Aditivo é vital para evitar super aquecimento e problemas maiores para o motor do carro
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Ícaro Mota é consultor automotivo

Um dos principais sistemas responsáveis pela vida útil de um motor e seu bom funcionamento é o de arrefecimento – componentes por onde circulam água e/ou aditivo – bastante importante, e muito ignorado.

É composto por reservatório, bomba d’água, radiador, mangueiras, válvula, sensores, eletroventilador e bloco. Ele tem a função de resfriar ou amenizar o aquecimento causado pela combustão – mistura ar-combustível.

Cada fabricante indica quando deve ser feita a troca do líquido de arrefecimento. Há casos em que se orienta trocar a cada 30 mil quilômetros ou 1 ano e situações que devem ser trocadas a cada 120 mil quilômetros ou 5 anos.

É ideal que seja usado aditivo no sistema com proporção de 60% água desmineralizada e 40% de aditivo concentrado (utilize sempre marca de qualidade).

O aditivo (líquido refrigerante) tem a função de amenizar o risco de fervura no sistema (aumenta o nível de ebulição) e evita o congelamento (onde as temperaturas são baixas), evita a oxidação e, principalmente, faz com que o sistema atinja a temperatura ideal com mais rapidez.

O nível no reservatório sempre deverá estar entre o mínimo e o máximo. Se o reservatório estiver com o líquido abaixo do mínimo, com toda a certeza há vazamento, pois o sistema é vedado e não há por onde evaporar. É preciso identificar e sanar imediatamente, pois, por falta de refrigeração, certamente o motor fundirá.

De maneira alguma deve ser ignorado qualquer tipo de vazamento, e não se deve brincar de repor o líquido. Isso seria um paliativo que pode lhe trazer grandes danos. Pois até mesmo em uma eventual mistura com líquido em temperaturas diferentes ou der entrada de ar por falha humana, pode queimar facilmente a junta do cabeçote. E, por consequência, fundir o motor – o que irá gerar um prejuízo enorme.

O óleo lubrificante e o líquido de arrefecimento são para o carro assim como o sangue e a água são para o nosso corpo. Por isso, mantenha a revisão preventiva em dia e evite dores de cabeça.

Ícaro Mota é consultor automotivo e diretor da I´CAR. A coluna é publicada às sextas-feiras.

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