O assassinato do casal Paulo Colombiano e Catarina Galindo, em Salvador, completa oito anos nesta sexta-feira (29), ainda sem uma punição para os mandantes e executores do crime, denunciados pelo Ministério Público. Familiares, amigos e movimentos sociais promovem, nesta sexta-feira, um ato para cobrar celeridade no julgamento do caso, em frente ao Fórum Ruy Barbosa, no Campo da Pólvora, a partir das 9h.
O processo judicial, que havia chegado à segunda instância, sofreu um revés, no final do ano passado, quando desembargadores da Segunda Turma da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) devolveram a sentença proferida em primeiro grau, que levava a júri popular os acusados.
A alegação da defesa foi de que o juiz Paulo Sérgio Barbosa de Oliveira, que era do 2º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Salvador, usou de ‘excessos de linguagem’ ao proferir a sentença. Com a decisão, o processo volta à primeira instância para a ‘adequação da linguagem’, mas só depois que forem apreciados todos recursos que a defesa apresentou.
O CASO
A autoria dos crimes, já reconhecida em primeira instância, é atribuída ao empresário e oficial aposentado da PM Claudomiro César Ferreira Santana, apontado como mandante, e a seus funcionários Adaílton de Jesus, Edilson Araújo e Wagner Lopes, que seriam os executores.
A acusação contesta a exclusão de responsabilidade de um outro acusado, o irmão de Claudomiro, o médico Cássio Antônio. Os dois irmãos eram proprietários da MasterMed, empresa do ramo de plano de saúde que tinha um contrato com o Sindicato dos Rodoviários, onde Paulo Colombiano era tesoureiro.
Para os familiares e a polícia, as mortes foram planejadas por Claudomiro e Cássio depois de saberem que Colombiano havia descoberto uma fraude milionária no contrato de prestação de serviços ao sindicato. Catarina e Colombiano foram mortos a tiros enquanto voltavam de carro para casa, no bairro de Brotas, área central da capital baiana.



















