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Senado deve votar proposta nesta semana | Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Senado pode votar nesta semana, em primeiro turno, a proposta de emenda à Constituição que aumenta o repasse da União às prefeituras por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O projeto, cuja discussão em plenário começa nesta terça-feira (5), determina a elevação de um ponto percentual no fundo entregue aos estados e municípios, oriundo das arrecadações do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

A distribuição dos recursos será alterada de 49% para 50%, e o novo repasse será feito em setembro de cada ano. De acordo com os defensores da proposta, os municípios, historicamente, recebem os menores valores em setembro e outubro devido à restituição do Imposto de Renda dos contribuintes. Se aprovado em dois turnos, o texto segue para análise dos deputados. Esta é a quarta PEC que tramita sobre o tema: em 1997, 2007 e 2014, os parlamentares já aprovaram emendas que aumentaram o percentual de 47% para 49%.

Ao defender a aprovação, o senador Armando Monteiro (PTB-PE), relator do texto, citou as razões do aumento das despesas e da queda real na transferência do FPM para os municípios, como pisos salariais de determinadas categorias e a retração do Produto Interno Bruto entre 2014 e 2016.

“A sazonalidade dos repasses do Fundo prejudica a gestão administrativa dos municípios, que não sabem se podem expandir a prestação de serviços públicos na ausência de fontes estáveis de financiamento. A dificuldade em atender à demanda da sociedade por mais e melhores serviços é ainda mais acentuada na atual conjuntura econômica, na qual, em face da redução da renda familiar, as famílias têm trocado a escola particular pela pública e os planos de saúde pelos postos de saúde das prefeituras”, escreveu.

Caso a proposta seja adicionada à Constituição, a expectativa do relator é de que o repasse seja de R$ 5,6 bilhões em 2021, ao fim do aumento gradativo do fundo. Em 2016, a transferência aos municípios no mês de setembro foi de R$ 4,1 bilhões.

SEGURANÇA

Também está na pauta do Senado a PEC que institui o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Segurança Pública, com o objetivo de obter recursos para as forças policiais dos estados e do Distrito Federal. O financiamento virá, segundo a proposta, de parte da arrecadação de impostos cobrados de indústrias de armamento, de empresas de segurança privada e de contribuições com parcela do lucro líquido das instituições bancárias e financeiras.

Esse não é o único projeto relativo ao tema que será discutido pelos senadores nesta semana. Na Comissão de Constituição e Justiça da Casa, uma série de propostas está na mesa para ser apreciada. A intenção do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), é fazer um esforço concentrado de votações relativas à segurança pública, da mesma forma como fez a Câmara há algumas semanas.

Antes, porém, no plenário, os senadores poderão votar o texto que cria o Estatuto da Segurança Privada e da Segurança das Instituições Financeiras, que trata dos critérios de prestação dos serviços pelas empresas de segurança e dentro de bancos.

SESSÃO DO CONGRESSO

Na quarta-feira (6), está marcada uma sessão conjunta dos deputados e senadores para analisar os vetos do presidente Michel Temer a proposições aprovadas pelo Congresso Nacional. Estão na pauta 11 vetos, como à reforma eleitoral aprovada no início de outubro pelos parlamentares, à proposta que cria um crédito especial para auxílio financeiro às Santas Casas de Misericórdia e à que trata do refinanciamento de dívidas de pessoas físicas e empresários com a Receita Federal.

Uma resposta

  1. Congresso Nacional um mal necessário ao Brasil? Penso que sim, como encontra-se o mesmo é melhor fechar para concertar e ser eficaz ao País,diminuir o tamanho: dos 513 (quinhentos e treze)deputados reduzir para 91 e dos 81(oitenta e um) senadores reduzir para 5 (cinco) senadores e os mesmos serem representantes das regiões do Brasil,bem como os deputados representarem o povo das regiões do Brasil.

    Deixar de ser um congresso nacional perdulário e corrupto,deixar de ser um símbolo de uma casa de Lupanar,que cada senador tenha salário de 3O(trinta salários mínimos e assessores 6 (seis) que não ultrapasse os gastos 3O Trinta salários mínimos.

    Que os deputados tenham salários equivalentes e assessores idem,porém,que tanto
    deputado e sanador só pode ter direito uma reeleição e após,não pode mais ser candidato,portanto,a fila anda.

    Vale também para presidente do Brasil,só uma reeleição é mesmo sistema dos governos americanos e,que diminua os números de ministros,dos 39 (trinta e nove)
    é suficiente 9 ministros.

    Só precisamos no Brasil de um homem ou uma mulher, capaz,honesta(o),despido(a) de vaidade que encare esta grande epopeia de governar o Brasil,que tendo esta conduta os brasileiros e as brasileiras estarão contigo.

    feliz Natal Brasil e que Papai Noel traga um Presidente ou uma Presidenta desta
    conduta no ano novo que se aproximo, feliz ano novo Brasil!

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