
Cerca de 100 homens da Polícia Civil baiana cumprem,nesta manhã de quinta (25), em Barreiras, no oeste do Estado, 30 mandados de prisão, conduções coercitivas e de busca e apreensão de documentos contra grupos organizados de grilagem de terras. De acordo com o Tribunal de Justiça da Bahia, os golpes superam os R$ 30 bilhões.
A Operação Oeste Legal é realizada também nos estados do Mato Grosso e Paraná e são desenvolvidas pelo Tribunal de Justiça baiano, em conjunto com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ)..
Além da Vara do Crime Organizado, a Corregedoria das Comarcas do Interior do TJBA participa com a ação do juiz corregedor Márcio Braga, acompanhado de dois servidores, nos cartórios extrajudiciais de Barreiras, onde eram realizadas fraudes de documentos. Também foram expedidos mandados judiciais para os órgãos públicos Inema, Ibama e Incra.
O grupo investigado atuava com grilagem de terras no município de Formosa do Rio Preto, também no Oeste. Usando documentos fraudulentos, após conseguirem transferir as terras para os nomes de pessoas e empresas ligadas ao grupo, os criminosos faziam operações bancárias e financeiras, dando as terras como garantia. Em seguida, após receberem milhões nas transações, repetiam o procedimento utilizando novos documentos forjados.
CELERIDADE
A Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa da Comarca de Salvador, chamada de Vara do Crime Organizado, foi instalada em março deste ano, em solenidade que contou com a presença da presidente do tribunal, desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago.
A nova unidade judicial que, apesar de sediada em Salvador, tem jurisdição em todo o estado, surgiu a partir do trabalho desenvolvido por órgãos públicos no Programa Pacto pela Vida. O objetivo é dar mais celeridade aos julgamentos, por juízes especializados, dos crimes promovidos por grupos de organizações criminosas.

















Uma resposta
Mais tem quem ache pouco, pois vivem lutando para mais pessoas terem acesso as armas de fogo.