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Seleção do Rádio no início da década de 80, na antiga Desportiva (Foto Arquivo Aleilton Oliveira).
Seleção do Rádio no início da década de 80, na antiga Desportiva (Foto Arquivo Eilton Oliveira).

Funcionário aposentado do Banco do Brasil, Eilton Oliveira coleciona fotos raras dos tempos em que atuava no rádio grapiúna, junto com figuras como o hoje publicitário Sílvio Roberto. Uma dessas raridades é a imagem acima. Foi clicada no início dos anos 80, na antiga Desportiva, segundo o jornalista Valdenor Ferreira. Nela, estão grandes craques do rádio itabunense.

“O uniforme é da equipe da Rádio Jornal, mas reunia colegas de outras emissoras. Formávamos a Seleção do Rádio”, diz Sílvio Roberto, que não aparece na foto, mas jura que jogava um bolão.

A ordem dos craques (da comunicação) na foto é a seguinte:

Em pé, a partir da esquerda, aparecem Jorge Eduardo, Orlando Cardoso, Lucílio Bastos, Nivaldo Reis, Cacá Ferreira, Eduardo José e Welington Oliveira.

Agachados, a partir da esquerda, estão Valdenor Ferreira, Valter Barbosa, Jota Borges, Henrique Queiroz, Eilton Oliveira (o colecionador de raridades e hoje em Brasília) e o grande Biro-Biro.

Muitos deles já estão em um outro plano, mas deixaram exemplo de profissionalismo e de domínio do microfone, a exemplo de Lucílio Bastos e Jorge Eduardo.

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walmirWalmir Rosário | wallaw1111@gmail.com

Trabalhamos juntos em algumas oportunidades, inclusive na Divisão de Comunicação da Ceplac (Dicom), onde exerceu a chefia num dos períodos mais conturbados da política brasileira: a volta do país à democracia. Com sua experiência, sabia desarmar os espíritos, conquistar novos amigos.

Do alto de sua sabedoria, o jornalista e escritor Antônio Lopes costuma nos ensinar que começamos a desconfiar que estamos ficando mais velhos quando os nossos amigos vão nos deixando. E nos deixando de vez, partindo desta para a melhor, como costumam dizer as pessoas chegadas aos elogios fáceis e gratuitos para consolar as famílias e os amigos do de cujus.
E essa constatação vai ficando mais presente nas pessoas de minha geração. Desaparecem os amigos de infância e os que conseguimos fazer durante os anos, seja m na escola, no trabalho, nas atividades de lazer, nas mesas de botecos. Não importa, chegada a hora, vencida a obrigação, o sujeito tem de adimplir o contrato firmado com o Pai Eterno. Podemos, até, resmungar que não seria chegada a hora, mas não importa, a morte é implacável.
Nesta sexta-feira (15) chegou o dia aprazado de Eduardo Anunciação. E ele teimou em não cumprir o aprazado, relutando em fazer a última viagem, ficando mais um tempo por aqui. Teimoso como ele só, buscou a ajuda médica, passou por cirurgia, relutou ao ócio durante o restabelecimento, continuou a trabalhar até não mais aguentar.
Essa atitude é própria da natureza do jornalista que preza sua profissão, na maioria das vezes remando na contracorrente, por se colocar – de forma intransigente – contra a intolerância, se indignando contra as desigualdades. Como dizia Voltaire, “Eu posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-la”.
E assim Eduardo Anunciação viveu seus 67 anos na plenitude dos seus direitos. Agitador, sim, esse seria o melhor adjetivo para qualificá-lo. Sim, pois antes do jornalismo foi líder estudantil, vereador, agitador cultural, jornalista. Essa foi a sua trajetória, que está gravada na mente de seus contemporâneos e registrada nos veículos de comunicação.

Eduardo Anunciação.
Eduardo Anunciação.

Como vereador, inovou ao se eleger com apenas 18 anos por um partido de direita, a Arena, embora tenha dedicado seu mandato às causas de Itabuna, principalmente à cultura. Junto com figuras de sua idade – ou poucos mais velhos – promoveram, nos fins dos anos 1960 e início de 70 a maior revolução cultural de Itabuna.
No mesmo grupo, Eduardo Anunciação, Jorge Araujo, Roberto Junquilho, Chiquinho Briglia, Maria Antonieta, dentre outros promoveram, cada um na sua especialidade, ações culturais nas mais diversas expressões artísticas, colocando Itabuna no circuito cultural brasileiro. Nessa época, contávamos com o Teatro Estudantil Itabunense (TEI), o Teatrinho ABC, exposições de arte plásticas, eventos literários e o jornalismo em plena ebulição.
Em todas essas manifestações lá estava Eduardo Anunciação, o Gaguinho, com sua voz rouca, porém ouvida. Aqui, era amigo de toda a turma da cultura, desde os iniciantes no teatro, na música, na literatura, como aos já consolidados, a exemplo do nosso poeta maior: Firmino Rocha, autor de O Canto do Dia Novo, Momentos e o mais conhecido de todos Deram um Fuzil ao Menino, que se encontra gravado numa placa de bronze na sede da Organização das Nações Unidas (ONU).
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daniel_thameDaniel Thame | danielthame@gmail.com

É possível dizer que mudou sem mudar, porque ao longo deste um quarto de século, continua sendo o que sempre se propôs a ser: uma televisão com a cara e as cores do Sul da Bahia, com uma profunda identidade regional.

O mês era dezembro e o ano era 1987.

Em Itabuna, todas as cores no ar anunciavam a chegada de uma nova estação. Não era o verão.

Quem chegava -e lá se vão 25 anos- era a TV Cabrália, primeira emissora de televisão do interior do Norte/Nordeste, não apenas uma repetidora da programação da Rede Manchete, a quem era afiliada.

Mas uma emissora com programação própria, vida própria e, principalmente, com a alma do Sul da Bahia.

A chegada de TV Cabrália, como era de se esperar, gerou expectativa e euforia, numa civilização orgulhosa de seu fruto de ouro e de ter forjado o próprio desenvolvimento.

O fruto de ouro, dois anos depois, perderia seu brilho, esplendor e pujança por conta de uma doença com poderes de bruxa malvada.

A TV Cabrália, símbolo daquele tempo, atravessou sobressaltos, mas resistiu ao apocalipse econômico e social  que as bruxarias provocaram, fez história. E que história.

Começou como afiliada da Rede Manchete, depois SBT e, adquirida pela Igreja Universal do Reino de Deus, passou pela Rede Record, teve uma incipiente fase na Rede Mulher e hoje integra a Record News.

É possível dizer que mudou sem mudar, porque ao longo deste um quarto de século, continua sendo o que sempre se propôs a ser: uma televisão com a cara e as cores do Sul da Bahia, com uma profunda identidade regional.

Gestada pelo espírito empreendedor do Dr. Luiz Viana Filho e que ganhou forma nas mãos do visionário Nestor Amazonas, a TV Cabrália, além de acompanhar os principais acontecimentos e se envolver nas grandes causas sulbaianas nestes 25 anos, foi uma espécie de escola de profissionais de televisão, profissão até então inexistente por essas plagas amadianas e/ou pragas vassorianas, com o perdão do trocadilho irresistível. Leia Mais

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Celina Santos comanda a redação da Contudo

A revista Contudo, do grupo Diário Bahia, estreia neste sábado, 15, com uma edição que promete causar  muito burburinho no meio político itabunense. Entre os destaques da publicação editada por Valdenor Ferreira, e que tem com chefe de redação a competente jornalista (e gente boníssima) Celina Santos, estão entrevistas com Gilson Nascimento e Antônio Vieira, ex-secretários do governo Azevedo.

Nascimento fala sobre os motivos que o levaram a deixar a administração municipal, avalia a atuação do secretário da Fazenda, Carlos Burgos (tido como prefeito de fato), e ainda menciona os atritos que teve com a secretária particular do prefeito, Joelma Reis. Vieira aborda a crise da saúde, a dívida deixada pelo ex-prefeito Fernando Gomes no setor e projeta uma possível candidatura em 2012.

A revista traz ainda diversas colunas, como as de Daniel Thame, Ramiro Aquino, Marco Wense, Valério Magalhães, Betânia Macedo e Manuela Berbert, a mulher dos babadões.