Juvenal apostou na Ceplac do futuro, quando a grande maioria dos servidores e até dos produtores só pensavam no passado. Seu maior acerto foi entender “o espírito do tempo”, como sempre diz. “A pessoa, o gestor, que não entende o espírito de seu tempo, já começa derrotado, porque é uma força invencível. Você só vence se aliando ao seu tempo, a esse sentimento de uma geração”, afirma.
Os sinais, diz, já estavam à mostra, ficaram evidentes com a Primavera Árabe e se materializaram, no Brasil, em 2013. “Mudou a forma de fazer gestão pública, e quem não entendeu se deu muito mal. Escolhi desenvolver o novo, e isso ficou claro quando associei a Ceplac à Universidade Federal do Sul da Bahia, e com a iniciativa da criação do Parque Tecnológico do Sul da Bahia, da Ceplac/UFSB/UESC e IFs”, observa.
A ida à direção deu oportunidade de promover uma transformação mais profunda no órgão. Quando assumiu, a Ceplac já havia sido transformada em departamento, e perdido a condição de órgão singular – Decreto 8.852/2016.
“O legado que eu deixo é nada menos do que a singularidade de volta, a organização da cadeia produtiva, junto com os outros atores – indústria e produtores. Mas essa é a parte que está no Diário Oficial, é tangível, assim como o fato de a Ceplac ser o órgão que cuidará de Sistemas Agroflorestais no país. Mas tem algo maior, que é intangível: a credibilidade junto aos organismos internacionais, que voltaram a ver o Brasil como um país produtor que merece fazer parte do grande jogo, novamente”.
Do “tangível”, fica a nova estruturação institucional. A Medida Provisória 870 determina o retorno da Ceplac ‘como órgão singular autônomo’. O decreto nº 9.667 criou cinco novos cargos em sua estrutura de direção, voltados para o fomento de projetos e parcerias estratégicas, e a Medida Provisória 870 deu à Ceplac novas funções e cargos na sua estrutura. Fortaleceu as bases da pesquisa e extensão, com foco na implantação de sistemas agroflorestais, que vão garantir a sustentabilidade futura da lavoura cacaueira.
Juvenal, como sempre faz em seus discursos, dirige um poema ou citação, que traduz o que ele realmente pensa daquilo que trata. Por sua exoneração, mandou à reportagem trecho do poema “Padrão”, de Fernando Pessoa:
“PADRÃO
O esforço é grande e o homem é pequeno.
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
Este padrão ao pé do areal moreno
E para diante naveguei.
A alma é divina e a obra é imperfeita.
Este padrão sinala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O por-fazer é só com Deus. (…)”
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Tomara que assuma alguém que entenda a lavoura cacaueira. De preferência, um produtor.
Juvenal é um homem que merece o respeito e o reconhecimento de todo o Sul da Bahia!!!
Aí para acabar om tudo isso que foi construido/recostruido, querem enfiar Orlando filho lá, coitada da ceplac se realmente for parar nas mãos desse senhor.