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Uma pesquisa tenta identificar os motivos da hesitação de quem se opõe à vacinação de crianças contra Covid-19 no Brasil. Sob o título “Incerteza quanto à vacinação de crianças para COVID-19 no Brasil: um websurvey”, o trabalho é liderado pelos professores Edson Martinez e Miriane Zucoloto, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP).

O projeto tem colaboradores em diversos lugares do país, inclusive na Bahia, onde atua a professora Carla Dutra, do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em Ilhéus. Segundo a docente, a hesitação vacinal não é definida, simplesmente, como rejeição da vacina.

” [A expressão] não classifica uma pessoa como antivacina. Há pessoas que podem recusar todas as vacinas, mas também há pessoas que podem recusar algumas e concordam em receber outras. Há pessoas que podem aceitar as vacinas recomendadas, mas sentem-se inseguras sobre a decisão de vacinar os seus filhos”, explica

A professora explica que os dados colhidos nesse tipo de pesquisa são importantes para o aperfeiçoamento das políticas públicas de saúde. Segundo Carla, um estudo recente, também de abrangência nacional, mostrou que 30% dos voluntários tinham algum tipo de desconfiança sobre a eficácia ou a segurança das vacinas contra Covid-19.

Qualquer voluntário acima de 18 anos pode colaborar com a pesquisa. Disponível neste link, o questionário assegura anonimato aos participantes.

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