelo município que foi levado ao mundo pelo patrono da universidade. Assim como o colega Claudevane Leite, prefeito da terra onde nasceu Jorge Amado, Jabes Ribeiro ainda não concretizou a parte que lhe cabe – doar – nesse pequeno latifúndio. O processo de desapropriação segue – sem fim – nas terras de Jorge.

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Felipe de PaulaFelipe de Paula | felipedepaula81@gmail.com

Vivemos, com a tecnologia, uma contradição. Embora produzamos um sem número de imagens, não dedicamos tempo à contemplação. Esta, se surge, é rapidamente substituída por uma nova imagem – antes mesmo de a anterior ser fixada e fruída.

Na última semana acompanhei uma apresentação do espetáculo Cine Incidental, do Teatro Popular de Ilhéus. Encenado na sede da associação de moradores de um bairro popular da cidade, o espetáculo consiste na projeção de dois filmes de Chaplin acompanhado de trilha sonora executada ao vivo por músicos que se revezam em diversos instrumentos. O humor atemporal de Chaplin, em conjunto com a sensibilidade dos músicos, torna o Cine Incidental uma bela experiência de ser contemplada.

Durante a exibição, contudo, foi a plateia que chamou minha atenção. Uma garota, aparentando 11 ou 12 anos, demonstrava estar se divertindo bastante e assistia atentamente ao espetáculo – pela tela de seu celular. Não apenas assistia, ela gravava a apresentação na íntegra! Como já conhecia o espetáculo, fiquei observando-a por algum tempo. Vez ou outra seu bracinho cansava e tremia a filmagem. Imediatamente ela corrigia e voltava a enquadrar a cena. Pensei: se o espetáculo era digno de ser gravado, por que não simplesmente apreciá-lo?

A lógica capitalista contemporânea parece impelir todos ao acúmulo. Não apenas o acúmulo de riquezas materiais, mas também ao acúmulo de experiências. E, num tempo em que as tecnologias seduzem e parecem facilitar as ações humanas, podemos poupar a memória e acumular arquivos digitais de sentimentos e sensações. Mesmo que nunca os resgatemos. Apenas o prazer momentâneo de registrar – dominar? – aquele momento, já basta. A contemplação é substituída pelo registro, a lembrança é substituída pela memória (digital).

A contemporaneidade parece sublimar a figura do flâneur. Surgida na obra de Baudelaire, a expressão francesa remete ao observador, ao “vagabundo” que dedica sua vida à contemplação do cotidiano. Vagabundo surge entre aspas por ser um contraponto à lógica produtivista e acumuladora que a modernidade instaurou. Vivemos, com a tecnologia, uma contradição. Embora produzamos um sem número de imagens, não dedicamos tempo à contemplação. Esta, se surge, é rapidamente substituída por uma nova imagem – antes mesmo de a anterior ser fixada e fruída.

Valorizemos as tecnologias, contudo dediquemo-nos a reeducar o olhar. A vida é acelerada, mas é passível de ser contemplada. O projeto pedagógico da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) propõe que seus calouros experimentem a educação do sensível. Muitos chegam à universidade em busca de uma relação utilitarista e acumulativa com o saber. Já no primeiro quadrimestre de estudos, todos frequentam o componente curricular Fórum Interdisciplinar: experiências do sensível.

Neste espaço, os estudantes são convidados a refletir e a observar o mundo que os cerca, suas famílias, comunidades, região e a expressar sua visão sobre estes. Esta expressão surge através de relatos, textos, desenhos, pinturas, gravações ou no suporte que pareça mais adequado. Mas independente disso, as ações surgem da obrigação curricular de contemplar: a natureza, o território, os sons, as imagens. O interdisciplinar do título significa que todos devem passar por essa experiência. Espera-se com isso, num futuro não muito distante, artistas mais sensíveis, professores mais cuidadosos, mas também médicos mais humanos, engenheiros mais compassivos.

Espera-se com isso, uma sociedade que sabe valorizar o que tem de mais importante. Suas pessoas. Tudo isso por meio da da educação. A educação do olhar.

Felipe de Paula é professor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

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Reitor da UFSB, Naomar Almeida, explica detalhes do projeto (Foto Águido Ferreira).
Reitor da UFSB, Naomar Almeida, explica detalhes do projeto (Foto Águido Ferreira).

Domingos Matos
Representantes da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) começaram a discutir aspectos da parceria entre as duas instituições, especialmente em relação ao início das obras do campus Jorge Amado e do Parque Tecnológico do Sul da Bahia. O evento, realizado no auditório da Ceplac, serviu para apresentar as instalações do órgão aos novos professores da UFSB, assim como também para detalhar a parceria das duas instituições a representações do funcionalismo da Ceplac.
O professor Naomar Almeida, reitor da UFSB, observa que lei que criou a universidade trouxe algumas exigências, sendo a principal delas a de que a reitoria deverá ser no município de Itabuna. Com a doação de dois terrenos, pelos municípios de Itabuna e Ilhéus, e a parceria com a Ceplac, que garantiu, por exemplo, a cessão de uma área de 37 hectares, a UFSB já planeja o início das obras do campus Jorge Amado e do Parque Tecnológico para o próximo ano.
O reitor afirma que a escolha da área geográfica mais próxima à Ceplac é estratégica. Como determina a lei, a reitoria será construída em solo itabunense e o campus Jorge Amado vai utilizar as áreas doadas pelos dois municípios e se conectar com a estrutura existente no órgão, a exemplo dos laboratórios do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec).
– Na região existem muitos equipamentos de construção do conhecimento, que são agregados pela Ceplac, fundamentalmente. Isso representa um enorme potencial para a nossa universidade mais rapidamente começar produzir conhecimento e tecnologia e ajudar a redinamizar a região – define Naomar Almeida.
Já o superintendente da Ceplac, Juvenal Maynart, definiu a chegada da universidade nessa parceria com a Ceplac. “A UFSB nos ajudará no nosso processo de modernização, enquanto nós a ajudamos no processo de amadurecimento institucional. Em breve, essa região terá uma bela constelação, e poderá retomar, agora em bases sustentáveis, seu desenvolvimento, depois de mais de duas décadas de estagnação”.
INÍCIO DAS OBRAS
A vice-reitora Joana Angélica Guimarães afirma que o cronograma de construção do campus Jorge Amado se inicia a partir da contratação, nos próximos meses, das empresas que vão elaborar todos os projetos, até o fim do primeiro semestre de 2015. “Com todos os projetos prontos, vamos iniciar o processo licitatório para, ainda em 2015, no segundo semestre, iniciar as obras”.
A visita de terça-feira contou ainda com a participação do professor da faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Sérgio Erkeman, que será o responsável pelo projeto arquitetônico do campus Jorge Amado e dos demais campi da UFSB.
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UFSB abre novo concurso para professor (Foto Gabriel Oliveira).
UFSB abre novo concurso para professor (Foto Gabriel Oliveira).

A Universidade Federal do Sul da Bahia abriu ontem (6) período de inscrição em concurso público para contratar 23 professores adjuntos.
A universidade exige dedicação exclusiva e oferece remuneração de R$ 8.344,64 (salário básico de R$ 3.804,29 mais R$ 4.540,35 como retribuição por titulação de doutorado.
Os professores aprovados em concurso serão distribuídos entre os campi de Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas. As inscrições serão encerradas em 10 de novembro.
O interessado deve efetuar inscrição pela internet. A taxa foi fixada em R$ 300,00.

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Campus e reitoria da UFSB em Itabuna (Foto Pimenta).
Campus e reitoria da UFSB em Itabuna (Foto Pimenta).

Alunos do campus itabunense da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) têm que bater perna pela BR-415 para chegar à sala de aula. Isso, porque as empresas de ônibus deixam os estudantes pelo caminho, na primeira entrada de Ferradas no sentido Ibicaraí. O problema é maior à noite e expõe os estudantes a risco. Além disso, motoristas têm se negado a parar no ponto de ônibus do Centro Comercial.
Como se não bastasse, os alunos estão reclamando que a Associação das Empresas de Transporte Urbano (AETU) cobra taxa de R$ 33,00 por segunda via do cartão de passe do estudante. É quase o dobro do que cobram as empresas de transporte coletivo em Ilhéus e 60% mais do que cobra a Rota Transportes na linha Itabuna-Uesc (Universidade Estadual de Santa Cruz).
Os alunos estão revoltados com o tratamento da São Miguel e da Expresso Rio Cachoeira e prometem manifestação.

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Geraldo Simões 3Geraldo Simões

O então ministro da Educação, Aloizio Mercadante, chegou a anunciar, num encontro de reitores, que a reitoria da UFSB seria em Porto Seguro. Fizemos gestões junto ao ex presidente Lula e à presidente Dilma, além do governador Jaques Wagner, para que Itabuna ficasse com a reitoria, o que de fato aconteceu.

O Sul da Bahia vive um dia histórico nesta segunda-feira, 8 de setembro, com duas importantes conquistas: o início das atividades da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), no campus Jorge Amado, em Itabuna, que também é a sede da reitoria; e o anúncio, pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e pelo governador Jaques Wagner, da licitação para a realização das obras de duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna.
A Universidade Federal do Sul da Bahia começou a ganhar corpo em 2003, quando, como prefeito de Itabuna,  solicitamos a implantação de uma universidade federal em Itabuna ao então presidente Lula. Em 2004, chegou-se a ventilar a implantação de um campi da Universidade Federal da Bahia (Ufba), como foi eleito outro candidato, este não se interessou pela proposta.
Como deputado federal, iniciamos a mobilização junto à bancada baiana no Congresso Nacional para que a reitoria e o campus principal fossem em Itabuna, ação retomada assim que tomamos conhecimento de que a presidenta Dilma Rousseff pretendia implantar uma universidade federal no Sul da Bahia.
O então ministro da Educação, Aloizio Mercadante, chegou a anunciar, num encontro de reitores, que a reitoria da UFSB seria em Porto Seguro. Fizemos gestões junto ao ex presidente Lula e à presidente Dilma, além do governador Jaques Wagner, para que Itabuna ficasse com a reitoria, o que de fato aconteceu.
Participamos na Câmara dos Deputados e acompanhamos no Senado, todo o processo que culminou na sanção da presidente Dilma, criando a universidade que hoje dá seus primeiros passos. Certamente, se consolidará como umas das principais instituições de ensino superior do país, beneficiando milhares de jovens sul-baianos e criando em torno de si toda uma cadeia que impulsiona a economia nas cidades em que ela está inserida.
A duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna é a consolidação de um sonho de várias décadas e terá impacto positivo nas duas maiores cidades do Sul da Bahia, que, longe de serem rivais, se completam em suas atividades socioeconômicas e em suas potencialidades
Desde nosso mandato como deputado estadual, na década de 90, como líder da bancada do PT, trabalhamos por essa obra. Mas, infelizmente, apesar de sucessivas promessas,  a proposta foi ignorada pelos sucessivos governos calistas, incapazes de compreender a importância da duplicação e de retribuir o muito que essa região contribuiu com o estado nos tempos em que o cacau era a base da economia baiana.
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Aulas na UFSB começam na próxima segunda em Itabuna (Foto Gabriel Oliveira).
Aulas na UFSB começam na próxima segunda em Itabuna (Foto Gabriel Oliveira).

A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) divulgou hoje a primeira chamada dos aprovados para os Colégios Universitários (CUNIs). São 330 nomes para os colégios nos municípios de Coaraci, Ibicaraí, Ilhéus, Itabuna, Itamaraju, Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália e Teixeira de Freitas.
CONFIRA APROVADOS EM 1ª CHAMADA
A matrícula deve ser efetivada na quarta ou quinta (dias 3 e 4), das 13h às 17h. A seleção dos alunos foi feita mediante notas obtidas pelos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 ou 2013.
As aulas da UFSB começam na próxima semana. Em Itabuna, a aula inaugural será proferida pelo ministro da Educação, José Henrique Paim, no campus Jorge Amado, em Ferradas, no trecho Itabuna-Ibicaraí da BR-415.
Além das 330 vagas oferecidas nos colégios universitários, 720 alunos foram aprovados por meio do Sistema Unificado de Seleção (Sisu) do segundo semestre.

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Reitoria da Ufsb foi instalada em Itabuna em setembro do ano passado (foto Pimenta).
Reitoria da UFSB foi instalada em Itabuna em setembro do ano passado (Foto Pimenta).

D’ A Região
As aulas na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) começam no dia 8, de acordo com a reitoria. A abertura do semestre letivo, no campus de Itabuna, em Ferradas, terá participação do ministro da Educação, José Henrique Paim.
As aulas começarão dentro do prazo anunciado pelo governo federal e o reitor da UFSB, Naomar Monteiro, quando da instalação da universidade, em setembro do ano passado.
A UFSB começa seu primeiro semestre letivo com 720 alunos nos campi de Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas, além de outros 330 estudantes matriculados nos colégios universitários.
As vagas nos colégios serão distribuídas por Itabuna, Ilhéus, Coaraci, Ibicaraí, Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália, Itamaraju e Teixeira de Freitas. Para concorrer, o aluno deve ter feito o Enem 2012 ou 2013. A inscrição vai até o dia 31.
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Felipe de PaulaFelipe de Paula | felipedepaula81@gmail.com

A Universidade Federal do Sul da Bahia, que recebe seus primeiros estudantes no mês que vem, propõe uma formação diferenciada. A centralidade está no estudante.

Lembro-me de, há alguns anos, estar no meio de uma aula na universidade e perceber uma estudante com o celular apontado para mim, filmando minha explicação. Ao ser “flagrada” ela pareceu bastante tímida e foi logo se desculpando. Interrompi as explicações e disse: tudo bem, pode gravar. É até bom que, em caso de dúvidas, pode rever alguma explicação.
Depois de algum tempo e de atentar para falas de alguns colegas docentes, percebi o motivo da preocupação demonstrada pela estudante após ter seu ato notado: muitos professores se incomodam com a ideia de sua aula ser gravada.
Recentemente, ouvi professores se queixarem da ideia de terem suas aulas registradas. Poderiam, entre outros argumentos, não “estar inspirados” naquele dia. Ora, independente das tecnologias envolvidas, onde fica então o planejamento? Onde ficam os objetivos da ação educativa?
Particularmente, creio que a função de um professor (em sala ou fora dela) deva ser orientar a obtenção da maior quantidade de conhecimento possível para o maior grupo possível de estudantes. Não há sentido no conhecimento para poucos. A universidade não é um panteão para privilegiados detentores do saber. Ela deve ser um espaço de fronteiras cada vez mais alargadas – assim como os conhecimentos que ela propaga.
E, nesse processo, o centro nunca deve ser no professor. O centro é o estudante. No mundo repleto de tecnologias em que vivemos, não vejo o menor sentido em negar a um estudante que faltou a uma aula a chance de assisti-la em casa. Ou proibir aquele que não entendeu bem de ouvir novamente a explicação.
Toda celeuma em torno da presença da tecnologia em sala – seja gravando aula ou servindo de fonte de pesquisa – passa, no meu entendimento, por um processo de insegurança dos docentes. É mais simples “controlar o ambiente” e repetir o mesmo conteúdo por sucessivos períodos letivos. O estudante com visão ampliada, com as paredes da sala de aula derrubadas, representa sempre um desafio maior, um “incômodo” para muitos docentes.
A Universidade Federal do Sul da Bahia, que recebe seus primeiros estudantes no mês que vem, propõe uma formação diferenciada. A centralidade está no estudante. Todos terão suas formações baseadas em pedagogias ativas. A tecnologia é uma parceira e uma edificadora do aprendizado e não uma inimiga.
A sociedade contemporânea exige que sejamos todos educadores (e consequentemente aprendizes). Que bom que cada vez mais as “novas” tecnologias estão sendo aproveitadas. O papel e a caneta que os estudantes utilizavam são tecnologias. O papel evoluiu, o caderno evoluiu. Qual o pecado em, ao invés de copiar, fotografar o quadro? Gravar o áudio de uma explicação ou filmar uma aula? A sociedade mudou. A relação com o conhecimento mudou. O modo de aprender mudou. O modo de ensinar, também. Aprendem aqueles que ensinam. Estejamos todos dispostos a aprender.
Felipe de Paula é professor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

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UFSB divulga resultado de concurso público (Foto Pimenta).
UFSB divulga resultado de concurso público (Foto Pimenta).

As listas de aprovados nos concursos das universidades federais do Sul da Bahia (UFSB) e do Oeste da Bahia (Ufob) foram divulgadas nesta quarta-feira.
São 247 vagas para assistentes técnicos-administrativos nas duas instituições, sendo 155 na Ufob e 92 na UFSB, nos níveis médio e superior. O concurso foi elaborado e aplicado pela Ufba, universidade tutora das duas novas instituições federais.
Os aprovados para a UFSB serão convocados para trabalhar nos campi de Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas, conforme opção feita no período de inscrição no concurso.
CONFIRA RESULTADO DA UFSB
CONFIRA RESULTADO DA UFOB
Já as vagas para a Ufob, foram oferecidas para os campi de Barreiras (onde funcionará a reitoria), Barra, Bom Jesus da Lapa, Luís Eduardo Magalhães, Santa Maria da Vitória.
AULAS EM SETEMBRO NA UFSB
As aulas na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) estão previstas para começar em setembro. As primeiras turmas começaram a ser formadas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). São 720 vagas nos três campi, sendo 240 para cada um deles.

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Naomar Almeida comemora primeiros resultados da UFSB com o Sisu.
Naomar Almeida comemora primeiros resultados da UFSB com o Sisu.

O reitor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Naomar Almeida, informou há pouco que 16.321 estudantes se inscreveram para disputar as 720 vagas oferecidas pela instituição no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). As vagas são divididas, igualitariamente, entre os campi de Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas.
Das 16,3 mil inscrições, exatamente 9.804 escolheram os campus Jorge Amado (Itabuna), sendo 6.328 inscrições para a primeira opção.
– Teremos os dados mais refinados amanhã, mas tudo indica que este contingente é majoritariamente formado por jovens nativos da região – disse Naomar.
Segundo o reitor, as parciais de ontem indicam que a disputa por vagas nos bacharelados interdisciplinares na área de Saúde elevou a nota média a 700 pontos.
A área de licenciaturas registrou 5,6 mil inscrições, sendo 3.367 delas em Itabuna.
Os resultados da primeira chamada do Sisu de meio de ano serão divulgados amanhã. A matrícula para os convocados deverá ser feita na segunda ou terça (dias 9 e 10).
O Sisu ofereceu mais de 51 mil vagas nesta edição de meio do ano, sendo mais de 2,6 mil na Bahia, onde outras cinco instituições ofereceram vagas em cursos de graduação por meio deste sistema de seleção.