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Rui Costa nega que tenha intenção de privatizar a Embasa || Foto Vaner Casaes

Durante evento político em Itabuna, nesta quarta (17), o governador Rui Costa negou que pense em privatizar a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa). Hoje, a Veja publicou sobre suposto interesse do gestor baiano em passar à mão da iniciativa privada o serviço de saneamento.
O PIMENTA perguntou ao governador, durante entrevista, se há essa intenção para o novo mandato. Eis a resposta.
PIMENTA – A Embasa vai ser privatizada?
RUI COSTA – Não. Não sei onde você viu isso… Teremos mudança em estrutura do Estado? Teremos. Teremos mudança de alguns órgãos do governo? Teremos. Mas eu só vou anunciar isso em novembro e dezembro. Eu não conversei com ninguém (sobre mudanças). Eu não conversei nem com minha esposa quanto mais com outras pessoas. As vezes ela me cobra: nem comigo você fala as coisas… E eu digo: você terá vontade de falar com a mãe, sua mãe com a sua tia…
PIMENTA – Mas o senhor está pensando em privatizar?
RUI – Não temos esse pensamento de privatizar a Embasa. O que nós temos em relação à Embasa é projeto de parcerias público-privadas (PPPs). A Embasa tem hoje capacidade limitada de investimentos. O governo federal não está com recursos para investir na ampliação de serviços. Aqui em Itabuna mesmo nós temos conversado com o prefeito. O serviço é municipal, mas nós precisamos encontrar solução para o esgotamento de Itabuna e de outras cidades. A solução é atrair investimentos privados. Para isso, quero fazer projetos de PPPs em várias cidades, mantendo a Embasa como líder ou parceira. Em Itabuna, eu penso numa solução com a empresa municipal, junto com a Embasa, façam parceria para atrair a iniciativa privada para fazer o esgotamento. Não precisa privatizar nem fechar a empresa. Mas você precisa atrair o recurso privado. Tem muito recurso hoje de empresas nacionais e internacionais que querem investir em água e esgoto no Brasil e na Bahia. Se a gente não tem dinheiro no caixa, não pode deixar o povo sem esgoto, sem água. Temos que atrair quem tem recursos. Então, o que penso é fazer Parcerias Público-Privadas e não privatizar a empresa.

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