Cientista baiano participa de quadro do Caldeirão do Huch
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Nascido no município de Tucano, no sertão da Bahia, o cientista e imunologista Gustavo Cabral,  de 38 anos,  faz parte do grupo que desenvolve uma vacina brasileira contra a Covid-19.  O cientista baiano contou parte de sua história durante sua participação no programa Quem Quer Ser Um Milionário, do Caldeirão  Huck, na TV Globo.  Ele ganhou R$ 50 mil respondendo a perguntas do quadro.

Hoje, Gustavo Cabral faz parte da equipe cientistas da Universidade do Estado de São Paulo, que desenvolve uma vacina contra o novo coronavírus. Para o cientista baiano, não será possível aplicação da vacina neste ano. ”  Neste ano é praticamente impossível,  porque existem os cuidados que devem ser seguidos”.

Cabral lidera grupo que desenvolve vacina brasileira contra o coronavírus|| Fotos TV Globo

Cabral contou que trabalhou na feira-livre, mas sempre pensou que iria vencer na vida e escolheu a educação para realizar os seus sonhos. “Aos 15 anos, sair de casa e fui morar em Euclides da Cunha, que próxima a Tucano, onde trabalhei num açougue”, disse ao apresentador.

Cientista informou que, por causa da jornada de trabalho no açougue, ficou três anos na antiga 8ª série (atual nono ano). Ele só conseguiu se formar no ensino médio aos 21 anos. “Fiquei quatro anos trabalhando nisso. Não conseguia estudar porque acordava às 3 horas da madrugada e estudava à noite e nunca termina o ano letivo”, detalhou.

O cientista recordou-se que começou a observar que muitas pessoas comuns, que optavam pelos estudos, conseguiam ter sucesso na vida.  “As pessoas que a gente chamava de doutor tinham uma vida diferente, tinham carro, farmácia, casa boa, conversavam diferente.  Eu disse quero ser isso aí”. Por isso, vendeu o que tinha e passou a dedicar-se somente aos estudos. Com o dinheiro, ele pagou os anos finais no ensino médio e um pré-vestibular.

No ensino superior, Gustavo Cabral escolheu o Curso de Ciências Biológicas, na Universidade do Estado da Bahia (Uneb),  em Senhor do Bonfim. Após a graduação, ganhou uma bolsa de pesquisa e iniciou o mestrado em Imunologia em Salvador, na Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Decidiu partir para São Paulo, onde obteve PHD na Universidade de São Paulo (USP). Mas não parou por aí. Resolveu que poderia ir ainda mais longe. Partiu para o exterior. Fez doutorado em Portugal e pós-doutorado na Universidade de Oxford, na Inglaterra.

2 respostas

  1. Sem tirar os méritos do participante, mas o Luciano como ator, nao faria sucesso. A cara de falsa surpresa dele, ao “descobrir” que o candidato era cientista da USP, ficou hilária. Então tentou tirar vantagem sobre o tema vacina, mas nao contava com a seriedade do “entrevistado”.

  2. A educação tira qualquer um da lama . Conheço muitos exemplos deste tipo. Eu vivenciei história igual.

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