Rui afirma que futuro político depende de decisão coletiva
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Na tarde desta quinta-feira (17), em Terra Nova, o governador Rui Costa (PT) foi perguntado sobre o seu futuro político e afirmou que não vê problema em continuar no governo até o final do mandato, o que significaria abrir mão de tentar vaga no legislativo nas eleições deste ano.

Porém, não descartou a possibilidade de seguir outro caminho, se isso for demandado pelo grupo político que integra. Segundo Rui, essa será uma decisão coletiva.

“Eu não tomo decisão – nem de um jeito nem de outro, nem para ser candidato nem para deixar de ser candidato – apenas considerando um voo solo de uma carreira solo. Eu não sou assim. Nunca fiz política assim. Não acredito em que faz política assim”, declarou.

ESPECULAÇÕES

A fala do governador pareceu responder especulações a respeito da reunião que teve, na última terça-feira (15), com o ex-presidente Lula e os senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PP). Correram notícias de que Rui teria manifestado o desejo de se candidatar ao Senado.

Duas fontes que acompanham as movimentações partidárias em Salvador disseram ao PIMENTA que Rui está mesmo inclinado a disputar a única vaga para a Câmara Alta.

Nesse caso, a cabeça da chapa para o Palácio de Ondina seria Otto, que, até aqui, tem reafirmado a intenção de ser reeleito senador. Ao vice-governador João Leão (PP), caberia assumir o governo do estado em abril e indicar o vice da majoritária governista.

Para refutar o cenário hipotético acima, logo após a reunião de terça-feira (15), Jaques Wagner apressou-se em anunciar que ainda é pré-candidato a governador.

NÃO NOS CONVIDARAM

Ontem (16), o secretário de Emprego, Trabalho, Renda e Esporte da Bahia, Davidson Magalhães (PCdoB), pôs em questão a continuidade da pré-candidatura de Wagner, conforme declaração ao programa O Tabuleiro, da Ilhéus FM.

Hoje (17), em nota à imprensa, Davidson esclareceu que falava apenas da dificuldade de o mesmo partido ocupar duas das três posições da chapa majoritária. “Em momento nenhum foi falado da impossibilidade de candidaturas. É bom deixar claro que quem atribui essa afirmativa a mim ou ao PCdoB tem o objetivo claro de criar intriga, pois temos nas relações políticas com o senador Jaques Wagner um grande apreço”.

Na mesma nota, Davidson afirmou que o PCdoB não participou de nenhum articulação sobre a majoritária na Bahia.

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