UFSB amplia cotas para ingresso em cursos superiores|| Foto Pimenta
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O Conselho Universitário da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) aprovou a criação de mais uma vaga supranumerária destinada a pessoas em situação de privação de liberdade (detentos), egressos do sistema prisional e para refugiados. O Conselho também atualizou medidas e ajustes na aplicação da reserva de vagas nos fluxos dos processos seletivos.

Pessoas egressas do sistema prisional, ainda em privação de liberdade, e também refugiados – pelas mais diversas razões – poderão acessar a vaga supranumerária via Sistema de Seleção Unificada (SiSU) e Colégios Universitários. Haverá uma vaga para cada curso, turno e campus da instituição.  A UFSB é a primeira universidade a oferecer reserva de vagas para o público interno ou egresso do sistema prisional no Brasil.

O programa de ações afirmativas da Universidade Federal do Sul da Bahia é um dos mais destacados e reconhecidos nacionalmente por meio da atuação institucional no debate sobre a política de cotas. A expectativa é que as novas medidas já sejam aplicadas nos próximos processos de ingresso na UFSB.

INOVAÇÕES

Segundo o pró-reitor de Ações Afirmativas da UFSB, Sandro Ferreira, é importante destacar que a UFSB vem realizando inovações importantes em sua política de ações afirmativas, ao longo desses últimos quatro anos. “A nossa universidade vem se consolidando como uma instituição sempre disposta a promover a inclusão e o combate às desigualdades por meio da educação”.

Nesta semana, representantes da universidade e a direção do Conjunto Penal de Itabuna se reuniram para apresentação da resolução e alinhamento de ações conjuntas para que os detentos se preparem para prestar a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O pró-reitor relata que a direção convidou a equipe da universidade a visitar as instalações de aula que existem no presídio, o que deve ter agenda confirmada nos próximos dias.

A instituição foi pioneira também na reserva de vagas supranumerárias para pessoas transexuais, travestis e transgêneros, além de manter em sua política de ações afirmativas vagas supranumerárias para povos indígenas aldeados, povos de comunidades remanescentes de quilombos ou comunidades indenitárias tradicionais e pessoas de origem cigana.

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