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Há 25 anos no PSDB, Aloysio Nunes não apoia a pré-candidatura do correligionário João Doria à Presidência da República. No dia 2 de outubro próximo, votará em Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conforme declarou ao jornal Estado de S. Paulo em entrevista publicada nesta sexta-feira (13).

Na primeira encarnação política, durante a ditatura civil-militar, Aloysio militou no Partido Comunista Brasileiro (PCB). Radicalizou-se a ponto de escolher a resistência armada ao regime e se juntou à Aliança Libertadora Nacional (ALN), do lendário mulato baiano Carlos Marighella.

Na segunda vida pública, filiado ao MDB, foi vice-governador de São Paulo. Já no PSDB, em 1997, assumiu o Ministério da Justiça de Fernando Henrique Cardoso. Em 2016, no Senado, endossou o ingresso dos tucanos na coalizão partidária que cassou o mandato de Dilma Rousseff (PT), votando a favor do impeachment da ex-presidente. No mandato tampão de Michel Temer (MDB), comandou o Ministério das Relações Exteriores.

Hoje, aos 77 anos, o ex-ministro vê no presidente Jair Bolsonaro (PL) um fascista e reserva a Lula o lugar de representante viável da democracia. “O segundo turno já começou e eu não só voto no Lula como vou fazer campanha para ele no primeiro turno”, disse. “Não existe essa terceira via; só existem duas: a da democracia e do fascismo. Se quisermos salvar o Brasil da tragédia de Bolsonaro, teremos de discutir o que vamos fazer juntos”.

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