Ciro Gomes no lançamento virtual de pré-candidatura à presidência da República || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 2 minutos

O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes lançou oficialmente sua pré-candidatura à presidência da República pelo PDT com um discurso centrado em propostas econômicas, ontem (21). Sob o lema “a rebeldia da esperança”, idealizado pelo marqueteiro João Santana, ele prometeu abolir o teto de gastos para destravar investimentos públicos e revisar a reforma trabalhista.

O PDT organizou um evento para cerca de 50 integrantes da comissão da executiva nacional em sua sede em Brasília. O plano original era uma convenção com mais de 1.000 filiados, mas a direção da sigla reduziu o evento a um formato quase 100% virtual por causa do avanço da variante ômicron.

Não faltaram no pronunciamento referências ao que Ciro batizou de “projeto nacional de desenvolvimento”. O pedetista tem como bandeira a “reindustrialização” do Brasil. A política fiscal para tornar o Estado indutor desse processo passa por deixar os investimentos do governo federal livres do teto de gastos, como já afirmou ao Poder360 o coordenador da área econômica da pré-campanha de Ciro, deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE).

A ideia é vincular a expansão dos investimentos ao crescimento da receita corrente líquida. Hoje, despesas obrigatórias –como gastos com salários de servidores e a Previdência– comprimem o espaço para esse tipo de gasto no teto.

Para aumentar a receita, Ciro defende a tributação de lucros e dividendos “dos ricos” e um corte de 15% nos incentivos fiscais. Com a 1ª medida, ele estima um ganho de arrecadação de R$ 48 bilhões e, com a 2ª, de R$ 45 bilhões. No discurso desta 6ª, ele também prometeu taxar grandes fortunas.

Outra crítica de Ciro ao teto de gastos é que ele controla só as despesas primárias, ou seja, não se aplica às despesas financeiras, com juros, amortização e rolagem da dívida pública.

“O orçamento da União é de R$ 4,8 trilhões. Mas só se discute e controla R$ 1,8 trilhão, que é o dinheiro da saúde, da educação, da infraestrutura. Já os R$ 3 trilhões de despesas com juros, amortização e renegociações correm soltos para as mãos dos banqueiros. Correm tão sem limite como a falta de vergonha dos que defendem tamanho absurdo”, disse.

Ele não explicou, contudo, como pretende mudar a gestão das despesas financeiras do governo federal. Confira a íntegra em Poder360.

Deixe aqui seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.